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Postura do PMDB é de usar o PT como burro de cargas', diz Molon

RIO - Principal crítico da aliança de seu partido, o PT, com o PMDB no Rio, o deputado federal Alessandro Molon chegou a fazer um ato contra a união. No dia em que petistas anunciaram o nome do vereador Adilson Pires como vice na chapa do prefeito Eduardo Paes, que tentará a reeleição, ele causou mal-estar ao dizer, diante de Paes, que estava descontente com a coligação. Ao GLOBO, Molon fala sobre a crise entre os dois partidos e, entre críticas à postura do PT e do PMDB, dispara:

A Política do Rio em 2011 segundo Cesar Maia

2011: A POLÍTICA EM NÍVEL ESTADUAL-RJ!
          
1. O governador Cabral subiu na garupa de Lula no segundo turno da eleição de 2006. A decisão deu certo. Pelo menos até 2010. A expansão da economia brasileira e os comícios de lançamentos de obras no Rio impulsionaram uma fácil reeleição em 2010. As funções de governo -sem exceção- foram mal, muito mal. O ensino médio do Estado do Rio ficou em penúltimo lugar entre todos os estados. A saúde pública foi sendo empurrada ao meio de escândalos e UPAs esgotadas por falta sistemática de material e pessoal. As 24 horas funcionam de madrugada pelo sacrifício de enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
          
2. A Segurança Pública patinou, atirando para todos os lados entre 2007 e 2009, quando encontrou um porto de águas mais calmas com as UPPs.  Paradoxalmente, depois de cinco anos, as instituições policiais vão sendo desmoralizadas pela própria polícia e o secretário Beltrame se isola como único confiável. Afinal, quem designou os 4 comandantes da PM e os 4 da polícia civil, sem falar na troca de subsecretários, foi ele mesmo, que escapou incólume, com direito a palmas e elogios.
          
3. Claro que isso tem repercussão política. Pesquisa realizada na Capital, em meados desse mês de dezembro coloca Beltrame empatado com outros dois políticos de nome, para governador em 2014, com mais ou menos 20%, com um quarto nome com 10%.
          
4. Mas Cabral não teve a mesma sorte em 2011. O movimento dos Bombeiros se espalhou e sensibilizou a opinião pública, ampliando o desgaste dele junto aos servidores. Os desastres nos temporais de Angra e Região Serrana, o grave acidente com os bondinhos de Santa Teresa, a situação crítica dos hospitais, as viagens com patrocínios empresariais ocultos, etc., até a queda do helicóptero onde morreram a esposa de um grande empreiteiro amigo e seu filho de 3 anos, a sua irmã, amiga do governador, a namorada de seu filho e o anúncio de sua separação (revista semanas depois), pintou um quadro de proximidade excessiva com o poder econômico. Mesmo a imprensa amiga teve que publicar. Pesquisas qualiquantis realizadas após esse acidente foram fortemente acusatórias ao governador.
          
5. A doença de Lula o tirou dos permanentes e sistemáticos palanques de Cabral no Rio. A avaliação de Cabral, que fechou 2010 com 55% de ótimo+bom, oscilou, em outubro, entre 30% e 35%. Como sempre ocorre nestes momentos, além da intensificação da publicidade e da cobertura exagerada desse ou daquele meio de comunicação amigo, vem acompanhada, como peça de sustentação, de algum ato de grande visibilidade. Dessa vez foi a ocupação da Rocinha, que já havia ocorrido antes, mas que agora veio com grande coreografia e com a promessa de permanência dentro do conceito de UPP.
          
6. Cabral, em 2008, foi um forte eleitor, a ponto de ter cooptado, no PSDB, o atual prefeito do Rio e de tê-lo elegido. Em 2010, outra vez, Cabral foi um forte eleitor. Certamente em 2012 não o será mais. E sua presença nas campanhas dos municípios mais importantes tenderá a ser discreta, por vontade dos candidatos. Estima-se que tanto em relação à quantidade de municípios como de votos para vereadores e prefeitos, o PMDB sofra um revés. Restará todo o esforço e todos os recursos para reter a capital, tarefa que não será simples, como mostram as pesquisas de projeção de cenários. 




BAIXADA FLUMINENSE: O CRIME CRESCE, A SEGURANÇA PÚBLICA DESINTEGRA!
          
1. Os dados são copiados do relatório do ISP -Instituto de Segurança Pública- da Secretaria de Segurança do Estado do Rio. A comparação é a mesma do ISP: trimestre julho-agosto-setembro de 2010 comparado com mesmo trimestre de 2011. Números pela ordem: trimestre 2010 x trimestre 2011.
          
2. Homicídios dolosos: 281 x 338 = + 20% \\ Lesão Corporal Dolosa: 4.768 x 5.016 = + 5,2% \\  Encontro de Cadáver = 13 x 24 = + 84%\\ Roubo ao Comércio 228 x 277 = +21%  \\   Roubo de Veículos: 1.174 x 1.469 = + 25% \\  Roubo a Transeunte: 3.687 x 3.833 = + 4,2% \\  Estelionato:  889 x 1.151 = + 29%  \\  Apreensão de crianças\ adolescentes: 190 x 257 = + 35% \\  Pessoas Desaparecidas: 355 x 385 = + 8,4% \\  Total de Roubos: 6.527 x 6.954 = + 6,5% \\  Total de Furtos: 5.751 x 5.992 = + 4%.

                                                    * * *

PESQUISA FGV: "PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO DO RIO SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA"!
     
(Globo, 24) 1. É alto o número de pessoas que avaliam negativamente a situação da segurança no Rio. Para 51% dos entrevistados, ela é ruim ou péssima. Os moradores da Zona Oeste são aqueles com as avaliações mais negativas (56%), seguidos da Zona Norte (51%), Centro (50%) e Zona Sul (48%).
        
2.  Outro dado que chama atenção na pesquisa é o elevado percentual dos que afirmam não se sentirem seguros em ambientes públicos (51%). Para 69%, também não é seguro sair à noite.

Ato de resgate do PT do Rio e contra a aliança com o PMDB

Ato de lançamento: Coragem para Mudar!

18:00 hs
De 16/12/2011 às 18:00h até 16/12/2011 às 22:00h
Local: Auditório do CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40 - Centro - Rio)



Nós, militantes do PT/RJ, não admitimos os rumos que dirigentes vêm dando a nosso partido no estado do Rio de Janeiro e, por isso, convocamos todos os que partilham deste sentimento a reagir. Não deixaremos que transformem o PT em linha auxiliar de qualquer partido.
Não aceitamos integrar governos cujo preço da participação seja a renúncia aos princípios éticos e programáticos que marcam a trajetória de nosso partido. Não toleramos o fim do debate político.
Não nos resignamos a ver o PT abrir mão de ter e de lutar por um projeto seu para nossas cidades, para a capital e para o próprio estado. Um militante não pode assistir a isto tudo calado.
Por isso, erguemos a nossa voz e chamamos todos à luta!
Queremos que o PT/RJ se reencontre com a sua história e com a sua militância. Queremos que nosso partido faça alianças sim, a começar pelas alianças com os movimentos sociais, com as associações de moradores, com os sindicatos, enfim, com aqueles cujas lutas deram origem ao próprio PT.
Queremos que o partido volte a se construir pela base, em vez de tornar-se um partido de acordos de cúpulas em gabinetes fechados. E nós, militantes que continuamos acreditando nesses valores e princípios e que não fugimos da batalha, não somos poucos. Somos muitos. E vamos à luta, com coragem para mudar.
Venha participar do ato de lançamento deste movimento de resgate do PT/RJ nesta 6a-feira, 16/12, às 18h, no auditório do CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40 – Centro – Rio)
Alessandro Molon, Deputado Federal (PT-RJ)
Maria da Conceição Tavares, Economista, Ex-Deputada Federal (PT-RJ)
Saturnino Braga, Ex-Senador da República (PT-RJ)
Wanderley Quêdo, Presidente do Sindicato dos Professores (Sinpro-Rio)
Jorge Darze, Presidente do Sindicato dos Médicos (SinMed-RJ)
Olímpio Alves dos Santos, Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Est. Do R. J. (Senge-RJ)
Amílcar Carvalho, Presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Rio de Janeiro
Sérgio Soares Pinto, Presidente do Sindicato dos Laticínios do Rio de Janeiro
Gilberto Kirsten, Presidente do Sindicato dos Químicos do Rio de Janeiro
Conceição Rabha, ex-Vice-Prefeita e ex-Vereadora do PT em Angra dos Reis
Paulo Banana de Amorim, ex-Deputado Estadual do PT-RJ
Lúcia Reis, Direção Nacional da CUT
Aurélio Medeiros, Secretário-Geral da CUT-RJ
Marco Túlio Paolino, SEPE e Sinpro-Rio
Fernando Paulino, Secretário-Geral do Sindicato dos Jornalistas do E.R.J.
Lauro Diniz, Secretário-Geral do Sindicato dos Médicos (SinMed-RJ)
Cláudio Monteiro, Coordenador-geral do Sind. Est. dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ)
Vicente França, Coordenador-geral do SEPE-RJ (São João de Meriti)
Carlos Arafatt, Diretor do SEPE-RJ
Luiz Augusto, Diretor do SEPE-RJ
Robson Kaustsnner, Diretor do SEPE-RJ
Afonso Celso, Diretor do Sinpro-Rio
Eduardo Godinho, 1o. Suplente de Vereador do PT em Angra dos Reis
Guilhermina Rocha, Vice-Pres. do PT-Rio das Ostras, Dir. SEPE-RJ, FETEERJ e Sinpro-Macaé
César Gomes Araújo, Coordenador do Sinpro-Macaé e Região
José Augusto (Fofão), Diretor do SINTESE, 12a. Zonal do PT-Rio
Rosaldo Peixoto, Diretor do SEPE-RJ, Sinpro-Macaé e Região e membro do DM PT/R.O.
Rosilene Macedo, Professora, membro do DM do PT/Rio das Ostras (R.O.)
Anderson Ignacio, Coordenador-Adjunto do Setorial de Juventude do PT-Rio
Tomaz Pinheiro da Costa, Prof. da UFRJ, Núcleo Eder Sader e Setorial de Saúde do PT-RJ
Maria Isabel do Nascimento, Setorial de Saúde do PT
Gilson Cardoso, Presidente do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
Ricardo Quiroga, Presidente da 1a. Zonal, PT-Rio
Isabel Cristina, Professora, Diretório da 2a. Zonal, PT-Rio
Vertente Sindical Petista
Núcleo Largo do Machado (PT-Rio)
Náustria, Núcleo dos Petroleiros
Kadu Machado, Núcleo Celso Furtado
Roberta Barcellos, Movimento de Ação Integrada Socialista (MAIS)
Ivana Bentes, Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Henrique Antoun, Professor da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Giuseppe Cocco, Professor da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Tatiana Roque, Professora da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Rodrigo Gueron, Professor da UERJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Maria de Fátima Lima, Diretora de Escola Pública, 12a. Zonal do PT-Rio
Pedro Mendes, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Alexandre Batista, Bancário, 10a. Zonal (PT-Rio)
Ricardo Brajterman, Professor da PUC, Advogado
Marcello Oliveira, Professor da PUC, Advogado
Martins, Núcleo do PT na Rocinha
Rubem Corveto Azeredo, Diretor do Sindicato dos Engenheiros no Est. do R.J. (SENGE)
Clovis Nascimento Filho, Diretor da Federação Interest. de Sind. de Eng. – FISENGE
Ricardo de Gouvêa Corrêa, Arquiteto e Urbanista
José Stelberto Porto Soares, Diretor do Clube de Engenharia e do Sindicato dos Engenheiros
Geo Britto, Sociólogo e Ator
André Barros, membro do Diretório Municipal do PT-Rio
Luiz Antônio Carvalho, Núcleo Eder Sader
Mário Brandão, Presidente da Assoc. Bras. de Centros de Inclusão Digital
Raul Lins e Silva, Advogado, Comissão de Direitos Humanos da OAB

