Mostrando postagens com marcador eleições 2010. Mostrar todas as postagens

Cabral fez corpo mole e quer ganhar sem ter trabalhado


Cabral fez corpo mole e quer ganhar sem ter trabalhado


     Sergio Cabral continua contando com os amigos para buscar uma chance no governo Dilma.
No Panorama Político, de ‘O Globo’,  está dito que cinco governadores poderão emplacar seus indicados, devido a diferença de votos que Dilma obteve em seus Estados.
E cita a Bahia com 2,7 milhões; Pernambuco e Ceará com 2,3 milhões; Rio com 1,7 milhão, quase o mesmo que o Maranhão com 1,6 milhão.
                    
A diferença do Rio foi mínima.
Ela foi praticamente igual a do pequeno Maranhão, embora aqui tenhamos 12 milhões de eleitores contra 4 milhões da terra de Sarney.
Pernambuco e Ceará tem a metade do eleitorado do Rio.
E a Bahia tem dois terços.
                    
Que fique claro: Sergio Cabral nada fez absolutamente pela candidata Dilma..
Não exibiu um cartaz, não contratou um cabo eleitoral, não participou de nenhum ato sem a presença da candidata, não  gastou um único tostão no segundo turno.
O fanfarrão quer faturar sem ter trabalhado.
Ao contrário: no meio da campanha ele foi para a Europa desfrutar das delícias do outono.

- Cabral fez corpo mole

Da coluna de Berenice Seara, no Extra:
“Das 34 prefeituras comandadas pelo PMDB, em 14 Serra superou Dilma Rousseff — ou 41%. Das dez prefeituras petistas no estado, quatro -ou 40%- foram soterradas pela votação do tucano José Serra: Petrópolis, Teresópolis. Santa Maria Madalena e Conceição de Macabu”.





Vitória apertada?


Vitória apertada?
Dacio Malta

     ‘O Globo’, de 01/11, abre sua manchete, na primeira página, dizendo que Dilma Rousseff teve menos votos que Lula,  em 2006, e insinua que sua vitória foi apertada.
Então vamos aos números.
                    
São Paulo é a cidade mais populosa do país, da América e de todo o Hemisfério Sul.
A diferença de Dilma para Serra foi uma São Paulo inteira e mais um milhão de habitantes da periferia.

Os 12 milhões de votos que distanciaram Dilma de Serra correspondem a dois Rio de Janeiro ou a cinco Belo Horizonte.
Ou quase quatro Uruguais.
Ou um Portugal inteiro.

Importante aliado do PT, PSB cresce e sonha com voo solo


Nestas eleições, o partido ganhou espaço no Congresso e no Nordeste e planeja se consolidar no Sudeste antes de chegar à Presidência

Ao barrar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República nas eleições de 2010, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) fez uma conta singela de custo e benefício. Em vez de bancar a egotrip do deputado cearence, que teria uma campanha cara e com chances ínfimas de triunfar, o partido optou por um arranjo eleitoral com o PT de Lula e de sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff. Dessa maneira, a legenda agora aproveita sua condição de satélite da estrela petista.
O resultado das urnas comprova o acerto do cálculo. Com a votação do dia 3 de outubro, a legenda passou de 27 para 35 parlamentares – foi a que mais aumentou proporcionalmente sua bancada na Câmara dos Deputados. Com a ajuda de Lula nos palanques, conquistou, já no primeiro turno, o governo de dois grandes estados do Nordeste – Pernambuco e Ceará – e o do Espírito Santo. No segundo turno, abocanhou outros três governos – Piauí, Paraíba e Amapá. Com esse aumento de envergadura, o PSB já planeja os próximos passos. Quer conquistar o Sudeste. E seus líderes garantem: o partido tem, sim, a pretensão de chegar à Presidência da República.
A decisão de não lançar candidatura própria deixou Ciro Gomes magoado, mas foi necessária para sacramentar rapidamente a coligação com o PT. “Sem essa coligação não teríamos tantos votos para seis governadores”, avalia o vice-presidente do partido, Roberto Amaral. Em troca, os petistas conquistaram espaço em palanques estaduais muito importantes para Dilma Rousseff. “Os dois lados saíram ganhando”, diz o líder do governo na Câmara, deputado federal reeleito Cândido Vaccarezza (PT-SP). “O PSB cresceu junto com o PT, só quem perdeu foi a oposição.”
Segundo Vaccarezza, o PSB é um aliado estratégico do governo e apóia Lula desde a campanha de 1989 – apesar de ter lançado candidatura à Presidência em 2002, com Anthony Garotinho (hoje no PR). Isso seria uma prova de que a sigla é coerente, e um dos motivos de seu crescimento ao longo dos anos. No entanto, nos oito anos de governo petista, somente três socialistas comandaram alguma pasta importante: Ciro Gomes, que foi ministro da Integração Nacional, Roberto Amaral e Eduardo Campos, que se sucederam na Ciência e Tecnologia.
Os integrantes do partido evitam falar em novos cargos num governo Dilma, mas não escondem acreditar que um espaço maior seria merecido. “Em respeito à população, não vamos antecipar essa discussão, mas, falando em tese, o fortalecimento do partido com certeza enseja maior participação no plano nacional, até porque o PSB terá grande expressão no Nordeste”, diz Rodrigo Rollemberg, senador recém-eleito por Brasília e atual líder do partido na Câmara.
Semelhanças - O momento vivido pelo Partido Socialista Brasileiro permite a comparação com a trajetória do PFL, que transformou-se em DEM em 2007. A diferença básica é o lado de que está cada uma das legendas: enquanto PSB é aliado da esquerda e sempre apoiou o governo Lula, o DEM é da direita liberal e, via de regra, aliado do PSDB, que comandou o país por 8 anos pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso.
O líder tucano na Câmara dos Deputados, deputado João Almeida, acredita que o fortalecimento regional dos socialistas, principalmente no Nordeste, é o maior ponto de semelhança entre o PSB e o antigo PFL. “O Nordeste é o melhor pasto para o fisiologismo, que está enraizado por lá há muitos anos”, comenta.
Para ele, o PSB não é muito diferente das demais legendas que “se alojam” no poder e se alimentam do fisiologismo que caracteriza o sistema partidário brasileiro. “É mais um partido utilitário que está sempre disputando espaço dentro do governo, emenda, cargo, diretoria de empresa. A ideologia está só no nome”, diz Almeida. Rodrigo Rollemberg diz que não é bem assim: “A luta por cargos nunca foi tradição nem foi importante para o nosso partido”.
Histórico - O PSB foi criado em 1947 e ressurgiu em 1985, com a abertura política após o regime militar. Todos os ideais do partido mantêm-se idênticos aos originais, juram seus dirigentes. Mas questões como a implantação do socialismo no Brasil já não podem ser levadas assim, digamos, a sério. “Ele é nosso ideal, mas sabemos que não é possível implantá-lo de vez no Brasil, então o adaptamos à realidade daqui, com uma social democracia de esquerda, liberdade e distribuição de renda, sem abrir mão da soberania e do crescimento do país, tendo o estado como indutor do desenvolvimento”, explica o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral.
Projeções - Apesar das propostas socialistas, o PSB tem planos bem convencionais para o futuro. “Temos pretensão nacional, mas fazemos política com condições objetivas e vamos nos preparar para chegar lá mais fortes. Só vamos considerar o partido consolidado quando nos fortalecemos no triângulo das bermudas: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, diz Amaral, referindo-se aos três estados mais populosos do país.
Não se pode negar que o partido dê passos reais na direção apontada. Nestas eleições, a legenda conquistou a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados paulista e teve o segundo deputado federal mais votado no estado, o polivalente Gabriel Chalita, que é político, educador, escritor, autor dos versos imortais “Nadem os golfinhos/Gritem os macaquinhos” e amigão do peito do padre-cantor Fábio de Melo.
Em Minas, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, conseguiu o cargo em 2008 com o apoio tanto do PT quanto do PSDB – e acabou com 16 anos de poder dos petistas na cidade. Em terras fluminenses, o partido ainda não vai tão bem. O jogador Romário, eleito deputado federal, ficou em sexto lugar na votação e, por enquanto, é o único nome de destaque do PSB no Rio, sem nunca ter ocupado um cargo político na vida.
Enquanto não conquista o “triângulo das bermudas”, o PSB aposta em seu líder mais popular atualmente para ganhar espaço nacional: o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, neto de um dos nomes históricos do partido, Miguel Arraes, que governou o mesmo estado,.
Campos é o atual presidente da legenda e queridinho de Lula. Acaba de ser reeleito como o governador proporcionalmente mais bem votado do país, com 82,84% dos votos válidos. Para completar, sua mulher, Ana Arraes, foi eleita a deputada federal mais bem votada do estado. É certo que muita coisa pode acontecer até lá, mas, em 2014, Eduardo Campos poderá ter criado asas suficientes para levar o partido para voo solo. Certo, Ciro?
Crescimento do PSB:
Governadores
2006 – 3
2010 – 3 eleitos (PE, CE e ES) e 3 em primeiro lugar nas pesquisas do segundo turno (AP, PI, PB)
Vagas no Senado
2006 – 2
2010 – 4
Vagas na Câmara Federal
2006 – 27
2010 – 35 (aumento de 29,6%)
Deputados estaduais
2006 – 60
2010 – 73
Principais nomes:
·        Eduardo Campos – presidente do partido e reeleito governador de Pernambuco
·        Ciro Gomes (ex-PMDB, PSDB e PPS) – deputado federal, ex-ministro da Integração Nacional, sem mandato em 2011
·        Luiza Erundina (ex-PT) – deputada federal reeleita por São Paulo, ex-prefeita da capital paulista
·        Gabriel Chalita (ex-PSDB) – vereador de São Paulo, nestas eleições foi eleito deputado federal com o segundo maior número de votos do país
·        Renato Casagrande – foi deputado federal e senador pelo Espírito Santo, acaba de se eleger governador do estado
·        Márcio França – presidente do partido em São Paulo, é deputado federal, líder do PSB na Câmara e foi reeleito nestas eleições
·        Márcio Lacerda – prefeito de Belo Horizonte, eleito com o apoio de Fernado Pimentel (PT) e o ex-governador do estado Aécio Neves (PSDB)
·        Romário – jogador de futebol, recém-eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Não tem poder político, mas foi um grande puxador de votos da legenda





