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Dilma Roussef é eleita Presidente do Brasil!!!


Dilma Roussef é eleita Presidente do Brasil!!!

Primeira mão!













 Dilma é a primeira mulher presidente  do Brasil!

Com 90% dos votos apurados, já está decidido:Dilma foi eleita presidente para suceder Luis Inácio Lula da Silva com 55,2% dos votos, contra 44,7 de Serra. Neste cenário, a virada já é matematicamente impossível!
A candidata do Partido dos Trabalhadores é a grande vencedora das eleições no Brasil, e sagra-se a primeira mulher a presidir a nação. No lastro do eleitorado do presidente mais popular da história deste país, Dilma agora terá 4 anos de governo.
Em breve, mais detalhes!

Boca de urna do IBOPE aponta a vitória de Dilma


Dilma x Serra. A saga desta eleição:


A eleição 2010 está encerrada. Em algumas horas saberemos quem será o novo, ou nova, presidente do Brasil. E desta vez, certamente não será Lula, para tirar o frio da barriga dos grandes empresários e da direita em geral, e para apreensão da esquerda.
Dia 1º de Janeiro de 2011 será ou Dilma, ou Serra. E por quatro anos. Obviamente vou esperar o resultado para comentar, mas é preciso antes discutir o que nos trouxe até esta escolha entre a primeira mulher com reais chances de ser eleita e a volta ao poder dos tucanos, na derradeira tentativa de José Serra.

Esta eleição começou a 5 anos atrás, antes da reeleição de Lula. Estávamos em plena crise do mensalão, e a oposição adotou a tática do “let burn all”. Teve nas mãos a oportunidade de caçar o prsidente trabalhador, eleito pelos pobres como um messias e enterrar de vez as máximas de governo do povo para o povo. Mas optou por levar tudo, não queria só ganhar, queria humilhar, tripudiar e enterrar de vez o PT e a esquerda em geral. Optou por cozinhar Lula num Congresso esfacelado, envolto em denúncias de corrupção, suborno e propinas. Achavam que chegariam ao ano seguinte com Lula desamparado, sem |PMDB, PTB, PL e nenhum outro apoio que lhe garantisse chances na disputa eleitoral.

Achando assim, preferiram desencadear uma guerra interna, que segundo Sérgio Guerra, era a verdadeira eleição daquele ano: Serra ou Alckmin. Qual dos dois o PSDB elegeria para ser o presidente que o povo aclamaria nas urnas? E a disputa teve todos os requintes de uma eleição de fato: dossiês, cobertura total da mídia, verba de campanha, debates com regras rígidas, alianças políticas, divisão de benesses antes da eleição para aqueles que trouxessem mais votos... enfim, como disse o presidente atual dos tucanos, foi a eleição! Bem, era o que eles achavam.

