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"Mico" de Júlio Lopes! Trem "modernizado" dá problema com ele e o presidente da Supevia dentro!

O Rio de Janeiro virou uma piada de mal gosto. Depois das mortes do bondinho de Snta Tereza, dos absurdos das Barcas e do caos e desrespeito nos trens o ano inteiro, o secretário vitalício e inexpugnável Júli Lopes foi inaugurar, vejam só, um trem velho que foi reformado.

Depois da tática de inaugurar maquete de obra que nem licitada foi, agora vem a nova tática: inaugurar concerto de bem e serviço que já é do Estado há 50 anos!

Mas para piorar , quando o circo estava armado, com o secretário estadual e o presidente da Supervia (que disse sorrindo que não vai pagar a multa que a justiça lhe impôes) acompanhados de jornalistas dentro do trem forçosamente vazio para sua "viagem inaugural" (QUE DEVE TER OCORRIDO NA VERDADE HÁ MEIO SÉCULO), eis que o resultado da gastança de dinheiro aparece: o ar-condicionado não funciona. É de salientar que ao contrário do que tentaram fazer parecer verdade, o trem não estava em testes, e sim liberado pra transportar os passageiros, e caso não tivesse sido flagrado pela imprensa, ficaria assim por muito tempo, independente do sofrimento do usuário, como acontece normalmente nesta empresa.

A solução foi migrar pra outro vagão  (imagine isso num dia normal com o trem cheio!). Foi todo mundo, o secretário, o presidente, a imprensa e todo o séquito e eis que... surpresa, mais um vagão sem ar, com luz falhando e todo encharcado!

Bem, leiam a reportagem abaixo, pois não há nada mais a falar sobre a dupla Júlio Lopes e Sérgio Cabral: INCOMPETENTES!!!


Trem modernizado tem pane no ar-condicionado
e goteira durante viagem inaugural

Composição foi levada para oficina e passará por novos testes, diz SuperVia
juliolopes
Mico: problemas marcaram viagem inaugural do secretário de Transportes Júlio Lopes e diretores da Supervia nos novos trens

A viagem inaugural dos novos trens da SuperVia, concessionária que administra os serviços de trem no Rio, teve alguns contratempos na manhã desta quinta-feira (22). Vagões da composição que foi modernizada tiveram uma pane no sistema de ar-condicionado durante parada na estação Praça da Bandeira, a primeira do ramal Deodoro.
Assim que o problema foi detectado, a imprensa, o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, e o secretario Estadual de Transportes, Julio Lopes, foram convidados a trocar de vagão.

Após o novo embarque, todos se deparam com o chão da composição molhado, pois jorrava água em vários pontos diferentes. Por conta das avarias, o trem ficará uma semana realizando viagens testes e entrará em funcionamento apenas no final do mês de dezembro.

Segundo a assessoria da SuperVia, o trem modernizado que entraria em operação será levado para uma oficina da empresa em Deodoro para passar por vistoria técnica do ar-condicionado.


1.400 panes em 2011

A necessidade por modernização é inegável, dada as condições em que o trem chamado modernizado seria entregue à população. Até 2014, a empresa pretende disponibilzar aos 73 composições equipadas com ar-condicionado e novos equipamentos mecânicos além de recuperar bancos e vedar de portas e janelas. O custo dessas melhorias está orçado em R$ 230 milhões.

O presidente da SuperVia revelou ainda que ao longo de 2011 ocorreram 1.400 falhas no sistema ferroviário da cidade, mas que esse número é inferior ao registrado no ano anterior, quando a concessionária contabilizou mais de 2.600 avarias.

- O impacto desses problemas é muito grande, a gente sabe disso e estamos trabalhando para fazer com que a população tenha a menor quantidade de transtornos possíveis. As falhas desse ano representam 0,3% do total de viagens, fizemos 300 mil ao longo de 2011. Queremos diminuir ainda mais esse índice.

Secretário dá nota 6 para os trens

Após uma série de falhas que culminou com protestos na estação de Oswaldo Cruz, o secretário Júlio Lopes tentou mostrar que apesar dos problemas, o sistema ferroviário da cidade foi bem avaliado pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) durante sua última inspeção. Ao ser questionado sobre qual nota daria, ele disse seis - mesma nota dada pela entidade. Segundo o secretário, esta não é a nota ideal, mas “é uma avaliação compatível com a nossa realidade”.

O secretário Julio Lopes afirmou ainda que 158 trens da frota estão em funcionamento há 50 anos. Após a aquisição das nova composições, a intenção é que a idade média caia para 16 anos.

- Nós esperamos que em 2012 nós tenhamos metade das falhas que nos tivemos em 2011; os trens são muito velhos. O sistema de transportes, diferentemente de outras áreas, leva-se de cinco a seis anos, e não demora só no Brasil, demora em Nova York, na França, demora em todos os lugares.

O presidente da SuperVia, quando questionado sobre sua avaliação ao sistema, respondeu que prefere deixar que os usuários façam a análise do serviço.
Mais um problema no início da manhã
Problemas em trens da SuperVia são quase que diários no Rio de Janeiro. Na manhã desta quinta-feira, por exemplo, a concessionária informou que identificou uma avaria em uma das composições que seguia para estação de Triagem, na zona norte.
De acordo com a assessoria de imprensa, o trem não pôde prosseguir viagem, os passageiros foram informados pelo sistema de áudio e desembarcaram na estação para seguirem em outras composições.
Protesto de passageiros
Um protesto de passageiros nos trilhos de trem da estação Oswaldo Cruz, na zona norte, provocou a paralisação da circulação de composições na última sexta-feira (16). A manifestação teve início depois que uma composição que seguia de Santa Cruz, na zona oeste, em direção à Central do Brasil, no centro, apresentou um problema, deixando os passageiros trancados por 40 minutos com pouca ventilação.
Várias pessoas passaram mal e os próprios passageiros abriram as portas do trem dando início ao protesto. Quem estava nas composições precisou caminhar pelos trilhos. Um homem caiu em um valão e precisou de ajuda para sair do local.
Pelo menos quatro ambulâncias do Corpo de Bombeiros foram acionadas. A linha do trem só foi liberada com a chegada da Polícia Militar, que usou até cacetetes para conter os manifestantes.
Por causa da manifestação, as estações de trem ficaram lotadas, assim como os pontos de ônibus. Os passageiros reclamaram da falta de informações.

ALERJ cercada e Comandante dos Bombeiros ataca seus comandados. A Ditadura está avançando no Rio de Janeiro.

Amigos, a situação dos bombeiros militares do Rio se agrava, e a democracia está comprometida no nosso Estado. Enquanto a mídia comemora não se sabe o que, e entope a cabeça da população de eventos e especiais de natal, o Estado está cada vez mais sitiado!
Vou reproduzir aqui duas informações que estarrecem:
A primeira é a cena da ALERJ cercada por grades, policiais preparados pra guerra, cães e tudo mais, fechando toda a praça em frente da Alerj, apenas para impedir a aproximação de qualquer cidadão ou manifestante. É estado de sitio! Vejam as fotos e o vídeo da Record, cujo apresentador estava perplexo. Pra Globo e resto da imprensa, não aconteceu nada.

 Vejam os bombeiros chorando!!!



 A segunda informação estarrecedora é a carta divulgada pelo comandante dos bombeiros, um traidor que assumiu durante a última crise de julho prometendo resolver os problemas e defender seus comandados. Agora vejam o disparate de suas palavras. Grifei para destacar!


