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Maia e Garotinho: União EUA-URSS vs NAZISMO

"PARA VENCER A ALEMANHA, EUA E URSS SE UNIRAM NA SEGUNDA GUERRA".

(Portal 247, 12)  1. O ex-prefeito Cesar Maia está bem acordado. Depois de ter saído meio grogue da eleição para senador, quando perdeu uma eleição que parecia ganha, ano passado, ele já tem traçado o caminho de volta ao poder. Que começa pela base. Cesar será candidato a vereador pelo DEM, na cidade do Rio de Janeiro, em 2012. “Isso começou para que eu venha a puxar votos e formar uma bancada boa, mas a verdade é que é uma ótima ideia em muitos sentidos”, diz ele ao Rio247, gesticulando, à la Leonel Brizola, em uma confortável poltrona na sala de seu escritório político, em São Conrado. “Com uns 200 mil votos que eu possa vir a ter, faremos entre 8 e 9 vereadores, o que vai dar um barulho danado”, calcula.

2. No Rio, Maia leva o DEM para uma coligação estreita com o PR, do deputado federal Anthony Garotinho, da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e da filha do casal, deputada estadual Clarissa – “o melhor quadro político do Brasil entre a geração de 30 anos de idade” -- Garotinho.

“Onde nós temos tempo de televisão e eles têm força política, trocamos nossas armas. Onde acontece o contrário, também”, resume. Mas o eleitor vai entender dois adversários figadais, como ele e Garotinho, juntos no mesmo barco. “Para vencer a Alemanha, Estados Unidos e União Soviética se uniram na Segunda Guerra Mundial”, compara.  “Neste momento, é nosso interesse comum bater os governos federal, estadual e municipal. Depois é para depois”.

3. O recomeço do DEM pela base da política é visto por Maia como uma grande oportunidade de reaproximar a legenda, da população. “Tenho dito aos meus amigos que também sigam esse caminho”, avisa. “Mendonça Filho, em Recife, já se decidiu. Em Salvador, ACM Neto está pensando seriamente em concorrer. Ainda não bateu o martelo, mas eu recomendo que o faça”, avisa. Ele torce para que os velhos aliados do PSDB igualmente tenham a mesma opção. “Imagine Tasso Jereissati vereador em Fortaleza, Arthur Virgílio em Manaus, Heráclito Fortes em Teresina”, convida. “A importância e o peso das câmaras municipais cresceria demais, a mídia passaria a vê-las de outra maneira, mais elevada, principalmente agora que as assembleias legislativas, na prática, estão com seus poderes absolutamente esvaziados”. O economista acredita tanto na tese que torce até mesmo para ter um adversário igualmente famoso concorrendo no Rio. “Fernando Gabeira está pensando no assunto”, informa. “Isso seria muito bom para a eleição municipal, aumentaria sobremaneira a sua visibilidade”.

