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Ponderações sobre o momento da UERJ:

Primeiro que a ocupação é legítima, promissora APESAR de grupos que tentam se utilizar dela e glorificável por esta resistência. Segundo que ela é fruto de um, desculpem, emputecimento coletivo dos alunos da UERJ, cansados de tanta palhaçada dos governos, reitorias e representantes (em conselhos e em entidades).

Aquela assembléia da quarta passada, aquela piada trotskista, legitimada pela imoralidade da maioria fictícia e manipulável, teve um grande vitória. Digo, DUAS.



A primeira grande vitória dos mais de 500 alunos que estiveram na noite da quarta, se apinharam, tentaram falar (apesar de barrados, como eu), tiveram que exercitar a paciência, tudo isto para cumprir com o cronograma lamentável de falsa-democracia, utilizado apenas para dar uma questionável legitimidade para a greve docente, greve esta egoísta, excludente, desarticulada, enfim, preocupantemente frágil e indesejável; A primeira grande vitória, foi a decisão por algo concreto: a ocupação.

Sim, porque este foi um clamor por seriedade que o corpo estudantil deu. “Chega de palhaçada, chega de babar ovo de greve dos outros”- foi mais ou menos isso, os estudantes chamando a atenção que uma assembléia daquele tamanho, não podia, como desejava a mesa (DCE) apenas debater a decisão autocrática de uma assembléia docente vazia, despolitizada e sem representatividade.

Foi dito, em alta e clara voz, que o estudante não era massa de ,manobra, e os gritos de AGORA, que eu ajudei a engrossar, foi uma chamada da consciência, de que chegava de postergar, de segurar assembléias para depois das dos docentes, enfim, de mobilizações de reboque.


A segunda grande vitória foi a votação em si. A votação e a vitória estrondosa do sim CONDICIONADO foi superior a qualquer outro resultado, fosse ele o sim ou o não. Porque ele pôs em teste tanto o DCE, quanto a Asduerj, e sua seriedade e seu tipo de relacionamento. Não foi apenas um sim ou um não, foi um encostão na parede.

Para a Asduerj, pq apesar do tapa na cara que levaram (os estudantes) dos docentes, com a exclusão dos debates, o cala-a-boca na assembléia, a vaia e os insultos, nós alunos nos mostramos dispostos a perdoar e a propor além. Se os nobres professores e sindicalistas só enxergam seus salários e seus bolsos, nós enxergamos os demais problemas tbm, e os convidamos a conosco lutar. O comprometimento de lá deve ser igual ao de cá. União sem lealdade e interesse comum, não vinga!

Pois bem, a Asduerj rejeitou. Outro tapa! Uma mão estendida pra eles, e outro tapa! E não foi com luvas de pelica. Sim, porque além de dizerem que não podiam se comprometer com estes pontos de pauta (os pontos cruciais da UERJ, caras pálidas!), ainda usaram de uma hipocrisia trágico-cômica contida nesta frase: “Mas as pautas de vocês são nossas, sempre foram, nós só não assinaremos isso”. Só faltou ela garantir ao final que eles não assinavam, mas garantiam não sair de greve antes do cumprimento da pauta. Só faltou dizer isso.

Mas, isso não terminou com a segunda grande vitória, pq a outra personagem, o DCE, também mostrou o seu verdadeiro posicionamento político e seu tipo de relacionamento com a asduerj. O relacionamento é de sujeição, de reboque, de subordinação, e não de independência. Mas isso é o de menos. O pior, é que a concordância sigilosa com isso, que significa a traição escondida da assembléia estudantil, veio somada de uma, digamos, altruísta tomada pra si do ônus deste segundo tapa: perder a pauta e a ata da assembléia.

E pior, tem galego do Diretório reclamando e repassando a culpa para os estudantes, que, ora bolas, são os obrigados a cobrar do dce que cumpra com o que já estava obrigado a cumprir. Sim, pq o que eu chamo de traição escondida, eles afirmam ser um ignorância e pouco caso dos estudantes, que deveriam cobrar do DCE se cumpriu.

Ué? Todos estavam acreditando na boa fé, e aliás, se foi decidido em assembléia, convinha ao DCE se posicionar na primeira assembléia após.