Sérgio Cabral gasta R$ 20 mi em campanha


De acordo com lista de doadores do TSE, governador gastou três vezes mais do que Gabeira e Peregrino juntos




De onde virá tanto dinheiro???
O governador Sérgio Cabral (PMDB) arrecadou no total R$ 20.677.106 para se reeleger, de acordo com a lista de doação publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já os candidatos derrotados ao governo do Estado Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR) ficaram bem para trás. O verde angariou R$ 3.612.400, enquanto o apadrinhado do ex-governador Anthony Garotinho conseguiu R$ 3.310.220.
O governador, portanto, teve três vezes mais recursos do que seus dois principais oponentes juntos. Mesmo quando comparado ao número de votos, o custo da eleição de Cabral é maior do que a de seus adversários. Para cada R$ 3,96 investidos, Cabral ganhou um voto. Já Peregrino desembolsou quase o mesmo para conquistar cada eleitor: R$ 3,89. Gabeira investiu apenas R$ 2,21 por voto, 44% a menos que o governador reeleito.
O maior doador de Cabral foi seu próprio partido, que contribuiu com R$ 2 milhões. Eike Batista doou R$ 750 mil para a campanha. O empresário compartilha o quarto lugar de maiores doadores com duas empresas. Homem mais rico do Brasil, Eike é dono de dez companhias.
As empreiteiras Camargo Corrêa e OAS são as duas maiores doadoras com R$ 1 milhão cada. A Queiroz Galvão vem logo atrás com R$ 800 mil. Já Companhia Metalic Nordeste (concessionária da CSN) doou R$ 750 mil, assim como a Multiplan Empreendimentos Imobiliários. Dois bancos também chamam atenção na relação de doadores: Itaú Unibanco (R$ 700 mil) e BMG (R$ 600 mil).
Na lista de doações também estão presentes as seguintes empresas do ramo da saúde: Amil (R$ 100 mil), Empresa de Serviços Hospitalares (R$ 80 mil), Amico Saúde (R$ 70 mil), Hospital de Clínicas de Niterói (R$ 50 mil) e Serv. Baby Hospital Materno Infantil (R$ 40 mil).
Deputados também doaram
A família Picciani – o presidente da Alerj Jorge Picciani e seus filhos Leonardo, deputado federal reeleito, e Rafael, deputado estadual eleito para o primeiro mandato – doou no total R$ 113 mil à campanha do governador. Os deputados estaduais Domingos Brazão, do PMDB (R$ 15.224), Coronel Jairo, do PSC (R$ 3.500), e Christino Áureo, do PMN (R$ 8.507) completam a lista de parlamentares doadores. Juntos eles contribuíram em R$ 141 mil. O assessor de Cabral, Ary Ferreira Costa Filho, contribuiu com R$ 10 mil.
Grande parte dos recursos de Gabeira veio do fundo partidário, foram R$ 2,7 milhões, ou 74%. A proporção da participação do PR na campanha de Peregrino foi igualmente importante: R$ 3.303.720, ou 99,8%. Parte dos recursos partidários do candidato do PR veio especificamente das campanhas do Anthony Garotinho a deputado federal.
A campanha de Gabeira foi complementada por doações do Itaú Unibanco (R$ 350 mil), Gerdau Comercial de Aços (R$ 200 mil) e Brookfield Brasil (R$ 100 mil). Colaboraram com o verde também seu candidato a vice, o tucano Márcio Fortes (R$ 500 mil), o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga (R$ 100 mil) e o candidato derrotado ao Senado pelo PPS, Marcelo Cerqueira (R$ 50 mil).

Aécio e Marina lideram apostas para 2014


Assim como os dois, há outras lideranças mais jovens que aproveitaram a eleição deste ano para se consolidar

Marcelo de Moraes - O Estado de S.Paulo
Com a eleição presidencial polarizada pela petista Dilma Rousseff e pelo tucano José Serra, uma corrida política paralela foi deflagrada para garantir posições vantajosas na disputa de 2014. Assim, projetos nacionais de poder já foram incubados em várias disputas regionais.