A disputa eleitoral de 2012 já começou


As movimentações visando às eleições de 2012 já se iniciaram na cidade do Rio de Janeiro. Por um lado o prefeito Eduardo Paes (PMDB) vem articulando uma grande rede de legendas comprometidas com sua reeleição. Por outro lado, a oposição encontra dificuldades para articular alianças.
Eduardo Paes já conquistou o principal apoio para sua candidatura. Selou no mês passado a aliança com o PT que indicará o vereador Adilson Pires para vice na chapa. Outro importante apoio foi anunciado na semana passada pelo presidente do PSB. Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PSB da cidade do Rio de Janeiro caminhará ao lado de Paes em 2012. Ainda no arco de esquerda o PDT também deverá seguir com Paes. Em recente entrevista o deputado federal Brizola Neto deixou claro que o apoio dado pelo PT para a candidatura de Paes não abre espaço para nenhuma outra candidatura de esquerda na cidade. Ainda que não tenha decidido formalmente, o PCdoB deverá seguir nesta aliança pelo mesmo motivo do PDT.
Além destes importantes apoios Paes conta com outras legendas como PTB, PP e outros nanicos. Além da movimentação para manter a unidade dentro de seu alicerce de sustentação, Paes vem se esforçando para trazer os partidos de oposição para a base. Neste sentido o PPS já foi cooptado, além do PRB e do PSD. O caso mais curioso é o do PSD do prefeito paulista Gilberto Kassab que no Rio vem sendo organizado pelo ex-deputado do DEM Indio da Costa. Indio foi candidato a vice na chapa de José Serra no ano passado e agora quer passar para a base de sustentação do governo Dilma. Parece querer seguir a trajetória de Eduardo Paes que saiu da secretaria geral do PSDB para ser candidato pela base de apoio do governo Lula em 2008.
Mas se Paes já conta com uma ampla aliança de sustentação para sua reeleição, o mesmo não pode ser dito na oposição. Pela esquerda a principal candidatura que surge é a do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), mas ainda não há sinalização de aliança com os demais partidos esquerdistas da cidade como o PSTU e o PCB. Enquanto as alianças não são construídas, o PSOl vai tratando de fortalecer sua legenda para o ano que vem. Na última semana dois grandes reforços foram anunciados no partido: o economista Carlos Lessa e o vereador Paulo Pinheiro. Com Pinheiro o PSOL anaboliza sua chapa de vereadores que tendia a se enfraquecer com a possível aposentadoria do vereador Eliomar Coelho. Além de Pinheiro outros dois nomes cotados na chapa do PSOL são os de Renato Cinco, da Marcha da Maconha, e o do ex-deputado federal Babá. Cinco faz parte da corrente interna Enlace enquanto Babá é da esquerdista CST.
Na direita as pré-candidaturas também são avulsas como a da deputada estadual Clarissa Garotinho pelo PR e dos deputados federais Otávio Leite pelo PSDB e Rodrigo Maia pelo DEM. Para o ex-prefeito Cesar Maia, a chapa ideal para a oposição seria com seu filho Rodrigo na cabeça e Clarissa Garotinho de vice. Em troca o DEM apoiaria a candidatura à reeleição da prefeita Rosinha Garotinho (PR) em Campos dos Goytacazes, além de dar sustentação ao PR em outras cidades do interior do estado. No entanto, Clarissa prefere manter a candidatura própria do seu partido na capital. Outra curiosidade na chapa do DEM é que Cesar Maia vem apresentando a possibilidade de ser candidato a vereador, puxando votos para o partido que vem sumindo no Rio de Janeiro. Já no PSDB a disputa é interna. O deputado Otávio Leite é o candidato mais forte dentro do PSDB, mas conta com a revolta da vereadora Andréa Gouvêa Vieira que quer ser a candidata do partido. O PV não deverá ter candidato próprio para prefeito em 2012, mas cogita-se a possibilidade de Fernando Gabeira ser candidato a vereador como puxador de votos da legenda.
A dispersão de candidaturas no campo da oposição é uma estratégia eleitoral que faz sentido em 2012. Como a força de Paes é muito grande, somente com várias candidaturas será possível para a oposição levar a eleição do ano que vem para um segundo turno.


Veja matéria publicada no Globo:

Briga por sucessão municipal no Rio em 2012 se acirra nos bastidores

Publicada em 09/09/2011 às 22h58m


RIO - A pouco mais de um ano para as eleições municipais de 2012, a sucessão à prefeitura do Rio se transformou em uma batalha nos bastidores. O prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tentará a reeleição, segue a mesma estratégia de 2010 do aliado, o governador Sérgio Cabral (PMDB). Paes costura acordos com possíveis adversários para tirá-los do páreo e, assim, vencer no primeiro.
Na oposição, o principal nome até agora é o do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Há ainda o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito Cesar Maia. O clã Maia sonha ter como vice na chapa a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), filha do deputado federal e ex-governador, Anthony Garotinho. No PSDB, é grave a crise. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira quer concorrer e ameaça deixar o partido porque a cúpula tucana apóia a pré-candidatura do deputado federal Otávio Leite.
Todos, no entanto, almejam um objetivo comum: ter ao lado no palanque pedindo votos o ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV). Derrotado, em 2008, à prefeitura por Paes e, em 2010, ao governo do estado, por Cabral, Gabeira não vai concorrer no ano que vem e aguarda apenas uma decisão dos verdes para saber com quem caminhará nas ruas.
Paes já conseguiu cooptar o senador Marcelo Crivella (PRB), que abriu mão de disputar. Em troca, o prefeito implantou em seu governo um projeto de Crivella, o Cimento Social. Em 2008, a Justiça Eleitoral considerou o projeto de conteúdo eleitoreiro. Paes tem a adesão também de Indio da Costa, ex-vice da chapa de José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais do ano passado. Ex-DEM, Indio está organizando, no Rio, o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
- O próximo eleito será o prefeito da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. A agenda positiva está com ele (Paes). O momento é de união - disse Indio da Costa.
Paes conta com o apoio de pelo menos 16 partidos. O vice na chapa será indicado pelo PT, possivelmente o vereador Adilson Pires. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, Paes tem se dedicado intensamente a inaugurações de obras na Zona Oeste já pensando em 2012. A coordenação da pré-campanha é do secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo. No interior do estado, cabe a missão ao ex-deputado estadual Jorge Picciani (PMDB).
- Corremos para entregar o que o governo se comprometeu. Não existe pré-campanha - despistou Pedro Paulo.
Nos bastidores, Paes tenta evitar aparições em público ao lado de Cabral. Para interlocutores do prefeito, Cabral teve a imagem desgastada nos últimos meses em episódios como a crise do Corpo de Bombeiros, o acidente do bonde em Santa Teresa, o caso do menino Juan e as relações suspeitas com a Delta Construções. Pedro Paulo nega:
- Isto não está nem perto de acontecer.
Além de Gabeira, Marcelo Freixo, que mudou o domicílio eleitoral há um mês de Niterói para a capital, aproxima-se de setores do PT insatisfeitos com o PMDB. O deputado prepara o programa de governo com a ajuda de nomes como Frei Betto, o economista Carlos Lessa e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. O desafio será conquistar os votos dos eleitores da Zona Oeste, região dominada por milicianos denunciados na CPI das Milícias, presidida por Freixo.
- Será uma campanha atípica. Mas vou à Zona Oeste fazer o debate com os moradores - afirmou Freixo, que está sob ameaças de morte, tem carro blindado e seguranças.
O diretor de "Tropa de Elite 1 e 2", José Padilha, será responsável pelo programa eleitoral na TV de Freixo. Padilha ajudará também na captação de recursos da campanha do deputado, que inspirou o personagem Diogo Fraga no longa de 2010.
Já Rodrigo Maia abraçou o PR e quer Clarissa como vice na chapa. Em troca, o DEM fortaleceria o PR no interior do estado. Clarissa resiste:
- Esse convite foi feito pelo DEM. Eu defendo candidatura própria do PR à prefeitura.
No PSDB, Andrea Gouvêa Vieira está de malas prontas. Antes de deixar o partido, ela apelará ao presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra. A vereadora busca alternativas com o PV e com PPS para ser candidata:
- Eu não desisti. O PSDB está em crise permanente.
Otávio Leite rebate:
- As pessoas são livres para tomar decisões. Mas vou me empenhar para tê-la conosco.

Gabeira já se reuniu com Marcelo Freixo e estuda apoiar candidato à prefeitura


Apoio de Fernando Gabeira é visto como vital para candidatos da oposição no Rio

Apoio de Fernando Gabeira é visto como 
vital para candidatos da oposição no Rio

O ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) é a Marina Silva das eleições para prefeito no Rio de Janeiro. Todos querem o seu apoio, especialmente após o excelente desempenho em 2008, quando foi derrotado por Eduardo Paes (PMDB). E, entre os nomes mais badalados para 2012, o único que já se reuniu com Gabeira foi o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

O Rio de Gabeira?
Em conversa com o Informe JB, Gabeira também tratou de encerrar qualquer especulação em torno de uma possível candidatura sua às eleições. O ex-deputado disse que não vai se candidatar, mas não
descartou a possibilidade de o Partido Verde lançar um candidato próprio ao pleito. Todas as reuniões de Gabeira com pré-candidatos têm sido relatadas ao partido. Ele ainda não sabe quem vai apoiar.
Todos querem o verde
Além de Marcelo Freixo, outro que já acenou com a possibilidade de uma aproximação com Gabeira foi o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). O filho do ex-prefeito César Maia segue cotado como um dos principais nomes para a prefeitura, ao lado de Eduardo Paes e Marcelo Freixo. A intenção dele é também garantir o apoio da família Garotinho levando a deputada estadual Clarissa como vice. 
Tags: 2012, Eleições, Fernando Gabeira, marcelo freixo, prefeitura