Mensagem do Comandante - 14/12/2011 Imprimir E-mail
Qua, 14 de Dezembro de 2011 13:29
Senhores e Senhoras oficiais e praças,

Este Comando completou, no último dia 04 de dezembro, seis meses na gestão de nosso Corpo de Bombeiros. Neste período, centramos as nossas ações no implemento de uma série de medidas administrativas com vistas à melhoria das condições salariais de nossa tropa. Criamos condições para a promoção de oficiais e praças, encaminhamos vários entendimentos para o fortalecimento operacional, adotamos medidas efetivas para significativos avanços na área de ensino e instrução.
Neste momento, concluímos uma proposta de mudança em nossa lei de vencimentos e trabalhamos contra o tempo numa proposta de redução dos interstícios para a promoção de praças. Em todas as nossas iniciativas, contamos com o apoio incondicional do Governador Sérgio Cabral.
Temos a convicção  de que empregamos os nossos melhores esforços na busca do atendimento às nossas necessidades.
Pois agora, justo no momento em que retomamos os valores e tradições de uma Corporação Militar, evidenciando a nossa unidade corporativa, somos surpreendidos por uma nova manifestação com características de baderna, conduzida de forma leviana e irresponsável, a soldo de interesses políticos. Desta vez, a estratégia é diferente. Ao que parece, não haverá invasão, depredação do cassino de Cabos e Soldados, saque ao depósito de alimentos ou bloqueio à saída de viaturas de socorro como no passado recente.
Os representantes desta ação - que desonra a longa história desta Instituição Militar -, agora, absurdo dos absurdos, covardemente,  incitam à greve.
Como Bombeiro, com uma carreira inteira dedicada à Corporação, não admito esta afronta. Afirmo, com a convicção de que tenho o apoio da tropa, que o nosso Corpo de Bombeiros não será manchado por esta desonra.
Dirijo-me a todos os Bombeiros de verdade, os que honram a nossa farda, os que respeitam  a nossa história, para dizer que confio no profissionalismo e na responsabilidade que temos com esta Corporação sagrada e, principalmente, no compromisso com a sociedade.
Saibam que a única razão que me trouxe ao Comando da Corporação é o compromisso inarredável com as nossas causas e nossos ideais. Enquanto aqui estiver, lutarei incansavelmente pela melhoria de nossas condições.
Repito, não estou aqui para pedir votos. O que peço é a confiança de todos para que possamos seguir adiante em nossos legítimos propósitos.

Sérgio Simões - Coronel Bombeiro Militar
Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro


Este ser, servidor público do Estado, de carreira militar, que hoje serve aos interesses de um governador de ocasião, desonrou e difamou centenas, milhares de bombeiros, chamando-os de baderneiros, levianos e irresponsáveis, assim como o governador tirânico e com traços nazistas, Sérgio Cabral Filho fez há menos de seis meses, além de lhes imputar uma acusação séria, de prevaricação e de uso de suas atribuições públicas como bombeiros para fins pessoais e políticos, sem provar.
Não bastasse isso, tenta transparecer para a população, cidadãos em pleno gozo dos direitos civis, uma vez que esta é uma declaração pública, que fazer greve é "absurdo dos absurdos". Isto é crime, atentado contra o direito de livre associação e à greve!
Por fim, no meio de diversas promessas repetidas e que até hoje não foram cumpridas, os chama de falsos bombeiros e de desonrados.

É este elemento que comanda os bombeiros do Rio hoje! É este tipo de gente que comando o Rio hoje! Sérgio Côrtes na saúde, privatizando e fazendo negociatas com as vidas que são ceifadas diariamente, Sérgio Simões humilhando e perseguindo os bombeiros e à frente deles todos, Sérgio Cabral, o governador despótico, que quer controlar o parlamento, a mídia, os sindicatos, as armas e tudo mais. Qualquer semelhança com a Alemanha nazista é mera coinscidencia. Será?

A retomada da Ditadura. Estamos caminhando a passos largos para ela.

Definitivamente não vivemos numa democracia, e o pouco que temos dela, está sendo tirado nas nossas barbas.
Há poucos dias, o jornalista Amaury, ex-redator chefe do jornalismo Global, e que durante anos travou uma guerra silenciosa mas extremamente importante nos bastidores da maior holding de comunicação brasileira com Ali Kamel, publicou seu livro-bomba: A Privataria Tucana.
O livro é realmente bombástico, com denúncias seríssimas e esclarecedoras, envolvendo as maiores figuras da política nacional, entretanto... a imprensa, sempre tão interessada em qualquer fagulha pra transformá-la em incêndio, silenciou sobre o livro e boicotou até referências indiretas ao assunto. O boicote não foi apenas da Globo, apesar de ter sido absoluto nela, mas se estendeu em grande parte da grande mídia. Não pretendo aqui debater a trajetória de Amaury na Globo e como esta disputa com o quase-ex-todo-poderoso Ali Kamel influenciou nos últimos 10, 12 anos d apolítica nacional. Farei isso em breve, breve mesmo.
Leia sobre os motivos que levam a mídia se calar sobre o livro aqui.

Paralelamente outro fato chama atenção. Há algumas semanas publiquei post sobre as tentativas de parte dos deputados de requerer informações sobre os desvios éticos de Sérgio Cabral, que em muito ultrapassam as insinuações contra o Carlos Lupi e que nem por isso a mídia se interessou também, conforme podem ver aqui: Orlando Silva e Lupi x Cabral: dois pesos e duas medidas
Mas agora vejam só: Após conseguir através de sua maioria mensaleira negar um direito constitucional na Alerj, e ter mobilizado às custas de ameaça a base aliada federal na Câmara, tratando o assunto como "DE VIDA OU MORTE", Sérgio Cabral tenta desesperadamente derrubar parte da Constituição Estadual no Supremo Tribunal Federal.

O Governador do Rio de Janeiro entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo da Constituição que permite à um parlamentar requerer informações sobre atos do governo e dos titulares do executivo. Vale lembrar que no regime republicano o parlamento tem dois papéis: propor leis e fiscalizar o executivo e as aplicações das leis. Sérgio Cabral quer apenas retirar uma das prerrogativas do Estado Democrático de Direito. O próximo passo poderia ser o fechamento da Alerj.
Quanto à isso, mais uma vez, nenhuma nota de canto de página nos jornais do Rio, que já elegeram mais um ministro pra "bullinar" (o 8º só esse ano) e perdem-se em eleições para o nome do BRT que nem existe ainda.
No momento em que Dilma se esforça para aprovar leis como a que foi publicada recentemente que dá à QUALQUER CIDADÃO o direito de requerer excplicações sobre os atos executivos, ou seja, atribui ao cidadão direito efetivo de cobrar os seus representantes diretamente, o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, tenta o caminho contrário, o do resgate da ditadura, do obscurantismo, do cerceamento de direitos, da blindagem indevassável contra os pressupostos democráticos.
Não bastasse ter maioria legislativa comprada a peso de ouro, apoio midiático total no Estado e em revistas nacionais através da escalada geométrica de recursos destinados à propaganda e comunicação, e de ter na mão o TCE e o MP, Cabral agora quer impedir até os deputados eleitos de fazerem uso de seus direitos parlamentares. Imagine o que faria caso um cidadão comum, como este advogado que citei num outro post tentasse cobrá-lo por seus ilícitos?

E pra terminar, um derradeiro fato: a Câmara dos deputados tenta, sileniosamente, aprovar na CCJ um projeto de lei que anistia e libera a evasão de divisas. Isso mesmo! Lembra do "Juiz Lalau", dos dólares nas cuecas para as Ilhas Caymã e todas as manchetes sobre paraísos fiscais? Querem legalizar tudo isso e mais, querem perdoar todos que fizeram isso no passado, mesmo antes da aprovação desta lei.
Alguma nota na imprensa? Procure. Se não achar, veja no site da Câmara a tramitação deste projeto de lei na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Estamos ou não avançando, a passos largos, de volta ora Ditadura? Esta será mais elaborada, mais sutil. A ditadura anterior era baseada na força, na repressão, esta será baseada no imobilismo das massas e nos dispositivos (i)legais. Lembre-se: Toda ditadura é precedida de um Ato Institucional, um Decreto ou uma Lei que teoricamente, lhe dá valor legal e democrático (ora vejam só!).

  Atualização
A Folha de São paulo finalmente se manifestou quanto ao livro. mas vejam de que forma:
Uma matéria nãoa ssinada, apócrifa, de quem sequer deve ter lido o livro, já que afirma que não haver provas, quando o livro é quase didático de tantas provas.



Índice geral São Paulo, quinta-feira, 15 de dezembro de 2011Poder
Poder

Jornalista acusa tucanos de receber propina Livro aponta transações financeiras em paraísos fiscais sem exibir provas de ligação com privatizações no governo FHC
Acusado de montar central de espionagem com o PT, autor diz que não fez nada ilegal para obter informações
DE SÃO PAULO
Um livro que chegou à praça no fim de semana acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Publicado pela Geração Editorial, “A Privataria Tucana” foi escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que no ano passado foi acusado de participar da montagem de uma central de espionagem no comitê da campanha da presidente Dilma Rousseff.
O livro sustenta que amigos e parentes de Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2003, mas não oferece nenhuma prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.
Algumas informações do livro circularam na campanha eleitoral do ano passado e boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha.
O livro mostra que uma empresa controlada pelo empresário Carlos Jereissati nas Ilhas Cayman repassou US$ 410 mil para Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra.
Segundo os documentos apresentados pelo livro, a transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar. Mas o livro não exibe prova de que a transação tenha algo a ver com Serra e a privatização.
Outro alvo do livro é a filha de Serra, Verônica Serra, que foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet, a Decidir.
Verônica Dantas é irmã do banqueiro Daniel Dantas, que controlou a antiga Brasil Telecom até o início de 2005. A Telemar e a Brasil Telecom atualmente são parte da Oi.
O jornalista também diz que Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra, teve ajuda de Ricardo Sérgio na privatização do setor elétrico e depois movimentou dinheiro em paraísos fiscais.
No governo FHC, Ricardo Sérgio, como diretor do Banco do Brasil, exercia influência sobre a Previ, o fundo de pensão dos empregados do BB, que se associou aos vários grupos que participaram das privatizações da época.
Ribeiro Jr. foi acusado pela Polícia Federal de ter violado o sigilo fiscal de dirigentes tucanos e dos familiares de Serra durante suas investigações, pagando despachantes para obter ilegalmente informações sobre eles.
O jornalista diz que não fez nada ilegal. Ele iniciou suas investigações quando trabalhava para o jornal “Estado de Minas” e o então governador do Estado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação do PSDB para disputar a eleição presidencial.
Sua atuação só foi exposta mais tarde, quando Aécio já estava fora da disputa e Ribeiro Jr. foi chamado pelo jornalista Luiz Lanzetta para colaborar com a campanha de Dilma, um projeto que foi abortado pela cúpula do PT antes de ganhar corpo.