Como sempre diz Lula, nunca antes na história deste país, um presidente soube ser maior que o próprio  partido, que o Congresso e não sucumbir ao poder. Lula parace ter visto uns 5 anos a frente em sua bola de cristal, e tomou a difícil decisão de cortar a cabeça de todos os líderes que o apoiavam. Caiu Dirceu, Gushiquem, Pallocci, Genoíno, Delúúúbio (quem me conhece entende...) e por aí vai. O primeiro e até diria eu o segundo escalão foram pro saco. Ele assumiu tudo sozinho, e convenceu o país que havia sido traído (sem contudo nunca ter dito isso) e que a partir de agora só ele mesmo poderia reconduzir a nação ao rumo certo pra longe da volta da ditadura, ou das “zelites”. Começou ali a traçar um novo rumo para o governo e para o partido. O campo majoritário do PT agora era sinônimo de corrupção, como “xerox” é de fotocópia, quase não se sabia qual a  diferença semântica.
Assim, ele estava agora acima do partido e das forças congressuais e estatutárias deste. Escolheu pessoas sem currículo político e, claro, sem votos, para ocupar os ministérios e secretarias. Foi ele mesmo buscar apoio na base desalinhada, chamou o PMDB e lhes disse: agora vocês são governo! Faltando meses para a eleição, ele era a única saída para a esquerda, e sabia disso. Correndo por fora, só Ciro Gomes, no PSB, e Garotinho, no próprio PMDB, mas sem conseguir o milagre de transformar o PMDB num partido, e não em vários, como sempre foi.
Ciro era aclamado por onde ia, era a jóia da coroa socialista, mas não tinha tempo de TV e nem um partido minimamente corajoso para bancá-lo. Garotinho foi sabotado pela ala fisiologista do PMDB (não, não são os 99% que estou falando, é só os caciques) liderada por Sarney e Renan Calheiros. Lula então, construiu naturalmente seu nome como única alternativa, quase messiânica.
O PSDB agora já se preocupava um pouco, pois a guerra interna tinha deixado mágoas e desgastes, e o partido não vinha mais com a força que achava que tinha. Além disso, a fritura que planejavam no governo já não funcionava mais, e mesmo com novos escândalos sendo preparados ou requentados, não faziam mais impacto na opinião pública.
O resultado, todos sabem, Lula foi reeleito no segundo turno, e agora só não mandava sozinho porque tinha que tomar café da manhã, almoço e jantar com Sarney e Renan Calheiros. Dentro do governo e do PT, não havia ninguém, era um vácuo. E a preocupação já existia no dia 2 de Janeiro, pois em política, como sabem, o mais importante é manter o poder, e o primeiro ato depois de ser eleito, é preparar a próxima eleição. Quem seria? O PDT se mexia, achando que poderia agora fazer um bloquinho com o PSB e PCdoB. O PSB também, só que com Ciro. Até o PCdoB achava que podia fazer graça. Os PMDBs não achavam nada, estavam felizes e contentes preenchendo as fixas de indicação nas estatais e etc.
Começou então a novela do terceiro mandato. Quem poderia suceder Lula? Quem sucederia o gênio popular? Talvez Pelé... não, não, ele não tem tanto carisma e apelo popular... Quem então? Ah, sim, Lula! O PT queria, a mídia dizia, a oposição se contorcia, Chávez apoiava... sim, só podia ser Lula de Novo com a Força do Povo!
Mas Lula manteve em banho-maria. Foi governando e construindo silenciosamente sua candidato. Uma certa ministrazinha que nem foto teve publicada em jornais quando sucedeu a bombástica queda de Zé Dirceu. Ela sempre estava lá, nas reuniões ministeriais, mas deviam achar que era uma secretária, uma servidora do Palácio do Planalto. Algumas vezes ela dava entrevista a meia-dúzia de jornalistas que após perguntarem ao cerimonial, descobriam quem era a ministra chefe da casa civil.
E aí, não se sabem bem onde nem quando, ela começou a aparecer em todos os eventos. Alguma fonte interna vazou que Lula poderia não concorrer (BLASFÊMIA!!!) e que a Dilma Roussef, pois naquela época ela era uma ilustre desconhecida, não era tratada intimamente só pelo primeiro nome, poderia ser a candidata do PT. HAHAHA!!! A oposição ria e mais uma vez achava que já tinha ganhado! Uma crise mundial prestes a se abater no Brasil, o PT ia de Dilma num-sei-que-lá e desta vez o tucanato estava unido, quem sabe por uma chapa puro-sangue, ou melhor, café com leite: Serra e Aécio.
Mas a crise foi mesmo uma marolinha aqui, os resultados econômicos e sociais eram cada vez melhores e surpreendentemente Dilma crescia nas pesquisas. O maior alento do PSDB era Ciro ser candidato e deixar Dilma pra trás, ou ainda, ela ser um desastre público com sua inexperiência eleitoral.
Começaram a eleição com aquela coisa de time grande contra time pequeno: Na hora certa a gente faz os gols e vira o placar, calma, calma. Mas o tempo passava, passava, e surpreendentemente Dilma também passou Serra. Não foi um fiasco como eles esperavam a apresentação pública de Dilma, e Serra provou ser um político aquém de suas pretensões e de sua fama; Não conseguia vencer uma pessoa que nunca tinha disputado nem debate pra síndico de prédio. Marina foi um fator decisivo neste xadrez, e Plínio fazia os debates serem tão imprevisíveis que tiravam a atenção do candidato de oposição que ali estava pra ser oposição, mas não sabia como. E Plínio deitava e rolava.
Na reta final do primeiro turno era dada como certa a vitória de Dilma, mas uma polêmica que tratarei num próximo post, o aborto e a religiosidade nas eleições, além do crescimento mais que esperado, ao menos por mim, de Marina Silva, que também gostarei de tratar no próximo post, fizeram este segundo turno, que se encerrou a 52 minutos atrás no Brasil deste fuso horário.
Assim, chegamos a eleição entre Dilma, e o Zé, que depois voltou a ser Serra-do-bem, numa versão pitoresca de Lulinha-paz-e-amor. Não adianta se indignar, xingar a democracia, mandar e-mails pro Bolsonaro e pedir pra ele preparar a volta dos militares, não adianta dizer que o Tiririca podia ser o presidente. Ou é Dilma, ou é Serra. Saberemos antes da meia-noite deste crepuscular dia das bruxas!

Debate p/ Governador no Rio 12/08


Cabral    -           Gabeira     -        Peregrino       -     Jefferson

O debate transcorreu como esperado, com os três candidatos de oposição mirando suas críticas no candidato à reeleição Sérgio Cabral, e este buscando encontrar em sua administração detalhes positivos mesmo diante das contundentes constatações de problemas feitas pelos opositores.

