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Freixo a as milícias: uma tragédia carioca


Por Rubens Casara
Na tragédia de Sófocles, Édipo se afastou do reino de Corinto para evitar a desgraça prevista pelo Oráculo de Delfos. Todavia, o herói grego não escapou de derramar o sangue do pai e de deitar no leito de sua mãe. Na peça que inaugura a Trilogia Tebana, foi a busca pela verdade sobre sua origem que levou Édipo, esperança do povo de Tebas, à ruína. Elementos dessa tragédia, em pleno século XXI, parecem se repetir no Rio de Janeiro: há uma morte anunciada, não por oráculos, mas por seguidas ameaças que chegam ao conhecimento dos órgãos de segurança (e que ganham credibilidade a partir da postura do Governo do Estado); um desejo de verdade que levou um deputado a ser protagonista de uma das mais polêmicas Comissões Parlamentares de Inquérito da história da Assembléia Legislativa fluminense, a “CPI das milícias” (que investigou o funcionamento de organizações criminosas que contam com a participação e o apoio, ainda que velado, de membros do executivo, do legislativo e do judiciário); e, por fim, o medo de que essa nefasta previsão se confirme.
Marx deixou escrito que a história se repetiria, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Porém, em uma sociedade marcada pelo autoritarismo, que naturaliza a violência e a ilegalidade, inclusive promovida por agentes estatais, não há motivo para se esperar ações irreverentes ou burlescas. No Brasil, país de capitalismo tardio no qual as promessas da modernidade (liberdade, igualdade e fraternidade) nunca passaram de ficções do discurso jurídico-burguês, inacessíveis à maioria da população, há uma tendência a que certos fatos vivenciados no passado, por mais perversos ou irracionais que se apresentem, voltem a ocorrer no presente e se repitam no futuro: violência gera cada vez mais violência no campo e na cidade, ilegalidades são combatidas com o recurso a outras medidas ilegais, mortes anunciadas, como as da religiosa Dorothy Stang e da juíza Patrícia Accioly, não são impedidas, por mais que pareçam evitáveis. A tragédia se repete. Mudam-se os nomes das vítimas, atualizam-se as datas, mas o horror permanece.  
O professor de história e militante dos direitos humanos Marcelo Freixo conhece de perto a inação do Estado, a opção pelo encarceramento em massa da população pobre e os equívocos políticos que ampliaram os conflitos na cidade do Rio de Janeiro. Ainda jovem, ministrou aulas à população carcerária e adquiriu visibilidade ao denunciar atos arbitrários praticados por agentes públicos. Freixo sofreu também diretamente as conseqüências da violência urbana por ocasião do assassinato de seu irmão, também militante de um partido de esquerda. Na organização Justiça Global atuou junto às vítimas do Estado Policial que ganhou força no Rio de Janeiro com a derrocada do projeto de Leonel Brizola e Nilo Batista que, entre erros e acertos (e muitos ataques da imprensa burguesa), tentava construir políticas públicas de segurança pautadas pela necessidade de se respeitar os direitos fundamentais das camadas mais pobres da população. Eleito e reeleito deputado estadual, nunca deixou de denunciar a opção governamental de reduzir a política de segurança à gestão da pobreza através da repressão policial e a manipulação do medo da população com o objetivo de angariar votos.
Pode-se afirmar que foi a preocupação com as variadas formas de opressão que levou Marcelo Freixo à questão das “milícias”. Esses grupos paramilitares aparecem na trajetória do deputado fluminense como a Esfinge na de Édipo: decifrá-las ou ser devorado por um sistema que naturalizava o arbítrio e a violência contra parcela considerável da população. Se, ao decifrar o enigma, Édipo teve Tebas aos seus pés, a “CPI das Milícias”, o instrumento legislativo manejado contra os grupos paramilitares, significava para o jovem deputado não só uma vitória política contra a naturalização da opressão como também a visibilidade necessária à sua própria manutenção na arena política fluminense (Freixo, após a “CPI das Milícias”, foi reeleito com expressiva votação, o que permitiu que seu partido – o PSOL – ganhasse mais uma cadeira no parlamento).  
Registre-se que, em um primeiro momento, as “Milícias” foram apresentadas à opinião pública como uma solução à questão da violência nos bairros e comunidades cariocas. Esses grupos, cujos primeiros sinais de atuação apareceram há mais de uma década, formados por pessoas que se propunham a utilizar a força para garantir a ordem, contavam com a simpatia das autoridades. As estatísticas, tão ao gosto do paradigma economicista neoliberal, pareciam indicar que os índices de criminalidade baixavam nas localidades dominadas pelas milícias: o Executivo ficava feliz. Diversos “milicianos” eram arrolados como testemunhas de acusação e seus depoimentos eram, não raro, as únicas provas a levar diversos réus à condenação: o Ministério Público e o Judiciário ficavam felizes. Não por acaso, e não faz muito tempo, o atual prefeito do Rio de Janeiro declarou que a “polícia mineira” (outro nome dado ao grupo paramilitar) era uma resposta criativa e legítima para os problemas com a segurança da população, enquanto o seu antecessor via nesses grupos uma espécie de “autodefesa comunitária”.