Garotinho e Cesar contra Cabral

Garotinho e Cesar contra Cabral


     Da repórter Nara Alves, do IG:
     “Depois de mais de uma década de troca de farpas, duas das principais forças políticas do Rio de Janeiro estão em vias de selar, por meio de seus filhos, uma aliança para 2012. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o deputado federal Anthony Garotinho (PR) devem lançar à prefeitura da capital fluminense Rodrigo Maia (DEM) e Clarissa Garotinho (PR) na vice. A chapa na capital simboliza uma aliança ainda maior, que abarca todo o Estado. Juntos, Maia e Garotinho articulam uma espécie de divisão do Rio. E, na mira deles, está o governador Sérgio Cabral (PMDB).
Se no passado Garotinho classificou Maia como “uma espécie de Pinochet” e Maia comparou o rival ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, hoje o cenário é bem diferente. Em nome da aliança, os dois sentaram à mesma mesa para tratar das próximas eleições municipais. “Estive uma vez com ele (Anthony Garotinho) e Rodrigo (Maia). E lembramos que as coligações se fazem por convergência ou por uma frente contra um governo inepto. É o caso aqui em relação ao PMDB”, disse Cesar Maia ao iG. Apesar das desavenças, Garotinho e Maia têm um passado em comum. Ambos foram apadrinhados por Leonel Brizola no PDT e romperam com o ex-governador fluminense, morto em 2004.
Juntos, os clãs Garotinho e Maia realizam um “mapeamento” do Rio de Janeiro. “O que o DEM e o PR têm feito é um mapeamento do Estado, definindo progressivamente quem deverá liderar a eleição para prefeito nesse ou naquele município”, explicou Maia. Se na capital a preferência é do DEM, no município de Campos,
administrado pela mulher de Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, a cabeça de chapa é do PR. Rosinha, expulsa do PMDB acusada de fazer campanha para o marido, pode se filiar ao PR para candidatar-se à reeleição.
Na capital, embora Garotinho tenha dito ao iG que a aliança Rodrigo-Clarissa é “provável”, Maia nega que DEM e PR tenham definido os nomes da chapa. “Não se tratou de nomes por enquanto. Os dois são sempre lembrados por terem liderados seus partidos na capital para federal (Rodrigo Maia) e estadual (Clarissa
Garotinho)”, afirma.
O ex-prefeito admite estar disposto a fazer campanha para a filha do ex-rival. “A chapa na capital com a cabeça do DEM teria naturalmente o apoio de todo o partido porque emanaria - como tem acontecido - de uma decisão coletiva”, adiantou. Aos 29 anos, Clarissa é formada em Jornalismo e foi eleita vereadora
pelo PMDB, mas teve o mandato cassado por infidelidade partidária, quando seguiu o pai na migração para o PR. Em 2010, Clarissa Garotinho foi eleita deputada estadual pelo atual partido e, em entrevista ao iG, disse sonhar com o Executivo.
A parceria pretende fazer frente à candidatura à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB), aliado de Sérgio Cabral, na corrida pelo comando da cidade que sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O prefeito – que iniciou a carreia no PV, depois foi para o PFL, migrou para o PTB, voltou para o PFL, foi para o PSDB e agora está no PMDB – é afiliado político de Cesar Maia. Os dois romperam, no entanto, quando Paes migrou para o PSDB.
Além de Rodrigo Maia e Eduardo Paes, outro afiliado político de Cesar Maia, o ex-deputado Indio da Costa, também é cotado para concorrer à prefeitura. Ex-PTB e ex-DEM, Indio da Costa - que ganhou notoriedade nacional ao concorrer como vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência - deverá entrar na disputa pelo
partido a ser registrado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD. Hoje rompidos, Maia e Indio estiveram a um “sim” de serem sogro e genro. A filha de Cesar Maia, Daniela, é ex-noiva do ex-deputado.
A tradicional aliança DEM-PSDB não terá vez em 2012 na capital fluminense. Neste ano, o PSDB nacional decidiu lançar candidato próprio e o nome mais cotado é o do deputado federal Otávio Leite, ex-PDT. Sem expressão nacional, a candidatura de Leite é tida mais como uma forma de fortalecer o partido na região do que como uma possibilidade real de vitória.
O PV também deve correr por fora. Embora apóie o movimento liderado pela ex-senadora Marina Silva, que deixou o partido na última semana, Fernando Gabeira decidiu seguir no PV para poder se candidatar. Ex-petista, o ex-deputado ficou em segundo lugar em 2010 nas eleições ao governo do Rio, sendo derrotado pelo peemedebista Sérgio Cabral.
Na esteira do sucesso do filme “Tropa de Elite”, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) deve se candidatar à prefeitura. Ex-PT, Freixo inspirou a personagem Diogo Fraga, o mocinho do longa-metragem, e foi reeleito deputado estadual em 2010 com a segunda melhor votação do Estado.
Sem um nome forte na capital fluminense, o PT deverá lançar novamente o deputado Alessandro Molon, único cotado que nunca trocou de partido. Em 2008, Molon disputou o cargo sem o apoio consensual do PT e obteve apenas 4% dos votos válidos. Em 2012, o partido deverá novamente se dividir entre os que desejam continuar apoiando Eduardo Paes e aqueles que querem lançar candidatura própria.