Mas enfim, duas vitórias:

1 – a ocupação e a declaração de independências dos ESTUDANTES da UERJ.

2 – a demarcação clara das posições políticas e institucionais do DCE e da Asduerj.

Ambas, espero, nos levarão á outras duas vitórias maiores:

1- A conquista da pauta- 6%, bandejão, creche, etc, etc.

2 – A construção de um ME e um DCE melhor, mais descente e representativo.

No mais, é isso, até terça na UERJ, espero poder retornar ao Rio e retomar a ocupação. Abraços!

A HISTÓRIA da UERJ (e da ocupação) como ela é!

Gostaria de fazer uma avaliação, mesmo que em andamento, do momento que vive a UERJ.

Após vários anos entregue ao sucateamento, à marginalização e ao esquecimento pelo governo do Estado, a UERJ acordou para a necessidade de agir, de se movimentar.

Nos últimos anos, tivemos picos deste tipo, culminando sempre em greves oportunistas e desrespeitosas, sendo a última vergonhosa, que após 9 meses não conseguiu nenhum centavo, apenas o corte do ponto, voltando de rabo entre as pernas para dar aulas, prejudicando os alunos que foram usados como massa de manobra.

Este ano, surgiu com força a questão dos 6% do orçamento tributário (questão que eu levanto desde que entrei na UERJ), fato este que deu unicidade de discurso. Docentes, Técnicos e Discentes são unânimes em considerar o desrespeito e hipocrisia do governador (e chanceler, alem de controlador da marionete Vieralves) Sérgio Cabral com a UERJ.

Mas...

O movimento está fadado ao fracasso pela intervenção inescrupulosa, desrespeitosa, agressiva, absurda e imperdoável dos partidos dominantes das representações de setores da UERJ (em destaque, DCE e ASDUERJ).

Vou fazer um rápido retrospecto dos fatos para contextualizar:

Ø No final do último período letivo, as eleições do DCE foram feitas de forma ilegal, imoral e fraudulenta. Primeiro, foi convocada um Conselho de CAs fora do prazo legal (48 horas de antecedência); Depois, foi aprovado uma comissão eleitoral formada, oficialmente por partidos políticos, e não por alunos; Em seguida, foram iniciadas as eleições sem a prestação de contas da gestão, com uma incógnita de 20 MIL REAIS; mais ainda, o DCE sequer tinha estatuto em mãos.

A eleição veio, e as fraudes nas urnas foram muitas, constatadas e ignoradas por acordos de gaveta. Por fim, tomou “posse” sem estatuto a chapa que já estava na gestão e MENTIU negando isso, a chapa do PSTU-PSOL.

Ø Mais recentemente, começou a tomar força os rumores de greve. Entretanto, estes rumores eram implantados pelo próprio DCE e pela ASDUERJ ( e SINTUPERJ), pois entre os professores e alunos, a esmagadora maioria se posicionava contra. Foi decidido que os dois sindicatos entrariam juntos em greve, mas tendo em vista a indefinição do Sintuperj, a Asduerj entrou unilateralmente em greve, com “meia dúzia” de votantes pró, numa assembléia fascista na qual os alunos foram calados e ridicularizados.

Ø No meio de tudo isso, o DCE se fingiu de surdo e mudo, e se negava a marcar uma reunião pra tratar do assunto, se posicionando pessoalmente a favor e sem dar o direito ao aluno a opinar. Depois de muita pressão, decidiram marcar, mas marcar a assembléia estudantil só pra depois da assembléia docente, numa escancarada manipulação de jogar os alunos numa situação dada, forçando-os a se posicionar a favor.

Ø Na dita assembléia, na parte da manhã, a verdade prevaleceu: NÃO a greve! Mas, para a assembléia da noite, a engenharia financeira e logística do partido, do sindicalismo e das entidades partidárias do PSTU (conlute) agiu rápido, trazendo em ônibus (quem pagou???) alunos da FFP e junto, alunos da UFRJ, UFF e majoritariamente militantes do PSTU. Trouxe também toda a militância secundarista. Todos estes, que não tinham direito a voz nem voto, fizeram a vitória do SIM a noite. Barraram a fala de mais de 12 pessoas, praticamente todas contra a greve, e garantiram a fala de gente de fora da UERJ que era a favor da greve.