As milícias surgem e se consolidam em um contexto marcado por práticas autoritárias baseadas no recurso à força como meio preferencial à solução dos diversos problemas sociais. O sucesso desses grupos paramilitares deve-se à tradição autoritária que condiciona a compreensão e atuação de considerável parcela da sociedade que se acostumou com o arbítrio e que acredita na repressão como o instrumento de controle social por excelência. A força dos grupos paramilitares é um dos preços que a sociedade brasileira ainda paga pelo esquecimento e perdão conferido aos agentes estatais que torturaram, estupraram, mataram e fizeram desaparecer os corpos de tantos opositores durante o regime de exceção. A aceitação da violência empregada pelos agentes estatais e colaboradores durante a ditadura civil-militar é um dos dados constitutivos da história brasileira que levaram à naturalização da violência utilizada pelos milicianos. Diante desse quadro, não pode ser encarado com surpresa o fato dos grupos paramilitares contarem com apoio popular e terem construído seus próprios braços políticos nos legislativos municipal, estadual e federal.     
Os grupos de “milicianos” surgiram e se mantiveram funcionais ao sistema de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Ao atuar no controle da população (e na eliminação do indivíduo disfuncional), através de práticas que revelam uma espécie de sincretismo entre as estratégias de atuação da máfia italiana, dos “esquadrões da morte” e dos traficantes de drogas ilícitas das comunidades pobres do Rio de Janeiro (os “donos do morro” que, em substituição ao Estado, representam a figura da autoridade na localidade), os grupos paramilitares contribuem à manutenção das estruturas da sociedade capitalista, eliminado ameaças à ordem, defendendo-a da multidão de indivíduos que não interessam à sociedade de consumo. De fato, dentre as principais características das “milícias” pode-se citar o controle coativo de certo território e da população que nele habita e a busca de legitimação a partir de um discurso que promete a proteção dos habitantes, a defesa da sociedade e a instauração da ordem. Ao contrário de outros criminosos, os milicianos apresentam-se, de forma maniqueísta, como combatentes do bem contra o mal que assola a comunidade.   
Todavia, em que pese já existirem denúncias cada vez mais freqüentes contra atos arbitrários desses grupos, a “CPI das Milícias” foi o principal instrumento de desvelamento da estrutura e do funcionamento dessas organizações criminosas. Vale lembrar que o deputado Marcelo Freixo propôs a instalação da “CPI das Milícias”, logo após assumir o primeiro mandato, em fevereiro de 2007, mas esse pedido ficou engavetado por cerca de um ano e meio até que, após a comoção pública gerada pelo seqüestro, cárcere privado e tortura de jornalistas do diário O Dia na comunidade do Batan, foi autorizada a sua instalação. Desde o início dos trabalhos, percebeu-se que o maior desafio seria revelar o que se escondia sob o discurso dos milicianos e autoridades estatais.
A partir das investigações, percebeu-se que a propalada redução na criminalidade nas comunidades “pacificadas” pelos paramilitares era ilusória, fruto da manipulação estatística, uma vez que os crimes cometidos por esses grupos não chegavam a ser registrados. Nas áreas controladas pelas milícias, a diferença entre os crimes ocorridos e aqueles que eram investigados era bem superior às das demais localidades. Foram os trabalhos dessa Comissão Parlamentar de Inquérito que revelaram o ânimo de lucro individual como principal motivação dos milicianos, a coação (e o assassinato) de testemunhas de crimes como estratégia de preservação dos criminosos, a participação de agentes estatais como integrantes do grupo e a exploração econômica de atividades legais e ilegais no território em que atuam como principal fonte econômica dessas organizações (apurou-se que o transporte alternativo é a principal fonte de renda dos grupos paramilitares). O relatório da CPI também traz dados sobre a votação de parlamentares em áreas de milícias nas eleições de 2006, bem como demonstra que, em determinadas localidades do Rio de Janeiro, apenas políticos que integravam ou eram simpatizantes dos grupos paramilitares podiam fazer campanha.
