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TEMAS POLÊMICOS

Não me pergunte porque, mas resolvi escrever alguns textos sobre assuntos um tanto polêmicos, dando a minha opinião atual sobre eles.

Talvez tenha me motivado a fazer isto porque recentemente me senti extremamente indignado, quando me julgaram, atribuindo a mim uma posição mesmo antes de eu me posicionar sobre o assunto, tudo baseado apenas nesta frase: “Ah, a gente sabe que você é protestante né, então...”.

Então isto me motivou, acho, a escrever sobre temas como: Aborto, Cotas, Homossexualismo, dentre outros.

Portanto, a partir desta semana, irei começar a postar textos sobre estes variados e polêmicos assuntos, sempre deixando aberto para que comentem e até discordem da minha opinião, que ´apenas mais uma, afinal.

Até!

FÉRIAS

Ah, as Férias.
Passei todo o primeiro semestre esperando por elas..
Aulas demoradas, presenças que eu tinha que dar, notas pra conseguir... trabalhos monstruosos, com livros enormes para ler, resenhas imensas para fazer... E a professora problema? E o trabalho de campo? E a condução pra UERJ? Ônibus cheio, horário do Rush.
Foram 4 meses fazendo tudo isso esperando ver as notas finais e sair de férias.
Mas agora, o que eu faço?
Não tenho que sair, e nem o que fazer em casa. Não tenho grana pra ir na casa da Lu, nem pra ir no cinema...
É, o que me resta é esperar as aulas voltarem. Afinal, sempre foi assim: Nas aulas, esperar as férias. Nas férias, esperar o reinício das aulas!

achei algumas respostas...

Há uns posts, eu questionei o que leva uma pessoa a militar no Movimento Estudantil.

Não sei se é esta a verdade absoluta, nem se esta existe, mas acho que descobri uma resposta parcial.

Eu vejo que o que me impulsionou (na) a militar foi, como digo no caput do blog, minha posição de cidadão irremediavelmente político. Não consigo tirar da minha cabeça que o primordial na política, na boa política, é a educação. Através dela construímos a sociedade do futuro. Isso, e a minha posição de ainda não poder influenciar diretamente na macro política é o que me levou a entrar no ME.

Através do ME, sinto que posso levar minhas idéias, meus valores para o campo prático. Somando a isto pessoas que desejam o mesmo que eu, ou que lutam pelas mesmas coisas (e aí, lembro do Fabio, Letícia, Natanael, Alex, etc,etc) estou de fato, mesmo que no trabalho de formiguinha, mudando a educação.

Esta é minha resposta não empírica à pergunta.

Mas, colocando-me no campo das impressões, do empírico, vejo que nem tudo é este mar de rosas. Minhas idéias são por demais complexas para uma total aplicação delas (sem o uso da força, hehe), e meus meios são por demais parcos para que alguém de mais poder possa implementar o que penso. Meus companheiros também nem sempre têm a mesma ideologia que a minha. O fato de tomarmos as mesmas atitudes na maioria das vezes, não quer dizer que queiramos o mesmo final.

Ora, as circunstâncias da vida nos mostram as verdadeiras intenções, e hoje, pouco mais de 2 semanas após me debulhar em dúvidas, vejo que eu estava sendo por demais etnocentrista, ou ideocentrista ( palavra que provavelmente acabo de criar).

Como disse, meus ideais são os meus ideais. Não posso querer que outros queiram o mesmo que eu. No máximo, posso tentar que façam o mesmo que eu, mesmo que com outras expectativas. Seria isto usá-los? Mas a vida não é esta?

Hoje eu reconsidero o que pensei há pouco, que foi tudo em vão. Não foi. Não, porque eu não preciso que mantenham uma linha de atuação em cima do que pensei. Eu preciso mesmo é que todas as demais formas de pensar dêem errado para que eu possa ter certeza se minha forma era a certa.

Enfim, estou filosófico demais.

Não sinto mais hoje o desapontamento e a frustração de “trabalho em vão”. Se o que fiz foi esquecido, se o que defendi foi abolido, as circunstâncias vindouras provarão se era este o melhor caminho ou não.

E enquanto isto, emprego minhas ideologias em outros campos, como o Centro Acadêmico que ganhei, e o DCE que estou disputando.

Parece-me satisfatório que se faça o que quero, o que penso e o que defendo enquanto eu estou “na parada”, enquanto eu participo. Se depois tudo mudar, não será meu problema. Afinal, tudo é temporal. E mais cedo ou mais tarde, TUDO que fazemos passa.

E o que me impulsiona a militar, é saber que não sei viver sem isto, sou bom nisto e que preciso fazer isto. Se assim contribuo com outros, tanto melhor.

Eu preciso falar...

O que leva alguem a militar numa juventude partidária? O que leva alguém a se dedicar ao ME?
No meu caso, eu acredito piamente que todo cidadão deve participar da política de seu país, e se hoje política é sinônimo de corrupção e desonestidade, a culpa é principalmente dos que não se envolvem, preferem sofrer calados as conseqüências.
Quanto ao Movimento Estudantil, creio eu que é um dos caminhos mais comuns àqueles que pretendem ingressar na vida política. Digo isto porque vejo neste o meio no qual se inserem os futuros quadros eleitorais mais conscientes e engajados. Não obstante existem outros meios, mais ou menos fisiológicos de adentrar na política, mas sem dúvida, este é o que mostra mais cabalmente se a pessoa está imbuída da Rés Publica ou se é um aventureiro do circo de horrores da política nacional. Em outras palavras, eu acredito sim que há maior probabilidade de que aqueles que entram pelo ME sejam mais compromissados do que os que caem de pára-quedas.