Cesar Maia fala sobre a candidatura a vereador em 2012

EX-BLOG ENTREVISTA CESAR MAIA: POR QUE VEREADOR?
   
1. EB- O que inspirou essa decisão? CM- Cito uma frase de Clemenceau (primeiro-ministro francês na 1ª Guerra Mundial), uns anos depois de terminada a guerra, em seu livro "Grandezas e Misérias da Vitória": "E quanto a mim, sou o que era. Qualidades e defeitos a serviço da pátria, com um completo desinteresse das honrarias e graus, que em geral pesam na balança do êxito. É uma força não esperar nada mais que de si mesmo".
   
2. EB- Que conta é essa de que o DEM fará 8 a 10 vereadores. CM- Não fui eu que fiz. O partido me trouxe na Convenção de julho. O cociente eleitoral líquido de 65 mil votos. Os três primeiros, dois vereadores atuais e eu, somaríamos 250 mil votos ou mais. 100 candidatos a vereador já inscritos, na média de um mínimo de 2 mil votos por candidato e mais 50 mil votos de legenda. Isso dá uns 500 mil votos no mínimo.
   
3. EB- Quais as prioridades de seu mandato, sendo eleito? CM- 3.1- Como sempre, defesa do Rio e de nosso Povo. Defesa do servidor público contra as discriminações que tem sofrido desde 2009. Para isso, há que se cancelar algumas leis aprovadas. Defesa da qualidade de vida dos bairros contra a especulação imobiliária, que é quem está mandando. Garantia de recursos e investimentos para os JJOO-2016. Estamos a pouco mais de 4 anos e nada de novo foi feito dentro do programa que nos levou à vitória no COI. Volta da profissionalização dos sistemas de controle. As irregularidades se multiplicam e várias delas de enorme gravidade. O retorno das ações de lei e ordem, sem intimidação -que leva ao arbítrio, à extorsão e à humilhação dos mais pobres. O reestabelecimento da gerência de tráfego por lei, abandonada e que explica o caos atual.
   
3.2- A eliminação da taxa de iluminação e das multas como fonte arrecadadora. A luta contra a privatização da educação e da saúde. A volta do remédio em casa, com recursos no orçamento. A volta do movimento de esporte e lazer nas comunidades. O pleno funcionamento da Cidade da Música, demonstrando que sua manutenção não terá custos para a prefeitura. Vide Arena Olímpica. Garantia dos recursos federais, sem coreografias. Lembro que nos últimos dois governos que liderei, a prefeitura recebeu mais que o triplo de recursos federais que a atual, sem precisar de bajulação e sabujices, só agindo na esfera institucional. Hoje, o prefeito do Rio não tem mais expressão Política nacional. Fico por aqui, para não ir longe demais.
   
4. EB- E 2014? CM- É com perplexidade que vejo a que nível a política brasileira foi lançada. A clientela -para não usar palavra mais forte- é a ideologia dominante. O que se chamava de terceiro setor é, hoje, a fonte de captação de recursos públicos para políticos, partidos e intermediários. Os fatos estão bem divulgados. Para se ter uma ideia, com menos de três anos de governo, a prefeitura do Rio contratou OSs, ONGs, Institutos e afins na educação e na saúde, pagando 2 bilhões de reais nesse processo absurdo de privatização. Aprendi com os fatos (parafraseando): que basta a cada eleição o seu mal.
   
5. EB- E para terminar? CM- Volto a Clemenceau, em seu "Grandezas e Misérias da Vitória", lembrando que ele foi o editor que publicou o "J'accuse", de Emile Zola, sobre o caso Dreyfus no seu "L' Aurore", em 1897: "Que se busque, nos cemitérios da Política, restos de vida humana para simular fantasmas do que foi."

Notícias sobre a política fluminense.

  • Bate-boca virtual: Cidinha Campos e Clarissa Garotinho trocam farpas

  • Documento fantasioso que aponta Garotinho como mentor de revolta irrita bombeiros 

      • PSDB enfrenta drama no cenário para o Rio de Janeiro

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Bate-boca virtual: Cidinha Campos e Clarissa Garotinho trocam farpas

Jornal do BrasilJorge Lourenço

As deputadas estaduais Clarissa Garotinho (PR-RJ) e Cidinha Campos (PDT-RJ) esperaram a manifestação pelos royalties acabar para trocarem farpas pela internet. Presente no evento, a apresentadora da Rede Bandeirantes questionou a presença da família Garotinho no protesto e os acusou de tentar jogar o povo contra o governador Sérgio Cabral (PMDB).
Salto alto
"Patético o comportamento da família Garotinho, ontem! Fizeram politicagem contra Cabral e não estavam preocupados com os royalties!Clarissa Garotinho de salto 18 na Rio Branco, pensou que estava na passarela do samba!", atacou Cidinha Campos, que nunca escondeu seu repúdio à família do ex-governador.
Contra-ataque
Não demorou muito para Clarissa responder às críticas da apresentadora. "Esqueça meu salto, que era baixo, deputada. Preocupe-se em cuidar da cabeça e resolver sua questão patológica com minha família", disse a deputada, através do seu perfil no Twitter.


Documento fantasioso que aponta Garotinho como mentor de revolta irrita bombeiros

A investigação da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, que apontou o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) como mentor da revolta dos bombeiros do Rio de Janeiro, deixou a categoria revoltada. De acordo com o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes dos bombeiros e apontado como principal "braço" de Garotinho na revolta, a investigação é uma tentativa de denegrir o movimento e caracterizá-lo como parte do jogo político fluminense. Apoio universal
"Como é um relatório preparado pelo próprio governo do estado, não dava para esperar algo imparcial. Tivemos o apoio de vários políticos, alguns até inimigos ferrenhos do Garotinho. O que os bombeiros fizeram no Rio de Janeiro foi uma manifestação apartidária, uma luta pela dignidade de uma categoria esquecida", disse Daciolo. "Fiquei muito triste e revoltado de ver o meu nome no meio desse jogo político, mas a nossa luta vai continuar".
Teoria da conspiração
De acordo com a investigação, que contudo não apresenta provas, uma série de políticos e ex-policiais estariam tentando denegrir a imagem do governador Sérgio Cabral e das ações da Secretaria de Segurança. Um dos principais pilares deste grupo seriam os protestos de bombeiros e policiais, que reivindicam melhores condições de trabalho para as suas categorias.