Desempenho. Eleito senador, Aécio ainda emplacou Anastasia e garantiu vaga para Itamar
Alguns desses movimentos foram bem claros. É o caso do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) e da senadora Marina Silva (PV-AC). Mas há outros nomes desde já de olho na disputa de 2014: os governadores eleitos de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do Paraná, Beto Richa (PSDB), além dos governadores reeleitos de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Assim como Marina e Aécio, todos representam lideranças mais jovens que aproveitaram a eleição para se consolidar e ocupar papel de destaque no cenário político nacional.
Aécio, de 50 anos, ganhou tudo em Minas. Foi eleito senador com votação expressiva, emplacou o sucessor Antônio Anastasia (PSDB) no governo e garantiu a vaga de senador para o ex-presidente Itamar Franco (PPS), derrotando na mesma eleição o ex-ministro Hélio Costa (PMDB), e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). O resultado credencia o tucano como melhor aposta do PSDB para a sucessão presidencial daqui a quatro anos.
Marina Silva, de 52 anos, é nome consolidado para 2014. Credenciada por quase 20 milhões de votos no primeiro turno, mesmo contando com uma estrutura mínima de campanha e quase nenhum tempo de propaganda na televisão, ela se tornou a maior surpresa da corrida presidencial deste ano. Sua campanha bem sucedida formou uma base bastante sólida para a próxima eleição.
Geração. Eduardo Campos, de 44 anos, lidera o projeto nacional do PSB, que ampliou bastante sua representação no País.
Entre os tucanos, Alckmin, de 57 anos, dá a volta por cima na sua trajetória política com a eleição para o governo de São Paulo.
Comandando o Estado mais populoso do País, passa a ter importância política para planejar uma nova campanha para o Palácio do Planalto, depois de ter sido batido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.
Beto Richa, de 44 anos, saiu da Prefeitura de Curitiba para o comando do governo do Paraná, derrotando o senador Osmar Dias (PDT), que tinha o apoio de Lula e do governador Roberto Requião (PMDB). Os dois tucanos, no entanto, precisariam antes superar o bom momento de Aécio dentro do partido.
Na prática, a transição entre as disputas de 2010 e 2014 representa uma espécie de troca de gerações na política brasileira. Depois de dois mandatos, Lula deixará o governo com 65 anos. Pode até tentar um novo mandato em 2014, mas já estará perto dos 70 anos. Os dois principais candidatos à sua sucessão também passaram dos 60 anos. José Serra tem 68 anos e Dilma está com 62 anos. Eleita, é candidata quase certa à reeleição.
Há ainda o caso do deputado Ciro Gomes, de 52 anos, que sonhava com sua terceira campanha presidencial, mas viu o plano ser barrado pela direção do PSB e pelo próprio Lula e não disputou nenhum cargo este ano.
Projetos regionais. Um bom resultado nas eleições, entretanto, não garante o sucesso dessas incubadoras políticas. O principal problema é que, tradicionalmente, a maioria dos partidos não desenvolve projetos de poder em nível nacional. Preferem concentrar suas atenções nas disputas regionais onde possuem lideranças expressivas.
Ciro Gomes experimentou na pele a situação este ano. O PSB preferiu investir na parceria nacional com o PT em torno da candidatura de Dilma e ganhar o apoio petista em campanhas estaduais consideradas estratégicas pelo partido. Em troca, o PT decidiu abrir mão de candidaturas em locais importantes, como Ceará, Pernambuco e Espírito Santo, por exemplo. A estratégia garantiu a vitória do PSB nesses três Estados já no primeiro turno.
Essa falta de interesse dos maiores partidos em ter candidatos na eleição para o Palácio do Planalto fica clara na atual disputa. Entre os partidos com representação expressiva dentro do Congresso, apenas PT, PSDB, PV e PSOL bancaram candidaturas majoritárias - outras cinco legendas pequenas também participaram da disputa.
O PMDB é o principal exemplo desse tipo de comportamento. Apesar de ser líder em número de parlamentares dentro do Congresso e sempre ter número expressivo de governadores, não lança um candidato à Presidência desde 1994, quando Orestes Quércia terminou em quarto lugar. Depois disso, passou a se concentrar com sucesso nas disputas estaduais e, agora, chega à Vice-Presidência da República.
NOVA GERAÇÃO
Aécio Neves (PSDB-MG)
O ex-governador mineiro é considerado nome certo para disputar a eleição presidencial daqui a quatro anos. Sai fortalecido ao se eleger senador, emplacar Antônio Anastasia (PSDB) como sucessor no governo de seu Estado e garantir a vitória de Itamar Franco (PPS) para a segunda vaga no Senado por Minas
Beto Richa (PSDB-PR)
Depois de ganhar duas eleições seguidas para a Prefeitura de Curitiba, chegou ao governo do Paraná e ganha relevância dentro do PSDB
Eduardo Campos (PSB-PE)
Novamente vitorioso, o governador de Pernambuco deve deflagrar em 2014 o projeto de candidatura própria do PSB ao governo federal
Geraldo Alckmin (PSDB-SP)
Chegou a disputar o segundo turno presidencial contra Lula em 2006, mas perdeu espaço. Com a nova eleição para o governo de São Paulo, recupera terreno político e pode ser opção para o Planalto, mas numa escala abaixo de Aécio
Marina Silva (PV-AC)
Participante da disputa pela Presidência, Marina foi a sensação da reta final do primeiro turno eleitoral. Com quase 20 milhões de votos, aproveitou a atual campanha para construir bases sólidas para uma candidatura competitiva daqui a quatro anos

Cabral continua o fanfarrão de sempre

4 de novembro de 2010 por Dacio Malta

    Sergio Cabral faz o que quer com o noticiário do  ‘Globo’.
Hoje (04/11), o jornal informa que o governador deverá fazer dois ministros: o da Saúde e o das Minas e Energia.
Ou os repórteres, ou o governador, deram para beber no horário do expediente.
                        * * *
O PSB fez seis governadores, e o PMDB apenas cinco.
Com esse cacife, os socialistas estão reinvindicando quatro ministérios.
Já o fanfarrão do Rio  acredita que, da cota do PMDB, dois ministérios serão indicados por ele.
Ele quer a Saúde, transferindo assim as algemas para Brasília, e mais o das Minas e Energia, o xodó da Presidenta. 
                        * * *
Desde que Dilma se transferiu para a Casa Civil, Minas e Energia ficou com o PMDB do Maranhão, leia-se José Sarney.
O diferença de votos que Dilma teve no Rio, contra José Serra, foi a mesma diferença que ela obteve no Maranhão. E isso em números absolutos. Só que lá, o eleitorado é de apenas 4 milhões de eleitores, contra 12 milhões do Rio.
                       * * *
Cabral diz que o Rio deve ficar com Minas e Energia, pois tanto a Petrobras quanto a Eletrobras tem suas sedes na capital fluminense.
Mas isso desde suas criações.
Por que será que Cabral não teve, no governo Lula, não o ministério, nem a presidencia dessas estatais, mas pelo menos uma diretoria?
Por uma razão simples: ele não tem quadros.
                       * * *
No mesmo noticiário de ‘O Globo’, está dito que ele trabalha por Jorge Picciani.
A notícia certamente só pode ter sido dada para agradar o próprio Picciani.
Não teria o menor sentido Dilma fazer um ministério de derrotados.
                      * * *
Fora isso, é sabido que o  PMDB não confia, quer distância, e boa parte de sua liderança detesta o governador Sergio Cabral.
Ele já deu diversas provas de traição ao partido.
Em foi o único governador que ficou contra a candidatura de Michel Temer para a presidência do PMDB. Na época, Cabral fez o possível para eleger Nelson Jobim , cuja candidatura durou pouco mais de 24 horas.
Depois, emprestou a barriga para que  Lula gestasse a candidatura de José Gomes  Temporão para o ministério da Saúde, contra o desejo do partido.
                      * * *
A diferença de votos que Dilma Rousseff  obteve no Rio foi ridícula.
E isso porque ela não contou com o empenho do  governador na campanha.
Nem Cabral, nem Picciani, gastaram um único tostão no segundo turno.
Cabral  abandonou a campanha e viajou, de férias, para a Europa.
Cabral não participou de nenhum ato político em favor da candidata, a não ser nos momentos em que ela estava presente.
Cabral não foi a Brasília cumprimentar Dilma e nem ouviu o seu discurso.
Cabral disse, no Twitter, que ele  telefonou para parabenizar Lula. O governador acredita firmemente que Lula é quem comandará o futuro governo.
                     * * *
A quem interessar possa.
Os tres governadores queridinhos de Dilma são Cid Gomes (CE), Jacques Wagner (BA) e Eduardo Campos (PE).
Exatamente nessa ordem.
Quem quiser prosseguir nessa lista, e nomear os três seguintes, também não encontrará o nome de Cabral.

Dilma Roussef é eleita Presidente do Brasil!!!


Dilma Roussef é eleita Presidente do Brasil!!!

Primeira mão!













 Dilma é a primeira mulher presidente  do Brasil!

Com 90% dos votos apurados, já está decidido:Dilma foi eleita presidente para suceder Luis Inácio Lula da Silva com 55,2% dos votos, contra 44,7 de Serra. Neste cenário, a virada já é matematicamente impossível!
A candidata do Partido dos Trabalhadores é a grande vencedora das eleições no Brasil, e sagra-se a primeira mulher a presidir a nação. No lastro do eleitorado do presidente mais popular da história deste país, Dilma agora terá 4 anos de governo.
Em breve, mais detalhes!