Plenário rejeita pedido sobre viagens de SÉRGIO CABRAL

Jornal da Câmara dos Deputados
Eduardo Piovesan
Rodrigo Bittar
Nenhum jornal do Rio deu uma linha sequer sobre a sessão de ontem, obviamente para não chamar a atenção das pessoas novamente para as viagens de Cabral em jatinhos de empresários amigos que têm negócios com o governo do Estado.

O Plenário rejeitou, por 235 votos a 52, recurso do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) contra a rejeição, pela Mesa Diretora, de um pedido de informações do deputado à Secretaria Nacional de Aviação Civil sobre viagens do governador do Rio de Janeiro, SÉRGIO CABRAL.

No Requerimento de Informação 693/11, o deputado pedia que fosse enviado um relatório à Câmara contendo dados como a relação de voos comerciais frequentados pelo governador desde 1º de janeiro de 2007. Garotinho também pedia que fossem enviadas informações sobre os proprietários das aeronaves particulares nas quais voou SÉRGIO CABRAL, assim como a rota e os passageiros.


A Mesa rejeitou o requerimento porque considerou que está fora da competência da Câmara pedir informações dessa natureza.

Garotinho anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Plenário. Segundo ele, a decisão foi “absurda”, porque teria retirado “prerrogativas parlamentares de pedir informações sobre a conduta de um agente público, que é o governador do Rio”.

Iniciativa - Durante o debate sobre o tema, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), argumentou que não cabe à Câmara fazer um pedido institucional sobre informações relativas a um governador. Para ele, essa iniciativa deveria partir das assembleias estaduais.

Diante da declaração, Garotinho ressaltou que seu pedido não é para investigar SÉRGIO CABRAL, mas um exercício do direito à informação. “É curiosa a posição do governo contrariando a Lei da Transparência, que foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff”, afirmou.

Em julho, o governador do Rio havia anunciado a adoção de um “código de conduta” após ser alvo de suspeitas por conta de sua relação com empresários. O motivo foi a divulgação de uma viagem de Cabral à Bahia em um jato do empresário Eike Batista para comemorar o aniversário de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, que possui contratos com o governo estadual.

Veja como votaram os deputados do Rio:
“Quero saudar o governador Sérgio Cabral que tem um compromisso com os idosos” 
 Dep. Benedita da Silva (PT – RJ) fazendo um agrado em Cabral na votação do requerimento das suas viagens. 
O deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), tenso, de dedo em riste virou-se para o Líder do Governo, Cândido Vacarezza (PT – SP) e ameaçou: “É questão de vida ou morte. Se vocês me abandonarem agora não contem comigo daqui pra frente”.



O deputado Anthony garotinho se indignou com o acontecido, e publicou em seu site o que ocorreu no Plenário da Câmara ontem:

O que aconteceu ontem à tarde no plenário da Câmara dos Deputados foi no mínimo patético. Passava das 17h e embora o painel acusasse a presença de 401 deputados, o plenário estava vazio e já havia chegado a ordem para a presidente Rose de Freitas (PMDB – ES), para que nada fosse votado. Foi então que subi à tribuna e discursei duramente contra o desrespeito ao povo brasileiro, que numa tarde de quarta-feira a Câmara dos Deputados não deliberar sobre nada (assistam ao vídeo duas postagens abaixo). O item nº 1 da pauta, o único que acabou sendo votado, tratava do meu recurso, de nº 92, contra a decisão da Mesa Diretora de negar o requerimento à Secretaria de Aviação Civil sobre as viagens feitas pelo governador Sérgio Cabral em aeronaves particulares dos empreiteiros e empresários que sustentam sua farra pelo mundo afora.

De súbito tudo mudou depois do meu discurso. Chegaram correndo ao plenário Eduardo Cunha e Leonardo Picciani, ambos do PMDB - RJ. Ao mesmo tempo veio da presidência uma contra-ordem para iniciar a sessão. Deputados que tinham dito que seria um absurdo negar o envio de um requerimento de informação a um órgão federal começaram a receber telefonemas dos governadores dos seus estados. Deputados foram retirados às pressas dos seus gabinetes e levados ao plenário. Criou-se uma alvoroço monumental com parlamentares aliados de Cabral agindo desesperadamente.

Bem, o resultado vocês já sabem e o recurso foi derrotado (leiam a nota anterior). Mas vou logo avisando que irei ao Supremo Tribunal Federal para garantir o pleno exercício do meu mandato e as minhas prerrogativas parlamentares. Nas próximas notas e vídeos vocês poderão ver como numa tarde de quarta-feira, onde nada iria acontecer em Brasília acabou se transformando numa aliança entre o PT e o PMDB, onde no início da discussão Eduardo Cunha, de dedo em riste, cobrou do Líder do Governo, Cândido Vacarezza (PT – SP): ‘É questão de vida ou morte. Se vocês me abandonarem agora não contem comigo daqui pra frente”. Foi vergonhoso.


 
Ontem foi um dia triste para o Parlamento brasileiro. Ao negar a informação sobre as viagens do governador do Rio em aeronaves particulares a um dos seus membros, a Câmara dos Deputados abriu mão de uma prerrogativa fundamental. Que as informações desejadas estão em poder de um órgão federal, a Secretaria Nacional de Aviação Civil qualquer membro do Parlamento tem o direito de solicitá-la.

Ontem foi um dia triste, porque além de negar a informação a um parlamentar federal, o que aconteceu no plenário foi deplorável. Na tentativa desesperada para esconder os passeios de Cabral pelo mundo afora em aviões de empreiteiros e empresários milionários que têm contrato com o seu governo, foram mobilizados governadores para ligar para deputados e até o líder do governo Cândido Vaccarezza (PT/SP), que durante todo o dia de ontem não havia dado as caras no plenário. Subitamente, ele apareceu com o nítido propósito de impedir que as informações sobre as estrepulias aéreas de Cabral fossem informadas.

Como afirmei ontem logo após a votação, com base na recente lei proposta pela presidente Dilma Rousseff e aprovada pela Câmara, de dar a qualquer cidadão do povo o direito de obter informações da administração pública sobre gastos, licitações ou outras despesas feitas com o dinheiro público, estarei ingressando no STF para fazer valer a lei que a própria Câmara aprovou e agora se nega a cumprir.

Uma coisa ficou evidenciada. Há algo de muito podre no ar. Muito além do que eu podia imaginar. Porque diante do desespero demonstrado pelos aliados do governador e dos petistas que saíram em sua defesa, além do próprio líder do governo, que ao invés de defender a instituição, fez de tudo para proteger Cabral, a maratona aérea de Cabral em aeronaves particulares deve ser maior do que podemos supor.

Aliás, um aliado do governador que se recusou a votar contra o Parlamento e se absteve, me confidenciou que o desespero não é só pelo fato do governador estar utilizando aeronaves de empreiteiros e empresários que têm contrato com o governo do Estado. A informação poderia mostrar ao Brasil duas coisas: a primeira é que importantes autoridades da República acompanharam Cabral em suas estrepulias aéreas e, segundo, que várias vezes, o governador do Rio deixou o país sem que ninguém soubesse, nem mesmo a Assembleia Legislativa do Estado, a quem compete autorizar suas viagens ao exterior.

Orlando e Lupi x Cabral. Dois pesos e duas medidas da imprensa e da política

Desde o caso do ex-ministro Orlando Silva tenho pensado neste assunto, e agora com as baterias sendo voltadas para o Ministro Carlos Lupi, o assunto se torna novamente atual.
Anthony Garotinho fez um post hoje que toca nesta ferida: Porque o que vale para toda a classe política nacional, nunca vale para a turma do PMD/RJ?