PSDB enfrenta drama no cenário para o Rio de Janeiro


Crise entre deputado e vereadora foi parar no gabinete do senador mineiro Aécio Neves.
O PSDB de Aécio Neves e José Serra domina o cenário político nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo e Minas Gerais, mas agoniza no terceiro, o Rio de Janeiro.
Com 11,6 milhões de eleitores, o estado é hoje o principal foco de dor de cabeça para o projeto de poder dos tucanos em 2014.
O melhor retrato da crise é a disputa feroz travada pela sigla em torno da escolha do candidato à prefeitura do Rio em 2012.
O deputado federal Otávio Leite e a vereadora Andreia Gouvêa se apresentaram como pré-candidatos.
"Estou há 19 anos no PSDB e sempre fiz trabalho de base. Meu nome flui naturalmente", diz Leite.
Já os interlocutores de Andreia reclamam que o deputado quer impor seu nome justamente porque controla o diretório local tucano.
A crise foi parar em Brasília. Depois de ameaçar deixar o partido, a vereadora foi até o Congresso para uma conversa olho no olho com o deputado Sergio Guerra, presidente nacional do PSDB, e o senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato à presidência em 2014. Até o fechamento da edição, a reportagem não conseguiu localizar Andreia, mas uma interlocutora dela resume bem o tom da conversa.
"O PSDB está vivendo um drama no Rio. Elegemos cinco vereadores e, hoje, temos apenas dois. Para 2012, o nosso maior puxador de votos é o João Buracão... Desse jeito, o Aécio pode esquecer os votos do Rio em 2014".
Além da falta de nomes fortes, o PSDB enfrenta uma poderosa aliança no estado entre o PT e o PMDB. Os dois partidos caminham para lançarem juntos a campanha de reeleição do prefeito peemedebista Eduardo Paes.
"Nós vamos enfrentar três máquinas; a prefeitura, o governo e o Palácio do Planalto. A máquina exerce um papel sedutor. É o império do pragmatismo", lamenta Otávio Leite.
Ainda segundo o deputado, o poder de sedução se traduz na dificuldade em montar alianças.
"Estamos trabalhando o PV e o PPS e já fui sabatinado pelo PV", afirma Leite. Outro dilema da oposição carioca é o acordo que está sendo costurado nos bastidores entre dois ex-arquirrivais, Cesár Maia, do DEM, e Antony Garotinho, do PR.
A dupla pretende lançar uma chapa com o deputado Rodrigo Maia, filho de César, na cabeça, e a vereadora Clarice Garotinho, filha de Antony, como vice.
A grande expectativa na "Cidade Maravilhosa" é o destino de Fernando Gabeira, do PV.
Depois de perder por pouco a eleição municipal de 2008, ele abriu mão de uma vaga garantida na Câmara para disputar o governo contra Sérgio Cabral. Sofreu uma derrota maiúscula e decidiu se afastar da política. Se optar por tentar novamente ser prefeito, seu nome pode exercer o poder de catalisar os adversários da "máquina".

Romário começa a vencer o estereótipo e tem atuação destacada na Câmara

Ele acabou de entrar no ônibus, mas já consegue sentar na janela. Eleito com 146 mil votos e egresso da cota das celebridades, o deputado federal Romário (PSB-RJ) repete a fórmula “agilidade de raciocínio e marra”, combinação que o projetou como jogador, para se livrar da pecha de parlamentar folclórico.


Romário gosta da ideia de se tornar prefeito do Rio de Janeiro

Depois de aparecer em terceiro lugar em uma pesquisa espontânea de intenção de votos que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) encomendou para ver as chances de sua filha Clarisse Garotinho na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro, Romário se sentiu como em seu primeiro contrato com um clube internacional. Os eleitores apontaram o prefeito Eduardo Paes (PMDB), o ex-deputado Fernando Gabeira (PV) e Romário como os mais fortes para a disputa, e criaram um problema para o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE).


Romário gostou da ideia de se tornar prefeito do Rio de Janeiro e quer dar asas ao projeto, para desespero do presidente da sigla no estado, Alexandre Cardoso. Foi ele quem convocou Romário para o partido, torcendo para que o ídolo fosse um bom puxador de votos para ampliar a bancada fluminense. À época da filiação, teve que convencer o ex-jogador de que a Câmara era melhor do que a Assembleia Legislativa, pois o ex-craque achava a opção regional mais vantajosa, para conciliar praia e parlamento. Agora, uma ala do partido acha genial ter um Romário no Palácio da Cidade, como forma de “desnordestilizar” o PSB. Cardoso, por sua vez, veste a saia justa, pois, além de ser secretário de Ciência e Tecnologia do governo peemedebista de Sérgio Cabral, é responsável por conservar a aliança das siglas no Rio de Janeiro.

Em menos de um ano de mandato, Romário age como alto clero, discursa como tal e só anda com deputados e senadores escolados na arte da política e da administração pública. Foi apresentado ao senador José Sarney (PMDB-AP) pelo deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) e impressionou o presidente do Senado pela vivacidade e interesse pelo novo universo. As críticas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Federação Internacional de Futebol (Fifa) também o aproximaram do líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

Quando chegou à Câmara, foi muito assediado pelos colegas, mas, depois de passar pela euforia da popularidade, Romário decidiu filtrar as companhias. “Ele soube detectar as pessoas que queriam explorar sua imagem e quem poderia qualificar o mandato dele”, conta um colega de partido. Romário ainda assusta os outros deputados pela fama de marrento. Geralmente, senta-se sozinho no plenário e, quando precisa de assinaturas para requerimentos, recorre aos deputados com quem costuma jogar futebol. A bancada dos parlamentares que Romário já sabe o nome é de 40 deputados.

Aos poucos, tenta deixar para trás as encrencas que causou no início da legislatura: ao ser flagrado jogando futevôlei na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em dia de sessão; e ao se aproximar de figuras políticas de histórico questionável do Distrito Federal assim que chegou a Brasília.

Para tentar se redimir e mudar no parlamento a imagem de “talentoso, mas descompromissado”, passou a pedir conselhos a deputados mais experientes sempre que julga necessário. Fez isso durante a votação do processo de cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ouviu de seus mentores políticos que todos os que mantivessem o voto fechado pagariam a conta pela absolvição da parlamentar do DF. Pegou o microfone, declarou o voto pela cassação e publicou o posicionamento no blog.

Também pediu conselhos quando foi convidado para ser comentarista de uma emissora de televisão nos jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Perguntou aos colegas se deveria pedir licença sem vencimento quando estivesse no México, não justificou as cinco faltas em sessões e terá o salário descontado. Romário começa a entender que o dinheiro que recebe é público e a vida parlamentar carrega o ônus da prestação de contas, mas o trato com a coisa pública ainda é um aprendizado — o ex-jogador optou por contratar mulheres bonitas e sem experiência no trabalho legislativo para o seu gabinete e, recentemente, foi pego gastando recursos de verbas indenizatória para custear seu deslocamento em partidas de exibição de futebol que tem feito pelo país.

Regras do jogo
Além de aprender a usar verbas públicas, Romário também precisa de um curso intensivo de regimento, avaliam correligionários. O embate do ex-jogador com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, foi criticado por seus pares. Colegas de partido disseram que ele “exagerou”. Por diversas vezes, Romário interrompeu a fala de outros deputados sem usar artifícios regimentais, como o pedido de réplica. Ele não respeitava a vez dos outros pronunciamentos e quebrou o rito da audiência pública realizada na Comissão Especial da Copa, na última terça-feira. Preocupado, o partido se revezou, mandando emissários para ficar ao lado do ex-jogador, a fim de evitar dores de cabeça. “Te colocaram aqui para me marcar, né?”, reclamou Romário com um dos colegas.

A marra (ou excesso de autoconfiança) que fez o ex-jogador superar a infância pobre na Vila da Penha e se tornar ídolo produz choques, como as críticas a Pelé e o clima de idolatria que cultiva, que deram origem, por exemplo, ao “Romário Day”, trending topics do Twitter na sexta-feira (11/11/11). Mas, na vida parlamentar, o ex-camisa 11 respeita a hierarquia da liderança. Colegas contam que ele, até agora, não tem utilizado a influência para conseguir acesso direto ao Planalto, e sempre que precisa levar demandas ao Executivo, pede à líder do partido, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN).


No Salão Verde e nos gramados

Confira os números de Romário, que trocou o uniforme
de jogador pelo terno e gravata usado no Congresso

O PARLAMENTAR

3 matérias relatadas
10 discursos em plenário
48 projetos apresentados
Titular de uma comissão e suplente em outra

93% de presença em lenário e 90% de presença nas comissões

O CAMISA 11

55 gols marcados pela
Seleção Brasileira
Título de melhor ogador do mundo concedido pela Fifa em 1994
Bola de Ouro da Copa o Mundo de 1994
26 vezes artilheiro e competições
22 títulos por clubes e pela Seleção

Oposição do Rio em busca dos 552 mil votos ‘perdidos’

Partidos lutam para sobreviver na Câmara Municipal, após saída de nomes de peso

POR ANDRÉ ZAHAR
Rio - Dezenove políticos de oposição que, juntos, receberam 552 mil votos para a Câmara Municipal em 2008 estarão fora das nominatas de DEM, PPS, PR, PSDB e PV em 2012. A maior parte foi seduzida pelo canto de sereia da base aliada do prefeito Eduardo Paes. Mas há casos de eleição para cargos mais altos ou simples desistência.