O Relatório Final da “CPI das Milícias” traz cinqüenta e oito sugestões concretas de ações contra as milícias, tais como a retomada do controle pelo poder público do transporte alternativo (na cidade do Rio de Janeiro, o chamado “transporte alternativo” continua entregue às cooperativas, que, muitas vezes, são fachadas para que grupos paramilitares continuem a exercer a exploração econômica da atividade de transporte, por meio da coação e da extorsão de trabalhadores), a licitação da atividade de transporte alternativo por indivíduo (em sentido contrário, a opção do Executivo Municipal foi realizar o processo de licitação entre cooperativa, o que, em muitos casos, serviu à formalização da exploração da atividade por milicianos), o desarmamento dos bombeiros e o aprimoramento dos mecanismos de fiscalização do fornecimento do gás doméstico (na época da CPI, apurou-se a existência de apenas cinco fiscais da Agência Nacional de Petróleo para fiscalizar todo o Rio de Janeiro).   
A visibilidade e o reconhecimento pelo trabalho à frente da “CPI das Milícias” produziram um efeito colateral: Marcelo Freixo passou a ser apontado como um elemento perturbador de um sistema que até então funcionava a contento tanto para os milicianos quanto para as autoridades. Ao revelar aquilo que os beneficiários dos grupos paramilitares queriam manter oculto, Freixo tornou-se o estranho a ser demonizado e contra o qual utilizar a força passou a ser a melhor solução, o inimigo a ser eliminado.
Se por um lado, as autoridades do Rio de Janeiro aplaudiram as conclusões da CPI (o prefeito Eduardo Paes, por exemplo, autoridade responsável pelas decisões relacionadas ao transporte alternativo, recebeu das mãos do deputado Marcelo Freixo o relatório final da CPI das Milícias no início de 2009), por outro, deixaram de adotar as medidas sugeridas pelo parlamentar para atingir as fontes de renda dos grupos paramilitares. A atividade criminosa, portanto, permaneceu atrativa. Sem dificuldade, os “milicianos” que eram presos, inclusive os apontados líderes desses grupos, foram substituídos por outros.
Diante do problema explicitado pelos trabalhos da “CPI das Milícias”, a única resposta apresentada pelo governo estadual foi a da repressão penal seletiva. Alguns “milicianos” foram escolhidos, presos, processados e condenados. O complexo problema das milícias acabou descontextualizado, reformulado e redefinido como um simples caso de polícia no qual o indivíduo “a”, após ser etiquetado de miliciano, recebe uma pena “b”, enquanto o grupo paramilitar continua a explorar ilicitamente atividades econômicas vantajosas e a controlar, através do uso ilegal da força, determinadas parcelas da população. No bairro de Campo Grande, por exemplo, a partir da atividade de repressão ao grupo paramilitar conhecido como “Liga da Justiça”, o Governo do Estado fez nascer uma nova organização criminosa, o chamado “Comando Chico Bala”, formado por policiais e até por criminosos já condenados que, em um primeiro momento, em nome do Estado, combatiam a “milícia” que primeiro se instalou no local: deu-se, sob os olhares do governo, o milagre da multiplicação das milícias; trabalhadores e moradores desse bairro carioca que eram coagidos e explorados por um grupo paramilitar passaram a ser coagidos e explorados por dois grupos de milicianos.          
O acerto em propor a CPI e desnudar as “Milícias” foi, paradoxalmente, o motivo da tensão suportada por Freixo e sua família desde o início das investigações. Por exercer o seu mandato de forma destacada, tornou-se alvo tanto dos milicianos, incomodados com as luzes que foram lançadas sobre os grupos paramilitares, quanto das autoridades estatais, preocupados com a projeção e o futuro político do ora parlamentar. Não raro, o deputado estadual passou a ser atacado por simpatizantes das milícias e do governo. Apesar das ameaças estarem documentadas, na medida em que se aproximam as eleições municipais, não falta quem insinue que Freixo se aproveita politicamente da situação.  
Como Édipo, que atormentado pela profecia de Delfos deixou Corinto, Freixo, após o crescimento vertiginoso, nas últimas semanas, das ameaças direcionadas a ele, optou por se afastar de sua terra: a partir de um convite da Anistia Internacional, entidade que tem manifestado preocupação com o avanço das “milícias” nas cidades fluminenses, saiu do Brasil em busca de apoio internacional para a implementação das propostas da “CPI das Milícias” e de tranqüilidade tanto para a sua família quanto para a reflexão necessária à escolha dos próximos passos, em especial no que toca às estratégias para sua segurança. Em tempos sombrios e instáveis, nos quais quase tudo está em constante mudança e prepondera o individualismo possessivo, há na atuação de Freixo um convite à redescoberta da política. O que acontecerá com ele? Não se sabe. Futuras candidaturas? Isso não é importante, por ora. O certo é que Marcelo regressará ao Brasil para dar continuidade aos compromissos do mandato. As manifestações populares no Rio de Janeiro em defesa da vida do parlamentar indicam que ele está no caminho certo.   
Rubens Casara é juiz de direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD) e do Corpo Freudiano