Cabral usou a tática de surfar na popularidade de Lula e Dilma, com o mesmo discurso de união das três esferas que vem se dando bem nas pesquisas nos últimos levantamemtos, e apontar setores dentro das áreas de seu governo que vão bem.
Em nenhum momento se dignou a responder aos questionamentos e às acusações, usando de uma tática covarde de ora se esquivar das acusações de improbidade de seu governo, como se nada tivesse a ver com o governo, ora alegando que as acusações a suas corrupções seriam ataques pessoais, pedindo direito de resposta.
Um dos pontos altos foi protagonizado em debate de Cabral com Peregrino, quando Cabral vergonhosamente ignorou a pergunta e falou por 2 minutos sobre algo que nada tinha a ver com a questão, quando questionado sobre porque chamou os médicos de vagabundos, as mulheres da favela de fábricas de marginais e um menor de idade de otário e sacana. Não respondeu isso, e ainda se indignou a ponto de pedir direito de resposta quando publicaram as relações espúrias de sua esposa com concessionárias públicas, Metrô Rio, Supervia e Facillity.
Na sua opinião, o Rio já está pacificado, a educação em penúltimo lugar nacional está avançando (só se for pra trás), a saúde teve avanços com as UPAs e o transporte está resolvido com o bilhete único. Pediu por fim mais quatro anos para cumprir as promessas que fez. Destaque-se que são as mesmas promessas que fez quatro anos atrás.... agora ele pede mais quatro anos prometendo fazer a mesma coisa que não fez nos últimos quatro.

Fernando Peregrino provavelmente foi o que mais lucrou neste debate. Sem experiência em debates e campanhas majoritárias, o professor que é representante de Garotinho se comportou de uma forma habilidosamente híbrida. Conseguiu passar a imagem de calmo, sereno e competente e ao mesmo tempo foi, junto com Jefferson Moura o mais incisivo e agressivo, trazendo sem falsos pudores para o debate os escândalos do governo.
Não citou Dilma nenhuma vez, citou Lula duas vezes e Garotinho umas 12 vezes, assim como Brizola 3 vezes. Não poupou Cabral, acusando-o de corrupção, enriquecimento ilícito, descaso, preconceito com os pobres e de misturar o público com o privado de sua mulher. Acusou Cabral de levar as decisões do Estado para a cama, com a representante daqueles que prestam serviço ao Estado.
Sua maior crítica ficou no campo da moralidade, se colocando como capacitado e experiente, tendo participado da criação dos CIEPs, Restaurantes Populares, Farmácias Populares, UEZO e FAETEC.
Apesar de novo como candidato, tentou demonstrar ser experiente em administração pública eficiente, colando sua imagem nos programas bem sucedidos e bem avaliados pela opinião pública, assim como tentando avisar aos cerca de 30% do eleitorado que é cativo à Garotinho que ele é o candidato do ex-governador campista.

Fernando Gabeira decepcionou. Confuuso, prolixo, e até em um momento destemperado, Gabeira não iniciou a onda verde que fez em 2008. Tentando uma tática arriscada de ser oposição sem parecer agressivo, Gabeira iniciu tão morno, que quando viu que estava saindo do centro das discussões, se exasperou e quis entrar na celeuma, interrompendo Cabral em direito de resposta que nada tinha a ver com ele. Certo que sua queixa era justa, pois a Band forneceu o segundo direitro de resposta para Cabral de forma equivocada, mas seu destempero só ajudou Cabral.
Gabeira não apresentou uma proposta que ficasse na cabeça do povo, e não percebeu ainda que sua tática de ser o representante da ética e do novo não dará certo enquanto Jefferson Moura estiver junto para poder bradar mais alto sua independência das máquinas públicas. Diferente de 2008 também Gabeira desta vez tem uma campanha sem estrutura, sem empenho e contra um (ou dois) candidato(s) que se apóiam em Lula, numa eleição que Lula vai participar ativamente.
Tentou se consolidar como o candidato da ética e das novas práticas políticas, mas esbarrou no radicalismo de Jefferson Moura que estava sempre disposto a dobrar as apostas de Gabeira, atacando-o de aliado de César Maia e dos tucanos. Gabeira precisa urgentemente repensar sua candidatura. Pelo bem do Rio e da democracia no estado.

Jéferson Moura tentou parodiar Plínio de Arruda Sampaio. Levantou  bandeira do independentismo, do único que não esteve no poder ainda para poder atacar seus adversários e se diferenciar. Falou o tempo todo em nome dos funcionários públicos, principalmente da educação, e também foi muito incisivo contra Cabral.
Não sei se por falta de oportunidade, mas não coube a ele nenhuma das principais acusações, todas feitas por Peregrino. Mas não perdeu chance de repisar as críticas, adicionando um toque de indignação do funcionalismo estadual.
Evidentemente, sua participação não foi tão efetiva como a de Plínio, já que Fernando Peregrino conseguiu puxar o bonde das acusações ignorando todas as críticas à sua relação com garotinho.