Em crise — os que ficaram representam 97 mil votos —, a minoria busca estratégias para não encolher ainda mais. Uma das alternativas é lançar nomes experientes como Fernando Gabeira (PV) e Cesar Maia (DEM) como ‘puxadores’ de voto.

O PSDB está em situação crítica: não terá seis dos sete mais votados em 2008, incluindo Andréa Gouvêa Vieira. Ela afirma que, se não for lançada para a prefeitura, estará fora do pleito. Para aproveitar o capital político da ex-vereadora campeã de votos em 2008, Lucinha, o partido lançará o filho dela, Tadeu Amorim, o Lucinho.

“Também temos o Paulo Barros (carnavalesco da Unidos da Tijuca), o Andrade (ex-técnico do Flamengo) e, por termos candidato a prefeito, contamos com os votos de legenda”, calcula o deputado federal Otavio Leite, presidente municipal da sigla.

O DEM perdeu para a base de Paes a segunda mais votada, Rosa Fernandes, e mais outros três vereadores. Dos que ficaram, dois não devem disputar. O partido aposta todas as fichas em Cesar Maia, que foi prefeito por três vezes. “Faremos nove ou dez vereadores, ampliando a bancada”, estima Cesar.

Sem Alfredo Syrkis e Aspásia Camargo, a aposta do PV é o ex-deputado federal Fernando Gabeira, segundo mais votado para prefeito, em 2008, e para governador, em 2010. Ele, porém, se mostra reticente, o que ameaça a recondução de Paulo Messina, Sonia Rabello e Edison da Creatinina.

“Estou mais voltado para a minha profissão de jornalista, escrevendo livro, blog... Darei a resposta no início de 2012, mas não me interessa ir para Câmara se for um lugar esquecido, isolado da sociedade”, adianta Gabeira.

O PPS corre sério risco de ficar sem vereador. Seu candidato mais votado, Stepan Nercessian, foi para a Câmara dos Deputados. Paulo Pinheiro se filiou ao Psol e o suplente Carlinhos Mecânico, ao PSD. O PR não terá Clarissa Garotinho, Fernando Moraes e Liliam Sá.

Maia e Garotinho: União EUA-URSS vs NAZISMO

"PARA VENCER A ALEMANHA, EUA E URSS SE UNIRAM NA SEGUNDA GUERRA".

(Portal 247, 12)  1. O ex-prefeito Cesar Maia está bem acordado. Depois de ter saído meio grogue da eleição para senador, quando perdeu uma eleição que parecia ganha, ano passado, ele já tem traçado o caminho de volta ao poder. Que começa pela base. Cesar será candidato a vereador pelo DEM, na cidade do Rio de Janeiro, em 2012. “Isso começou para que eu venha a puxar votos e formar uma bancada boa, mas a verdade é que é uma ótima ideia em muitos sentidos”, diz ele ao Rio247, gesticulando, à la Leonel Brizola, em uma confortável poltrona na sala de seu escritório político, em São Conrado. “Com uns 200 mil votos que eu possa vir a ter, faremos entre 8 e 9 vereadores, o que vai dar um barulho danado”, calcula.

2. No Rio, Maia leva o DEM para uma coligação estreita com o PR, do deputado federal Anthony Garotinho, da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e da filha do casal, deputada estadual Clarissa – “o melhor quadro político do Brasil entre a geração de 30 anos de idade” -- Garotinho.

“Onde nós temos tempo de televisão e eles têm força política, trocamos nossas armas. Onde acontece o contrário, também”, resume. Mas o eleitor vai entender dois adversários figadais, como ele e Garotinho, juntos no mesmo barco. “Para vencer a Alemanha, Estados Unidos e União Soviética se uniram na Segunda Guerra Mundial”, compara.  “Neste momento, é nosso interesse comum bater os governos federal, estadual e municipal. Depois é para depois”.

3. O recomeço do DEM pela base da política é visto por Maia como uma grande oportunidade de reaproximar a legenda, da população. “Tenho dito aos meus amigos que também sigam esse caminho”, avisa. “Mendonça Filho, em Recife, já se decidiu. Em Salvador, ACM Neto está pensando seriamente em concorrer. Ainda não bateu o martelo, mas eu recomendo que o faça”, avisa. Ele torce para que os velhos aliados do PSDB igualmente tenham a mesma opção. “Imagine Tasso Jereissati vereador em Fortaleza, Arthur Virgílio em Manaus, Heráclito Fortes em Teresina”, convida. “A importância e o peso das câmaras municipais cresceria demais, a mídia passaria a vê-las de outra maneira, mais elevada, principalmente agora que as assembleias legislativas, na prática, estão com seus poderes absolutamente esvaziados”. O economista acredita tanto na tese que torce até mesmo para ter um adversário igualmente famoso concorrendo no Rio. “Fernando Gabeira está pensando no assunto”, informa. “Isso seria muito bom para a eleição municipal, aumentaria sobremaneira a sua visibilidade”.

O QUADRO PRÉ-ELEITORAL NO RIO-CAPITAL!

César Maia faz análise em seu ex-blog sobre pesquisa política feita no Rio para a eleição a prefeito do ano que vem. Independente das impressões que se possa ter de Cesar, ele é um excelente analista político e isto é seu hobby e atividade favorita, para a qual ele conta com um staff de peso e uma experiência que lhe tarimba para emitir projeções quase sempre precisas. Inclusive ele previu, mesmo que não assumidamente, sua derrota ano passado.



"1. Este Ex-Blog teve acesso a uma Pesquisa GPP realizada no último fim de semana de outubro e que, tradicionalmente, abre uma série de pesquisas até o dia da eleição. A principal conclusão da pesquisa é que teremos -inexoravelmente- uma eleição com segundo turno no Rio. E mais: com uma convergência progressiva entre o candidato à reeleição e os demais, o que pode, até, colocar em risco a ida ao segundo turno do prefeito/candidato à reeleição. Na alternativa de intenção de voto que mostra a condição plena das candidaturas, ele tem 32% das intenções de voto.



2. Em seguida, se pergunta por que o escolheu. 22,5% não sabem dizer por quê. Ou seja, escolhe o nome porque há uma lembrança de matérias na imprensa. Fazendo a correção, suprimindo esses 22,5% dos que marcaram essa intenção de voto, ele desce para 25% das intenções de voto. Assim mesmo, 45% das razões de voto são difusas, do tipo: "vai bem, estou satisfeito, é o menos pior, única opção, simpatiza com ele..."



3. A avaliação do prefeito e do governador estão no mesmo patamar: 35% x 20%. Em relação ao prefeito, essa avaliação é a mesma do Datafolha no final de 2010. Em relação ao governador, há uma queda de 20 pontos em relação ao Datafolha do final de 2010, provavelmente em função do movimento dos Bombeiros, dos fatos explicitados na tragédia do helicóptero, do recrudescimento dos assaltos, do abandono da saúde, da rejeição dos servidores... Na disjuntiva aprova x desaprova/não sabe, há uma divisão de metade a metade. E na pergunta –por que aprova- 29,4% não sabem dizer por que, retornando ao patamar dos 35% de avaliação com este ajuste.



4. São 32% os que dizem que vai pior do que esperavam. 26,6% dizem que vai melhor. 31,5% igual e 9,9% não sabem. Ajustando os 31,5% pelo cruzamento com intenção de voto, são 42% os que dizem que vai pior.



5. A resposta que mais impressiona na pesquisa é a pergunta: "Qual a maior realização do prefeito Eduardo Paes até o momento?", 41% dizem 'não sabem', e 19,9% dizem 'nenhuma', num total de 60,9%. Ou seja: o enorme gasto em publicidade e a ampla cobertura de imprensa não têm produzido resultados esperados. A primeira resposta efetiva alcança 6% e, assim mesmo, essa soma é pulverizada em obras diversas. Para se ter uma ideia, as 'Obras para a Copa e as Olimpíadas' têm apenas 1% de respostas. Em seguida vem UPA, com 5,9% e UPP, com 4,5%. Mais abaixo, Choque de Ordem com 1,6%. Sobre a maior decepção com o prefeito, 20% dizem ser com a área de Saúde.



6. As avaliações das funções de responsabilidade do prefeito, citando o nome do mesmo, mostram notas em geral de regular a ruim. As notas de 0 a 3 para Obras de Urbanização somam 26,1. Pavimentação 31% de 0 a 3. Conservação 26,7% \ Ordem Urbana 25,5% \ Transporte 33,9% \ Educação 40,1% \ Apoio ao Funcionário Público 30,6% (com apenas 17,7% de notas 7 a 10). \ Trânsito 42% \ Saúde 54,5% de notas de 0 a 3.



7. Sobre os benefícios que esperava da aliança com Cabral, Lula e Dilma, 47,2% responderam Sim e 42,1% responderam Não.



8. São 16,4% os que dizem que já receberam multas de trânsito, sendo 21,9% na Zona Sul\Barra. Entre os que receberam multas de trânsito, o cruzamento com intenção de voto leva o prefeito dos 32% para 23,8%. São 59,2% os que dizem ser usuários de hospitais públicos e 33,6% das escolas públicas (sem definir em que nível).