Milícias no Rio viram caso para a Anistia Internacional. - Uma análise sobre as milícias

Extrapolou os limites do Estado, e os limites do país. As autoridades estão paralisadas e imobilizadas. Por força ou por vontade. E um organismo internacional teve que intervir pra salvar a vida do Deputado Estadual Marcelo Freixo.

A Anistia Internacional ofereceu asilo ao deputado e sua família em outro continente, a par protegê-los de morte mais que iminente. O deputado não confirma país nem duração da "fuga", apenas que se dará na europa e que não durará muito, e servirá para dar-lhe um pouco de paz e segurança, algo que não tem há anos, desde que iniciou sua luta, quase que solitária e mais que heróica, contra as milícias no Rio, e para chamar a atenção para a complacência e quase  conivência das autoridades do Rio com este tipo de crime que domina o Estado.
Freixo sofreu nada menos que 5 ameaças de morte ´nos últimos 10 dias, num total de 7 desde a morte da Juíza Patrícia Accioli. Desde esta data ele vem pedido reforço na sua segurança, e assim como no caso da falecida juíza, o secretário de segurança não move uma palha e não lhe atende. Espera que ele morra, provavelmente. Mais conveniente politicamente não? Afinal, não costumamos recordar dos mártires, e nada que alguns milhões de propaganda eleitoral e uma extensa aliança fisiológica não nos faça esquecer e enxergar um Rio florido e pacificado.
O tema é tão profundo e aterrador, que políticos de todas as matizes ideológicas estão se posicionando ao seu lado, mesmo que venham a concorrer ano que vem contra ele na disputa pela prefeitura da capital da milícia. Anthony Garotinho, Wagner Montes, Chico Alencar, Aspásia camargo, paulo Ramos, são alguns exemplos destes que já denunciam a situação há algum tempo e hoje pela manhã reverberavam esta notícia. Waldyr Damous, presidente da OAB-RJ é outro que tem cobrado alguma ação do governo do estado, do secretário de segurança, o popstar José Mariano Beltrame, e do próprio governador, Sérgio Cabral, de paradeiro quase sempre desconhecido.
Há uma inversão de valores que tem se agravado por anos, e mesmo novo tenho sido testemunha disto. Quando pequeno, e isso não tem mais que duas décadas, os criminosos tinham medo de atacar um policial, e quando o faziam, eram mortos ou capturados em poucos dias, numa mobilização cinematográfica da polícia. Com o tempo, foi se naturalizando os ataques aos policiais, e hoje estamos acostumados a ver 2 a 3 mortes de PMs e Policiais Civis por semana, sem que o governo ou a polícia faça qualquer coisa além de "lamentar" a perda de mais uma vida. E agora, um novo e assustador estágio tem se desenhado, que é o ataque direto aos mais altos escalões de nossos poderes. Não mais a quem prende e anda armado para reprimir o crime, mas a quem julga e decide. A Juíza foi morta, denúncias de que sua morte proveio de dentro de presídio, um comandante de batalhão foi preso, juntamente com outros policiais acusados de terem operado o assassinato, o chefe de polícia civil pediu o boné e saiu de fininho e NADA MUDOU, NADA FOI FEITO!
O deputado Freixo denuncia que quando ele encerrou o relatório da CPI das milícias, havia cerca de 170 delas no Rio, e hoje são mais de 300, e se considerarmos que nos governos "Garotistas" elas praticamente não existiam, chegando a cerca de uma dezena, sem poder político e ainda baseadas num bairrismo bem restrito, podemos dizer que este governo está miliciando o Rio, não pacificando. O governo Sérgio Cabral, de 2007´pra cá, entregou as instâncias oficiais e não-oficiais de poder aos representantes das milícias. Aos Gerominhos, Brazões e tantos mais que são seus aliados de primeira hora.

Não quero aqui travar o debate da ineficiência do combate ao tráfico, nem da hipocrisia que é esta cruzada milionária e assassina pra conter um ramo de negócios, que, como tantos outros legalizados, é ruin pra sociedade e para o indivíduo, mas que nem por isso respalda um empenho de todas as políticas públicas, das mentes e das vontades populares para reprimi-las. Mas é contudo necessário destacar que foi essa idéia, plantada nas mentes e corações durante décadas a fio, de que o tráfico é um mal maior, acima de todos os outros, diferenciando traficante de bandido, como se ambos não fossem igualmente criminosos, sem hierarquia entre si, foi esta necessidade criada artificialmente de primeiro e acima de tudo reprimir o tráfico de drogas pela tática da guerra civil, da repressão através de um aparato militar, com armas cada vez mais pesadas e aclamadas pela população, como se estivéssemos num país em convulsão social ou guerra contra uma nação inimiga. Nos acostumamos, como em Serra Leoa ou como nos países escandinavos na época de suas independências, a ver carros explodindo, ônibus pegando fogo, pessoas armados vigiando territórios e naturalizando o fato de podermos nos ver repentinamente num tiroteio entre duas trincheiras, tudo em nome de um "bem maior" que é a luta pelo fim da venda de maconha, cocaína, heroína e mais recentemente, mesclado, crack e seus derivados.
Foi este consciente coletivo, esta idéia universalisada de que apesar de todo o horror que nos submetemos, estamos tendo a recompensa moral de combater o mal maior que é o tráfico, que legitimou e lançou raízes fortes ao surgimento das milícias. Legítimas em excencia, pois diziam ser a reunião dos moradores de uma localidade para se defenderem daquilo que as forças públicas não conseguiam dar conta. Navegando em outro senso comum, o de que as instituições do Estado não funcionam, de que tribunais, polícias, governos e tudo mais não funcionam e são meramente meios de nos sorver inutilmente dinheiro, os milicianos se colocavam como heróis, messias salvadores, justiceiros de causa nobre: "Vamos acabar com o mal maior, custe o que e quem custar!". O tráfico tinha que ser vencido, pela guerra, pela força, e pelo fornecedor, não pelo usuário. Ignore-se portanto a máxima capitalista de que onde há demanda haverá sempre oferta.
O próprio prefeito Eduardo Paes defendeu as milícias em 2007 e 2008, em sua campanha eleitoral, como um meio de organização local. O governador Sérgio Cabral chamou de "mal menor" e confraternizou-se com seus líderes inúmeras ocasiões.
O filme Tropa de Elite, especialmente o segundo, lança luzes esclarecedoras sobre esta década. Só não vê quem não quer ou cegou-se de ignorância. A política do Rio hoje não se dá mais em comícios, salas de partidos ou  em passeatas. Estas continuam existindo como uma empresa de fachada esconde a fonte real de lucro ilícito. Ela se dá nos gabinetes palacianos e em churrascos bem regados dos milicianos, que negociam os votos de "sua região". Imagino um mapa do rio com tachinas coloridas fincadas com um papelzinho indicando o número de votos. O cálculo é ganhar cada vez mais tachinhas ou criar mais delas em novos locais. Porque entregar a região pro tráfico novamente, ou pior, porque se desgastar pra governar o lugar com a presença do Estado?