Pois vejamos, quem nao consegue fazer mentalmente uma lista rápida de nomes de políticos que nos últimos 5 anos foram "condenados" pela mídia e julgados pelas suspeições. Vivemos num ambiente tão corrupto e tão naturalizado quanto à isto, que como válvula de escape e mecanismo de defesa inconsciente, taxamos qualquer suspeição ou denúncia como fato irrefutável, pelo simples fato de alguém ter dito. Mas não basta ser dito, tem que ser repetido pelo menos por uns 3, 4 dias pelos jornais, e principalmente pelos telejornais e seus âncoras.
Pronto, a partir daí, o Deputado é ladrão, o ministro é corrupto e o senador é safado. Mas ele prova, com provas materiais, que não estava no local, que não sabia, que não era nem nascido na época! Pouco importa! É safado, tá apenas inventando uma desculpa esfarrapada.

É o que os partidários do Lupi estão chamando de "denuncismo". Mas estes são os mesmos que chamaram (e chamam) os José Dirceu de ladrão, chefe de quadrilha, mesmo sem ter condenação contra ele. Essa é nossa forma de ser, é involuntário, descarregamos nossa impotência num sonoro "SAFADO, LADRÃO!". Não acreditamos nas instituições, não cremos no devido processo investigatório. As instituições são nosso problema, mas não as questionamos, é mais prosaico questionar o Tiririca, o Lupi...

Enfim, é de nossa cultura o pré-julgamento. E isto subsidia que nossa imprensa retro-alimente esta prática. Por outro lado, temos nossa estrutura jurídica que prevê que ninguém é culpado até que seja julgado e transitado em julgado, ou seja, que tenha esgotado todos os recursos possíveis previstos. E como ninguém pode ser considerado culpado até julgamento final, também não pode ser preterido ou ter retirado qualquer direito até então.

Diante dessa oposição cultura x legislação, é óbvio que a última prevalece até que a primeira tome força para mudar a segunda. Ou seja, até que a cultura faça nossas leis mudarem.

Mas não quero entrar no debate sobre a validade da presunção da inocência ou não, mas sim em como nossa classe política e midiática é hipócrita e seletiva na aplicação deste traço cultural.

Vejam o caso dos citados ministros. Um caiu, o outro está caindo, sangrando... vai cair, inevitavelmente. E ai da presidente se não o tirar, e ai do PDT se o defender acima de tudo. O senso comum já definiu que mantê-lo ou defendê-lo é manter e defender um corrupto. Como e porque ele é corrupto não importa, está em tudo que é lugar que ele é corrupto e isso basta. O preceito da presunção da culpa implantado pela mídia já prevaleceu.

Mas no Estado do Rio nós temos um exemplo raro. Uma espécime em extinção: Um político honesto! Tão honesto que nem as provas provam que ele é corrupto. Tão inocente que não se presume a inocência, se impõe pelo silêncio. Ele pode fazer tudo que aos demais é considerado crime mesmo sem fazerem ( ou mesmo sem que se prove que fizeram).

O Lupi é suspeito de ter viajado num aviâozinho pago por uma ONG, à serviço. Esta ONG tem convênio com o ministério dirigido pelo nobre ministro, e por isso, só por isso, é crime e ele deve sair pra sempre da vida pública. E pior! Ele disse qe não viajou e está sendo intimado a depor no Congresso várias e várias vezes. Tá sendo "presenteado" com a capa de todas as revistas do país, estampando diariamente os jornais e sites. É o inimigo do Estado agora, o "povo" clama sua queda. O pais deve parar até então. Obstrua-se a pauta do Congresso. Invoque-se a memória de Brizola e falem em nome dele pedindo, não, melhor, exigindo a queda do ministro.

Quanto ao político honesto do Rio de Janeiro, bem, ele é apenas o Governador do Estado. E mantém contratos milionários, melhor, já são bilionários, com uma empreiteira, todos eles, ou em sua maioria, sem qualquer licitação. na base da confiança, da "urgência". Nos momentos de sua folga, o Governador pega sua família, amigos, "amigos dos amigos" e embarca todo mundo no trem da alegria, quer dizer, no avião do amigo empreiteiro,e vai para um resort de outro amigo. também empresário e também beneficiário de contratos "da china" com o Governo do Estado.
Em relação à esse, nenhuma capa de jornal; nenhum artigo sequer. Nenhuma instituição como Senado, Ministério Público, Polícia Federal, TCE ou CGU. A imprensa ignora peremptoriamente a existências destes fatos e os esconde da população que, ignorante, não exige sua cabeça.
Alguns poucos deputados tentam alertar, cobrar, fazer as instituições funcionarem, mesmo que a força. Mas a classe política estranhamente não deseja desgastar a imagem deste homem. O presidente da ALERJ arquiva os pedidos de esclarecimento, ignora até as intimações judiciais interpostas pelos deputados arguintes. O presidente da Câmara dos Deputados também ignora os pedidos de investigação feitos por alguns deputados federais. Será que até a justiça acreditará na inocência inconteste deste governador?

Isso sem contar as diversas denúncias de superfaturamento em módulos de UPAs, de ambulâncias, de viaturas da polícia (irregularidade comprovada e exorbitante), até em obras de socorro às vítimas de enchentes. São tantas denúncias, que o Ministério Público teria que abrir um setor exclusivo para investigar.

Quanto a isso, deixo abaixo um post de hoje, do blog do deputado Garotinho, que trata do mesmo assunto.

Mas a pergunta persiste: O que estará por trás desta blindagem que Sérgio cabral Filho tem da mídia, especialmente da mídia do Rio, e da base aliada do governo? A conferir...

"Lupi e Cabral: dois pesos e duas medidas
Desde o início do ano, venho tentando, através de um Requerimento de Informação que ingressei na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, , obter informações a respeito das viagens feitas pelo governador Sérgio Cabral em aeronaves particulares, pertencentes a grandes empresários que têm contratos milionários com o Estado.
A primeira negativa ao meu pedido partiu da vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas, sob a alegação de que a competência para investigar Cabral é da Assembleia Legislativa. Argumento inconcebível, já que a simples obtenção de informação de quem a detém - um órgão federal - é prerrogativa do deputado federal.
Da decisão da Vice-presidente da Câmara recorri ao conjunto da Mesa Diretora da Casa. Esta também negou, mas sob outro argumento: que a informação deveria ser pedida à Infraero e não à Secretaria Nacional de Aviação Civil, à qual a Infraero é subordinada.
É o fim da picada!
A tentativa de blindar Cabral para protegê-lo contou até mesmo com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Quanta hipocrisia!
Cobram com razão do ministro Lupi sua viagem num avião pertencente a uma ONG que tem convênio com o seu ministério, mas se negam a fornecer informações sobre as dezenas, quem sabe centenas, de viagens feitas por Cabral, - a maioria delas para o exterior e a passeio - nas aeronaves de empresários e empreiteiros que ganham bilhões do seu governo.
Por que dois pesos e duas medidas?
Será que o que vale para Lupiu não vale para Cabral?
Quero deixar bem claro que não estou defendendo Lupi. Ele que prestes contas dos seus atos. Mas é inadmissível que a Câmara dos Deputados sonegue informação a um dos seus parlamentares, para acobertar os atos ilegais do governador Sérgio Cabral.
Me restam duas alternativas: recorrer ao Plenário da Casa na semana que vem, e caso a decisão seja mantida, ir à Justiça para que a Câmara cumpra o seu papel."

Mobilização a favor do Rio une adversários, mas táticas são diferentes.

O Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, transformou-se na manhã de ontem numa espécie de bunker político para protestar contra as mudanças na distribuição dos royalties do petróleo. Convocado pelo governador Sérgio Cabral Filho, o encontro preparatório para a manifestação 'Contra a Injustiça - Em Defesa do Rio' programada para quinta-feira, reuniu políticos e representantes de entidades sindicais e de classe.




O tom dos discursos foi crítico e radical às mudanças de legislação propostas no Congresso - que prejudica os Estados e municípios produtores - e de revolta contra a postura do governo federal. Os políticos fluminenses voltaram a cobrar que a presidente Dilma Rousseff vete a proposta aprovada pelo Senado.




'Queremos mostrar ao governo federal e ao Congresso que não queremos invadir o direito de ninguém, mas também não queremos que invadam o nosso', argumentou Cabral (PMDB).