Em suma, Cabral pode respirar um pouco aliviado de ter enfrentado candidatos pouco experientes, pois se fosse contra Garotinho e César maia, teria sido destroçado. Mas mesmo assim, deve temer que este seja o início de sua queda, pois agora uma boa parcela da população ouviu sobre escândalos até então calados com muitos milhões em publicidade.
Peregrino tem que soltar fogos de artifício, pois conseguiu colar a imagem de principal crítico de Cabral, passando Gabeira que está bem a frente dele nas pesquisas. Peregrino precisava desta exposição, e a conseguiu sem parecer esquerdóide ou radical, e de quebra conseguiu colar também seu nome ao de Garotinho. Sua formação e currículo talvez tragam para ele alguns votos de Garotinho não conseguiriam. É muito cedo, mas para o primeiro debate, ele teve um grande lucro.
Fernando Gabeira deve estar muito preocupado. Não chou o tom da campanha. Não sabe como se colocar. Está indo ora preá lá ora pra cá, conforme o vento, Não é nem o mais competente, nem o mais crítico, nem  mais popular, nem o mais celebridade. Não se achou ainda, e vai acabar perdendo o bonde da campanha. Precisa colar sua imagem à Marina urgentemente, pois o voto dos tucanos e democratas ele não deve perder, pois estes não tem mais em quem votar pra Governador, e seu titubeio em aderir de vez a Marina está fazendo com que  eleitores dela se diluam em outros candidatos.
Jefferson Moura certamente irá nesta linha até o final. É a linha do PSOL no país inteiro. São um partido novo, sem vínculo com o poder, radicais e com opiniões reformistas. Não poderia o candidato aqui se portar diferente. É um pouco desarticulado, mas deve pegar mais jeito durante a campanha.

Há portando uma tendência em Cabral perder um pouco de sua popularidade desde já, o que deve acentuar no início da propaganda na TV. Imagino eu que ele caia até o final do mês para uns 40% ou 42%, com uma forte subida de Peregrino, que deverá alcançar no final do mês uns 10 a 12 %, Gabeira é uma incógnita, mas não deve cair, e Jefferson Moura não deve passar de 4% Isso que fiz é um pouco de futurologia, mas os números não devem ser muito diferentes não, isso é claro, se o Montenegro não lembrar de pagar a conta de seu filho com Cabral usando o Ibope, né.

Furo de reportagem. Cabral xinga menor de sacana e otário em comunidade

Vejam o vídeo. Rapaz grava conversa com Lula, e Cabral chama o menino de sacana, depois de levar uma bronda dopresidente.



Mais, Cabral (montagem) sobre s muros de isolamento das favelas:

Notícias do dia 25/07


Datafolha: empate de Serra e Dilma

24 de julho de 2010 por Dacio Malta
    Do jornalista Fernando Rodrigues, da ‘Folha’:
“Na terceira semana oficial da campanha, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) seguem empatados na corrida presidencial. O tucano está com 37% contra 36% de Dilma, mostra o Datafolha. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23, com 10.905 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.
Na última pesquisa, de 30 de junho e 1º de julho, Serra havia registrado 39%, contra 37% de Dilma. Ambos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Marina Silva (PV) tinha 9% e agora foi a 10%.
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) pontuou pela primeira vez nesta eleição, marcando 1%. Zé Maria (PSTU) também tem 1%. Outros quatro candidatos de partidos pequenos que concorrem a presidente foram incluídos na pesquisa, mas não atingiram 1%.
O Datafolha continua a captar uma estabilidade no número de eleitores indecisos ou que votam em branco ou nulo: 4%, o mesmo percentual do último levantamento. Os indecisos são 10%, contra 9% no levantamento anterior.
Numa simulação de segundo turno, o cenário repete o de maio, com Dilma numericamente à frente de Serra, mas dentro da margem de erro: a petista tem 46% contra 45% do tucano.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos, o resultado é favorável a Dilma Rousseff. Ela tem 21% e se manteve estável em relação aos 22% da outra pesquisa. Já Serra tinha 19% e recuou para 16%.
A petista também tem potencialmente a seu favor as respostas dos 4% que declaram querer votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros 3% respondem ter intenção de escolher o “candidato do Lula” e 1% quer um “candidato do PT”. Na sondagem sobre intenção de voto espontânea, os indecisos são 46%, contra 42% no início do mês. Marina Silva (PV) tem melhorado sua marca lentamente: 2% em abril, 3% em maio e junho, e, agora, foi a 4%.
Há também um quadro de poucas mudanças na rejeição dos candidatos. Os que não votariam no ex-governador “de jeito nenhum” são 26% (eram 24% da última pesquisa).
Dilma tem 19% (antes o percentual era 20%). Entre os candidatos mais competitivos, Marina é a menos rejeitada apenas 13%). Na divisão do voto por regiões do país, não houve também inversão de posições. O tucano lidera no Sul e no Sudeste. Dilma ganha no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste”.