9. Nos cruzamentos, a intenção de voto ao prefeito cai entre os de maior renda e nível superior, na Zona Sul\Barra, na região Centro\S. Teresa\Tijuca\Vila Isabel e na Zona Oeste. E, naturalmente, cresce a intenção de voto nos demais.



10. Com apenas um ator no palco, com enorme publicidade, com amplo apoio e cobertura da imprensa, esses números permitem concluir que nem a ida ao segundo turno do atual prefeito está garantida. Depende da performance em campanha dos demais."

Milícias no Rio viram caso para a Anistia Internacional. - Uma análise sobre as milícias

Extrapolou os limites do Estado, e os limites do país. As autoridades estão paralisadas e imobilizadas. Por força ou por vontade. E um organismo internacional teve que intervir pra salvar a vida do Deputado Estadual Marcelo Freixo.

A Anistia Internacional ofereceu asilo ao deputado e sua família em outro continente, a par protegê-los de morte mais que iminente. O deputado não confirma país nem duração da "fuga", apenas que se dará na europa e que não durará muito, e servirá para dar-lhe um pouco de paz e segurança, algo que não tem há anos, desde que iniciou sua luta, quase que solitária e mais que heróica, contra as milícias no Rio, e para chamar a atenção para a complacência e quase  conivência das autoridades do Rio com este tipo de crime que domina o Estado.
Freixo sofreu nada menos que 5 ameaças de morte ´nos últimos 10 dias, num total de 7 desde a morte da Juíza Patrícia Accioli. Desde esta data ele vem pedido reforço na sua segurança, e assim como no caso da falecida juíza, o secretário de segurança não move uma palha e não lhe atende. Espera que ele morra, provavelmente. Mais conveniente politicamente não? Afinal, não costumamos recordar dos mártires, e nada que alguns milhões de propaganda eleitoral e uma extensa aliança fisiológica não nos faça esquecer e enxergar um Rio florido e pacificado.
O tema é tão profundo e aterrador, que políticos de todas as matizes ideológicas estão se posicionando ao seu lado, mesmo que venham a concorrer ano que vem contra ele na disputa pela prefeitura da capital da milícia. Anthony Garotinho, Wagner Montes, Chico Alencar, Aspásia camargo, paulo Ramos, são alguns exemplos destes que já denunciam a situação há algum tempo e hoje pela manhã reverberavam esta notícia. Waldyr Damous, presidente da OAB-RJ é outro que tem cobrado alguma ação do governo do estado, do secretário de segurança, o popstar José Mariano Beltrame, e do próprio governador, Sérgio Cabral, de paradeiro quase sempre desconhecido.
Há uma inversão de valores que tem se agravado por anos, e mesmo novo tenho sido testemunha disto. Quando pequeno, e isso não tem mais que duas décadas, os criminosos tinham medo de atacar um policial, e quando o faziam, eram mortos ou capturados em poucos dias, numa mobilização cinematográfica da polícia. Com o tempo, foi se naturalizando os ataques aos policiais, e hoje estamos acostumados a ver 2 a 3 mortes de PMs e Policiais Civis por semana, sem que o governo ou a polícia faça qualquer coisa além de "lamentar" a perda de mais uma vida. E agora, um novo e assustador estágio tem se desenhado, que é o ataque direto aos mais altos escalões de nossos poderes. Não mais a quem prende e anda armado para reprimir o crime, mas a quem julga e decide. A Juíza foi morta, denúncias de que sua morte proveio de dentro de presídio, um comandante de batalhão foi preso, juntamente com outros policiais acusados de terem operado o assassinato, o chefe de polícia civil pediu o boné e saiu de fininho e NADA MUDOU, NADA FOI FEITO!
O deputado Freixo denuncia que quando ele encerrou o relatório da CPI das milícias, havia cerca de 170 delas no Rio, e hoje são mais de 300, e se considerarmos que nos governos "Garotistas" elas praticamente não existiam, chegando a cerca de uma dezena, sem poder político e ainda baseadas num bairrismo bem restrito, podemos dizer que este governo está miliciando o Rio, não pacificando. O governo Sérgio Cabral, de 2007´pra cá, entregou as instâncias oficiais e não-oficiais de poder aos representantes das milícias. Aos Gerominhos, Brazões e tantos mais que são seus aliados de primeira hora.

Não quero aqui travar o debate da ineficiência do combate ao tráfico, nem da hipocrisia que é esta cruzada milionária e assassina pra conter um ramo de negócios, que, como tantos outros legalizados, é ruin pra sociedade e para o indivíduo, mas que nem por isso respalda um empenho de todas as políticas públicas, das mentes e das vontades populares para reprimi-las. Mas é contudo necessário destacar que foi essa idéia, plantada nas mentes e corações durante décadas a fio, de que o tráfico é um mal maior, acima de todos os outros, diferenciando traficante de bandido, como se ambos não fossem igualmente criminosos, sem hierarquia entre si, foi esta necessidade criada artificialmente de primeiro e acima de tudo reprimir o tráfico de drogas pela tática da guerra civil, da repressão através de um aparato militar, com armas cada vez mais pesadas e aclamadas pela população, como se estivéssemos num país em convulsão social ou guerra contra uma nação inimiga. Nos acostumamos, como em Serra Leoa ou como nos países escandinavos na época de suas independências, a ver carros explodindo, ônibus pegando fogo, pessoas armados vigiando territórios e naturalizando o fato de podermos nos ver repentinamente num tiroteio entre duas trincheiras, tudo em nome de um "bem maior" que é a luta pelo fim da venda de maconha, cocaína, heroína e mais recentemente, mesclado, crack e seus derivados.
Foi este consciente coletivo, esta idéia universalisada de que apesar de todo o horror que nos submetemos, estamos tendo a recompensa moral de combater o mal maior que é o tráfico, que legitimou e lançou raízes fortes ao surgimento das milícias. Legítimas em excencia, pois diziam ser a reunião dos moradores de uma localidade para se defenderem daquilo que as forças públicas não conseguiam dar conta. Navegando em outro senso comum, o de que as instituições do Estado não funcionam, de que tribunais, polícias, governos e tudo mais não funcionam e são meramente meios de nos sorver inutilmente dinheiro, os milicianos se colocavam como heróis, messias salvadores, justiceiros de causa nobre: "Vamos acabar com o mal maior, custe o que e quem custar!". O tráfico tinha que ser vencido, pela guerra, pela força, e pelo fornecedor, não pelo usuário. Ignore-se portanto a máxima capitalista de que onde há demanda haverá sempre oferta.
O próprio prefeito Eduardo Paes defendeu as milícias em 2007 e 2008, em sua campanha eleitoral, como um meio de organização local. O governador Sérgio Cabral chamou de "mal menor" e confraternizou-se com seus líderes inúmeras ocasiões.
O filme Tropa de Elite, especialmente o segundo, lança luzes esclarecedoras sobre esta década. Só não vê quem não quer ou cegou-se de ignorância. A política do Rio hoje não se dá mais em comícios, salas de partidos ou  em passeatas. Estas continuam existindo como uma empresa de fachada esconde a fonte real de lucro ilícito. Ela se dá nos gabinetes palacianos e em churrascos bem regados dos milicianos, que negociam os votos de "sua região". Imagino um mapa do rio com tachinas coloridas fincadas com um papelzinho indicando o número de votos. O cálculo é ganhar cada vez mais tachinhas ou criar mais delas em novos locais. Porque entregar a região pro tráfico novamente, ou pior, porque se desgastar pra governar o lugar com a presença do Estado?

Neste cenário alguns atores tomam coragem de levantar a voz contra o ciclo vicioso e centrífugo. Sim, pois além de ser um ciclo vicioso, que se auto-alimenta, ele se expande. Muitos são os que conseguem fazer esta leitura do cenário, e assim como eu não encontram meios de obstar o desenvolvimento caótico desta tragédia social, mas alguns, poucos, que detém meios efetivos de ação concreta resolvem expôr suas vidas e lutar bravamente contra tudo isto. São os nossos "Capitães Nascimento". Patrícia era uma destas. Freixo é, quem sabe, o maior deles.
E são contra estes que as milícias sabem que tem que apontar suas armas.Ou ninguém se pergunta porque elas não incomodam o governador? Porque o secretário de segurança, o homem da pacificação, o dilacerador de traficantes, o herói da nova era de crescimento e união, conforme é "vendida" a imagem dele, não sofre ameaças da milícias? Porque não se cria as milagrosas UPPs em áreas de milícia? E onde ocasionalmente ela entrou em local dominado pelas milícias, mais por conta de uma pressão social devido ao atentado sofrido por repórteres do jornal O Dia, foi instalada no local uma milícia estatal, onde um "coroné", cujo nome prefiro não citar, à frente da UPP, domina a associação de moradores, a distribuição de gás, a movimentação de pessoas e vans, e as atividades de pirateação de comunicações. Este "coroné" é. não por acaso, filiado e militante de partido da base do governo. Homem mais da política do que das armas.