Embora houvesse unanimidade nas críticas à proposta de redistribuição dos royalties, ainda não havia consenso sobre a estratégia a ser adotada. O senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) disse que a bancada fluminense poderia se unir à oposição para obstruir a votação da emenda constitucional que prorroga a desvinculação de receitas da União (DRU) e atrapalhar a tramitação da proposta de orçamento da União para 2012 - assuntos críticos para o governo federal. 'O Congresso Nacional não tem bobo. Ali, se usam todas as armas', disse Crivella.



O deputado Anthony Garotinho (PR/RJ) sugeriu que a bancada propusesse rever todos os repasses federais aos Estados, deixasse de lado a pressão para Dilma vetar o atual projeto de alteração nos royalties e que as lideranças partidárias elaborassem um novo substitutivo para a proposta na Comissão Especial constituída na Câmara. 'Apostar no veto da presidente pode representar uma nova derrota', disse Garotinho.



No entendimento do parlamentar do PR, a estratégia representa um risco, uma vez que a decisão da presidente pode ser derrubada no Congresso. Garotinho lembrou que está sendo articulada a apresentação de um novo texto à Comissão Especial criada na Câmara para avaliar os royalties. O substitutivo, salientou o parlamentar fluminense, pediria a manutenção da atual divisão de royalties em áreas já licitadas e promoveria a partilha para o futuro.



A Prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, vice-presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) defendeu a mobilização da classe política fluminense, mas observou que ela poderia ter começado há mais tempo. “Acho importante a mobilização, mas acho também que ela já deveria ter sido feita. Talvez tudo isso estivesse sendo evitado”, afirmou Rosinha, que compartilha o temor de que aposta única no veto da presidente Dilma possa ser arriscado. “Não basta que a Presidente Dilma Roussef vete o projeto porque ele vai voltar para o Congresso. Todo mundo fala em distribuição igualitária, mas isso não existe. Não existe no Fundo de Participação de Especial (FPE) e nem no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). As contribuições do governo federal também são desiguais”, observou Rosinha.

Se Cuida Antares! Nem da Rocinha vai praí

Pra variar, a secretaria de segurança de Beltram e Cabral vai transferir os traficantes para a Zona Oeste e Zona Norte. O Objetivo, como sabem, não é prender ninguém nem apreender armas e drogas. É apenas limpar as zonas tur´siticas e no trajeto da Copa e das Olimpíadas.
Por isso não me aventuro a investir numa área pacificada pelas UPPs como Tijuca ou Centro, num imóvel ou coisa assim. Logo que os eventos passarem, o Estado suspenderá o projeto e todo o circo será desmontado
Vejam a nota abaixo:


O setor de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro recebeu informações de que o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, estaria retirando armas e drogas da Rocinha, com a ajuda de policiais militares. A ocupação da comunidade pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) e pelo Batalhão de Choque está prevista para o próximo domingo (13).




Ainda não há inquérito instaurado para apurar o caso, mas policiais que investigam a quadrilha de Nem confirmaram ter recebido essas informações. O objetivo seria evitar prejuízos para o tráfico local, que refina e distribui drogas para outras comunidades controladas pela mesma facção criminosa.



Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que "não adianta ou fornece informações [sobre] a existência ou andamento de investigações".



Policiais que investigam a quadrilha também detectaram a migração de traficantes da Rocinha para outras comunidades controladas pela mesma facção criminosa. Os principais destinos são as favelas da Pedreira, Quitanda e Lagartixa, em Costa Barros, na zona norte do Rio, e o Complexo do Caju, na zona portuária, para onde iriam parte da droga, do armamento e criminosos.



O envolvimento de policiais com o traficante fora detectado pela Polícia Federal em outra ocasião. Em fevereiro, a PF desencadeou a operação Guilhotina, que prendeu 45 pessoas, a maioria policiais civis e militares. Segundo relatório da PF, um grupo de pelo menos quatro policiais recebia R$ 100 mil para passar informações a Nem sobre operações policiais na Rocinha e no Complexo de São Carlos, onde já há UPP.

Milícias: lei que obriga viatura policial a ter câmera ainda é ignorada

Jornal do Brasil - Jorge Lourenço

Proposta pelo relator da CPI das Milícias, o deputado estadual Gilberto Palmares (PT-RJ), a lei que obriga a todas as viaturas policiais do Rio de Janeiro a terem câmeras instaladas continua sendo ignorada pelo poder público. Aprovada há dois anos, a Lei 5588/2009 tenta atingir um dos pilares dos milicianos: o uso de carros oficiais nas comunidades sob seu domínio.


Alô, governo

"Todos sabem que os milicianos andam nas comunidades, muitas vezes, com veículos oficiais da polícia. Algumas propostas minhas após a CPI das Milícias tentaram desestruturar o poderia econômico destas organizações criminosas e essa foi uma delas. Estranhamente, não se fala dessa lei em lugar nenhum. Ela foi completamente esquecida e poderia prejudicar bastante as atividades da milícia", reclamou Gilberto Palmares, em conversa com o Informe JB.

Já teve veto

Na ocasião da sua aprovação, a Lei 5588/2009 recebeu um veto do governador Sérgio Cabral, que a considerou "preconceituosa" em relação aos policiais militares, já que os colocaria sob constante vigilância. A Alerj derrubou o veto do governador posteriormente e, mesmo assim, a lei continua a ser desrespeitada.

Sérgio Cabral será julgado no TSE


Em sua maioria, os processos contra governadores se baseiam em acusações de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Esses crimes e suas respectivas punições estão previstos na Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90), podendo levar à cassação do diploma caso fique comprovada a prática.

No caso do abuso de poder político, essa conduta se caracteriza quando o mandatário de um cargo vale-se de sua posição para agir de modo a influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade do voto, e utiliza da máquina administrativa em prol de determinada candidatura. Já o abuso de poder econômico consiste no financiamento direto ou indireto de partidos e candidatos, antes ou durante a campanha eleitoral, com o fim de prejudicar a legitimidade das eleições.

Rio de Janeiro

No caso de Sérgio Cabral, a acusação é de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante sua campanha à reeleição. O recurso foi proposto por Fernando Peregrino e também acusa Cabral de abuso de poder econômico, o que teria causado desequilíbrio na disputa com outros candidatos. O relator é o ministro Gilson Dipp.

Como se sabe, Cabral comprometeu o processo eleitoral de 2010 ao utilizar flagrantamente a máquina pública, ultrapassar o limite dos gastos com propaganda (enganosa, por sinal) contratar pessoal terceirizado durante o período vedado pela legislação, pessoal esse que trabalhou na propria campanha do PMDB (duplo crime).

Milícias no Rio viram caso para a Anistia Internacional. - Uma análise sobre as milícias

Extrapolou os limites do Estado, e os limites do país. As autoridades estão paralisadas e imobilizadas. Por força ou por vontade. E um organismo internacional teve que intervir pra salvar a vida do Deputado Estadual Marcelo Freixo.

A Anistia Internacional ofereceu asilo ao deputado e sua família em outro continente, a par protegê-los de morte mais que iminente. O deputado não confirma país nem duração da "fuga", apenas que se dará na europa e que não durará muito, e servirá para dar-lhe um pouco de paz e segurança, algo que não tem há anos, desde que iniciou sua luta, quase que solitária e mais que heróica, contra as milícias no Rio, e para chamar a atenção para a complacência e quase  conivência das autoridades do Rio com este tipo de crime que domina o Estado.
Freixo sofreu nada menos que 5 ameaças de morte ´nos últimos 10 dias, num total de 7 desde a morte da Juíza Patrícia Accioli. Desde esta data ele vem pedido reforço na sua segurança, e assim como no caso da falecida juíza, o secretário de segurança não move uma palha e não lhe atende. Espera que ele morra, provavelmente. Mais conveniente politicamente não? Afinal, não costumamos recordar dos mártires, e nada que alguns milhões de propaganda eleitoral e uma extensa aliança fisiológica não nos faça esquecer e enxergar um Rio florido e pacificado.
O tema é tão profundo e aterrador, que políticos de todas as matizes ideológicas estão se posicionando ao seu lado, mesmo que venham a concorrer ano que vem contra ele na disputa pela prefeitura da capital da milícia. Anthony Garotinho, Wagner Montes, Chico Alencar, Aspásia camargo, paulo Ramos, são alguns exemplos destes que já denunciam a situação há algum tempo e hoje pela manhã reverberavam esta notícia. Waldyr Damous, presidente da OAB-RJ é outro que tem cobrado alguma ação do governo do estado, do secretário de segurança, o popstar José Mariano Beltrame, e do próprio governador, Sérgio Cabral, de paradeiro quase sempre desconhecido.
Há uma inversão de valores que tem se agravado por anos, e mesmo novo tenho sido testemunha disto. Quando pequeno, e isso não tem mais que duas décadas, os criminosos tinham medo de atacar um policial, e quando o faziam, eram mortos ou capturados em poucos dias, numa mobilização cinematográfica da polícia. Com o tempo, foi se naturalizando os ataques aos policiais, e hoje estamos acostumados a ver 2 a 3 mortes de PMs e Policiais Civis por semana, sem que o governo ou a polícia faça qualquer coisa além de "lamentar" a perda de mais uma vida. E agora, um novo e assustador estágio tem se desenhado, que é o ataque direto aos mais altos escalões de nossos poderes. Não mais a quem prende e anda armado para reprimir o crime, mas a quem julga e decide. A Juíza foi morta, denúncias de que sua morte proveio de dentro de presídio, um comandante de batalhão foi preso, juntamente com outros policiais acusados de terem operado o assassinato, o chefe de polícia civil pediu o boné e saiu de fininho e NADA MUDOU, NADA FOI FEITO!
O deputado Freixo denuncia que quando ele encerrou o relatório da CPI das milícias, havia cerca de 170 delas no Rio, e hoje são mais de 300, e se considerarmos que nos governos "Garotistas" elas praticamente não existiam, chegando a cerca de uma dezena, sem poder político e ainda baseadas num bairrismo bem restrito, podemos dizer que este governo está miliciando o Rio, não pacificando. O governo Sérgio Cabral, de 2007´pra cá, entregou as instâncias oficiais e não-oficiais de poder aos representantes das milícias. Aos Gerominhos, Brazões e tantos mais que são seus aliados de primeira hora.