Teixeira expõe conchavo com Globo, xinga críticos e promete "maldades" na Copa

Teixeira expõe conchavo com Globo, xinga críticos e promete "maldades" na Copa



  • Ricardo Teixeira falou sobre diversos temas, mas o destaque foi sua reação às críticas da mídia
    Ricardo Teixeira falou sobre diversos temas, mas o destaque foi sua reação às críticas da mídia

Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa de 2014, quebrou o silêncio. O cartola que domina o futebol brasileiro passou cerca de uma semana na Suíça com uma repórter da revista Piauí e dissertou sobre diversos temas. No meio da longa reportagem, publicada na edição de julho, ele expõe a relação que tem com a Globo, xinga os críticos e promete maldades com a imprensa no Mundial que comandará, daqui a três anos.
As declarações de Ricardo Teixeira foram registradas no início de junho, quando a Fifa estava mergulhada em uma crise histórica e tentando reeleger Joseph Blatter. O cartola brasileiro era um dos maiores alvos das denúncias de corrupção. As acusações iam desde de propinas supostamente recebidas ainda na década de 1990 até uma tentativa de venda de voto no processo de escolha das sedes das próximas Copas.

FILHA REVELA QUE TEIXEIRA VOTARIA CONTRA BLATTER

Durante um almoço, segundo a revista Piauí, Teixeira disse que sempre apoiou Blatter na eleição da Fifa. Antônia, sua filha de 11 anos, rebateu: "Ué, mas você não quer o Bin Hamman [opositor de Blatter]?".

Segundo a reportagem, o cartola, por baixo da mesa, beliscou a filha, que reclamou: "Ai pai!". Depois de minutos de silêncio e uma troca de mensagens com a mãe, Antônia pediu desculpas à repórter.
“Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas m...”, disse Ricardo Teixeira, que vai ainda mais longe ao rebater as denúncias.
“Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão. O neguinho do Harlem [bairro pobre nova-iorquino] olha para o carrão do branco e fala: ‘quero um igual’. O negro não quer que o branco se f... e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria”, vaticinou.
Nem todos da imprensa, no entanto, são vistos assim. Em determinado momento, a reportagem reconstroi uma conversa de Ricardo Teixeira com um representante da Match, empresa parceira da Fifa para logística no país da Copa. Pouco antes de uma entrevista do dirigente para a Globo, o interlocutor pergunta ao cartola se temas espinhosos, como o preço de hoteis e restaurantes no Brasil, seriam citados.
“Não vai ter isso não, está tudo sob controle”, respondeu Teixeira. Em outro momento, é citada uma conversa por telefone com Evandro Guimarães, lobista da emissora em Brasília, sobre investimentos do dirigente em fazendas no Rio de Janeiro.

AS DECLARAÇÕES DE RICARDO TEIXEIRA

"Caguei montão [para as denúncias da imprensa]. O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala: ?quero um igual?. O negro não quer que o branco se f... e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria"
"Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou"
"Esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance? Oitenta mil pessoas? Traço. Quem vê essa ESPN? Traço"
"Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional"








Do UOL Esporte
Em São Paulo
Seus momentos de confronto com a TV carioca também vieram à tona. Em 2001, a Globo dedicou uma edição do Globo Repórter a Ricardo Teixeira. A resposta do dirigente foi uma mudança repentina no horário de um Brasil x Argentina, que fez a emissora perder muito dinheiro sem poder exibir seus patrocinadores em horário nobre.
“Pegava duas novelas e o Jornal Nacional. Você sabe o que é isso?”, disse o cartola, que vê pontos positivos no fato de ser alvo do mesmo tipo de matéria, hoje elaborada pela Record. “Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”, avaliou.
Ricardo Teixeira, que classifica a imprensa brasileira como “vagabunda”, ainda ameaça. “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”, concluiu o cartola, referindo-se à sua tentativa de migrar para a presidência da Fifa após a Copa do Mundo. 

Grande Passeata em defesa dos Bombeiros, Professores e da Democracia!

























Estou devendo esta postagem desde domingo passado.
Neste dia participei de uma das manifestações mais emocionantes da minha vida, junto dos bombeiros, dos professores (que estão em greve e ninguém fala) e dos policiais militares que tiveram coragem de se manifestar.