Por isso, não tenho dúvida em dizer, sem tergiversar como são obrigados a maioria dos jornais, e como preferem os maiores deles: O Governo do Estado do Rio não quer combater as milícias nem proteger quem as combate. Quer mais que estes morram e não lhes incomodem.

Racha no PT RJ aumenta após votação das OSs. Molon vai propor sair do governo.


Informe do Dia: 10 das 45 UPAs terão nova administração ainda neste ano



POR FERNANDO MOLICA

Rio - 10 das 45 UPAs estaduais serão administradas, ainda neste ano, por Organizações Sociais — entidades privadas sem fins lucrativos. A qualificação das OSs começará assim que o governador Sérgio Cabral sancionar a lei, aprovada nesta terça-feira pela Alerj, que permite a terceirização de unidades de saúde.

O governo também mudará a gestão de outras 15 UPAs, que passarão para fundações estaduais vinculadas à Secretaria de Saúde. Os funcionários das UPAs que serão geridas por OSs e fundações serão contratados pelas normas da CLT.
Para a Secretaria Estadual de Saúde, a mudança na forma de gestão e de contratação permitirá reduzir a falta de médicos. De acordo com números do próprio governo, a rede de UPAs tem um déficit de 13% de pediatras e de 6% de clínicos gerais.
Dança das OSs

O governo do PSDB criou a legislação federal das OSs, mas dois de seus deputados foram contra o projeto aprovado na Alerj. Quatro dos seis representantes petistas votaram a favor. O PT entrou com uma ação contra as OSs no STF.
Racha no PT, esperança no PSOL

Pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo PSOL, o deputado Marcelo Freixo se diz triste com os votos do PT favoráveis ao projeto das OSs. Classifica estes parlamentares de “tucanos de bico vermelho”. Mas admite que seu partido tende a se beneficiar do racha entre os petistas. “Uma parte do eleitorado deles virá para nós”, diz. Crítico da aliança de seu partido com o governo estadual, o deputado Alessandro Molon diz que usará a divisão no PT para insistir no fim do apoio do partido a Cabral.

Assim como Cabral, Paes compra a mídia aumentando verba em 33 mil por cento!

Paes aumenta verba de publicidade

Em 2008:          R$ 448.286,20
Em 2011:     R$ 150.000.000,00
Variação de mais de 33.000%
     
     “A pouco mais de um ano de tentar mais um mandato nas eleições de 2012, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), resolveu expandir em 25% os gastos com publicidade da prefeitura. Uma autorização para celebrar um termo aditivo nesse porcentual - em dinheiro, mais R$ 30 milhões, a se somarem a R$ 120
milhões já licitados - no contrato com três agências (PPR, Binder-FC e Nacional) foi publicada pela Secretaria da Casa Civil no Diário Oficial da última sexta-feira.
A operação é legal: a lei permite acréscimos de até 1/4 do valor de um serviço adquirido pela administração pública, sem necessidade de licitação, por prorrogação do acerto original. Há, contudo, temor de que o reforço no marketing fortaleça a candidatura do prefeito.
A marca de R$ 150 milhões significa um novo recorde em gastos com publicidade na administração carioca. O primeiro foi estabelecido pelo próprio Paes que, no fim de 2009, seu primeiro ano como prefeito, lançou a licitação de R$ 120 milhões para contratar três agências de publicidade e uma empresa de eventos.
Os números se chocavam com as despesas anteriores da prefeitura no setor: R$ 1.947.461 empenhados (separados para gasto) em 2005; R$ 166.866 em 2006; R$ 818.029,11 em 2007; R$ 448.286,20 em 2008; R$ 649.492 em 2009 (já sob a gestão de Paes, que sucedeu a Cesar Maia). Em 2010, os dispêndios com o setor
foram a R$ 29.116.049,53, um aumento de 4.432,34% em relação ao liquidado (reconhecido para pagamento) no ano anterior, R$ 649.406,24.
O secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, não deu entrevista sobre o aditivo, alegando, por meio de assessores, outros compromissos. O município enviou nota ao Estado: “A Prefeitura do Rio fechou, em 2010, um contrato de publicidade de dois anos no valor de R$ 120 milhões. Desde então, a verba está sendo utilizada na divulgação de programas de interesse da população, campanhas informativas e de prestação de serviços. Com o aumento na cidade do número de projetos sociais, programas de utilidade pública e ampliação do volume de obras (já são mais de 1.500 pontos (…) espalhados por todo município), o valor indicado no termo aditivo ao contrato será investido justamente para divulgar tais ações e orientar a população.”
Dos repórteres Wilson Tosta e Bruno Boghossian, do ‘Estadão’:

A disputa eleitoral de 2012 já começou


As movimentações visando às eleições de 2012 já se iniciaram na cidade do Rio de Janeiro. Por um lado o prefeito Eduardo Paes (PMDB) vem articulando uma grande rede de legendas comprometidas com sua reeleição. Por outro lado, a oposição encontra dificuldades para articular alianças.
Eduardo Paes já conquistou o principal apoio para sua candidatura. Selou no mês passado a aliança com o PT que indicará o vereador Adilson Pires para vice na chapa. Outro importante apoio foi anunciado na semana passada pelo presidente do PSB. Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PSB da cidade do Rio de Janeiro caminhará ao lado de Paes em 2012. Ainda no arco de esquerda o PDT também deverá seguir com Paes. Em recente entrevista o deputado federal Brizola Neto deixou claro que o apoio dado pelo PT para a candidatura de Paes não abre espaço para nenhuma outra candidatura de esquerda na cidade. Ainda que não tenha decidido formalmente, o PCdoB deverá seguir nesta aliança pelo mesmo motivo do PDT.
Além destes importantes apoios Paes conta com outras legendas como PTB, PP e outros nanicos. Além da movimentação para manter a unidade dentro de seu alicerce de sustentação, Paes vem se esforçando para trazer os partidos de oposição para a base. Neste sentido o PPS já foi cooptado, além do PRB e do PSD. O caso mais curioso é o do PSD do prefeito paulista Gilberto Kassab que no Rio vem sendo organizado pelo ex-deputado do DEM Indio da Costa. Indio foi candidato a vice na chapa de José Serra no ano passado e agora quer passar para a base de sustentação do governo Dilma. Parece querer seguir a trajetória de Eduardo Paes que saiu da secretaria geral do PSDB para ser candidato pela base de apoio do governo Lula em 2008.
Mas se Paes já conta com uma ampla aliança de sustentação para sua reeleição, o mesmo não pode ser dito na oposição. Pela esquerda a principal candidatura que surge é a do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), mas ainda não há sinalização de aliança com os demais partidos esquerdistas da cidade como o PSTU e o PCB. Enquanto as alianças não são construídas, o PSOl vai tratando de fortalecer sua legenda para o ano que vem. Na última semana dois grandes reforços foram anunciados no partido: o economista Carlos Lessa e o vereador Paulo Pinheiro. Com Pinheiro o PSOL anaboliza sua chapa de vereadores que tendia a se enfraquecer com a possível aposentadoria do vereador Eliomar Coelho. Além de Pinheiro outros dois nomes cotados na chapa do PSOL são os de Renato Cinco, da Marcha da Maconha, e o do ex-deputado federal Babá. Cinco faz parte da corrente interna Enlace enquanto Babá é da esquerdista CST.
Na direita as pré-candidaturas também são avulsas como a da deputada estadual Clarissa Garotinho pelo PR e dos deputados federais Otávio Leite pelo PSDB e Rodrigo Maia pelo DEM. Para o ex-prefeito Cesar Maia, a chapa ideal para a oposição seria com seu filho Rodrigo na cabeça e Clarissa Garotinho de vice. Em troca o DEM apoiaria a candidatura à reeleição da prefeita Rosinha Garotinho (PR) em Campos dos Goytacazes, além de dar sustentação ao PR em outras cidades do interior do estado. No entanto, Clarissa prefere manter a candidatura própria do seu partido na capital. Outra curiosidade na chapa do DEM é que Cesar Maia vem apresentando a possibilidade de ser candidato a vereador, puxando votos para o partido que vem sumindo no Rio de Janeiro. Já no PSDB a disputa é interna. O deputado Otávio Leite é o candidato mais forte dentro do PSDB, mas conta com a revolta da vereadora Andréa Gouvêa Vieira que quer ser a candidata do partido. O PV não deverá ter candidato próprio para prefeito em 2012, mas cogita-se a possibilidade de Fernando Gabeira ser candidato a vereador como puxador de votos da legenda.
A dispersão de candidaturas no campo da oposição é uma estratégia eleitoral que faz sentido em 2012. Como a força de Paes é muito grande, somente com várias candidaturas será possível para a oposição levar a eleição do ano que vem para um segundo turno.