Resultado final: Seria um sim incondicional e imoral. Mas o CACIS vislumbrando rapidaente a arapuca, lançou a proposta do SIM condicionado. A condição era a adesão, POR ESCRITO, da Asduerj à pauta estudantil, e a saída da greve apenas após a realização desta pauta.

Bem, agora voltemos aos fatos de agora:

A ocupação na reitoria foi algo extraordinário. Numa aclamação coletiva e espontânea, a massa se encaminhou, EM DEFESA DA PAUTA ESTUDANTIL ,e só disso, para a reitoria. O DCE monopolizou e tomou de assalto a manifestação para si.

Na negociação sobre o apoio condicionado a greve com a asduerj, esta se negou a assinar, com uma declaração hipócrita como esta: “A pauta de vocês é nossa, mas nós não vamos assinar. Mas podem confiar”.

O DCE, curiosamente, concordou, e por acaso, “perderam” a pauta, e a ata da assembléia estudantil também!!!

Eu e mais dois representantes do CACIS presentes presenciamos e discordamos, mas a história não acaba aí.

Mais a noite, na assembléia de ocupação, o DCE escondeu o fato de não ter mais pauta de reivindicações, e mesmo com minha pressão para que a refizéssemos com representantes dos cursos, eles aceitaram, mas não cumpriram.

Na mesma assembléia, estavam presentes os candidatos Cyro Garcia (PSTU) e Babá (PSOL), numa inescrupulosa utilização oportunista e aparelhadora da ocupação. Tentavam usar a ocupação como forma de promover estes dois sujeitos de seus partidos.

De lá pra cá, algumas horas se passaram, a desmobilização é visível e esperada, dada a falta de coesão, de organização e de boa fé política por parte do DCE.

É lamentável que no ápice da mobilização política em defesa da UERJ, estes parasitas destruam o movimento para levantar sas bandeiras partidárias. É uma falta de consciência histórica, de não perceber que estão enterrando com suas convicções e práticas nefastas um momento único.

É lamentável ver a hipocrisia e tirania como são conduzidos os inocentes alunos, que ali estão passando privações, lutando por ideais e pelo bem da UERJ, e sendo usados como massa de manobra destes que se dizem seus representantes, ou melhor, seus donos e guias.

Por enquanto, pararei por aqui, mas já adianto que estes fatos tem que vir a tona. A história dentro da história é necessária. Não acho que este seja o momento oportuno de botar isto em pauta, porque nem todos que estão lá são estes desprezíveis manipuladores, e em respeito a estes, mesmo que fadado ao fracasso político, o movimento deve ser respeitado.

Mas após isto, nossa meta será fazer com que medidas sejam tomadas para punir e prevenir que isto se repita. E que estas medidas sejam fortes, decisivas e doam a quem tiver que doer.

UERJ - GREVE E OCUPAÇÃO!!!

Hoje, após 2 horas de assembléia discente, com direito a voz aos docentes tambem, foi aprovado o apoio a greve CONDICIONADO à incorporação oficial e documental das reivindicações estudantis à pauta docente.

Por esta decisão, os professores, caso aceitem, se comprometem a NÃO sair de greve enquanto não conquistarem até o último item de pauta. Caso não concordem, a assembléia deixou claro que os alunos NÃO entrarão na greve.

Apesar de toda a truculência, a ignorância e prepotência da asduerj, os alunos deram a outra face, e se mostraram mais amadurecidos fazendo uma proposta construtiva.

Se os professores aceitaram, saberemos amanhã, e se cumpriram com sua palavra (e assinatura) só o tempo dirá. Mas ai deles se não cumprirem.

Logo após esta deliberação, proposta pelo aluno Rudolph Hasan de Ciências Sociais e do CACIS, foi aprovado também a imediata ocupação da reitoria.

Deu-se então uma decida de mais de 300 pessoas, que entraram na sala da reitoria, montaram barricadas e dividiram comissões. Não tardou pra imprensa chegar.

Acompanhei as movimentações até 1:30 da madrugada, e tive que retornar para casas, mas amanhã estarei novamente, para conferir.