 Datafolha: Cabral 53 x Gabeira 18

   De Bernardo Mello Franco, da Folha:
“Se a eleição fosse hoje, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), seria reeleito ainda no primeiro turno. Ele tem 53% das intenções de voto, contra 18% de Fernando Gabeira (PV), aponta o Datafolha.
A diferença de 35 pontos entre os principais candidatos ao Palácio Guanabara indica que a disputa no terceiro maior colégio eleitoral do país pode ser encerrada no dia 3 de outubro.

De acordo com o levantamento, os demais concorrentes somam apenas 8% das intenções de voto. Cyro Garcia (PSTU) e Eduardo Serra (PCB) têm 3% cada um. Mais atrás estão Fernando Peregrino (PR) e Jefferson Moura (PSOL), com 1% cada um.
Não sabem quem escolher 12%, e outros 9% pretendem votar nulo ou em branco.
Cabral lidera com mais folga no interior, onde bateria Gabeira por 56% a 14%. Na região metropolitana, eles aparecem com 52% e 20%, respectivamente.
O melhor desempenho do candidato do PV é na capital, onde ele chegou ao segundo turno da eleição para a prefeitura em 2008. Lá, Gabeira alcança 25%, e Cabral, 48%.
Os números mostram que o peemedebista foi beneficiado pela desistência do ex-governador Anthony Garotinho (PR), que concorrerá a deputado federal e ainda não conseguiu transferir suas intenções de voto para Peregrino.

A rejeição a Gabeira é o maior obstáculo à realização de segundo turno no Estado. Dos eleitores ouvidos, 31% disseram que não votam de forma alguma no verde. Cabral tem 18% de rejeição.

Além de contar com a máquina do Estado, o governador diz ter o apoio de 91 dos 92 prefeitos fluminenses -incluindo o da capital, Eduardo Paes (PMDB). Ele também está aliado ao presidente Lula e à presidenciável Dilma Rousseff (PT)”.

Garotinho será candidato no Rio?

     A suposição está sendo feita hoje, no Panorama Político, de ‘O Globo’, pelo repórter Ilimar Franco:
“Anthony Garotinho não desistiu definitivamente de sua candidatura ao governo do Rio nestas eleições. Retirou-a como estratégia para sair dos holofotes. Se sua candidatura a deputado não for barrada pela Lei da Ficha Limpa, seu candidato a governador, Fernando Peregrino (PR), sairá da disputa e cederá o lugar a Garotinho. A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) confirmou sua presença no comício de Peregrino no dia 3 de agosto, na Cinelândia”.

 http://youpode.com.br/blog/alguemmedisse/

ELEIÇÕES 2010 - PANORAMA GERAL - PARTE 1

A partir de hoje, vou iniciar uma série de artigos sobre as eleições deste ano, buscando matérias interessantes de diversos formadores de opinião que não tem destque na grande mídia, apesar de sua longa história no jornalismo político nacional, e também inserindo meus comentários a respeito do cenário político. Não haverá periodicidade definida, irei postando conforme os fatos clamarem e obvimente aumentarei a frequencia próximo das eleições.
Hoje, começo destacando as eleições para governador do Rio e para Presidente da República.

Boa leitura.


Sérgio Cabral já acena com um apoio para José Serra no Rio
// Postado por youPode 

Se a candidata Dilma Roussef terá um palanque duplo no Rio (Sérgio Cabral e Garotinho), o ex-governador José Serra, do PSDB, também pode se animar. Ele não ficará restrito a Fernando Gabeira, do PV. Segundo informa o jornalista Kennedy Alencar, em sua coluna na Folha de S. Paulo, Cabral, por conta da questão dos royalties e talvez para pressionar lula e Dilma, mandou um recado para o tucano. Veja a nota de Kennedy, em negrito:
A batalha dos royalties fez o governador Sérgio Cabral (PMDB) acender uma vela para Serra. Coube ao seu vice, Pezão, prometer ao tucano que a retaguarda dele no Rio irá além do DEM e do PV.
Pouco antes do carnaval, Cabral manteve um encontro com Dilma Roussef, e praticamente deu um ultimato à candidata do PT para que ela deixasse de lado qualquer aliança com Garotinho. Ministros e integrantes do partido reagiram e disseram que apoio não se recusa de maneira alguma. O próprio PR, Partido da República, ao sentir que poderia receber alguma pressão do Planalto, tratou de, em nota oficial, reiterar a candidatura Garotinho no Rio de Janeiro.
Para Sérgio Cabral, é mais fácil brigar com Dilma do que com o presidente, e por isso ele já andou dando um recado para a candidata oficial de que nem mesmo sua mulher votaria nela caso prevalecesse a disposição de mudar a distribuição dos royalties.


Lula e Cabral: discutindo a relação
Um casamento que, como tudo na política brasileira, é de conveniência, está perto de completar quatro anos em clima de crise na relação. Trata-se da aliança entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB). Ela surgiu no segundo turno de 2006, quando o presidente tentava a reeleição, e o hoje chefe do Executivo fluminense, ainda senador, enfrentava Denise Frossard (PPS) na disputa pelo Palácio Guanabara.