Neste cenário alguns atores tomam coragem de levantar a voz contra o ciclo vicioso e centrífugo. Sim, pois além de ser um ciclo vicioso, que se auto-alimenta, ele se expande. Muitos são os que conseguem fazer esta leitura do cenário, e assim como eu não encontram meios de obstar o desenvolvimento caótico desta tragédia social, mas alguns, poucos, que detém meios efetivos de ação concreta resolvem expôr suas vidas e lutar bravamente contra tudo isto. São os nossos "Capitães Nascimento". Patrícia era uma destas. Freixo é, quem sabe, o maior deles.
E são contra estes que as milícias sabem que tem que apontar suas armas.Ou ninguém se pergunta porque elas não incomodam o governador? Porque o secretário de segurança, o homem da pacificação, o dilacerador de traficantes, o herói da nova era de crescimento e união, conforme é "vendida" a imagem dele, não sofre ameaças da milícias? Porque não se cria as milagrosas UPPs em áreas de milícia? E onde ocasionalmente ela entrou em local dominado pelas milícias, mais por conta de uma pressão social devido ao atentado sofrido por repórteres do jornal O Dia, foi instalada no local uma milícia estatal, onde um "coroné", cujo nome prefiro não citar, à frente da UPP, domina a associação de moradores, a distribuição de gás, a movimentação de pessoas e vans, e as atividades de pirateação de comunicações. Este "coroné" é. não por acaso, filiado e militante de partido da base do governo. Homem mais da política do que das armas.

Por isso, não tenho dúvida em dizer, sem tergiversar como são obrigados a maioria dos jornais, e como preferem os maiores deles: O Governo do Estado do Rio não quer combater as milícias nem proteger quem as combate. Quer mais que estes morram e não lhes incomodem.

Votação das Organizações Sociais na Alerj evidencia racha do PT fluminense

PT do Rio de Janeiro não sabe para onde atira. Enquanto a maior parte do seu eleitorado e sindicatos eram terminantemente contra a aprovação da entrada das Organizações Sociais na gestão das unidades de saúde do estado, o partido mudou sua posição poucos dias antes da votação na Alerj. A orientação do diretório regional petista para que seus deputados votassem a favor daquilo que muitos funcionários públicos consideram a "privatização da saúde". Na hora, não foi bem assim.
Protesto de servidores da Saúde antes da votação tumultuou a Alerj na terça-feiraFator Cabral
Na Alerj, dos seis deputados petistas, dois votaram contra as Organizações Sociais. Foram eles Inês Pandeló e Gilberto Palmares. Os outros quatro (André Ceciliano, Nilton Salomão, Robson Leite e Zaqueu Teixeira) seguiram a orientação do partido, que foi pressionado pelo governado Sérgio Cabral. Para os membros mais conservadores do partido, a votação mostrou que o PT fluminense descarrilhou de suas próprias convicções. Pelo Twitter, o deputado Marcelo Freixo (ex-PT e hoje no PSOL) classificou o quarteto como "tucanos de bico vermelho".
No poder, é diferente
Para Inês Pandeló, pesou o fato de o PT estar no poder ao lado de Cabral. "É diferente quando o partido está no poder. Não votei no projeto porque vai contra minhas convicções pessoais. Acho que cultura, educação e saúde devem ficar nas mãos do Estado, e não da iniciativa privada. A falta de transparência no modelo também pesou".
Votação apertada
As Organizações Sociais foram aprovadas com ampla vantagem na Alerj, mas o diretório do PT no Rio de Janeiro pegou fogo na hora de decidir se apoiaria a mudança ou não. Apesar dos fortes protestos de militantes, o diretório deu parecer favorável à lei por 34 a 20.
Em tempo
A título de curiosidade, os únicos deputados da Alerj que votaram contra a media foram Marcelo Freixo, Janira Rocha e Luiz Paulo (PSOL); Inês Pandeló e Gilberto Palmares (PT); Clarissa Garotinho e Miguel Jeovani (PR); Paulo Ramos e Wagner Montes (PDT); Lucinha (PSDB); Enfermeira Rejane (PCdoB); e Flávio Bolsonaro (PP).
Jornal do BrasilJorge Lourenço