Mas é necessário salientar que os estudantes NÃO ESTÃO APOIANDO A GREVE ainda, até o contrato com a asduerj de unificação e fidelidade à pauta estudantil. Outra coisa a salientar foi a orientação equivocada da assembléia, com a garantia de fala para um número de pessoas próximas ao DCE, e obviamente favoráveis a greve, e o declínio desta garantia a outros contrários (+ de 12), inclusive eu.

Mas enfim, amanhã (hoje) será um novo capítulo!

Questão de fumo, ou de respeito?

Deprimente que ainda existam pessoas com este pensamento no meio político e até ocupando espaços públicos de representação.
Pessoas que não sabem diferenciar o público do privado, e que não saibam perceber que o seu direito termina onde começa o do próximo!
Na terça-feira passada, na Assembléia do CACIS, a aluna Gabriela, do DCE, defendeu o seu “direito” de fumar em qualquer lugar, independente de incomodar ou não os outros (afinal, eles são Incomodados ou Incômodos?), e disse que o fato de haver uma lei municipal que proíba, outra Estadual e uma Federal, não quer dizer nada, porque, segundo ela, os alunos de Ciências Sociais não se manifestaram em assembléia se concordam ou não com a lei (???).
Fora o absurdo que isto significa, é a mostra clara de como estas pessoas colocam suas posições, suas convicções acima da dos demais, numa demonstração de total falta de respeito para com os demais alunos.
Mas, olhando na Internet hoje, vi esta reportagem, e entendi que todos que se acham a ultima balinha do pacote, pensam assim mesmo:

"Eu defendo o fumo em qualquer lugar, diz Lula, no http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#123992"

Debate com os "prefeitáveis" na UERJ

O DCE da UERJ marcou um debate entre os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro em 2008, que se realizou ontem, dia 27 de Agosto.

Estive presente, e acompanhei o que disseram os candidatos que se dignaram a comparecer:

Paulo Ramos, do PDT, Chico Alencar, do PSOL e Vinícius Cordeiro, do PTB, e os que chegaram atrasados: Antônio Carlos, do PCO e Eduardo Serra do PCB.

Os candidatos Eduardo Paes (PMDB), Solange Amaral (DEM), Marcelo Crivella (PRB) e Jandhira Fegali (PCdoB) não foram e não mandaram nenhum representante, apenas alegaram não ter tempo nem espaço na agenda para comparecer, apesar de terem sido convocados com bastante antecedência e de alegarem publicamente ter uma agenda flexível.

Os 3 primeiros candidatos (Paulo Ramos, Chico e Vinicius) se revezaram em apresentar á uma platéia composta em sua maioria por estudantes de Ciências Sociais, História, Economia, Filosofia, Serviço Social, Direito, Comunicação, e alguns das faculdades de Letras, Engenharia, Geografia e do IME, um diagnóstico do Rio de Janeiro.

Paulo Ramos e Chico levaram longos minutos analisando a história da cidade, as causas dos problemas que enfrentamos hoje, e defenderam suas ideologias principais, respectivamente, educação e socialismo. Vinicius Cordeiro contou de sua experiência e formação, e fez um paralelo da situação da nossa cidade com a de algumas da Itália, dos Estados Unidos e de países Sul-americanos. Defendeu a iniciativa privada como importante para ajudar a tirar o Rio do buraco.

Ponto comum entre eles foi criticar a atual (já de algum tempo) administração César Maia, e a ridícula participação da Solange Amaral, que desdenha dos demais candidatos, ignora irritantemente as perguntas que não lhe agradam e manipula as realizações catastróficas da prefeitura para encobrir-lhes as falhas.

No bloco de perguntas da platéia para os candidatos, não consegui anotar o nome dos alunos que formularam as perguntas, mas apenas seus cursos, sendo 2 de Ciências Sociais, uma de Comunicação, e 2 de Economia.

As perguntas, resumidamente, já que foram de cerca de 3 minutos cada, foram:

I – De onde provem o dinheiro que financia a candidatura dos senhores candidatos?

II – Como dirimir o trabalho informal e qual a solução para o lixo urbano?

III – Qual o projeto de construção de habitações de baixa renda e de resolução da problemática das favelas?