Boca de urna do IBOPE aponta a vitória de Dilma


Dilma x Serra. A saga desta eleição:


A eleição 2010 está encerrada. Em algumas horas saberemos quem será o novo, ou nova, presidente do Brasil. E desta vez, certamente não será Lula, para tirar o frio da barriga dos grandes empresários e da direita em geral, e para apreensão da esquerda.
Dia 1º de Janeiro de 2011 será ou Dilma, ou Serra. E por quatro anos. Obviamente vou esperar o resultado para comentar, mas é preciso antes discutir o que nos trouxe até esta escolha entre a primeira mulher com reais chances de ser eleita e a volta ao poder dos tucanos, na derradeira tentativa de José Serra.

Esta eleição começou a 5 anos atrás, antes da reeleição de Lula. Estávamos em plena crise do mensalão, e a oposição adotou a tática do “let burn all”. Teve nas mãos a oportunidade de caçar o prsidente trabalhador, eleito pelos pobres como um messias e enterrar de vez as máximas de governo do povo para o povo. Mas optou por levar tudo, não queria só ganhar, queria humilhar, tripudiar e enterrar de vez o PT e a esquerda em geral. Optou por cozinhar Lula num Congresso esfacelado, envolto em denúncias de corrupção, suborno e propinas. Achavam que chegariam ao ano seguinte com Lula desamparado, sem |PMDB, PTB, PL e nenhum outro apoio que lhe garantisse chances na disputa eleitoral.

Achando assim, preferiram desencadear uma guerra interna, que segundo Sérgio Guerra, era a verdadeira eleição daquele ano: Serra ou Alckmin. Qual dos dois o PSDB elegeria para ser o presidente que o povo aclamaria nas urnas? E a disputa teve todos os requintes de uma eleição de fato: dossiês, cobertura total da mídia, verba de campanha, debates com regras rígidas, alianças políticas, divisão de benesses antes da eleição para aqueles que trouxessem mais votos... enfim, como disse o presidente atual dos tucanos, foi a eleição! Bem, era o que eles achavam.

Como sempre diz Lula, nunca antes na história deste país, um presidente soube ser maior que o próprio  partido, que o Congresso e não sucumbir ao poder. Lula parace ter visto uns 5 anos a frente em sua bola de cristal, e tomou a difícil decisão de cortar a cabeça de todos os líderes que o apoiavam. Caiu Dirceu, Gushiquem, Pallocci, Genoíno, Delúúúbio (quem me conhece entende...) e por aí vai. O primeiro e até diria eu o segundo escalão foram pro saco. Ele assumiu tudo sozinho, e convenceu o país que havia sido traído (sem contudo nunca ter dito isso) e que a partir de agora só ele mesmo poderia reconduzir a nação ao rumo certo pra longe da volta da ditadura, ou das “zelites”. Começou ali a traçar um novo rumo para o governo e para o partido. O campo majoritário do PT agora era sinônimo de corrupção, como “xerox” é de fotocópia, quase não se sabia qual a  diferença semântica.
Assim, ele estava agora acima do partido e das forças congressuais e estatutárias deste. Escolheu pessoas sem currículo político e, claro, sem votos, para ocupar os ministérios e secretarias. Foi ele mesmo buscar apoio na base desalinhada, chamou o PMDB e lhes disse: agora vocês são governo! Faltando meses para a eleição, ele era a única saída para a esquerda, e sabia disso. Correndo por fora, só Ciro Gomes, no PSB, e Garotinho, no próprio PMDB, mas sem conseguir o milagre de transformar o PMDB num partido, e não em vários, como sempre foi.
Ciro era aclamado por onde ia, era a jóia da coroa socialista, mas não tinha tempo de TV e nem um partido minimamente corajoso para bancá-lo. Garotinho foi sabotado pela ala fisiologista do PMDB (não, não são os 99% que estou falando, é só os caciques) liderada por Sarney e Renan Calheiros. Lula então, construiu naturalmente seu nome como única alternativa, quase messiânica.
O PSDB agora já se preocupava um pouco, pois a guerra interna tinha deixado mágoas e desgastes, e o partido não vinha mais com a força que achava que tinha. Além disso, a fritura que planejavam no governo já não funcionava mais, e mesmo com novos escândalos sendo preparados ou requentados, não faziam mais impacto na opinião pública.
O resultado, todos sabem, Lula foi reeleito no segundo turno, e agora só não mandava sozinho porque tinha que tomar café da manhã, almoço e jantar com Sarney e Renan Calheiros. Dentro do governo e do PT, não havia ninguém, era um vácuo. E a preocupação já existia no dia 2 de Janeiro, pois em política, como sabem, o mais importante é manter o poder, e o primeiro ato depois de ser eleito, é preparar a próxima eleição. Quem seria? O PDT se mexia, achando que poderia agora fazer um bloquinho com o PSB e PCdoB. O PSB também, só que com Ciro. Até o PCdoB achava que podia fazer graça. Os PMDBs não achavam nada, estavam felizes e contentes preenchendo as fixas de indicação nas estatais e etc.
Começou então a novela do terceiro mandato. Quem poderia suceder Lula? Quem sucederia o gênio popular? Talvez Pelé... não, não, ele não tem tanto carisma e apelo popular... Quem então? Ah, sim, Lula! O PT queria, a mídia dizia, a oposição se contorcia, Chávez apoiava... sim, só podia ser Lula de Novo com a Força do Povo!
Mas Lula manteve em banho-maria. Foi governando e construindo silenciosamente sua candidato. Uma certa ministrazinha que nem foto teve publicada em jornais quando sucedeu a bombástica queda de Zé Dirceu. Ela sempre estava lá, nas reuniões ministeriais, mas deviam achar que era uma secretária, uma servidora do Palácio do Planalto. Algumas vezes ela dava entrevista a meia-dúzia de jornalistas que após perguntarem ao cerimonial, descobriam quem era a ministra chefe da casa civil.
E aí, não se sabem bem onde nem quando, ela começou a aparecer em todos os eventos. Alguma fonte interna vazou que Lula poderia não concorrer (BLASFÊMIA!!!) e que a Dilma Roussef, pois naquela época ela era uma ilustre desconhecida, não era tratada intimamente só pelo primeiro nome, poderia ser a candidata do PT. HAHAHA!!! A oposição ria e mais uma vez achava que já tinha ganhado! Uma crise mundial prestes a se abater no Brasil, o PT ia de Dilma num-sei-que-lá e desta vez o tucanato estava unido, quem sabe por uma chapa puro-sangue, ou melhor, café com leite: Serra e Aécio.
Mas a crise foi mesmo uma marolinha aqui, os resultados econômicos e sociais eram cada vez melhores e surpreendentemente Dilma crescia nas pesquisas. O maior alento do PSDB era Ciro ser candidato e deixar Dilma pra trás, ou ainda, ela ser um desastre público com sua inexperiência eleitoral.
Começaram a eleição com aquela coisa de time grande contra time pequeno: Na hora certa a gente faz os gols e vira o placar, calma, calma. Mas o tempo passava, passava, e surpreendentemente Dilma também passou Serra. Não foi um fiasco como eles esperavam a apresentação pública de Dilma, e Serra provou ser um político aquém de suas pretensões e de sua fama; Não conseguia vencer uma pessoa que nunca tinha disputado nem debate pra síndico de prédio. Marina foi um fator decisivo neste xadrez, e Plínio fazia os debates serem tão imprevisíveis que tiravam a atenção do candidato de oposição que ali estava pra ser oposição, mas não sabia como. E Plínio deitava e rolava.
Na reta final do primeiro turno era dada como certa a vitória de Dilma, mas uma polêmica que tratarei num próximo post, o aborto e a religiosidade nas eleições, além do crescimento mais que esperado, ao menos por mim, de Marina Silva, que também gostarei de tratar no próximo post, fizeram este segundo turno, que se encerrou a 52 minutos atrás no Brasil deste fuso horário.
Assim, chegamos a eleição entre Dilma, e o Zé, que depois voltou a ser Serra-do-bem, numa versão pitoresca de Lulinha-paz-e-amor. Não adianta se indignar, xingar a democracia, mandar e-mails pro Bolsonaro e pedir pra ele preparar a volta dos militares, não adianta dizer que o Tiririca podia ser o presidente. Ou é Dilma, ou é Serra. Saberemos antes da meia-noite deste crepuscular dia das bruxas!