Não quero aqui travar o debate da ineficiência do combate ao tráfico, nem da hipocrisia que é esta cruzada milionária e assassina pra conter um ramo de negócios, que, como tantos outros legalizados, é ruin pra sociedade e para o indivíduo, mas que nem por isso respalda um empenho de todas as políticas públicas, das mentes e das vontades populares para reprimi-las. Mas é contudo necessário destacar que foi essa idéia, plantada nas mentes e corações durante décadas a fio, de que o tráfico é um mal maior, acima de todos os outros, diferenciando traficante de bandido, como se ambos não fossem igualmente criminosos, sem hierarquia entre si, foi esta necessidade criada artificialmente de primeiro e acima de tudo reprimir o tráfico de drogas pela tática da guerra civil, da repressão através de um aparato militar, com armas cada vez mais pesadas e aclamadas pela população, como se estivéssemos num país em convulsão social ou guerra contra uma nação inimiga. Nos acostumamos, como em Serra Leoa ou como nos países escandinavos na época de suas independências, a ver carros explodindo, ônibus pegando fogo, pessoas armados vigiando territórios e naturalizando o fato de podermos nos ver repentinamente num tiroteio entre duas trincheiras, tudo em nome de um "bem maior" que é a luta pelo fim da venda de maconha, cocaína, heroína e mais recentemente, mesclado, crack e seus derivados.
Foi este consciente coletivo, esta idéia universalisada de que apesar de todo o horror que nos submetemos, estamos tendo a recompensa moral de combater o mal maior que é o tráfico, que legitimou e lançou raízes fortes ao surgimento das milícias. Legítimas em excencia, pois diziam ser a reunião dos moradores de uma localidade para se defenderem daquilo que as forças públicas não conseguiam dar conta. Navegando em outro senso comum, o de que as instituições do Estado não funcionam, de que tribunais, polícias, governos e tudo mais não funcionam e são meramente meios de nos sorver inutilmente dinheiro, os milicianos se colocavam como heróis, messias salvadores, justiceiros de causa nobre: "Vamos acabar com o mal maior, custe o que e quem custar!". O tráfico tinha que ser vencido, pela guerra, pela força, e pelo fornecedor, não pelo usuário. Ignore-se portanto a máxima capitalista de que onde há demanda haverá sempre oferta.
O próprio prefeito Eduardo Paes defendeu as milícias em 2007 e 2008, em sua campanha eleitoral, como um meio de organização local. O governador Sérgio Cabral chamou de "mal menor" e confraternizou-se com seus líderes inúmeras ocasiões.
O filme Tropa de Elite, especialmente o segundo, lança luzes esclarecedoras sobre esta década. Só não vê quem não quer ou cegou-se de ignorância. A política do Rio hoje não se dá mais em comícios, salas de partidos ou  em passeatas. Estas continuam existindo como uma empresa de fachada esconde a fonte real de lucro ilícito. Ela se dá nos gabinetes palacianos e em churrascos bem regados dos milicianos, que negociam os votos de "sua região". Imagino um mapa do rio com tachinas coloridas fincadas com um papelzinho indicando o número de votos. O cálculo é ganhar cada vez mais tachinhas ou criar mais delas em novos locais. Porque entregar a região pro tráfico novamente, ou pior, porque se desgastar pra governar o lugar com a presença do Estado?

Neste cenário alguns atores tomam coragem de levantar a voz contra o ciclo vicioso e centrífugo. Sim, pois além de ser um ciclo vicioso, que se auto-alimenta, ele se expande. Muitos são os que conseguem fazer esta leitura do cenário, e assim como eu não encontram meios de obstar o desenvolvimento caótico desta tragédia social, mas alguns, poucos, que detém meios efetivos de ação concreta resolvem expôr suas vidas e lutar bravamente contra tudo isto. São os nossos "Capitães Nascimento". Patrícia era uma destas. Freixo é, quem sabe, o maior deles.
E são contra estes que as milícias sabem que tem que apontar suas armas.Ou ninguém se pergunta porque elas não incomodam o governador? Porque o secretário de segurança, o homem da pacificação, o dilacerador de traficantes, o herói da nova era de crescimento e união, conforme é "vendida" a imagem dele, não sofre ameaças da milícias? Porque não se cria as milagrosas UPPs em áreas de milícia? E onde ocasionalmente ela entrou em local dominado pelas milícias, mais por conta de uma pressão social devido ao atentado sofrido por repórteres do jornal O Dia, foi instalada no local uma milícia estatal, onde um "coroné", cujo nome prefiro não citar, à frente da UPP, domina a associação de moradores, a distribuição de gás, a movimentação de pessoas e vans, e as atividades de pirateação de comunicações. Este "coroné" é. não por acaso, filiado e militante de partido da base do governo. Homem mais da política do que das armas.

Por isso, não tenho dúvida em dizer, sem tergiversar como são obrigados a maioria dos jornais, e como preferem os maiores deles: O Governo do Estado do Rio não quer combater as milícias nem proteger quem as combate. Quer mais que estes morram e não lhes incomodem.

SHOW DE DESCASO EM INCÊNDIO EM CAMPO GRANDE, RJ


É com pesar que assistimos a mais este incêndio no centro comercial de Campo Grande, que tem convivido estranha e rotineiramente com estes casos. Muitos virão agora lamentar os prejuízos dos comerciantes atingidos e das pessoas feridas, mas algumas observações tem que ser feitas.
A princípio um comerciante inteligente sabe que qualquer empesa precisa de um seguro, pois ficar a mercê de incêndio, assalto, desastre ou qualquer outro incidente é o primeiro passo para seu empreendimento naufragar. Não há desculpa para quem instala um comércio no centro do bairro, lugar caro e valorizado, não incluir na planilha de custos um seguro. Posto isso, imagino que a esmagadora maioria senão todos estavam segurados e seus prejuízos serão então os dias parados.
Mas a partir daí começam os verdadeiros dramas, os problemas que tem que ser apontados. Um deles é que mais uma vez os hidrantes de Campo Grande não tem água. O Corpo de Bombeiros atende rapidamente, chegam em poucos minutos para sua heróica missão ( mal remunerada, não é Sérgio Cabral, os "baderneiros" e "vagabundos") e não encontram água nos hidrantes onde possam ligar suas mangueiras. A Cedae deve ser a responsável por isso, e nos incêndios que atingiram o Shopping Luzes, na outra ponta do "Calçadão" e no comércio popular perto da rodoviária, a situação foi a mesma: NÃO HÁ ÁGUA NOS HIDRANTES DE CAMPO GRANDE!
O incêndio do Shopping Luzes eu fui testemunha ocular do desespero dos bombeiros em busca de água. Procuraram nos dois hidrantes do início da Rua Coronel Agostinho, o famoso Calçadão, procuraram na Rua Viúva dantas, transversal ao Shopping e procuraram na rua do túnel que passa por debaixo da linha de trem e nenhum hidrante tinha água. As fiações começaram a explodir e soltar faíscas e eles estavam todos de pé sem poder fazer nada até a chegada de um caminhão pipa.
Quando este caminhão enfim chegou, a correria foi quase em vão por causa das mangueiras que possuíam: todas furadas, em mais de dez pontos, pelos quais a água se esvaia pra todos os lados exceto para o qual se apontava a mangueira. Camelôs e transeuntes ajudavam como podiam e era trágico-cômico ver que no centro do bairro mais populoso da Zona Oeste do Rio as chamas podem arder a vontade que o governo do estado do Rio não tem interesse/capacidade de fazer nada. Não há água ou equipamento necessário.
O sub-prefeito Edmar Teixeira deveria se movimentar pra cobrar das autoridades estaduais explicações sobre mais este caso de descaso com a população de campo Grande. Relatos dos leitores do G1 dão conta de que mais uma vez os hidrantes estavam sem água e que foi necessário chamar um caminhão pipa particular pra combater o incêndio.