                       Presos um ao outro e sem muitas opções… Foto: Marcos de Paula/AE

Quando decidiram se unir, foi uma virada e tanto: na disputa pelo governo local, Lula apoiara o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-deputado Vladimir Palmeira (PT), eliminados no primeiro turno; Cabral era o candidato do casal Anthony e Rosinha Garotinho, então duros adversários do presidente. Mas o senso de sobrevivência eleitoral foi mais forte: Lula e Cabral se aliaram e até agora estão juntos.

Quem ganhou mais nessa relação? Difícil dizer, mas o governador parece ter lucrado mais. Cabral abriu o Estado para Lula, que, em seu primeiro mandato, visitou pouco, por causa de atitudes que considerava hostis do casal Garotinho (e do então prefeito da capital, Cesar Maia, do PFL) ao governo federal: agora, atinge recordes de popularidade também entre os flumienses.

“É um pai para o Rio”, disse o governador em várias ocasiões. Já o presidente trouxe um pacotão de obras da União, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além do seu apoio,fundamental, por exemplo, na eleição de 2008.

Naquele ano, o presidente resolveu esquecer a dura oposição que, no PSDB, Eduardo Paes, postulante do PMDB cabralista à prefeitura, lhe fizera via CPI dos Correios, no escândalo do mensalão petista, e pediu que os cariocas votassem no ex-desafeto. Pedido fundamental: Paes venceu Fernando Gabeira (PV) na briga pela prefeitura da capital por pouco mais de 55 mil votos.

Agora, o governador apresenta mais uma conta ao presidente: a da crise dos royalties do petróleo. Cabral complicou-se nas conversas sobre o projeto do pré-sal, quando, logo no início, declarou que o Rio não seria “roubado” – indiretamente chamando de ladrões aqueles que se opunham à sua proposta e dificultando um acordo.

Aprovada a Emenda Ibsen, mobilizou funcionários públicos, prefeitos do interior e trabalhadores de obras do PAC para uma estranha manifestação na qual não discursou e que desfilou pela Avenida Rio Branco sob a palavra de ordem “Contra a covardia”. Veladamente, chamava seus opositores na questão de covardes e afastava ainda mais a solução negociada.

Depois disso tudo, colocou no colo do presidente a obrigação de vetar integralmente o projeto desde já, quando a proposta ainda tramita no Senado, anúncio que soaria autoritário e poderia inviabilizar de vez a conversa. Não admira que o Planalto tenha pedido discrição ao governador, enquanto seus emissários investem em uma tentativa de acordo que não leve o Estado à falência.

O pior, para Cabral, é que, com a crise, suas opções se afunilaram. Ele agora depende do presidente para que não tenha de enfrentar, na eleição de 2010, a acusação de, por inabilidade, ter perdido os royalties do petróleo para outros Estados. Responsabilizar Lula – um presidente cuja popularidade raspa os 80% – está fora do radar do governador, se quiser realmente ser reeleito, principalmente depois que Gabeira anunciou sua candidatura ao governo, com apoio tucano.

A crise tira força, por exemplo, da operação política que Cabral ensaiara no início do ano, quando pressionou o governo pela retirada da candidatura de Anthony Garotinho (PR), agora integrante da base aliada, ao governo estadual. O governador gostaria que Dilma Rousseff tivesse, no Rio, só um palanque: o seu. Dependente de Lula devido à crise dos roylaties e com um governo de resultados modestos, talvez tenha de desistir da ideia.

Cabral poderia se afastar do presidente por causa da crise? Em tese, sim, e isso não seria novidade para quem, no passado, rompeu com outros padrinhos poíticos, como Marcello Alencar em 1998 e o casal Garotinho em 2006/2007, Mas o risco seria enorme, para um político conhecido por sua aversão a arriscar.

Lula também não pode desprezar um governador que ainda lidera pesquisas de intenção de voto, controla a máquina pública e administra o Estado com segundo maior PIB e terceiro maior eleitorado do País, além de influência nacional, fundamentais para Dilma. Não dá para pensar em descartá-lo, mesmo porque o próprio presidente – atendendo a mais um pedido de Cabral – inviabilizou a candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ao governo do Estado pelo PT.

Presos um ao outro e sem muitas opções, Cabral e Lula precisam discutir a relação. Conseguirão?


Lula coloca Cabral de joelhos
Do colunista Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Braziliense’:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de joelhos o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), ao pôr a participação especial do Rio de Janeiro (e demais estados produtores) nos royalties de petróleo na moagem do novo marco regulatório da camada pré-sal. Agora Lula diz que não tem nada a ver com isso, pois pretendia deixar essa discussão para depois das eleições. Cabral conta com o veto do presidente Lula à emenda Ibsen Pinheiro(PMDB-RS)-Humberto Souto(PPS-MG), que distribui igualmente os royalties entre todos os estados e municípios, para evitar um colapso econômico e administrativo em seu estado e o próprio desastre eleitoral. Lula negaceia o veto.