IV – Visto que o poder econômico e a mídia “elegem” os candidatos que irão ter esposição, haverá boicote, da parte dos senhores, à debates que não contemplarem todos os candidatos, inclusive os “nanicos”? E o que será feito com as rádios comunitárias?

V – Qual a opinião sobre as fundações de direito privado na saúde e quais os programas para a saúde cada um dos candidatos?

RESPOSTAS:

Paulo Ramos falou, sinteticamente, o seguinte:

“As grandes empresas pagam aos candidatos, subordinando-os às suas vontades em detrimento da vontade popular. É o caso da Firjam, da Fetranspor e da Fecomércio, que elegem seus cabdidatos, enchendo-os de dinheiro na campanha, contanto que estes depois beneficiem e sigam as suas vontades, pouco se importando com a lei e o bem público.”

Quanto ao trabalho informal, se compromete a não reprimir os camelôs e o transporte alternativo, e sim, organizá-los e estruturá-los.

Defende uma política habitacional que substitua a remoção. Defende o direito à moradia, e não o desejo da casa própria, e diz que Favela-Bairro é eternização da favelização e da exclusão.

É terminantemente contra as Fundações de Direito Privado, tendo lutado contra elas na ALERJ. É totalmente ao Estado Mínimo.

Chico Alencar, também sinteticamente, respondeu:

“Desconfiem de campanhas milionárias, com muitos cabos eleitorais pagos. São o indicativo mais claro do poder econômico agindo contra o interesse popular. E utilizando-se da própria população”

É favorável a regularização do trabalho informal, trazendo-o para a legalidade, sem repressão.

Contrário as remoções de moradores de habitações de baixa renda e contra o Estado mínimo, representado pelas idéias entreguistas do governo Cabral pelas Fundações de Direito Privado.

Vinícius Cordeiro:

Contra as administrações particulares da saúde pública. Não é de todo contrário às fundações, dependendo do caso e do objetivo.

É também contrário ás remoções. Antes, deve ser rediscutido o plano diretor da cidade, e depois segui-lo como forma de reorganização urbana. Existem poucos projetos habitacionais para o Rio da parte do Governo Federal, principalmente porque o prefeito César Maia não faz projetos, prefere ficar postando em seu “ex-blog”.

Favorável também à desburocratização da legalização do trabalho urbano, hoje informal.

Contra a “Vergonhosa proposta de financiamento público de campanha apresentada pelo PT” pois este tipo de financiamento 100% público nunca deu certo em nenhum país, entregando todos os partidos políticos da Itália por exemplo nas mãos da máfia.

Defendeu mais uma vez a importância da iniciativa privada na transformação do Rio.

Os candidatos Antônio Carlos (PCO) e Eduardo Serra (PCB) chegaram atrasados, após as perguntas, e apenas fizeram considerações gerais, ao final.

Antônio Carlos disse que os partidos de esquerda (socialistas, comunistas, operários, trabalhistas...) não honram o nome de suas siglas, fazendo o mesmo que os candidatos do poder opressor (Eduardo Paes, Solange Amaral).

Disse que as eleições não mudarão nada, pois a única transformação pode vir da classe operária.

Criticou o apoio dos “pseudo-comunistas” do PCdoB à privatização do petróleo brasileiro, proposta pelos também “pseudo-trabalhistas/socialistas” do PT.

E criticou também, com afinco, os militantes partidários destes partidos que estavam como claque balançando freneticamente bandeiras do lado de fora, quando na prática não fazem nada diferente daqueles que dizem criticar (Crítica DIRETA aos militantes do PSOL, PSTU e PCdoB-UJS presentes).

Eduardo Serra falou para um auditório esvaziado, já que os militantes do PCdoB não ficaram, e os do PSOL e do PSTU foram embora junto com Chico Alencar e Cyro Garcia, fazendo desrespeitosamente muito baralho e arruaça, em pleno debate.

Disse que a luta de classes hoje se dá na privatização dos serviços públicos, e que a retomada do poder se dará apenas pela participação da população. Defende os comitês de bairros para definir as medidas a serem tomadas pela prefeitura.