Veja matéria publicada no Globo:

Briga por sucessão municipal no Rio em 2012 se acirra nos bastidores

Publicada em 09/09/2011 às 22h58m


RIO - A pouco mais de um ano para as eleições municipais de 2012, a sucessão à prefeitura do Rio se transformou em uma batalha nos bastidores. O prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tentará a reeleição, segue a mesma estratégia de 2010 do aliado, o governador Sérgio Cabral (PMDB). Paes costura acordos com possíveis adversários para tirá-los do páreo e, assim, vencer no primeiro.
Na oposição, o principal nome até agora é o do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Há ainda o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito Cesar Maia. O clã Maia sonha ter como vice na chapa a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), filha do deputado federal e ex-governador, Anthony Garotinho. No PSDB, é grave a crise. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira quer concorrer e ameaça deixar o partido porque a cúpula tucana apóia a pré-candidatura do deputado federal Otávio Leite.
Todos, no entanto, almejam um objetivo comum: ter ao lado no palanque pedindo votos o ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV). Derrotado, em 2008, à prefeitura por Paes e, em 2010, ao governo do estado, por Cabral, Gabeira não vai concorrer no ano que vem e aguarda apenas uma decisão dos verdes para saber com quem caminhará nas ruas.
Paes já conseguiu cooptar o senador Marcelo Crivella (PRB), que abriu mão de disputar. Em troca, o prefeito implantou em seu governo um projeto de Crivella, o Cimento Social. Em 2008, a Justiça Eleitoral considerou o projeto de conteúdo eleitoreiro. Paes tem a adesão também de Indio da Costa, ex-vice da chapa de José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais do ano passado. Ex-DEM, Indio está organizando, no Rio, o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
- O próximo eleito será o prefeito da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. A agenda positiva está com ele (Paes). O momento é de união - disse Indio da Costa.
Paes conta com o apoio de pelo menos 16 partidos. O vice na chapa será indicado pelo PT, possivelmente o vereador Adilson Pires. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, Paes tem se dedicado intensamente a inaugurações de obras na Zona Oeste já pensando em 2012. A coordenação da pré-campanha é do secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo. No interior do estado, cabe a missão ao ex-deputado estadual Jorge Picciani (PMDB).
- Corremos para entregar o que o governo se comprometeu. Não existe pré-campanha - despistou Pedro Paulo.
Nos bastidores, Paes tenta evitar aparições em público ao lado de Cabral. Para interlocutores do prefeito, Cabral teve a imagem desgastada nos últimos meses em episódios como a crise do Corpo de Bombeiros, o acidente do bonde em Santa Teresa, o caso do menino Juan e as relações suspeitas com a Delta Construções. Pedro Paulo nega:
- Isto não está nem perto de acontecer.
Além de Gabeira, Marcelo Freixo, que mudou o domicílio eleitoral há um mês de Niterói para a capital, aproxima-se de setores do PT insatisfeitos com o PMDB. O deputado prepara o programa de governo com a ajuda de nomes como Frei Betto, o economista Carlos Lessa e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. O desafio será conquistar os votos dos eleitores da Zona Oeste, região dominada por milicianos denunciados na CPI das Milícias, presidida por Freixo.
- Será uma campanha atípica. Mas vou à Zona Oeste fazer o debate com os moradores - afirmou Freixo, que está sob ameaças de morte, tem carro blindado e seguranças.
O diretor de "Tropa de Elite 1 e 2", José Padilha, será responsável pelo programa eleitoral na TV de Freixo. Padilha ajudará também na captação de recursos da campanha do deputado, que inspirou o personagem Diogo Fraga no longa de 2010.
Já Rodrigo Maia abraçou o PR e quer Clarissa como vice na chapa. Em troca, o DEM fortaleceria o PR no interior do estado. Clarissa resiste:
- Esse convite foi feito pelo DEM. Eu defendo candidatura própria do PR à prefeitura.
No PSDB, Andrea Gouvêa Vieira está de malas prontas. Antes de deixar o partido, ela apelará ao presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra. A vereadora busca alternativas com o PV e com PPS para ser candidata:
- Eu não desisti. O PSDB está em crise permanente.
Otávio Leite rebate:
- As pessoas são livres para tomar decisões. Mas vou me empenhar para tê-la conosco.

Gabeira já se reuniu com Marcelo Freixo e estuda apoiar candidato à prefeitura


Apoio de Fernando Gabeira é visto como vital para candidatos da oposição no Rio

Apoio de Fernando Gabeira é visto como 
vital para candidatos da oposição no Rio

O ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) é a Marina Silva das eleições para prefeito no Rio de Janeiro. Todos querem o seu apoio, especialmente após o excelente desempenho em 2008, quando foi derrotado por Eduardo Paes (PMDB). E, entre os nomes mais badalados para 2012, o único que já se reuniu com Gabeira foi o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

O Rio de Gabeira?
Em conversa com o Informe JB, Gabeira também tratou de encerrar qualquer especulação em torno de uma possível candidatura sua às eleições. O ex-deputado disse que não vai se candidatar, mas não
descartou a possibilidade de o Partido Verde lançar um candidato próprio ao pleito. Todas as reuniões de Gabeira com pré-candidatos têm sido relatadas ao partido. Ele ainda não sabe quem vai apoiar.
Todos querem o verde
Além de Marcelo Freixo, outro que já acenou com a possibilidade de uma aproximação com Gabeira foi o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). O filho do ex-prefeito César Maia segue cotado como um dos principais nomes para a prefeitura, ao lado de Eduardo Paes e Marcelo Freixo. A intenção dele é também garantir o apoio da família Garotinho levando a deputada estadual Clarissa como vice. 
Tags: 2012, Eleições, Fernando Gabeira, marcelo freixo, prefeitura

Índio da Costa prepara alternativa política para o PSD no Rio

Índio da costa está preparando um esquema político no Rio para que PSD tenha vereadores eleitos nas cidades do Estado mesmo que não consiga o registro de partido este ano junto ao TSE.
Não sou especialistas na área jurídica para atestar se é ou não irregular, mas certamente muito partido por aí vai acabar cantando vitória com o que não é seu, caso venha acontecer realmente as movimentações que Índio tem arquitetado.

Breve trago mais sobre as eleições do Rio e até sobre este assunto.

Sobre este tema:

O Partido Social Democrático (PSD) ajuizou, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedido de registro definitivo da legenda, com a aprovação do estatuto, programa e dos órgãos nacionais e o reconhecimento dos direitos de filiar eleitores para a participação em pleitos eleitorais e de utilizar o número de legenda "55".

No requerimento, o partido em formação afirma que tramitam em mais de 20 Tribunais Regionais Eleitorais os pedidos de registro do partido em âmbito estadual e responsbiliza a Justiça Eleitoral pelo fato de os processos não estarem concluídos até o momento.

 O PSD aponta fatores que podem ter contribuído para a pendência dos processos: greve na Justiça Eleitoral, recadastramento de eleitores para identificação biométrica em alguns Estados e municípios e reduzido número de servidores nos cartórios eleitorais para conferência de assinaturas de apoiamento à criação do partido.
Como justificativa legal  para a apresentação do pedido de registro no TSE antes do término da tramitação nos Estados, o PSD sustenta que a Lei dos Partidos Políticos (9.096/95) exige, em seu artigo 9º, apenas o registro da legenda em formação como uma pessoa jurídica no cartório civil e a coleta das assinaturas comprovada por certidões de cartórios eleitorais, devendo o pedido ser apresentado ao TSE.
O partido em formação contesta a validade da resolução do TSE que dispõe sobre a criação, fusão e incorporação de legendas. Segundo o PSD, a resolução teria criado exigências não previstas na Lei dos Partidos Políticos, e que estariam tornando o processo de constituição do PSD mais difícil.
A Resolução 23.282 exige que as legendas em formação obtenham, antes de pedir o registro definitivo ao TSE, um registro estadual perante os Tribunais Regionais Eleitorais, em pelo menos nove Estados. A norma, de 2010, manteve a redação da resolução anterior, de 1995 (nº 19.406), ano em que foi sancionada a Lei dos Partidos Políticos. Na visão do PSD, a resolução atual merece atualização em relação a este ponto específico, por ter extrapolado as previsões da lei em vigor.
O PSD informa ainda que seguiu a Resolução 23.282/2010, entretanto, alguns fatores impuseram uma demora inesperada no processo de criação da legenda nos TREs. Destaca ainda que os parâmetros de conferência das assinaturas, utilizando a folha de votação da última eleição como padrão, não são adequados, pois ela não apresenta a assinatura de quem não votou.
Salienta ainda, no pedido de registro, que as impugnações ajuizadas pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Democratas (DEM) também contribuíram para a não-obtenção dos registros estaduais até o momento. "As impugnações têm sido utilizadas como instrumentos meramente protelatórios, já que interpostas sem qualquer adequação às situação próprias das instâncias", argumenta o PSD.
Ainda no pedido de registro, o partido solicita que o TSE receba como válidas as certidões de apoiamento expedidas pelos cartórios eleitorais e requisite aos Tribunais Regionais Eleitorais do Acre, Alagoas, amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e São Paulo, a certidão consolidada dos apoiamentos certificados pelos cartórios eleitorais, que totalizam 538.263 assinaturas.
Criação
A criação de um partido pressupõe o apoiamento mínimo de 0,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados na última eleição, percentual equivalente a cerca de 490 mil eleitores. Esse apoio deve estar distribuído em pelo menos nove Estados (um terço), entre outros requisitos.
O PSD informa que se estruturou de maneira forte e rápida em mais de 20 estados para o cumprimento das exigências estabelecidas na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995) e na Resolução do TSE nº 23.282 e que a meta exigida para a constituição do partido, referente ao apoiamento de eleitores em um terço das unidades da Federação foi alcançada, "a revelar que o PSD se constituiu com vistas a tornar-se um partido forte, estruturado e composto por lideranças expressivas de todo o país".
A composição da Comissão Executiva Nacional do partido, eleita pelo diretório nacional, tem Gilberto Kassab como presidente; Regina Abreu como 1ª vice-presidente; Roberto Brant, como 2º vice-presidente; João Raimundo Colombo como 3º vice-presidente e Omar Abdel Aziz como 4º vice-presidente. Saulo Garcia Queiroz é o secretário-geral. Além de dois secretários e dois tesoureiros, a comissão executiva do PSD tem ainda 15 vogais e nove suplentes.
A relatora do pedido é a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Após a publicação do edital, abertura de prazo para impugnações e parecer do Ministério Público Eleitoral, o pedido de registro do novo partido deve ser decidido pelo Plenário do TSE.
Leia aqui a íntegra do pedido de registro.
Processo relacionado: RPP 141796