A disputa eleitoral de 2012 já começou


As movimentações visando às eleições de 2012 já se iniciaram na cidade do Rio de Janeiro. Por um lado o prefeito Eduardo Paes (PMDB) vem articulando uma grande rede de legendas comprometidas com sua reeleição. Por outro lado, a oposição encontra dificuldades para articular alianças.
Eduardo Paes já conquistou o principal apoio para sua candidatura. Selou no mês passado a aliança com o PT que indicará o vereador Adilson Pires para vice na chapa. Outro importante apoio foi anunciado na semana passada pelo presidente do PSB. Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PSB da cidade do Rio de Janeiro caminhará ao lado de Paes em 2012. Ainda no arco de esquerda o PDT também deverá seguir com Paes. Em recente entrevista o deputado federal Brizola Neto deixou claro que o apoio dado pelo PT para a candidatura de Paes não abre espaço para nenhuma outra candidatura de esquerda na cidade. Ainda que não tenha decidido formalmente, o PCdoB deverá seguir nesta aliança pelo mesmo motivo do PDT.
Além destes importantes apoios Paes conta com outras legendas como PTB, PP e outros nanicos. Além da movimentação para manter a unidade dentro de seu alicerce de sustentação, Paes vem se esforçando para trazer os partidos de oposição para a base. Neste sentido o PPS já foi cooptado, além do PRB e do PSD. O caso mais curioso é o do PSD do prefeito paulista Gilberto Kassab que no Rio vem sendo organizado pelo ex-deputado do DEM Indio da Costa. Indio foi candidato a vice na chapa de José Serra no ano passado e agora quer passar para a base de sustentação do governo Dilma. Parece querer seguir a trajetória de Eduardo Paes que saiu da secretaria geral do PSDB para ser candidato pela base de apoio do governo Lula em 2008.
Mas se Paes já conta com uma ampla aliança de sustentação para sua reeleição, o mesmo não pode ser dito na oposição. Pela esquerda a principal candidatura que surge é a do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), mas ainda não há sinalização de aliança com os demais partidos esquerdistas da cidade como o PSTU e o PCB. Enquanto as alianças não são construídas, o PSOl vai tratando de fortalecer sua legenda para o ano que vem. Na última semana dois grandes reforços foram anunciados no partido: o economista Carlos Lessa e o vereador Paulo Pinheiro. Com Pinheiro o PSOL anaboliza sua chapa de vereadores que tendia a se enfraquecer com a possível aposentadoria do vereador Eliomar Coelho. Além de Pinheiro outros dois nomes cotados na chapa do PSOL são os de Renato Cinco, da Marcha da Maconha, e o do ex-deputado federal Babá. Cinco faz parte da corrente interna Enlace enquanto Babá é da esquerdista CST.
Na direita as pré-candidaturas também são avulsas como a da deputada estadual Clarissa Garotinho pelo PR e dos deputados federais Otávio Leite pelo PSDB e Rodrigo Maia pelo DEM. Para o ex-prefeito Cesar Maia, a chapa ideal para a oposição seria com seu filho Rodrigo na cabeça e Clarissa Garotinho de vice. Em troca o DEM apoiaria a candidatura à reeleição da prefeita Rosinha Garotinho (PR) em Campos dos Goytacazes, além de dar sustentação ao PR em outras cidades do interior do estado. No entanto, Clarissa prefere manter a candidatura própria do seu partido na capital. Outra curiosidade na chapa do DEM é que Cesar Maia vem apresentando a possibilidade de ser candidato a vereador, puxando votos para o partido que vem sumindo no Rio de Janeiro. Já no PSDB a disputa é interna. O deputado Otávio Leite é o candidato mais forte dentro do PSDB, mas conta com a revolta da vereadora Andréa Gouvêa Vieira que quer ser a candidata do partido. O PV não deverá ter candidato próprio para prefeito em 2012, mas cogita-se a possibilidade de Fernando Gabeira ser candidato a vereador como puxador de votos da legenda.
A dispersão de candidaturas no campo da oposição é uma estratégia eleitoral que faz sentido em 2012. Como a força de Paes é muito grande, somente com várias candidaturas será possível para a oposição levar a eleição do ano que vem para um segundo turno.


Veja matéria publicada no Globo:

Briga por sucessão municipal no Rio em 2012 se acirra nos bastidores

Publicada em 09/09/2011 às 22h58m


RIO - A pouco mais de um ano para as eleições municipais de 2012, a sucessão à prefeitura do Rio se transformou em uma batalha nos bastidores. O prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tentará a reeleição, segue a mesma estratégia de 2010 do aliado, o governador Sérgio Cabral (PMDB). Paes costura acordos com possíveis adversários para tirá-los do páreo e, assim, vencer no primeiro.
Na oposição, o principal nome até agora é o do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Há ainda o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito Cesar Maia. O clã Maia sonha ter como vice na chapa a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), filha do deputado federal e ex-governador, Anthony Garotinho. No PSDB, é grave a crise. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira quer concorrer e ameaça deixar o partido porque a cúpula tucana apóia a pré-candidatura do deputado federal Otávio Leite.
Todos, no entanto, almejam um objetivo comum: ter ao lado no palanque pedindo votos o ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV). Derrotado, em 2008, à prefeitura por Paes e, em 2010, ao governo do estado, por Cabral, Gabeira não vai concorrer no ano que vem e aguarda apenas uma decisão dos verdes para saber com quem caminhará nas ruas.
Paes já conseguiu cooptar o senador Marcelo Crivella (PRB), que abriu mão de disputar. Em troca, o prefeito implantou em seu governo um projeto de Crivella, o Cimento Social. Em 2008, a Justiça Eleitoral considerou o projeto de conteúdo eleitoreiro. Paes tem a adesão também de Indio da Costa, ex-vice da chapa de José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais do ano passado. Ex-DEM, Indio está organizando, no Rio, o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
- O próximo eleito será o prefeito da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. A agenda positiva está com ele (Paes). O momento é de união - disse Indio da Costa.
Paes conta com o apoio de pelo menos 16 partidos. O vice na chapa será indicado pelo PT, possivelmente o vereador Adilson Pires. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, Paes tem se dedicado intensamente a inaugurações de obras na Zona Oeste já pensando em 2012. A coordenação da pré-campanha é do secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo. No interior do estado, cabe a missão ao ex-deputado estadual Jorge Picciani (PMDB).
- Corremos para entregar o que o governo se comprometeu. Não existe pré-campanha - despistou Pedro Paulo.
Nos bastidores, Paes tenta evitar aparições em público ao lado de Cabral. Para interlocutores do prefeito, Cabral teve a imagem desgastada nos últimos meses em episódios como a crise do Corpo de Bombeiros, o acidente do bonde em Santa Teresa, o caso do menino Juan e as relações suspeitas com a Delta Construções. Pedro Paulo nega:
- Isto não está nem perto de acontecer.
Além de Gabeira, Marcelo Freixo, que mudou o domicílio eleitoral há um mês de Niterói para a capital, aproxima-se de setores do PT insatisfeitos com o PMDB. O deputado prepara o programa de governo com a ajuda de nomes como Frei Betto, o economista Carlos Lessa e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. O desafio será conquistar os votos dos eleitores da Zona Oeste, região dominada por milicianos denunciados na CPI das Milícias, presidida por Freixo.
- Será uma campanha atípica. Mas vou à Zona Oeste fazer o debate com os moradores - afirmou Freixo, que está sob ameaças de morte, tem carro blindado e seguranças.
O diretor de "Tropa de Elite 1 e 2", José Padilha, será responsável pelo programa eleitoral na TV de Freixo. Padilha ajudará também na captação de recursos da campanha do deputado, que inspirou o personagem Diogo Fraga no longa de 2010.
Já Rodrigo Maia abraçou o PR e quer Clarissa como vice na chapa. Em troca, o DEM fortaleceria o PR no interior do estado. Clarissa resiste:
- Esse convite foi feito pelo DEM. Eu defendo candidatura própria do PR à prefeitura.
No PSDB, Andrea Gouvêa Vieira está de malas prontas. Antes de deixar o partido, ela apelará ao presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra. A vereadora busca alternativas com o PV e com PPS para ser candidata:
- Eu não desisti. O PSDB está em crise permanente.
Otávio Leite rebate:
- As pessoas são livres para tomar decisões. Mas vou me empenhar para tê-la conosco.

Gabeira já se reuniu com Marcelo Freixo e estuda apoiar candidato à prefeitura


Apoio de Fernando Gabeira é visto como vital para candidatos da oposição no Rio

Apoio de Fernando Gabeira é visto como 
vital para candidatos da oposição no Rio

O ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) é a Marina Silva das eleições para prefeito no Rio de Janeiro. Todos querem o seu apoio, especialmente após o excelente desempenho em 2008, quando foi derrotado por Eduardo Paes (PMDB). E, entre os nomes mais badalados para 2012, o único que já se reuniu com Gabeira foi o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

O Rio de Gabeira?
Em conversa com o Informe JB, Gabeira também tratou de encerrar qualquer especulação em torno de uma possível candidatura sua às eleições. O ex-deputado disse que não vai se candidatar, mas não
descartou a possibilidade de o Partido Verde lançar um candidato próprio ao pleito. Todas as reuniões de Gabeira com pré-candidatos têm sido relatadas ao partido. Ele ainda não sabe quem vai apoiar.
Todos querem o verde
Além de Marcelo Freixo, outro que já acenou com a possibilidade de uma aproximação com Gabeira foi o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). O filho do ex-prefeito César Maia segue cotado como um dos principais nomes para a prefeitura, ao lado de Eduardo Paes e Marcelo Freixo. A intenção dele é também garantir o apoio da família Garotinho levando a deputada estadual Clarissa como vice. 
Tags: 2012, Eleições, Fernando Gabeira, marcelo freixo, prefeitura

Deputados do Rio e sua atuação este ano


Uma análise sobre Freixo, Molon, Garotinho, Paulo Ramos e o surpreendente Dr. Aluízio




  • Recentemente foi publicada a notícia do lançamento da pré-campanha do marcelo freixo, do PSOL, à prefeitura do Rio. Até por falta de tempo não pude repercutir o que acho deste fato, mas comentei no facebook.
    A atuação do marcelo Freixo, assim comol de alguns outros deputados como o Alessandro Molon, o Anthony garotinho, o Dr. Aluízio e o  Paulo ramos, só pra citar alguns de diversas matizes políticas, tem dominado o cenário político do Rio e nos dão alguns indícios de quais serão os arranjos políticos pro ano que vem e até, em certa medida, pra 2014.
    O cado do Molon é o mais incerto e volátil. Desde a eleição em que saiu candidato dividindo o apoio do próprio PT, sem conseguir engrenar a campanha e faltando um pouco de direcionamento para que conquistasse o eleitorado mais humilde e suburbano, apostando muito no eleitorado tijucano e de opinião, tradicionalmente petista e católico, ele tem tido uma relação intruncada com o PT.
    Não sou eu, mero assistente do cenário, com uma ou outra informação a mais, que acho que o Partido dos Trabalhadores errou em apoiar o Cabral e está errando em abdicar da eleição do ano que vem, ainda mais num quadro de tantas incertezas levantadas recentemente contra o monopólio político do PMDB no Estado e ainda há um ano das eleições. O Lindberg não esconde que tem projeto pra 2014, e o Molon quer se apresentar como boa opção para o PT ano que vem ou mesmo para ocupar o espaço do Lindberg no Senado pelo PT, no caso deste vir e ganhar o Governo do Rio.