Bem, você que não foi, ou que acompanha este blog, saiba que dos candidatos ausentes, os únicos que demonstraram interesse e preocupação em justificar sua ausência foram Crivela e Jandhira. Eduardo Paes e Solange Amaral DESDENHARAM do debate. Mas os motivos no sabemos claramente, né?

Orçamento da UERJ


extraído do informativo eletrônico "Direito para quem":

Reitor e Conselho Universitário representam quem? A comunidade universitária ou o governador matador?

As últimas sessões do Conselho Universitário da Uerj demonstraram que estamos numa pior... Nelas foi aprovada a Proposta Orçamentária (PO) da universidade para 2009, ou seja, os valores que a Uerj deveria receber do governo para funcionar adequadamente. Normalmente, depois de aprovada a PO, ela é enviada para o governo e este libera somente a quantidade de dinheiro que quiser. Mas é nesse pequeno caminho, aparentemente tão simples, que acontecem verdadeiras sacanagens na política de educação...

Primeiramente, mais uma vez não foram computadas nessa PO demandas históricas dos estudantes, como a creche universitária, alojamento, ônibus intercampi, ampliação do número das bolsas, reajuste de seu valor para o valor do salário mínimo, entre outras. Mas isso já era de se esperar...

Além disso, novamente os estudantes e técnicos administrativos levantaram a discussão sobre o Sistema Integrado de Gestão Orçamentária (SIGO). O SIGO é o programa de computador pelo qual a Uerj envia sua PO. O grande problema desse programa é que o executivo estadual impõe limites para seu preenchimento. Ou seja, se você preencher com os valores certos, dá erro no sistema e o erro só se corrige quando você preenche com os valores que o próprio executivo determina!

A proposta levantada pela bancada estudantil e técnica foi a de não se preencher o SIGO este ano. A PO seria encaminhada dentro do prazo, por correspondência oficial protocolada no executivo e legislativo, bem como seriam enviadas cópias para a imprensa e para o Ministério Público a fim de dar publicidade ao ato. Junto com a PO seria enviada uma carta explicando o por quê de não preencher o SIGO. Nela estaria escrito assim: "Tentamos preencher o SIGO, mas deu erro no sistema." Simples assim. Mas, infelizmente, o Conselho Universitário não achou tão simples...

Resultado: o conselho universitário decidiu preencher o SIGO, mesmo com os limites impostos pelo executivo, mesmo com as agressões à autonomia universitária, mesmo com o cinismo de Cabral - que havia prometido não cortar nem mais um centavo da Uerj - etc etc etc...

Resultado 2: oficialmente, a PO que chegará ao executivo será justamente a que contará com os valores que o executivo quer "dar". Ou seja, oficial e estatisticamente, Cabral não cortará verba da Uerj, mesmo que o orçamento executado com a universidade seja 3 vezes menor do que a PO determinava. Em outras palavras, fraude oficial. O pior é que tem a conivência do conselho universitário, presidido pelo Reitor Vieiralves...

Mas fiquem tranqüilos pois, como dizia o professor Celso Melo, tudo tende a piorar...

Eis que chegamos à discussão do orçamento em si. Preliminarmente, o Reitor, enquanto presidente do Conselho, encaminha a seguinte proposta: "como nós defendemos os 6% para a universidade, temos que elaborar uma proposta que seja de, NO MÁXIMO, 6% da arrecadação líquida do Estado." (*esclarecimento: os 6% da arrecadação tributária líquida do Estado para a Uerj são referentes ao artigo 309 da Constituição do Estado, que está sob liminar conseguida por Cabral e consedida por Gilmar Mendes)

Foi então que a bancada estudantil explica para o reitor: "Mas o artigo que defendemos, o dos 6%, não fala em 'máximo', mas sim em 'NUNCA INFERIOR A 6%', por isso não há sentido colocarmos um limite para nós mesmos. Temos que aprovar na PO a quantia relativa à previsão de um bom fncionamento da universidade, com a Uerj cumprindo adequadamente sua função social...".