Ao contrário do que  disse o Globo e suas subsidiárias, a passeata teve muito mais de 27 mil pessoas. O R7 falou em 400 mil, não sei se era isso, mas mais de 100 mil com certeza tinha. Independente disto, é o maior movimento espontâneo e político realizado no Rio em décadas, juntando famílias com pais, mães, filhos, avós... e até cachorros!
Pessoas deficientes, em cadeiras de rodas, bebêzinhos, deputados, policiais, professores, bancários... enfim, toda a sociedade carioca e fluminense deu seu recado em bom tom para o sr. governador Sérgio cabral: Não mecha com nossos heróis, o povo não é burro e está vendo o que está acontecendo!
dado momento o primeiro carro de som anunciou a possibilidade da imprensa subir e fotografar, filmar, etc. Tentei subir com minha FujiFilm 1800, mas percebi que estavam todos se socando e empurrando e empunhando craxás da Globo, Record, RedeTV, JB, O Dia, Folha e até CNN e decidi dar mais uma volta na passeata e tirar algumas fotos.
Mas como bom brasileiro e bem do jeito que eu sou, não desisti e tentei entrar nos dois carros de trás. Como não consegui, pois ali não se podia subir, voltei ao primeiro, que já estava mais vazio de imprensa, e tentei a sorte. Me apresentei como fotógrafo para o sindicato dos Bancários/CUT e fui efusivamente recebido.
Tirei muitas fotos, fiquei lá por uns 15 minutos até que percebi que estavam trocando a leva de repórteres no alto do carro, e decidi me misturar aos bombeiros. Fiquei do lado deles, gritei, gesticulei, tirei fotos com eles até que... dado momento, um bombeiro discursava inflamado enquanto os outros se distanciaram pra acenar, e ele procurando alguem pra abraçar ao falar da união ali presente, me puxou. Me considerou estudante, que de fato sou, e após dar mais algumas palavras de ordem, me passou o microfone. Me vi naquele momento na frente de pelo menos umas 50 mil pessoas que estavam olhando para este carro de som e emendei um breve discurso, já no último tom desde o princípio.














Falei como estudante, mas como cidadão, que não aguenta mais ver voltar exatamente pelo Rio de Janeiro, caixa de ressonância da política nacional, as práticas da ditadura, dessa vez não pelo uso das forças armadas, mas da mídia e da manipulação de informações!
Lembrei de como era possível que em pleno estado de direito democrático, uma autoridade, governador do Rio, chamasse médicos de vagabundos, professores de preguiçosos, mães pobres de fábricas de marginais e os jovens de otários sem que alguma instituição pedisse ao menos sua renúncia, quando não sua prisão! falei que os bombeiros eram exemplo, pois em que pese estarem sob regime militar e hierárquico, que lhes tira muitos direitos democráticos, foram os únicos que conseguiram botar na rua esta multidão, que não aceita que seus heróis sejam chamados de vândalos!
Clamei pra terminar que as pessoas olhassem ao redor e procurassem os deputados que votaram, pra ver se estavam ali, pra ver se a Globo estava sobrevoando com helicóptero e dezenas de carros de filmagem, como faz por qualquer bobagem. Clamei que a partir daquele dia pusessem em dúvida qualquer notícia que uma imprensa, que recebe 200 milhões de reais de dinheiro público para se calar anualmente, publica. e pra encerrar, mesmo que não fosse do desejo dos bombeiros perguntei: " Se os médicos são vagabundos, os professores preguiçosos, os bombeiros vãndalos e nós jovens otários, o que é o governador?..." E uma diretora do SEPE, do PSTU provavelmente, puxou o côro de "Filho da p...".


Terminou assim minha rápida participação.
Aí fui ficando, ficando no carro de som até ver que não tinha nenhum movimento novo em volta daquele carro pra fotografar, e decidi descer e rodar o resto da passeata, que a essa altura já chegara a Ipanema sem ter terminado em Copa ainda.

Tudo isso meu amigos, prova que ainda há esperança para nós, militantes do dia-a-dia, que o povo não foi totalmente lobotomizado pela mídia. Apesar de o Fantástico não ter exibido quase nada, só uma chamadinha de 2 minutos, e ter tentado diminuir pra 5% o tamanho real da passeata, o povo que esteve ali não tem dúvida do que viu e de porque estava ali.
Agora, e não esmorecer na luta pela Anistia pela PEC 300, e eu ainda acho que os PMs entrarão nessa luta!