    Já o Garotinho tem sido mais que bem sucedido na sua tática de ressurgir das cinzas. Dos maiores temas deste ano, ele participou de todos e em que pese o ostracismo que  a mídia quer mergulhá-lo, como tentou fazer com Brizola e outros, pode-se elencar vários fatos políticos do ano em que ele foi protagonista, como na CPI da CBF, nos protestos contra o "Kit gay", nas manobras do "Código Florestal", recentemente nas denúncias contra o Sérgio Cabral e em especial no movimento dos bombeiros. Ele tem já acordo no Rio com César maia de fazer chapa com sua filha, a deputada Clarissa e o filho de Cesar e ex-presidente nacional do DEM Rodrigo maia, para prefeitura do Rio, aliando um discurso moralista e em defesa dos servidores públicos, atingindo uma parcela da zona sul e barra, com os Maias e a Zona Oeste e Subúrbio, além dos evangélicos, com a Clarissa.
    o Dr. Aluízio conseguiu ter sobrevida no meio da crise que psssa o PV também na crise dos bombeiros, negociando sua soltura e propondo, a reboque do Molon e garotinho, a anistia na Câmara Federal.
    Paulo Ramos radicalizou e assumiu a função de PDTista de raiz, trazendo pra sí todos os insatisfeitos do PDT que ficavam transitando entre ele e o Wagner Montes, que literalmente sumiu nos últimos meses. Paulo se tornou feroz crítico do governo do qual seu partido faz parte, e tem garantido sobrevida aos campos programáticos do partido.
    Por fim chegamos ao Marcelo Freixo. Não sei até que ponto ele também não é um produto de marketing e contra-propaganda da mídia marrom do Estado. Sua popularidade vem muito do filme Tropa de Elite 2, no qual claramente é retratado. Sua atuação destemida e quase suicida também o faz hoje um dos dois maiores combatentes do grupo político hegemônico  do Rio. Não vou aqui menosprezar nem diminuir sua atuação, até porque como sou honesto em destacar este ou aquele político corrupto em partidos não comprometidos, o faço com grandes nomes também que estão inseridos em partidos corruptos ou falaciosos. e o PSOL pra mim é uma farsa, um embuste, um mero ajuntamento de pessoas que ficaram sem espaço em seus partidos de origem e que não querem propor nenhuma mudança no modus operandi da política nacional, apenas querem inverter o pólo de mamata, tirando os que estão locupletados e assumindo seus lugares.
    Dito isto, deixo abaixo as postagens que fiz no facebook.
    Um forte abraço á todos.



    • Samuel BraunPSOL lança pré-candidato a prefeito do Rio.Marcelo Freixo é pré-candidato a prefeito - Mandato Marcelo Freixo PSOL-RJ Deputado Estadualwww.marcelofreixo.com.brRESOLUÇÃO DA EXECUTIVA ESTADUAL DO PSOL SOBRE DISPUTA NA CAPITAL A Executiva do PSOL/RJ, dando sequência aos debates iniciados no último Diretório Regional, indica para discussão ao conjunto do Partido e sua militância, o nome do companheiro Marcelo Freixo como pré-candidato à Prefeitura do Rio
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      • Rodrigo Reduzino e Iuri Furtado curtiram isso.
        • Samuel Braun É importante salientar que a candidatura do Freixo em si não representa qualquer avanço significativo, mas sim que há um espaço de voto de opinião e insatisfeito que não está sendo explorado.
          Os tradicionais partidos de esquerda que por decisões que eu considero equivocadas ideológica e pragmaticamente apoiam e engrossam aas fileiras de Cabral e Paes devem acordar para esta realidade. Estão abdicando de um espaço que é deles e deixando caminho livre para o crescimento de um partido puritanista e messiãnico, com um discurso de esquerda light e descompromissado com a realidade que está conseguindo encontrar no freixo um símbolo capaz de catalizar todo um movimento de opinião.
          Os tradicionais partidos de esquerda que por decisões que eu considero equivocadas ideológica e pragmaticamente apoiam e engrossam aas fileiras de Cabral e Paes devem acordar para esta realidade. Estão abdicando de um espaço que é deles e deixando caminho livre para o crescimento de um partido puritanista e messiãnico, com um discurso de esquerda light e descompromissado com a realidade que está conseguindo encontrar no freixo um símbolo capaz de catalizar todo um movimento de opinião. 
        • Samuel Braun O silêncio de partidos como o PT, o PDT, o PCdoB e outros historicamente divergentes das medidas direitistas e retrógradas tomadas pelos governos do PMDB no Rio é que está criando o PSOL no Rio.
          Admiro o trabalho do Freixo, mas não tenho deslumbre e nem me permitiria tê-lo por minha formação, de achar que ele messiãnicamente mudará o cenário quando o seu partido, seja no âmbito sindical ou estudantil repete as mesmas práticas que diz ser contra em escala macropolítica.
          Admiro o trabalho do Freixo, mas não tenho deslumbre e nem me permitiria tê-lo por minha formação, de achar que ele messiãnicamente mudará o cenário quando o seu partido, seja no âmbito sindical ou estudantil repete as mesmas práticas que diz ser contra em escala macropolítica.
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