Bem, vou fingir que sou burro e dizer que não sei porque o reitor Vieiralves decidiu se fazer de burro... Pasmem: ele manteve a proposta, que foi votada e aprovada pelo Conselho Universitário. Isso mesmo! O conselho universitário impôs o primeiro corte no orçamento da Uerj, com votos em contrário dos alunos e técnicos, somados a uns dois professores. E eu, que achava que já tinha visto de tudo naquele lugar, fui obrigado a ver um bando de capachos do governo dividindo com o governador o ônus político de cortar o orçamento da Uerj... Juro que fiquei triste!

A partir daí, imaginem só o que foi aquela coisa lá... Para você encaminhar proposta de adição à PO, tinha também que dizer de onde iria cortar no mesmo valor. Ou seja, a PO virou um cobertor curto e muitas propostas ficaram prejudicadas em função do elevado grau de submissão da maioria dos conselheiros.

Resultado 3: saiu fortalecido do conselho o discurso de que a Uerj deve captar recursos por conta própria, através da privatização do financiamento da universidade. Os mesmos que votaram os cortes na PO são os que defendem a criação de uma fundação de direito privado na Uerj, para captação de verba junto a empresas. eles estão pouco se fudendo para o papel social da Uerj. Inventam o corte, criam a demanda e, depois, vêm com a "solução" cínica. Não querem saber como conseguirão dinheiro para o desenvolvimento de conhecimento para as demandas populares. Querem simplesmente desenvolver seus projetos mesquinhos, atender às elites (que é quem paga bem e organiza eventos luxuosos) e lançar seus nomes no mercadão do saber. O povo, "este que se fôda!", pensam eles.

É, rapaziada! Pelo visto, vamos ter muito trabalho! O reitor já mostrou a que veio (ou "por quem veio"), o conselho universitário já mostrou quem manda. Chegou a hora de darmos um limite a isso tudo!

TUDO SERÁ COMO ANTES?


Terminou a eleição para o DCE da UERJ. Com vitória da chapa 2 “Nada será como antes” do PSTU.

Mas será que nada será como antes mesmo? Afinal, eles eram gestão também. Falam mal, criticam, mas nunca falam que eles eram da antiga indi-gestão. Por que será?

Por que será também que apesar de defensores da proporcionalidade, não fizerem a menor questão de defende-la? Estavam tão confiantes no seu discurso falacioso de mudança (que mudança, cara pálida?) que acharam melhor omitir-se neste plebiscito.

E o Camarão? Dormiu e a onda levou. E levou mesmo. Gastaram muito lá, e não levaram quase nada. Maluco, tinha cartaz em A3 de papel cartão em todas as rampas, de todos os andares, do lado de fora! Nas saídas de emergência, nos tapumes. Em todo lugar inabitado da UERJ. Era a total falta do que fazer com tanto material!

Minha chapa, na minha opinião, foi vitoriosa. Apesar de termos ficado em 3º, os 1111 votos que obtivemos, sem material de propaganda, praticamente sem panfletos e sem militância foram sim uma vitória. A melhor delas. Nossos votos foram conseguidos apenas no debate de idéias. No convencimento. Pois sempre que íamos interpelar alguém pra fazer campanha, tínhamos que debater com 4, 5 de outras chapas. E vencíamos nas propostas!

Pra um movimento novo, sem centralização, sem recursos, eu acho que foi sim uma vitória.

Agora, quanto a gestão majoritária do PSTU, eu temo. Temo que seja pior que a do Camarão; Que peque não pela omissão, e sim pela imposição de valores que não são os dos estudantes da UERJ. Os valores de uma oposição sistemática e burra, uma oposição politiqueira, contra tudo e todos, típica do PSTU.

Temo que nada seja construído. Que tudo seja motivo pra gritaria e pouca proposta.

Só me conforta lembrar que, como muito prometeram, muito teriam que fazer. Prometeram mudar a forma do ME. Mas como, se eles estão comprometidos com esta forma? Só conseguirão reeditá-la e desapontar quem neles votou.

Enfim, Tudo será como antes... Ou pior!


PS.: primeira vez que não ganho uma eleição em toda minha vida.

RESULTADO:

42,3% -------- Nada Será Como Antes: ____(PSTU + PSOL)

34,8% -------- Camarão Dorminhoco ____(PCdoB + PT)

21% ----------- DCE, Que Parada É Essa? _____(CACIS + CAENG...)

1,9% ---------- Polvo ____(PCR)

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