PSD vai ter a maior bancada da Assembléia do Rio

Com o registro aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) na noite de quinta-feira, o PSD do Rio nasce como o partido com a maior representação na Assembleia Legislativa (Alerj). De acordo com o presidente do diretório no Estado, Indio da Costa, a legenda já conta com 12 deputados estaduais em processo de filiação. PDT e PMDB tinham as maiores bancadas, com 11 cadeiras no parlamento fluminense, cada. Além dos estaduais, o PSD-RJ também já conta com três integrantes na Câmara dos Deputados.
“Já somos a maior bancada na Alerj e continuamos conversando com outros deputados estaduais e federais”, explicou Indio, que é ex-deputado federal e candidato derrotado a vice na chapa liderada por José Serra (PSDB) à Presidência, no ano passado. O presidente do PSD-RJ foi indicado, na época, pela direção nacional do DEM para compor a chapa do tucano.
As adesões ao novo partido vão extinguir a representação do DEM na Alerj. A única deputada eleita pela legenda nas eleições de 2010, Graça Pereira, foi uma das primeiras a anunciar que se filiará ao novo partido. A parlamentar, no entanto, tem pendências a resolver na Justiça Eleitoral. Na mesma sessão que aprovou o registro do PSD-RJ, o TRE-RJ condenou Graça Pereira pela prática de assistencialismo político e a tornou inelegível por três anos.
Ainda segundo Indio, o partido terá como prioridade inicial estruturar seus diretórios municipais. Além da capital, o PSD já está consolidado em outras seis das 92 cidades do Estado: Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Maricá, Rio Claro, São João de Meriti e Volta Redonda. Entre os 10 maiores colégios eleitorais do Estado, o partido ainda não está representado em cinco.
O presidente do PSD-RJ também estabeleceu como metas a consolidação da aliança com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a reeleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Para isso, o partido só deverá lançar candidatos a prefeito em cidades em que não competirá diretamente com o PMDB.
“Poderíamos ter candidatos em todas as cidades, mas preferimos disputar apenas com nomes viáveis. Mais do que lançar candidatos próprios, nosso objetivo será consolidar a aliança com Cabral”, afirmou Indio.

Governo do Rio já tem os culpados do bonde: os mortos e feridos

Secretário de Transportes Júlio Lopes fecha os olhos para a má gestão e prefere levantar suspeitas sobre maquinista e passageiros que se embaralharam no acidente. Segue à risca, assim, o roteiro das tragédias brasileiras

Parte do bonde de Santa Teresa foi arrancada pela colisão. Suspeita é de que composição tenha perdido freio na ladeira da rua Joaquim Murtinho
Parte do bonde de Santa Teresa foi arrancada pela colisão. Suspeita é de que composição tenha perdido freio na ladeira da rua Joaquim Murtinho - Felipe O'Neil/Ag.O Dia
 
Culpar a população pela “cultura” de extrapolar na capacidade dos veículos é uma estratégia cruel. Lopes deu declarações nesse sentido quando o sangue ainda descia das ladeiras de Santa Teresa, no início da noite de sábado
A investigação sobre as causas da tragédia com o bonde em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, ainda está em curso. Mas os primeiros movimentos do governo do estado, pela voz do secretário de Transportes, Júlio Lopes, indicam que os principais responsáveis pelos cinco mortos e pelos 57 feridos já escolheram seus culpados: os falecidos e esfarrapados. Na contramão do bom senso, mas mantendo coerência com a cegueira do Executivo estadual em relação aos bondes nos últimos anos – o governador Sérgio Cabral está em seu segundo mandato –, Lopes desvia de problemas como a falta de investimento em manutenção e a penúria denunciada por moradores.

Ao lavar as mãos e transferir aos mortos a culpa pelo acidente do bondinho de Santa Teresa, o secretário Júlio Lopes seguiu a cartilha das autoridades brasileiras. A tradição é negligenciar a fiscalização, o que cabe ao poder público mesmo nos casos de serviços privatizado – o que não é o caso dos bondes. Quando acontece uma tragédia, a culpa é de quem cometeu a imprudência de utilizar aquele serviço. Na região Norte do Brasil, os naufrágios matam centenas de pessoas pro ano, sem que a Capitania dos Portos tome qualquer providência para evitar a superlotação e exigir manutenção decente das empresas que exploram as linhas fluviais. Em Brasília, a superlotação também foi a responsável pelo naufrágio ocorrido em maio deste ano, no qual morreram pelo menos nove pessoas. E os donos do parque de diversões Glória Center, no qual morreram duas pessoas este mês, no Rio de Janeiro, montam e desmontam uma verdadeira arapuca itinerante sem que as prefeituras se responsabilizem.

O secretário ressaltou que não estava atribuindo responsabilidade ao motorneiro Nelson Corrêa da Silva, de 57 anos, que perdeu a vida no acidente. Mas deixou clara a suspeita sobre a conduta do maquinista, em uma entrevista coletiva na segunda-feira. Para isso, a Secretaria de Transportes apresentou registros de uma colisão ocorrida na mesma tarde da tragédia, entre o bonde número 10 e um ônibus. E a dúvida: por que Silva não levou a composição para a garagem?

Mesmo partindo do pressuposto de que o motorneiro teria cometido uma imprudência – o que é descartado pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil –, a evasiva de Lopes não se sustenta nos trilhos. Afinal, um sistema que tem, em um maquinista, a inteira responsabilidade pelas condições de uso de um veículo não está exatamente protegido de falhas, como a dos freios, até o momento a mais considerada entre os entendidos em transporte ferroviário.

O bonde número 10, aliás, tinha um histórico vergonhoso de problemas nos freios. Em apenas um mês, foram oito passagens pela garagem para serviços desse tipo, como substituição de sapatas e regulagens.

As suspeitas levantadas sobre o maquinista, que desde a tarde de sábado não pode mais se defender, indignaram o presidente do sindicato, Valmir Lemos. “Em primeiro lugar, ele perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Toda a população viu as péssimas condições em que estava o bonde. Na noite do acidente, eu conferi, junto dos peritos, que foi falha no sistema de freio. E isso não tinha relação com a batida que o veículo havia sofrido anteriormente. Eu garanto isso”, diz Valmir de Lemos, que afirmou, na tarde do acidente, à reportagem do site de VEJA, que o estado em que as peças foram encontradas no local da colisão indicavam que os freios estavam acionados, mas não tinham funcionado.

Júlio Lopes usou, para embasar suas suspeitas, a opinião de outro integrante do sindicado, Valmir Martins. Segundo o presidente da entidade, Martins está aposentado há três anos, e, antes disso, havia 10 anos não atuava mais em oficina. “Há 13 anos ele não entrava em uma oficina. Ele não conhecia as atuais condições dos bondinhos. Muita coisa mudou. E mudou para pior. O sistema está todo deteriorado. Me surpreende o fato de um secretário de estado tomar como base o depoimento dele”, acrescentou Lemos.

Culpar a população pela “cultura” de extrapolar na capacidade dos veículos é uma estratégia igualmente cruel. Lopes deu declarações nesse sentido quando o sangue ainda descia das ladeiras de Santa Teresa, no início da noite de sábado.

O delegado da 7ª DP (Santa Teresa), Tarcísio Jansen, entregou, nesta terça-feira, um ofício à Companhia estadual de Engenharia de Transporte e Logística (Central), que administra os bondes de Santa Teresa. No documento, ele pede informações técnicas e administrativas sobre o serviço de transporte de passageiros. A empresa tem sete dias para enviar as respostas. “Vou oficiar a empresa, pedindo esclarecimentos sobre o serviço de manutenção, detalhes do dia do acidente e a dotação orçamentária, para saber se a verba era suficiente para fazer manutenção necessária”, afirmou o delegado.

Por volta das 13 horas, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) também visitaram a garagem, que funciona ainda como oficina, para recolher peças dos bondes. Foram levados pedaços da composição acidentada, incluindo as sapatas de freio. A medida põe fim ao risco de furto dos destroços, provas fundamentais para a elucidação do acidente. Reportagem do site de VEJA denunciou ontem a falta de vigilância no local.
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