* * *

Recentemente, o presidente Lula colocou em xeque a estratégia eleitoral do governador Sérgio Cabral(PMDB) para a reeleição ao pressioná-lo a entregar uma das vagas de candidato ao Senado a Marcelo Crivella (PRB). O senador é aliado do presidente Lula, disputou e perdeu as eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro. A outra vaga seria do PT, a ser ocupada pelo prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ou a ex-governadora Benedita da Silva. Cabral não pode atender o pedido de Lula sem cortar uma das pernas. A vaga está prometida ao presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), peso pesado da política fluminense”.

HONDURAS. O teste de fogo para o protagonismo internacional do Brasil.

Vou começar já pelo ápice da história, permitindo-me pular o debate sobre o que levou a chegar a tal situação. O que há é que um governo golpista, ditatorial e militar tomou de assalto Honduras, persegue, discrimina e aterroriza a população e qualquer um quer se oponha ao golpe.

Neste contexto, o presidente deposto viajou o mundo, recebeu o apoio de Obama a Chávez, e no Brasil foi recebido até pelo presidente do senado, José Sarney, em plena crise do senado. E as notícias que pareciam estar numa mesmice distante, de que Zelaya, o presidente de direito, atravessava a fronteira por alguns minutos, e levava consiga, pra cima e pra baixo, milhares de apoiadores, tiveram uma reviravolta inesperada, com o fato de que Zelaya apareceu na capital Hondurenha, dentro da embaixada do Brasil.

Em seguida à notícia, muita especulação: teria o Brasil planejado e levado Zelaya até a embaixada? Saberia o Brasil desta empreitada? Seria isto uma intromissão do Brasil nos assuntos internos de Honduras, ou apenas uma atitude soberana e democrática de abrigar um perseguido político?

Seja o que for, Zelaya está em solo brasileiro... em Honduras. Dentro da embaixada brasileira, Zelaya está politicamente seguro, mas não de fato. A princípio, nada, além das máximas das relações internacionais impedem o exército golpista hondurenho de invadir a embaixada e prender (e fazer sabe-se lá o que com) Zelaya. Mas isso seria uma invasão de território brasileiro, uma declaração de guerra. Mas peraí... o fato do Brasil abrigar um perseguido político do atual governo de Honduras, EM Honduras, também não é uma invasão? Não exatamente.



Se o Brasil realmente não planejou levar Zelaya até lá, e apenas exerceu seu direito de recebê-lo na embaixada, não há problema diplomático algum. Repito que a embaixada brasileira é solo brasileiro, propriedade e soberania do povo brasileiro, mesmo que em Honduras. Ali dentro valem as leis brasileiras, as autoridades e decisões do Brasil. Mas da calçada pra fora é Honduras, pra todos os lados, como uma ilha sem comunicação. E esta é a aposta do governo golpista. Cercar, cortar suprimento e se possível comunicação para forçar que saiam da embaixada e entrem em solo Hondurenho, para aí poderem prender a todos.

Mas não seria esse cerco também uma invasão?

Sim, pois a presença ostensiva de homens armados continuamente, o corte de alimentos, água e energia, e agora até a tentativa de intoxicação por gases são um atentado à vida dos brasileiros, dentro de território nacional brasileiro. Esta última tática, a de lançar gases tóxicos, é além de tudo invasão territorial também. Usam da mesma arma que o exército nazista de Hittler recorria para torturar e matar judeus e negros. Um tipo de composto químico que provoca sangramento na urina, na saliva, e corrosões internas no organismo. Uma arma químico-biológica desumana e bárbara.



O Brasil fica, a partir de agora numa posição delicadíssima. Há brasileiros em perigo de morte, dentro de um edifício público brasileiro, sofrendo terrorismo de um governo sem reconhecimento internacional. Não houve, da ONU, um posicionamento firme como se esperava, num posicionamento anacrônico com o que toma quando o protagonista são os Estados Unidos. A OEA não tem praxe de interferir com resolução nestes casos. E se morrer um brasileiro lá? Que será feito? Mesmo que quem morra seja um partidário de Zelaya, será um assassinato em jurisdição brasileira.

E Lula, como se posicionará? Até uma semana atrás, posicionava-se claramente sobre o tema, e agora, dá declarações evasivas, cobrando apenas que o cerco seja desfeito, e que se preserve a integridade da embaixada, quando esta já está sofrendo ataque ostensivo.

Está na hora do Brasil, mesmo que pró-forma, emita um aviso oficial ao exército hondurenho, de que desobstrua a entrada da embaixada, garanta o abastecimento de água e comida e o fornecimento de energia, e mediante ao ataque químico, dê explicações do que aconteceu, afastando-se do redor da embaixada. Deve ser um aviso direto, enfático, firme. Não será nada precipitado falar em possibilidade de uso de força, seja ela nacional ou internacional, para garantir a segurança da embaixada e dos brasileiros dentro dela.