Marina propõe programa a rivais e vê Brasil pronto para mulher na Presidência

A candidata derrotada do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, apresentou nesta sexta-feira (8) o documento que servirá de base para conversas  sobre um possível apoio da verde aos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) no segundo turno. Além disso, a ex-ministra do Meio Ambiente repetiu, ao ser questionada,
que “o Brasil está preparado para ter uma mulher na Presidência da República”.

No entanto, a senadora pelo Acre não explicitou apoio à ex-ministra da Casa Civil, candidata do partido pelo qual Marina militava até o ano passado, nem a Serra, que tem a preferência de membros da cúpula do PV. “Cabe a quem está na disputa convencer o eleitor. Não sou eu quem vai falar”, disse ela, que contou com cerca de 19% dos votos no primeiro turno.

http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Agenda-por-um-Brasil-Justo-e-Sustent%C3%A1vel-1.pdf
A peça apresentada pelo PV, intitulada “Agenda por um Brasil Justo e Sustentável” contém propostas abordando dez temas distintos, que vão da transparência nos gastos públicos a uma proposta de reforma política e ao aumento do investimento na educação. A redação do programa foi concluída nesta tarde por uma comissão nacional do partido.
“Não existe uma garantia a priori do que vai ser feito por alguém que chegar ao governo”, afirmou Marina ao comentar sobre possibilidade de aplicação do programa por quem suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Da nossa parte, havia um compromisso. E é por esse compromisso que estamos lutando.”
Compareceram à entrevista o presidente do PV, José Luiz Penna, o vice, Alfredo Sirkis, e o candidato derrotado do partido ao governo de São Paulo, Fábio Feldmann. Os dirigentes afirmaram que nenhum dos pontos do documento é prioritário e garantiram que a discussão com os candidatos restantes “será programática”, apesar de admitirem que não há consenso no partido em torno do nome a ser apoiado.
“Reconheço que é difícil [termos posição unitária]”, afirmou Penna. “Mas ainda tenho fé que a quantidade de pessoas que se manifeste contrariamente [à unidade] seja pequena”, disse.
Propostas
O documento, que, segundo Marina, será utilizado em “uma eventual interlocução com Dilma e Serra”, traz propostas de reforma política, com adoção do voto distrital misto e financiamento público de campanha. Para a educação, o texto prevê o aumento do investimento na área para sete por cento do PIB e a erradicação do analfabetismo até 2018, entre outros pontos.
Na área de segurança pública, a principal proposta é a criação de um fundo nacional “para complementar os salários dos policiais civis e militares”. No meio-ambiente, que dá a Marina suas principais bandeiras, o destaque é o veto a propostas do código florestal que promovam “anistia a desmatadores”. O trecho se refere à sugestão apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que tramita no Congresso.
Além disso, o documento fala em uma reforma tributária que simplifique impostos e também em uma política externa “orientada pela promoção da paz”.
Fisiologismo
A ex-ministra do Meio Ambiente foi questionada sobre uma suposta negociação de cargos que membros do partido teriam realizado com Serra, para o caso de eleição do tucano. Vice-presidente do PV, Sirkis reafirmou o caráter programático das propostas, mas admitiu que integrantes do partido recorrem à negociação de cargos em troca de apoio.
“Não que todo mundo do PV tenha essa visão [programática]. Mas hoje ela é, sem dúvida, hegemônica”, disse. No dia 17 deste mês, a sigla decidirá se apoiará um dos candidatos à Presidência em uma convenção nacional. Marina não especificou se a aceitação do documento pelos presidenciáveis será decisiva para o apoio. “Nós vamos para uma convenção. Até lá, vamos ter um debate”, disse. 

(UOL Eleições)



Debate p/ Governador no Rio 12/08


Cabral    -           Gabeira     -        Peregrino       -     Jefferson

O debate transcorreu como esperado, com os três candidatos de oposição mirando suas críticas no candidato à reeleição Sérgio Cabral, e este buscando encontrar em sua administração detalhes positivos mesmo diante das contundentes constatações de problemas feitas pelos opositores.

Cabral usou a tática de surfar na popularidade de Lula e Dilma, com o mesmo discurso de união das três esferas que vem se dando bem nas pesquisas nos últimos levantamemtos, e apontar setores dentro das áreas de seu governo que vão bem.
Em nenhum momento se dignou a responder aos questionamentos e às acusações, usando de uma tática covarde de ora se esquivar das acusações de improbidade de seu governo, como se nada tivesse a ver com o governo, ora alegando que as acusações a suas corrupções seriam ataques pessoais, pedindo direito de resposta.
Um dos pontos altos foi protagonizado em debate de Cabral com Peregrino, quando Cabral vergonhosamente ignorou a pergunta e falou por 2 minutos sobre algo que nada tinha a ver com a questão, quando questionado sobre porque chamou os médicos de vagabundos, as mulheres da favela de fábricas de marginais e um menor de idade de otário e sacana. Não respondeu isso, e ainda se indignou a ponto de pedir direito de resposta quando publicaram as relações espúrias de sua esposa com concessionárias públicas, Metrô Rio, Supervia e Facillity.
Na sua opinião, o Rio já está pacificado, a educação em penúltimo lugar nacional está avançando (só se for pra trás), a saúde teve avanços com as UPAs e o transporte está resolvido com o bilhete único. Pediu por fim mais quatro anos para cumprir as promessas que fez. Destaque-se que são as mesmas promessas que fez quatro anos atrás.... agora ele pede mais quatro anos prometendo fazer a mesma coisa que não fez nos últimos quatro.

Fernando Peregrino provavelmente foi o que mais lucrou neste debate. Sem experiência em debates e campanhas majoritárias, o professor que é representante de Garotinho se comportou de uma forma habilidosamente híbrida. Conseguiu passar a imagem de calmo, sereno e competente e ao mesmo tempo foi, junto com Jefferson Moura o mais incisivo e agressivo, trazendo sem falsos pudores para o debate os escândalos do governo.
Não citou Dilma nenhuma vez, citou Lula duas vezes e Garotinho umas 12 vezes, assim como Brizola 3 vezes. Não poupou Cabral, acusando-o de corrupção, enriquecimento ilícito, descaso, preconceito com os pobres e de misturar o público com o privado de sua mulher. Acusou Cabral de levar as decisões do Estado para a cama, com a representante daqueles que prestam serviço ao Estado.
Sua maior crítica ficou no campo da moralidade, se colocando como capacitado e experiente, tendo participado da criação dos CIEPs, Restaurantes Populares, Farmácias Populares, UEZO e FAETEC.
Apesar de novo como candidato, tentou demonstrar ser experiente em administração pública eficiente, colando sua imagem nos programas bem sucedidos e bem avaliados pela opinião pública, assim como tentando avisar aos cerca de 30% do eleitorado que é cativo à Garotinho que ele é o candidato do ex-governador campista.

Fernando Gabeira decepcionou. Confuuso, prolixo, e até em um momento destemperado, Gabeira não iniciou a onda verde que fez em 2008. Tentando uma tática arriscada de ser oposição sem parecer agressivo, Gabeira iniciu tão morno, que quando viu que estava saindo do centro das discussões, se exasperou e quis entrar na celeuma, interrompendo Cabral em direito de resposta que nada tinha a ver com ele. Certo que sua queixa era justa, pois a Band forneceu o segundo direitro de resposta para Cabral de forma equivocada, mas seu destempero só ajudou Cabral.
Gabeira não apresentou uma proposta que ficasse na cabeça do povo, e não percebeu ainda que sua tática de ser o representante da ética e do novo não dará certo enquanto Jefferson Moura estiver junto para poder bradar mais alto sua independência das máquinas públicas. Diferente de 2008 também Gabeira desta vez tem uma campanha sem estrutura, sem empenho e contra um (ou dois) candidato(s) que se apóiam em Lula, numa eleição que Lula vai participar ativamente.
Tentou se consolidar como o candidato da ética e das novas práticas políticas, mas esbarrou no radicalismo de Jefferson Moura que estava sempre disposto a dobrar as apostas de Gabeira, atacando-o de aliado de César Maia e dos tucanos. Gabeira precisa urgentemente repensar sua candidatura. Pelo bem do Rio e da democracia no estado.