Mas temos que tratar de um assunto ainda mais importante, um descaso ainda mais trágico e repugnante: a morte de dezenas de animais que se encontravam enjaulados dentro do mercado São Braz. Não sou especialista em direito ambiental, nem sei quais são as condições para se vender animais legalmente, mas me enojava e revoltava passar pelo mercado e ver dezenas de aves, répteis, roedores e outros animais presos em gaiolas minúsculas e superlotadas, num mercado abafado e sujo, sem ventilação, iluminação ou higiene necessários,e principalmente, sem liberdade alguma. Não me importa o que diz a lei, e o quão permissiva e antropocentrista ela seja, pra mim não há razoabilidade de se manter animais encaixotados e enjaulados como se feras ou criminosos fossem.
Mas o fato é que todos estes animais, que já sofriam com seu cárcere e maus tratos, agora estão mortos carbonizados e sufocados porque o dono do estabelecimento preferiu fechar a loja e fugir, provavelmente com o dinheiro do caixa, e deixar os animais trancados nas gaiolas. Sua ganãncia assassina é tão grande que preferiu trancar todos e tentar ver se sobravam alguns do que lhes permitir escapar da morte e perder sua mercadoria. Isto é crime contra o meio-ambiente certamente, e o que me deixa indignado é que sua pena será pífia e que ele deve estar apenas se preocupando com a perda da "mercadoria", que no caso, eram seres vivos!

Fica então um recado pro secretário de meio ambiente, o meu amigo petista Carlos Minc, pra que investigue este caso e puna exemplarmente os responsáveis, inclusive os que porventura tenham dado permissão para a venda de animais num galpão sem saídas de emergência, ventilação ou estrutura necessária.

Por fim, fica uma nota sobre o aproveitamento de alguns infelizes que promoveram um arrastão durante a confusão, trazendo mais caos e medo aos moradores de Campo Grande. Aliás, estamos chegando perto do natal, e estes arrastões são rotina no mês de dezembro, seria interessante a PM e a Guarda Municipal ficarem atentas desde já.

Lamentável tudo isso, o incêndio, que deve-se descobrir as causas, o arrastão e a incompetência e o descaso dos governos estadual e municipal, principalmente o do governador Sérgio Cabral que é responsável pela Cedae e pelo Corpo de Bombeiros.

O Assalto ao Rio de Janeiro! As mãos dos senadores estão sujas, e não é de petróleo!

O Senado Federal Brasileiro, instituição que hoje está entre as mais corruptas e desprestigiadas diante da população brasileira, está hoje cometendo um dos maiores erros históricos.
Para os que não sabem, a proposta do Senador Vital do Rêgo, da paraíba, que vem ser o derradeiro ato da proposta do ex-deputado Ibsem Pinheiro, que tão representativo era que não foi reeleito, propõe retirar dos estados produtores, que são Rio de janeiro e Espírito Santo, os royalties do petróleo que possuem.
É preciso antes de tudo explicar como é taxado hoje a exploração de petróleo no Brasil. No regime atual de exploração, incidem IPI, ICMS, IRPJ, PE e Royalties.
  • O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o IRPJ (Imposto de Renda), assim como as PE (Participações Especiais, imposto específico sobre os lucros da exploração) são cobrados pela União, ou seja, Governo Federal.
  • O ICMS é cobrado por todos os Estados, uma vez que são tributados pelo uso do petróleo no destino,e não na origem. Ou seja, cobrados pela gasolina que usamos, pelos itens de plástico produzidos, etc. Tudo isso é cobrado em cada Estado SOBRE ALGO QUE É PRODUZIDO NO RIO E NO ES. Isso só acontece com o petróleo, pois ICMS se cobra na origem
  • Os Royalties não são propriamente um imposto, são na verdade uma indenização. Royalties são um ressarcimento pago aos locais onde é produzido o petróleo, para compensar os danos ambientais e sociais que causam. Esses são pagos ao Rio de janeiro e Espírito Santo.

Assim sendo, os Royalties só podem pertencer aos Estados e Municípios nos quais é produzido petróleo, e assim sendo, pode ocorrer algum dano a ser ressarcido. Não é óbvio?


É necessário dizer também que as Participações Especiais são depois redistribuídas para todos os Estados pelo Governo Federal, independente de produzirem ou não.


Mas voltando ao que acontece hoje no Senado. Todos os demais Estados, somados e reunidos, estão cometendo um ato ILEGAL E INCONSTITUCIONAL, ferindo frontalmente o espírito dos royalties e pior, tentando mudar um contrato já firmado, um direito já adquirido, um ato jurídico perfeito, que pelas nossas leis não podem ser alterados.
É a soma dos demais estados da Federação contra os Estados do Rio de janeiro e Espírito Santo.

Como disse o senador Magno Malta, do PR/ES:
"Pau que dá em chico, dá em francisco. Terá volta! Amanhã estes Estados estarão chorando em nossos ombros as injustiças contra seus royalties. A Amazônia chorará a perda da exclusividade da Zona Franca, Minas chorará a divisão dos royalties da mineração, o mato Grosso da agricultura e assim por diante!!!"
As palavras de magno malta são duras e demonstram a verdade e seriedade do que ocorreu; Foi um golpe não só contra o RJ e ES, são um golpe contra o Brasil, contra a unidade da Federação.
Alguns senadores presentes acusaram o Rio de concentrar o maior número de investimento do mundo, usando as palavras de nosso próprio governador, Sérgio Cabral, que sequer foi a Brasília hoje, pois estava ocupado em comemorar a expansão de uma cervejaria. Mas não lembraram dos seguintes números:
Impostos recolhidos pelo Governo Federal no Rio: R$148.000.000,00Participações devolvidas ao Rio: R$14.000.000,00Resultado: UMA PERDA DE 134 BILHÕES DE REAIS!
Isso sem contar os lucros do petróleo produzido pelo Rio, que significa quase 10% do PIB nacional! 


O Rio de Janeiro nunca levantou a voz para dizer, como cansam de fazer paulistas, paranaenses e gaúchos, que carrega o país nas costas, mas os números acima não deixam dúvida que já abrimos mão de quase tudo, e que sim, seríamos muito mais ricos se não dividissemos nossos recursos com os Estados menos abastados. mas fazemos isso com visão federativa, de união, social.
Entretanto o que vimos hoje é uma punhalada, uma covardia, uma safadeza, como disse o senador Lindberg, de  Estados que não produzem, e que fora a diversidade cultural que proporcionam, são apenas um peso econômico aos produtores.


Uma atitude desta, que uniu a bancada do Governo do país inteiro àqueles que sempre são contra o governo, como o patético senador Randolfe Rodrigues PSOL/AP, que fez elogios sedosos ao Senador Sarney, que comemorou o roubo do qual desta vez pode participar, deixando claro que mesmo travestidos de partido novo e impoluto, só tem compromisso mesmo é com o bolso e com os espólios do saque. Uma votação que repetidas vezes foi apontada como inconstitucional na sessão, e foi pomposamente ignorada pelos senadores não produtores, numa atitude de quase prevaricação, de descumprimento intencional da Constituição.


Digo mais: Uma atitude destas, ou até menos impactante do que essa, já resultou em cisão nacional e revoluções civis em vários países pelo mundo, já baseou rompimentos federativos e mágoas que são carregadas para muitas décadas a frente, transformando este amontoado disperso, que é o Brasil, unido por uma falácia politicamente construída , que qualquer historiador sabe que nada mais é do que resultado da nossa colonização exploradora e do que Sérgio Buarque de Holanda chamou de "homem cordial", combinada com uma política de dominação das classes mais altas que históricamente decidiram os destinos de nossa nação no lugar deste povo  passivo. O Brasil sempre foi uma fábula, uma abstração! Existem "Brasis", e não Brasil. E o que nos mantinha minimamente coesos era o respeito as diferenças e ao espírito federativo.
Mas estes caíram por terra hoje no Senado.
A luta não acabou, ainda vai pra Câmara e volta ao Senado, podendo ainda ir para o veto da Presidente e para o crivo do STF, mas abre caminho para um movimento de fluminenses e capixabas que não se sentem mais representados nesta abstração, neste esquemão chamado Brasil.