Mas eu quero tratar de um outro viés aqui. O viés ideológico, principalmente para os meus amigos do PSTU, Chavistas, Morenistas, etc. Toda a galera da esquerda 360 graus (entenda como quiser). Muitos já estão bradando há tempos contra a “invasão do Haiti”, o ensaio de imperialismo brasileiro, o que dizem ser uma imitação das invasões norteamericanas ao Iraque, Afeganistão, etc. Neste episódio hondurenho já há quem diga que o Brasil invadiu a soberania de Honduras, que está aplicando um golpe branco. Vamos com calma dissecar as diferenças.

Nos casos do Iraque e Afeganistão, tanto as motivações, como os métodos e princípios são diferentes deste caso. As invasões dos países do oriente médio são fruto de retaliação e proselitismo ideológico, num caso em resposta militar a um grupo político militar que comandava a nação, com o intuito de perseguir, matar e destruir os integrantes da Al-Qaeda, e sua estrutura organizacional, que era também a do país; noutra, a decisão de invadir um país, derrubar um governo politicamente hostil, implantar à força uma filosofia de organização política e social estranha à cultura nativa e dominar belicamente a população, suprimindo suas liberdades coletivas e individuais.

Nos dois casos americanos, fica claro o desrespeito às leis internacionais, à cultura e direitos soberanos das nações e povos invadidos, com intuitos hora revanchistas, violentos e sanguinários, hora com imposição de filosofia política, cultural, religiosa e social, desrespeitando a soberania étnica e cultural do povo dominado.

Já no caso de Honduras, não houve qualquer deliberação de invadir a liberdade política e social dos hondurenhos da parte do Brasil, e sequer uma invasão territorial de fato. Não há ingerência política tampouco, já que é prerrogativa de qualquer país se posicionar sobre temas internacionais, e de acolher qualquer um em sua embaixada.

O Brasil não está tentando resolver no lugar dos hondurenhos, não está tentando impor uma decisão política, um pensamento social, um recorte cultural exterior, está exercendo a principio o seu direito de opinar e se posicionar sobre tema de relevância. Em última análise, posicionou-se pela institucionalidade, pela defesa tanto dos princípios do direito internacional, e da própria liberdade e integridade política hondurenha, não impondo nada estranho à Constituição hondurenha.

Trocando em miúdos, o Brasil no máximo está se aventurando a defender o povo de Honduras de um ataque à sua liberdade, à sua soberania, um ataque interno, um golpe militar, algo que nós brasileiros bem sabemos o que é, e penamos por ter sido o nosso golpe apoiado por outros países, ao invés de combatidos.

Portanto, nada dos abstêmios de Coca-Cola e cabideiros de camisas do Guevarão, os comunistas fashions, os esquerdistas modinha, compararem alhos com bugalhos. Invasão da autonomia nacional, imposição étnico-religiosa-política-cultural é uma coisa, posicionamento político estratégico em um assunto internacional é outra. Defesa do povo contra um golpe interno é totalmente diferente da deflagração de um golpe externo.

E repito, é dever do governo brasileiro defender sua embaixada e seus cidadãos, e todos aqueles que estiverem em sua embaixada, em seu território. O ataque, o cerco, a hostilidade à embaixada brasileira é um crime internacional, cabível de análise nos organismos internacionais em caráter de urgência, e legitimadoras do uso de força por parte do Brasil. O ataque tóxico de hoje, após a reunião do Conselho de Segurança da ONU, quando este já exigia o fim do cerco, é ensejo para a convocação imediata do Conselho da OEA, e a elaboração sem demora de um plano de ação, política, diplomática e até militar.

Já sofremos afrontas de bolivianos e venezuelanos, no que tange aos interesses nacionais energéticos, financeiros e patrimoniais, e agora, um ataque real à representação política do Brasil. Num momento em que o Brasil se coloca como nova liderança mundial, no tocante a habilidade de negociação e diálogo, na defesa social e na representação daqueles que sempre estiveram à margem dos direitos humanos, não se pode vacilar, nem pra inoperância, nem pra truculência desproporcional.

Nem guerra nem vergonha. A saída deve ser negociada. O Brasil deve ousar se impor, sem transparecer que quer massacrar Honduras com uma guerra. O Brasil deve dar mostras de como resolver um problema delicado de forma civilizada, cosmopolita, global, respeitosa. Dar exemplo aos velhos donos do mundo como abdicar da força em prol da tolerância e da inteligência, sem se entregar.

“Hay de Endurecer, Pero sin perder la ternura”, diria Che;

“Parecer fraco quando se é forte, e longe quando se está perto”... ”vencer o inimigo pela rendição, quando se é mais forte”, já diria Sun Tzu.



Samuel Braun

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