Jéferson Moura tentou parodiar Plínio de Arruda Sampaio. Levantou  bandeira do independentismo, do único que não esteve no poder ainda para poder atacar seus adversários e se diferenciar. Falou o tempo todo em nome dos funcionários públicos, principalmente da educação, e também foi muito incisivo contra Cabral.
Não sei se por falta de oportunidade, mas não coube a ele nenhuma das principais acusações, todas feitas por Peregrino. Mas não perdeu chance de repisar as críticas, adicionando um toque de indignação do funcionalismo estadual.
Evidentemente, sua participação não foi tão efetiva como a de Plínio, já que Fernando Peregrino conseguiu puxar o bonde das acusações ignorando todas as críticas à sua relação com garotinho.

Em suma, Cabral pode respirar um pouco aliviado de ter enfrentado candidatos pouco experientes, pois se fosse contra Garotinho e César maia, teria sido destroçado. Mas mesmo assim, deve temer que este seja o início de sua queda, pois agora uma boa parcela da população ouviu sobre escândalos até então calados com muitos milhões em publicidade.
Peregrino tem que soltar fogos de artifício, pois conseguiu colar a imagem de principal crítico de Cabral, passando Gabeira que está bem a frente dele nas pesquisas. Peregrino precisava desta exposição, e a conseguiu sem parecer esquerdóide ou radical, e de quebra conseguiu colar também seu nome ao de Garotinho. Sua formação e currículo talvez tragam para ele alguns votos de Garotinho não conseguiriam. É muito cedo, mas para o primeiro debate, ele teve um grande lucro.
Fernando Gabeira deve estar muito preocupado. Não chou o tom da campanha. Não sabe como se colocar. Está indo ora preá lá ora pra cá, conforme o vento, Não é nem o mais competente, nem o mais crítico, nem  mais popular, nem o mais celebridade. Não se achou ainda, e vai acabar perdendo o bonde da campanha. Precisa colar sua imagem à Marina urgentemente, pois o voto dos tucanos e democratas ele não deve perder, pois estes não tem mais em quem votar pra Governador, e seu titubeio em aderir de vez a Marina está fazendo com que  eleitores dela se diluam em outros candidatos.
Jefferson Moura certamente irá nesta linha até o final. É a linha do PSOL no país inteiro. São um partido novo, sem vínculo com o poder, radicais e com opiniões reformistas. Não poderia o candidato aqui se portar diferente. É um pouco desarticulado, mas deve pegar mais jeito durante a campanha.

Há portando uma tendência em Cabral perder um pouco de sua popularidade desde já, o que deve acentuar no início da propaganda na TV. Imagino eu que ele caia até o final do mês para uns 40% ou 42%, com uma forte subida de Peregrino, que deverá alcançar no final do mês uns 10 a 12 %, Gabeira é uma incógnita, mas não deve cair, e Jefferson Moura não deve passar de 4% Isso que fiz é um pouco de futurologia, mas os números não devem ser muito diferentes não, isso é claro, se o Montenegro não lembrar de pagar a conta de seu filho com Cabral usando o Ibope, né.

Furo de reportagem. Cabral xinga menor de sacana e otário em comunidade

Vejam o vídeo. Rapaz grava conversa com Lula, e Cabral chama o menino de sacana, depois de levar uma bronda dopresidente.



Mais, Cabral (montagem) sobre s muros de isolamento das favelas:

Vídeos do debate da Bandeirantes

Vídeos do debate da Band.
Para quem não viu, e principalmente para quem viu, uma pequena edição, tendenciosa é claro, mas reveladora do debate, que fora estes fatos engraçados, foi o pior que o Brasil já viu. Nível baixíssimo.



O debate da Band.


O debate da Band.

Na minha avaliação, os grandes vencedores deste debate foram José Serra e Plínio de Arruda Sampaio, e a grande derrotada foi Dilma Roussef. Marina apenas perdeu uma grande chance de se mostrar como o diferencial, uma terceira via. E isso, era tudo que ela poderia esperar pra sua campanha... portanto, perdeu muito também.

Dilma Roussef demonstrou claramente que não sabe se portar na frente das câmeras e num debate. Gaguejou, repetiu a palavra “questão” mais de 10 vezes em menos de 2 minutos e em todas as suas falas, virou de costas e de lado para a câmera e só olhou “no olho” do espectador após 1 hora de debate (e possíveis puxões de orelha dos acessores). Em certo momento Plínio chegou a externar o que estava latente, que parecia que a candidata do PT, que melhor defendia o governo e melhor representava a filosofia política petista era Marina Silva.

No momento mais favorável à Dilma, quando da pergunta de um jornalista sobre as privatizações, e que era a hora de Dilma se diferenciar de Serra e acusá-lo de privatista, ela conseguiu ficar na defensiva tentando se explicar sobre suposta afirmação sua favorável à privatização das telecomunicações, que Serra recordou. Serra conseguiu sair de acusado para acusador.

Dilma também não conseguiu apresentar nenhuma proposta que ficasse na cabeça do telespectador. Apenas falou de UPP e UPA, e deu outros nomes à propostas apresentadas por Serra e Marina. Um desempenho pífio, para não dizer assustador e vergonhoso da candidata que representa um dos melhores, se não o melhor, governo brasileiro, com recordes de aprovação e com quase todos os números favoráveis, e que está liderando todas as pesquisas. É inequívoca prova de sua inexperiência e falta de habilidade política-eleitoral, que ela terá pouquíssimo tempo para corrigir.

José Serra foi no caminho seguro. Não se arriscou, não saiu em defesa do governo FHC, apenas de suas ações naquele governo e de seu governo em São Paulo. Não foi também confrontado em nada, tendo tido amplo espaço para atacar Dilma de forma tão sutil que não lhe tirou a áurea de superior, melhor, que deseja passar. Se prendeu demais ao tema de saúde, que provavelmente irá explorar bastante por sua atuação positiva quando ministro desta área.

Serra provavelmente foi quem saiu efetivamente melhor deste debate, pois conseguiu desestabilizar sua adversária principal, permaneceu e reforçou sua tese de que ele pode fazer mais, que é mais experiente. Conseguiu até desfazer um pouco a imagem de sério, carrancudo, quando citou sua filha, sorriu abertamente e até chorou citando um passado pobre que quase ninguém tinha ouvido falar de sua vida.

Marina Silva, como disse, perdeu em não saber ganhar. Entrou e saiu do debate incólume. Quem a apoiava teve a certeza de que ela é uma ba candidata, muito concisa e coerente, e que conhece bastante da máquina pública nacional, não é uma aventureira. Mas sua missão no debate não era essa. Era se colocar como uma terceira via, uma alternativa, se diferenciar de Dilma e Serra. Sua missão era arrebanhar os votos que Dilma deixou pra trás neste debate, não sabendo se colocar como mulher e candidata do governo. Marina não conseguiu se sobressair muito por causa de Plínio Arruda, que com um discurso forte, e uma habilidade típica dos debates antigos, bem cênico, atraiu a atenção.

Marina em certos momentos parecia ser realmente a candidata do PT, do governo. Sabia dados importantes do governo, defendeu ações deste governo, falou uma linguagem de esquerda que soa muito mais parecido com o ideário do PT do que o tecnicismo e economicismo de Dilma. Marina conseguiu consolidar sua posição de mulher, evangélica e ambientalista, apesar de ter falhado em não ter feito analogias e metáforas que fizessem os eleitores perceberem isso de forma mais marcante.