  

O tempo dirá, se hoje começou mesmo a ruir, no presente, influenciado pelo passado, o tal país do futuro!

Cabral comemora com Pezão e só hoje se lembrou dos royalties



Cabral e o Mão Grande saboreiam uma cerveja, enquanto o povo do Rio sente o gosto amargo da perda dos royalties prestes a se consumar


Podem procurar em todos os sites e nos jornais, mas vão ver que desde terça-feira da semana passada, véspera do feriado, Cabral não apareceu em lugar nenhum, nem fez qualquer declaração sobre os royalties ou sobre qualquer outro tema. Foi descansar e só voltou ao trabalho ontem, passou mais uma semana de pernas para o alto, sem querer ser incomodade, enquanto em Brasília, a bancada federal do Rio batalhava sozinha. A única coisa que Cabral fez em relação aos royalties nos últimos sete dias foi pressionar os deputados e senadores do Rio a boicotarem as reuniões da bancada e a manifestação em defesa dos royalties, na Cinelândia. 

Ontem, em vez de voar para Brasília, para defender o Rio, preferiu ir a Piraí, para o anúncio da expansão de uma fábrica da AMBEV. Nem tocou no assunto dos royalties, só repetia que o seu vice Mão Grande é isso, é aquilo, é maravilhoso, pura campanha eleitoral antecipada. Cabral e o Mão Grande posaram de garotos-propaganda da AMBEV beberam cerveja, ergueram brindes não se sabe a que, enfim, foi uma farra.

Só hoje, não sei se a cerveja lhe deu dor de cabeça e acordou tarde, já quase na hora do almoço divulgou uma nota repudiando o projeto que será votado no Senado. Nunca vi nada parecido, tanta omissão, tanto descaso, tanta covardia! 

Royalties do petróleo: um momento grave na história do Rio

Bancada defende o Rio; Cabral e Pezão bebem pra comemorar
Garotinho e Rosinha chegam à reunião da bancada do Rio, com Zoinho, Neilton Mulim, Simão Sessim e Paulo Feijó; e conversando com o senador Francisco Dornelles (Fotos de André Couto)

A reunião da bancada do Rio de Janeiro que terminou há pouco pode ser considerada como histórica: a ficha caiu para os que ainda tinham alguma ilusão com o governo federal. O relatório do senador Vital do Rêgo (PMDB – PB) é tão prejudicial ao Estado do Rio que conseguiu juntar toda a bancada, mesmo com as diferenças políticas e pessoais, com exceção de três parlamentares: Edson Santos e Benedita da Silva (PT), e Brizola Neto (PDT).

O clima chegou a um grau de tensão tão grande que o deputado Simão Sessim (PP), sempre moderado, afirmou que a bancada do Rio deveria fazer obstrução de todas as matérias de interesse do governo a partir de amanhã. O deputado Rodrigo Maia (DEM) foi outro exaltado, sugeriu que a bancada do Rio com todos os seus 46 deputados sente em cima da mesa da Câmara e não deixe haver sessão, e ainda indagou: “O presidente Marco Maia mandaria prender todos os deputados do Rio?”. O deputado Otávio Leite (PSDB) foi mais longe, propôs que amanhã após o ato na rampa do Senado, ao meio-dia, todos os parlamentares do Rio sigam para o Palácio do Planalto até a Casa Civil, para serem recebidos por quem estiver lá, até mesmo pelo vice-presidente Michel Temer, presidente em exercício até a volta da presidente Dilma.

Só para vocês terem idéia de algumas perdas e loucuras do projeto:

Em relação aos royalties atuais (o que já é explorado, não é o pré-sal), a participação do Estado do Rio cai de 26,5% para 20%. Os municípios produtores de 26,5% caem ainda mais, para 17%, mas com um detalhe, em 2013 perdem mais 2 pontos percentuais ficando apenas com 15%. Além disso, o projeto prevê a redução de um ponto percentual a cada ano, até 2019, quando os municípios produtores ficariam com apenas 4%, quando atualmente recebem 26,5%. O projeto é uma loucura, um assalto. É tão inconstitucional que muda a localização de poços.

Pasmem, mas o relatório que será votado nesta quarta-feira no Senado estabelece que poços que hoje geograficamente pertencem ao Espírito Santo passariam a ser considerados do Rio de Janeiro; a maioria dos poços do Rio passaria para São Paulo, e uma boa parte que hoje é de São Paulo iria para Santa Catarina, terra da ministra Ideli Salvatti (PT). Enfim, é um relatório de 42 páginas que é um verdadeiro tapa na Constituição Federal, além de ficar claro que todos os cálculos foram feitos por técnicos do governo federal. Agora vamos fazer o possível para não deixar consumar o assalto contra o nosso estado e que a nossa Constituição seja rasgada.

Mas chega a ser inacreditável, verdadeiramente inconcebível, e duvido que a imprensa tenha coragem de mostrar amanhã, que enquanto a batalha dos royalties foi travada durante todo o dia no Congresso Nacional, Cabral e seu vice Mão Grande estavam em Piraí, alheios a tudo, erguendo brindes com cerveja como se estivessem numa comemoração (vejam abaixo). E pasmem, brindavam ao fato que a AMBEV anunciou que vai expandir a fábrica que funciona em Piraí, nem inauguração era. Aliás, fábrica que foi instalada no governo de Anthony Garotinho, não de Cabral. E segundo notícias da mídia sul-fluminense fazendo campanha escancarada para o Mão Grande. 

Royalties: Garotinho se rebela contra tática de Cabral

Incrível como neste momento, em que estamos as portas de afundar o Estado do Rio, apenas 16 dos 46 deputados do Rio se importaram em se reunir para tentar salvar nosso Estado!
Sérgio Cabral quer fazer manifestação após a votação, e não antes! Dá pra entender?

O movimento suprapartidário dos políticos do Rio de Janeiro em defesa dos royalties petrolíferos destinados ao Estado sofreu um racha.
O deputado Anthony Garotinho (PR) e o grupo dele rebelaram-se contra a estratégiaesboçada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e sua tropa.
A trinca foi exposta em reunião realizada na noite desta segunda (10), em Brasília. Participaram deputados que integram a bancada federal do Rio.
Discutiu-se a organização de uma manifestação pública em defesa dos interesses do Estado. Coisa a ser realizada na Cinelândia, no centro do Rio.
Inicialmente, pretendia-se agendar o ato para a próxima segunda (17), antevéspera da votação, no Senado, do projeto que redivide os dividendos do petróleo.
Em telefonema ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ), Cabral defendeu o adiamento. A manifestação passaria para o dia 24, a segunda-feira seguinte.
Por quê? Cabral receia que o ato irrite Dilma Rousseff e prejudique as negociações para tornar o projeto do Senado menos danoso para o Rio.
O governador ainda trabalha com a perspectiva de que Dilma, de volta da viagem à Europa, assuma a linha de frente dos entendimentos, moderando-os.
Ele expôs as ponderações do governador, repisou sua posição favorável à manifestação e defendeu que, em nome da “unidade”, o ato deveria ser adiado.
Após a conversa telefonica com Cabral, o senador Lindbergh foi ao encontro dos deputados, que já estavam reunidos.
Garotinho saltou da cadeira. Pareceu enxergar no recuo tático de Cabral uma oportunidade para assumir a liderança do movimento.
Insinuou que fará a manifestação na próxima segunda, com ou sem a ajuda do governador. Realçou que os prefeitos fluminenses já estão mobilizados.
Lero vai, lero vem dediciu-se dirimir a divergência no voto. Deu chabu. Dos 46 deputados que compõem a bancada do Rio, apenas 16 estavam presentes.
Apurados os votos, deu empate: oito a favor da posição de Garotinho, oito fechados com Cabral.
Coordenador da bancada, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) viu-se compelido a marcar nova reunião. Ocorrerá nesta terça (11).
Pelo telefone, os deputados ausentes foram chamados a comparecer. Haverá nova votação. Se perder, Garotinho ameaça dar de ombros.
Ex-governador do Estado, Garotinho imagina-se forte o bastante para promover uma manifestação sem a ajuda do atual governador.
Esta será o segundo ato do gênero. O primeiro, realizado em março de 2010, levou à Candelária uma platéia estimada em 80 mil pessoas.
Cabral e seu grupo receiam que, assumindo as feições de Garotinho, o movimento perca legitimidade nos gabinetes de Brasília e se esvazie no meio-fio do Rio.
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