Abraços

Garotinhos entre Cesar Maia e Gabeira


  A cúpula do PR no Rio de Janeiro, comandada pelo ex-governador e atual deputado Anthony Garotinho, encomendou para este mês uma pesquisa de intenção de voto que servirá como um norte das alianças para as próximas eleições municipais de 2012.
A pesquisa será aplicada nas 40 maiores cidades do Estado do Rio de Janeiro.
Nela serão colocados os nomes dos cinco possíveis postulantes à cadeira de prefeito do Rio.
Os nomes que constam na lista do PR são: do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), do senador Marcelo Crivella (PRB), dos deputados federal Otávio Leite (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM), e de Fernando Gabeira (PV).
O nome de Rodrigo será alternado com o da deputada estadual Clarissa Garotinho (PR).
A expectativa da cúpula do PR é que a pesquisa confirme uma “alta rejeição” ao nome dos Maias.
Dessa forma, Clarisse seria conduzida à cabeça de chapa numa possível dobradinha com Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito Cesar Maia.
Nos bastidores, o buchicho é de que o ex-prefeito se candidate a vereador, com objetivo de ser puxador de votos.
O maior atrativo do DEM hoje é o tempo de TV que gira em torno de 1’45’’.
Em contrapartida, integrantes do PR avaliam que esse “capital” pode não ser tão interessante face à perda de espaço do partido no estado nos últimos anos.
Uma perda que pode ser somada a uma possível rejeição de Cesar Maia.
“Temos um partido competitivo para a eleição estadual. O dele [de Cesar Maia] não é”, disse ao blog, integrante do PR do Rio que não quis se identificar.

Outra alternativa estudada pela cúpula do PR é deixar o DEM de lado e buscar uma dobradinha com Gabeira, caso se confirme a candidatura dele.
Nesse cenário a avaliação é de que enquanto Gabeira é forte na Zona Sul do Rio, os Garotinhos são nas Zonas Oeste e Norte.

Eleições 2012 no Rio. Panorama de maio de 2011

Olá amigos.
Desculpem o sumiço de mais de 6 meses, mas é que nesse tempo fiquei sem computador, depois sem internet e some-se ainda a correria do casamento.
Mas vamos lá, aos poucos retomar os trabalhos por aqui. O tema que dará início é eleições 2012, no Rio. Vamos dar o pontapé de partida na corrida pra prefeitura do Rio com este texto abaixo:


Forças políticas se reacomodam para eleições de 2012 no Rio

Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual
Forças políticas se reacomodam para eleições de 2012 no Rio
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, é visto como
 favorito para a eleição municipal de 2012
 (Foto: Sergio Moraes/ Reuters)