Plínio Arruda Sampaio foi uma grata surpresa. Não que duvidasse de sua capacidade intelectual, mas sim de seu vigor físico e velocidade de resposta. Sua pequena tradição em debates também não revelava um debatedor tão afiado como foi neste. Soube em todas as falas destacar qual era sua diferença pros demais. Não há, penso, ninguém que tenha visto o debate com atenção que não tenha saído dele sabendo porque aquele velhinho é diferente dos outros. Se o discurso de esquerda radical, tradicional e bem estudado fará efeito nesta massa de eleitores desacostumados com este panfletismo, isso não sei, mas certamente ele conseguiu se colocar como alternativa para o voto de opinião, e para o voto de protesto também. Sua postura de socialista típico, defendendo terras pra todos (sem contudo ter conseguido mostrar para o urbanizado brasileiro qual importância disso), emprego e divisão de renda, assim como a substituição quase imperceptível da palavra socialismo pela palavra justiça social, ou igualdade social, o conduziram ao personagem mais interessante do debate. Eu terminei o debate associando sua imagem à palavra igualdade, de tanto que ele a usou. Ele conseguiu interagir com o telespectador. Usou de recursos neurolinguisticos, fazendo quem estava em casa imaginar um muro (que separa os pobres dos ricos), ou fazendo convincentemente que fosse visto uma semelhança entre Dilma, Serra e Marina e uma diferença nele para os demais. Usou um tom mais descontraído, chamou Serra de hipocondríaco, ignorou Dilma claramente e nomeou Marina como representante do PT, além de taxá-la de capitalista.

Foi agressivo, mas com classe. Se arriscou, mas compensou isso deixando claro ao público que fazia isso porque era preterido nos debates. Pra um senhor de praticamente 80 anos, se mostrou um sábio (que de fato o é) e um destemido, ma medida que foi o único que se expôs, coisa que Marina não teve audácia de fazer.

De resumo, fica a decepção com Dilma, e o medo de que ela acabe elegendo Serra mesmo com tudo a favor dela; um reconhecimento da habilidade de Serra de posar de democrata e de colocar irretocavelmente sua tática de parecer mais preparado em ação; uma grata surpresa de ver um debate sociológico de profundidade trazido a debate por Plínio, e de forma tão fluida e fácil, e uma incógnita de como Marina se portará daqui pra frente pra não perder o bonde da campanha, pois ela tem que fazer o Brasil conhecer quem ela é, já que só 5 a 10% do país sabem o que ela representa e quais são suas propostas.

Aguardemos a próxima pesquisa eleitoral para repercutir em números este que além de ter sido apenas o primeiro debate, com o clima eleitoral ainda morno, foi também muito prejudicado pela concorrência do jogo da semifinal da Libertadores entre São Paulo e Internacional.

TRE-RJ recolhe diariamente toneladas de publicidades irregulares

RIO E BRASÍLIA - Já se passaram três semanas de campanha eleitoral liberada nas ruas, e o peso das propagandas irregulares que emporcalham a cidade já pode ser visto – e medido. Em dez dias de fiscalização, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio já recolheu, só na capital, cerca de dez toneladas de material proibido.
Quinta-feira a ação foi concentrada na zona oeste da cidade, passando pelos bairros da Barra da Tijuca, Recreio, Grota Funda e Mato Alto. Em três horas e meia de trabalho, os fiscais do TRE recolheram quase uma tonelada de cartazes, placas e galhardetes, instalados em áreas públicas ou com tamanhos maiores que o permitido. A maior parte do material de campanha era dos candidatos ao governo Sérgio Cabral e ao Senado, Jorge Picciani, ambos do PMDB. Também havia material de candidatos a deputado federal e estadual, como Rodrigo Bethlem, Pedro Paulo Carvalho e Domingos Brazão, todos do PMDB, e de Stepan Nercessian, do PPS.
Carro de som
Todos os produtos apreendidos foram levados ao depósito do Tribunal, em Benfica, enquanto se define a destinação final do lixo eleitoral acumulado. Um carro de som das campanhas de Clarissa e Anthony Garotinho, do PR, apreendido na noite de quarta-feira em frente a sede do Tribunal, com dez pessoas fazendo campanha não permitida, continua aguardando regularização no pátio do TRE. Diariamente os fiscais utilizam dez carros e três kombis para rodar a cidade, procurando identificar e fotografar os pontos de maior concentração de irregularidades e recolhendo o que já for possível.
Volume
A maior parte da propaganda irregular na cidade se concentra nas zonas norte e oeste. O número total de ações no estado ainda não foi calculado pelo TRE, mas os dados relativos à eleição de 2008 –quando a votação era para prefeito e vereador – demonstram que essa deve ser uma preocupação permanente. Há dois anos o Tribunal totalizou 3480 procedimentos contra propaganda irregular. Para o chefe da fiscalização do TRE na capital, juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho, os candidatos estão gastando muitos recursos com a propaganda, dado o volume de material na rua – e deveriam ficar atentos à legislação, independentemente da fiscalização
– Hoje, por exemplo, fotografamos 50 placas diferentes, todas do mesmo candidato. Acho que a multa deveria ser maior – explica o juiz Paulo Cesar. – Mas o prévio conhecimento do que pode e do que não pode não depende da nossa verificação.
Desinformação alimenta a propaganda proibida
A assessoria da campanha de Sérgio Cabral informou que não iria comentar a apreensão dos materiais, já que não foi notificada judicialmente pela Justiça Eleitoral. Os outros candidatos citados na reportagem não puderam ser contactados. Mas o que ocorre frequentemente é o mal uso da propaganda pelos candidatos proporcionais da coligação, que disputam os cargos de deputado federal ou estadual. Na ânsia de associar seu nome ao do candidato majoritário, o concorrente pode abusar do direito à propaganda, principalmente nos espaços públicos.
Para o cientista político Geraldo Tadeu, existe um grande problema: a falta de informação.
– Apesar do baixo valor, as multas são cumulativas, a reincidência não vale a pena – explica Tadeu. – A verdade é que a grande maioria dos candidatos desconhece a legislação eleitoral, que é cheia de sutilezas. As assessorias não advertem e os partidos não orientam quem está concorrendo.
Diferença
O especialista considera ser de certa forma natural a poluição eleitoral ser mais presente nas zonas norte e oeste, onde a forma de fazer política é mais tradicional, com carros de som, corpo a corpo e cumprimentos nas ruas.
– Moradores da zona sul priorizam reuniões em casa. Além disso o eleitor procura se informar melhor, tem mais influência junto à imprensa, o que inibe em grande parte as possíveis irregularidades.
Denúncias ajudam MPE a agir contra candidatos sujões
Ana Paula Siqueira
O órgão responsável por atuar contra as propagandas eleitorais que estão em desacordo com a legislação é o Ministério Público Eleitoral. Vinculado à Procuradoria Geral da República, o órgão cuida especificamente das candidaturas à Presidência. Nos estados, a atribuição é dos Ministérios Públicos Eleitorais Estaduais, vinculados às Procuradorias regionais.
Como não tem condições de manter equipes nas ruas para verificar a regularidade da propaganda dos candidatos, o órgão depende de denúncias, que são encaminhadas pelo MPE aos Tribunais Regionais Eleitorais ou à Procuradoria Geral da República.
O MPE não tem estrutura própria. Ele é composto por membros do Ministério Público Federal e Estadual. O procurador-geral da República exerce a função de procurador-geral eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As propagandas irregulares podem ser denunciadas por meio de representações ou reclamações que chegam ao conhecimento da Justiça Eleitoral. Caso haja confirmação da denúncia aos olhos do MPE, denúncia por crime eleitoral é oferecida, competência que cabe exclusivamente ao órgão.
Apesar de não ter estrutura própria, o MPE atua dentro e fora do período eleitoral. Denúncias podem ser dirigidas aos MPs estaduais, de preferência com algum tipo de prova, como testemunhas, fotos, vídeos, áudios, documentos ou objetos. Também é possível apontar abusos via internet, no site do MPE.
A fiscalização, no entanto, fica a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O juiz de propaganda eleitoral, diferentemente de outros juízes, tem poder de polícia. Ele pode, independente de ser provocado, por fiscais na rua e apreender material.
Caso o TRE verifique que a legislação está sendo descumprida, processo será aberto e encaminhado à Procuradoria Regional, a quem cabe pedir ao TRE a aplicação de multas.