Entretanto, sou obrigado a ponderar meus valores, no momento que vivo. Sou membro do Diretório do Rio de Janeiro do Partido Sociaista Brasileiro, militante da JSB, pela qual lutei nos últimos 2 anos e meio, sem jamais ter perdido uma batalha, e sem jamais ter reclamado para mi qualquer benefício que não lograr êxito junto com meus companheiros.

Como disse, a caminhada foi prazerosa. Iniciei logo após entrar no GEETESC (Grêmio da Escola Técnica Estadual Santa Cruz – FAETEC/RJ). Na época, representei a JSB no “congresso” da AMES daquele ano. Minha primeira experiência, logo de cara. No ano seguinte, dei prosseguimento à direção do GEETESC e passei a compor também o DCE da UNESA, como 1º secretário. Minha vida era uma correria, e graças a Deus, amigos iesquecíveis, como a Letícia e o Fábio foram meu esteio nestas missões.

Fui obrigado e sair do GEETESC pois passei a dirigir o Coletivo Secundarista Estadual, ao mesmo tempo que estudava na UERJ. Neste período, me desliguei do DCE da UNESA para me concentrar na missão de ressuscitar o secundarista da JSB no Rio.
Não podia ter tido missão mais vitoriosa. Em seis meses de trabalho intenso, começando pela manhã bem cedo e terminando só na hora da faculdade a noite, e as vezes mais tarde, rodei as escolas da Zona Oeste do Rio toda, tirei a militância secundarista de 0 para cerca de 15 membros efetivos, fora aqueles que estavam em grêmios que dirigíamos, mas não chegaram a se filiar e construímos uma liderança forte e compacta na Zona Oeste. Isso nos deu forças para levar a segunda maior bancada pro Congresso da AMES, no qual apresentamos a maior tese, de minha autoria, e encaminhamos uma chapa. Ao fim, ficamos com a Vice-Presidencia e com a segunda maior força da diretoria, em cargos estratégicos. Neste embalo, ainda fomos a segunda maior força na etapa estadual do ConUBES e emplacamos ao fim um diretor na UBES.
Mas, como eu disse, sou obrigado a rever meus conceitos. Apesar dessa trajetória feliz, hoje me sinto extremamente inseguro se tudo isto valeu a pena. Construí a programação pra AMES, mas hoje vejo uma só pessoa encaminhar tudo ao contrário do que havíamos planejado. Vejo o secundarista da JSB morrendo, perdido em desconfianças, disputas de egos, burocracias e apegos a títulos e cargos. Vejo os realmente engajados, abnegados, sendo suplantados pela lógica imediatista e carguista. Vejo uma participação pífia, subserviente e improdutiva na UBES. Vejo o meu grêmio, o GEETESC, que levantei, junto do Fábio, da Letícia e que ficou de legado ao Natanael ser ridicularizado na Internet, nos corredores da escola, se envolvendo em falcatruas e subterfúgios pra manter um poder aparente, inerte e sem propósito. A total degradação do que fora exemplo de construção ética, mesmo diante das dificuldades.
Não vou culpar A ou B por isto, mas responsabilidades e cargos (não é isso que importa, afinal?) já os apontam. E aí, eu me indigno com outra coisa, proveniente de uma situação no qual apesar de ter isso vítima, passei por vilão. Certamente cometi meus erros, mas tenho absoluta convicção que não foram estes que motivaram minha “ostracização” forçada.
Portanto, revejo os conceitos. Política não é lugar pra se fazer amizades, deve-se estar atento. Mas tudo tem seu limite ético. E eu vivia neste, convivendo com incoerências que tinha que compactuar em prol de uma causa maior. Mas quando você sente o lado mais lamentável de certas pessoas te atacarem, e vê que outros ou não podem ou não optam por te auxiliar, você é forçado a pensar que chega. Acabou.
Não dói ser ofendido. Não dói ser traído por aqueles que você tirou do nada e transformou num projeto mal-acabado de político mirim. Dói é olhar pra trás e duvidar se mesmo que tudo tivesse terminado bem, se teria valido realmente a pena.
Neste momento, novas oportunidades conclamam, e pela primeira vez tendo a aceitá-las. Me segura talvez as pessoas de boa vontade que comigo entraram nesta luta na JSB, mas que temo que também se vitimizem. Me segura talvez duvidar se devo insistir nesta militância estudantil. E certamente, o fato de achar que ainda não acabou, e que a justiça se fará ao final do ciclo, o problema é definir o tamanho deste ciclo.

Enfim, o que leva alguém a militar numa juventude partidária, e o que leva alguém a se dedicar ao ME?
Responda quem souber!

Inauguração e Apresentação

INAUGURAÇÃO E APRESENTAÇÃO


Olá pessoas!
Bem, eu infelizmente tive que apagar todos os post do meu antigo blog (ah, nem eram tantos assim..) para poder criar este novo. Mas aos pouquinhos, vou reeditando-os aqui, ok?

Mas eu quero mesmo dizer que será o maior prazer postar aqui minhas opiniões sobre os assuntos que sempre me interessam, como política, estudos, movimento estudantil, flamengo, brasil, etc.

No mais, espero sinceramente que este blog sirva para vocês comentarem e discutirem tambem, e gostaria que se possível, me sugerissem temas para discussão e para enquetes.
--samuelbraun@yahoo.com.br--

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