Rio de Janeiro – A direção regional do PMDB do Rio de Janeiro deve confirmar, ainda nesta semana, a expulsão da prefeita de Campos (RJ), a ex-governadora Rosinha Garotinho, das fileiras do partido. A decisão, tomada inicialmente pelo diretório do PMDB na cidade do Norte Fluminense, aconteceu porque, nas eleições do ano passado, Rosinha teria se recusado a fazer campanha pela reeleição do governador peemedebista Sérgio Cabral. Naquela ocasião, segundo o PMDB, "a prefeita apoiou abertamente o candidato Fernando Peregrino, do PR", mesmo partido de seu marido, o deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho, e de sua filha, a deputada estadual Clarissa Garotinho.
A expulsão de Rosinha é o mais recente movimento de uma reacomodação de forças políticas que ocorre no Rio de Janeiro, motivada pelas eleições municipais do ano que vem. Com a provável ida da ex-governadora para o PR, os Garotinho estarão definitivamente livres do PMDB e novamente no comando de uma legenda para negociar alianças eleitorais. A principal delas pode ser uma surpreendente parceria com adversários históricos: o ex-prefeito Cesar Maia e família, acossados pelo recente mau desempenho nas urnas e pelo desgaste provocado no DEM pelo surgimento do PSD.
A meta principal de Cesar e Garotinho é construir uma candidatura capaz de fazer frente ao favoritismo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, em sua tentativa de reeleição e, conseqüentemente, abalar a hegemonia de Cabral e do PMDB na política fluminense. Por isso, os dois esqueceram os últimos 15 anos de ataques mútuos e articulam uma chapa conjunta entre DEM e PR que teria seus respectivos filhos – o deputado federal Rodrigo Maia e a deputada estadual Clarissa Garotinho – como candidatos a prefeito e a vice.
Nas três últimas semanas, Rodrigo e Garotinho encontraram-se ao menos duas vezes para tratar de política. No fim de março, uma reunião mais ampla teria contado também com as presenças de Cesar, Clarissa e Rosinha. O deputado federal do DEM não esconde a tentativa de aliança: "Quem está na oposição deve procurar uma estratégia, isso é natural. Esperamos estar juntos com o PR na capital e em outros municípios. As definições deverão ocorrer no segundo semestre, mas a chapa conjunta na capital pode existir", diz Rodrigo Maia.
A aposta é alta. Nova derrota nas eleições municipais de 2012 pode relegar Cesar e Garotinho de forma definitiva a um segundo plano da política nacional. No caso do ex-prefeito, existe ainda o fantasma da desintegração do DEM, que já começa a perder para o recém-criado PSD alguns quadros importantes no Rio, como os deputados federais Arolde Oliveira e Solange Amaral. A saída mais emblemática de um demista fluminense rumo ao PSD, no entanto, foi a do ex-deputado Indio da Costa, que foi candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra (PSDB) nas últimas eleições.
Indio era considerado um candidato em potencial do DEM para enfrentar Paes, mas sua ida para o PSD embaralha novamente as cartas da sucessão municipal. Não está descartada a possibilidade de uma candidatura própria, mas tudo indica que o PSD no Rio deverá ter como objetivo engrossar a base de apoio ao governo estadual. Se isso ficar acertado, é possível que Indio seja candidato a vice na chapa de Paes: "Ainda não tomei nenhuma decisão sobre às eleições municipais", desconversa o ex-demista.
O desenho dessa reviravolta começou a ser esboçado na primeira semana de abril em São Paulo, quando o prefeito paulistano Gilberto Kassab reuniu-se com Indio e Paes, além do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para tratar do apoio à reeleição do prefeito carioca. Essa definição, assim como no caso da aliança entre os Maia e os Garotinho, não acontecerá de forma precipitada, mas não será mais surpresa se surgir uma (até pouco tempo atrás, impensável) chapa reunindo Eduardo Paes e Indio da Costa.

Candidatura petista

Curiosamente, a aproximação entre o PSD e o PMDB em torno do projeto de reeleição de Paes já faz com que o PT comece a retomar a discussão sobre a viabilidade de uma candidatura própria à prefeitura do Rio de Janeiro. Os setores do partido mais ligados ao governo federal e à presidenta Dilma Rousseff se esforçam para manter a unidade da aliança com o PMDB, que passa pelo apoio a Paes com a indicação de um vice petista, enquanto outros setores defendem a necessidade de uma candidatura própria como forma de não enfraquecer de vez o PT na cidade.
Os principais avalistas do apoio a Paes neste momento são o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, atualmente secretário da área no estado. Se optar pela candidatura própria, os nomes fortes no PT para tentar derrubar o favoritismo de Paes são os do deputado federal Alessandro Molon – o mais votado do partido nas últimas eleições – e o do senador Lindbergh Farias, sendo que este último ainda não definiu sua posição.
Outra possibilidade, mais remota, para o PT seria uma aliança com os demais partidos da esquerda apoiando um nome de outra legenda. Nesse caso, o nome mais forte no Rio é o do deputado federal do PSOL, Chico Alencar, que tem grande capilaridade eleitoral na capital e, com o apoio do PT, seria um nome capaz de ao menos chegar ao segundo turno com chances de vencer o atual prefeito.

Gabeira e PSDB

Quem também alimenta a esperança de chegar ao segundo turno com chances de vitória, ainda que não tenha assumido publicamente sua candidatura, é o ex-deputado Fernando Gabeira, do PV. Atualmente concentrado nos embates internos que o grupo mais próximo à ex-ministra Marina Silva trava com os atuais dirigentes nacionais do partido, Gabeira, no entanto, precisa reconstruir a aliança com partidos como o PSDB e o PPS, que ainda não se definiram quanto às eleições municipais.
Os tucanos, ao menos, já trataram de demarcar posição no campo contrário a Sérgio Cabral. Em convenção realizada em 17 de abril, o deputado estadual e ex-vice-governador Luiz Paulo Corrêa da Rocha foi eleito presidente estadual do PSDB, em substituição ao prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, que, mesmo no comando do partido, apoiou a reeleição de Cabral no ano passado. Luiz Paulo defendeu a mudança: "Em 2012 teremos eleições e vamos buscar eleger o maior número possível de prefeitos para enfrentar esse processo de mexicanização da política no Rio de Janeiro"
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