A melhor análise das pesquisas para as eleições pra Governador e Senador.


Abaixo analiso a primeira pesquisa Datafolha para o Rio de Janeiro.


PARA GOVERNADOR:
Sérgio Cabral tem vantagem de 35 pontos em relação ao segundo colocado
Na capital a diferença entre Cabral e Gabeira cai para 23 pontos

A primeira pesquisa Datafolha realizada após a oficialização das candidaturas revela vantagem de Cabral de 35 pontos sobre o segundo colocado nas intenções de votos para o governo do Estado do Rio de Janeiro. Cabral aparece com 53% seguido por Gabeira, com 18% das intenções de voto.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de julho de 2010, com 1264 eleitores do Estado e a margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os candidatos Cyro Garcia, do PSTU, e Eduardo Serra, do PCB, aparecem empatados em terceiro lugar com 3% das citações, seguidos por Fernando Peregrino, do PR, e Jefferson Moura, do PSOL, com 1% cada. Todos os nomes dos candidatos oficialmente registrados no TSE estavam presentes nos cartões apresentados aos entrevistados. Afirmaram votar em branco ou nulo, 9% dos entrevistados e 12% ainda não sabem em quem votar.

É no interior que Cabral amplia ainda mais a vantagem sobre Gabeira: ali, 56% dos eleitores votariam no candidato do PMDB e 14% no candidato do PV.
Entre os eleitores da região metropolitana, 52% votariam em Cabral e 20% em Gabeira.
É na capital fluminense que o candidato do PV possui mais eleitores, recebendo os votos de 25% dos entrevistados contra 48% de Cabral.

Sérgio Cabral é o preferido entre os eleitores mais jovens, com 60% das intenções de voto entre aqueles de 16 a 24 anos e 64% das intenções entre aqueles de 25 a 34 anos. Quanto à escolaridade e renda, a preferência pelo candidato pemedebista é maior entre aqueles com nível médio (55%) e entre aqueles com nível fundamental (54%), bem como entre aqueles que alegam ter renda familiar média mensal de até dois salários mínimos (56%).


Gabeira obtêm seus melhores índices entre o eleitorado masculino, com 22% das preferências nesse segmento e entre os eleitores mais velhos, com 23% das intenções entre os entrevistados com 60 anos ou mais. Quanto à escolaridade, entre aqueles com ensino fundamental 13% preferem o candidato do PV e entre aqueles com ensino superior 32% o preferem. Quanto à renda familiar média, a escolha por Gabeira é tanto maior quanto mais ao topo da pirâmide social: entre aqueles que alegam possuir renda de cinco a dez salários mínimos, 29% são eleitores do candidato verde e entre aqueles que ganham mais de dez salários mínimos, 31% preferem Gabeira.

Entre os eleitores que disseram votar em Marina Silva (PV) para presidente, 31% afirmaram votar em Gabeira, entre os eleitores de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), esses números são 18% e 17%, respectivamente.

Na intenção de voto espontânea, resultado da pergunta aplicada pelos pesquisadores sem o estímulo da apresentação dos nomes dos candidatos é alto o índice dos eleitores que não sabem em quem votar na eleição para governado do Estado do Rio de Janeiro, chegando a 68% do total. Sérgio Cabral aparece na frente, com 16% das intenções seguido pelo ex-deputado Gabeira, com 4% das intenções de voto. Os outros candidatos não chegaram a 1% das citações e 7% dos entrevistados afirmaram votar em branco ou nulo.

Gabeira, do PV, é rejeitado por 31% dos entrevistados. Sérgio Cabral, do PMDB, é rejeitado por 18%, mesmo índice daqueles que afirmar não votar de jeito nenhum em Cyro Garcia, do PSTU. Seguem-se Jefferson Moura (PSOL) e Eduardo Serra (PCB), com 14% de rejeição cada um e Fernando Peregrino (PR) com 12%. Afirmaram que votariam em qualquer um 9% dos entrevistados e 4% afirmaram rejeitar todos os candidatos.

A rejeição ao governador se concentra entre os moradores da capital (22%), entre aqueles com ensino superior (27%), entre os eleitores simpatizantes do PDT (30%), e entre os eleitores de Marina Silva (27%).

=====
  • Destaques que temos que fazer:

  • Fernando Gabeira, segundo colocado, é quase um ilustre desconhecido da população do interior do Estado, onde Garotinho tem o domínio dos votos, e que, ironicamente, migraram em grande parte para seu maior desafeto: Cabral.

  • Fernando Peregrino é outro desconhecido, mas no Estado todo. Seus atuais 1% são daqueles militantes ou interessados em política que sabem ser ele o representante de Garotinho. Não imagino que ele passe de 10%, mas certamente se aproximará disso, com os votos de Garotinho (se esse em dado momento não começar a fazer o “apoio útil” a Gabeira).

  • Há pois uma tendência natural de Gabeira e Peregrino abocanharem uma parte destes votos, que não são poucos, pois Garotinho tinha mais de 33% dos votos do interior.

  • Um outro destaque, talvez até mais importante é que praticamente 70% dos eleitores não sabem em quem vão votar. Sequer pensaram ainda em eleições e em quem são os candidatos.

  • Ato contínuo à isso, é óbvio que o atual Governador seja o primeiro a ser lembrado, o que é até surpreendentemente baixo, com o apoio de apenas 16% na espontânea.

  • Pra finalizar,  os moradores da capital tem 22% de rejeição a Cabral (onde seu percentual de apoio é o mais baixo) e este é um segmento formador de opinião pro resto do Estado; Os com nível educacional superior também o rejeitam no índice de 27%, o mesmo dos que votarão em Marina (suposto índice natural de Gabeira portanto).

  • Mas um fato curioso é que o maior índice de rejeição não está nem nos tucans, verdes ou democratas, mas sim entre os pedetistas. O partido, que fechou apoio na última hora, à força pelo comando nacional (Lupi), rejeita com forte índice de 30%. Significativo.


PARA SENADOR
Crivella lidera a corrida por uma das vagas ao senado
César Maia e Lindberg disputam segunda vaga


O senador Marcelo Crivella, do PRB, lidera a disputa pelo Senado com 42% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito da capital César Maia, do DEM, e do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg, do PT, com 31% e 20% das intenções de voto, respectivamente. Jorge Picciani (PMDB) aparece em quanto lugar com 12% das intenções, seguido por Marcelo Cerqueira (PPS), com 6%. Waguinho (PTdoB) e Milton Temer (PSOL) estão empatados com 5% das intenções, seguidos por Carlos Dias (PTdoB), com 3% e Claiton (PSTU), com 2%. Wladimit Mutt (PCB) e Heitor (PSTU) empatam com 1% das citações. Não sabem em quem vai votar 44% dos entrevistados e 28% votariam nulo.

Na região metropolitana e 42% dos entrevistados preferem Crivella, 30% votam em César Maia e 23% escolhem Lindberg.
No interior, Crivella aparece com 41% da preferência dos eleitores e 34% optam por Maia.
Na capital, o senador Crivella aparece à frente, com 42% das intenções seguido pelo ex-prefeito, com 29%.

O Datafolha ouviu 1264 eleitores no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 23 de julho e a margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.


Crivella está eleito. Seu eleitorado é cativo, ele é popular e as forças que historicamente lhe são opostas estão mais interessadas em se digladiarem pela segunda vaga. César Maia tem a força da capital (apesar do apoio abaixo do esperado) e Lindberg está perdido numa chapa que afrontosamente só apóia Picciani. Esse que aliás deve realizar a derrota mais cara da história pro Senado. Seu nome não é conhecido, e quem o conhece ou não o apóia ou o odeia, e a pequena parcela que o apóia, é irrelevante pra tal cargo. Além disso, enfrenta dois candidatos muito populares, e um terceiro que tem o apoio da Baixada. Ele, não tem um eleitorado cativo, apenas muito dinheiro, poder e máquina. Será que isso é suficiente?
Minha aposta é no óbvio: Crivella e César Maia, nessa ordem. Não dá pra inventar nessa.
Blogger Template by Clairvo