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Com máquina nas mãos, Paes monta estrutura de campanha. Oposição ainda patina.
Oposição a prefeito do Rio ainda não fechou alianças para pleito de 2012
| O Globo
RIO - Os candidatos de oposição ao prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), vão enfrentar um rolo compressor para ter chances de levar ao segundo turno as eleições municipais. Enquanto Paes já tem a estrutura de campanha montada, que inclui integrantes do governo do estado e um leque amplo de partidos aliados, os adversários do peemedebista ainda patinam neste início de ano eleitoral, sem ao menos terem alianças definidas.Ato de resgate do PT do Rio e contra a aliança com o PMDB
Ato de lançamento: Coragem para Mudar!
18:00 hsDe 16/12/2011 às 18:00h até 16/12/2011 às 22:00h
Local: Auditório do CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40 - Centro - Rio)
Nós, militantes do PT/RJ, não admitimos os rumos que dirigentes vêm dando a nosso partido no estado do Rio de Janeiro e, por isso, convocamos todos os que partilham deste sentimento a reagir. Não deixaremos que transformem o PT em linha auxiliar de qualquer partido.
Não aceitamos integrar governos cujo preço da participação seja a renúncia aos princípios éticos e programáticos que marcam a trajetória de nosso partido. Não toleramos o fim do debate político.
Não nos resignamos a ver o PT abrir mão de ter e de lutar por um projeto seu para nossas cidades, para a capital e para o próprio estado. Um militante não pode assistir a isto tudo calado.
Por isso, erguemos a nossa voz e chamamos todos à luta!
Queremos que o PT/RJ se reencontre com a sua história e com a sua militância. Queremos que nosso partido faça alianças sim, a começar pelas alianças com os movimentos sociais, com as associações de moradores, com os sindicatos, enfim, com aqueles cujas lutas deram origem ao próprio PT.
Queremos que o partido volte a se construir pela base, em vez de tornar-se um partido de acordos de cúpulas em gabinetes fechados. E nós, militantes que continuamos acreditando nesses valores e princípios e que não fugimos da batalha, não somos poucos. Somos muitos. E vamos à luta, com coragem para mudar.
Venha participar do ato de lançamento deste movimento de resgate do PT/RJ nesta 6a-feira, 16/12, às 18h, no auditório do CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40 – Centro – Rio)
Alessandro Molon, Deputado Federal (PT-RJ)
Maria da Conceição Tavares, Economista, Ex-Deputada Federal (PT-RJ)
Saturnino Braga, Ex-Senador da República (PT-RJ)
Wanderley Quêdo, Presidente do Sindicato dos Professores (Sinpro-Rio)
Jorge Darze, Presidente do Sindicato dos Médicos (SinMed-RJ)
Olímpio Alves dos Santos, Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Est. Do R. J. (Senge-RJ)
Amílcar Carvalho, Presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Rio de Janeiro
Sérgio Soares Pinto, Presidente do Sindicato dos Laticínios do Rio de Janeiro
Gilberto Kirsten, Presidente do Sindicato dos Químicos do Rio de Janeiro
Conceição Rabha, ex-Vice-Prefeita e ex-Vereadora do PT em Angra dos Reis
Paulo Banana de Amorim, ex-Deputado Estadual do PT-RJ
Lúcia Reis, Direção Nacional da CUT
Aurélio Medeiros, Secretário-Geral da CUT-RJ
Marco Túlio Paolino, SEPE e Sinpro-Rio
Fernando Paulino, Secretário-Geral do Sindicato dos Jornalistas do E.R.J.
Lauro Diniz, Secretário-Geral do Sindicato dos Médicos (SinMed-RJ)
Cláudio Monteiro, Coordenador-geral do Sind. Est. dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ)
Vicente França, Coordenador-geral do SEPE-RJ (São João de Meriti)
Carlos Arafatt, Diretor do SEPE-RJ
Luiz Augusto, Diretor do SEPE-RJ
Robson Kaustsnner, Diretor do SEPE-RJ
Afonso Celso, Diretor do Sinpro-Rio
Eduardo Godinho, 1o. Suplente de Vereador do PT em Angra dos Reis
Guilhermina Rocha, Vice-Pres. do PT-Rio das Ostras, Dir. SEPE-RJ, FETEERJ e Sinpro-Macaé
César Gomes Araújo, Coordenador do Sinpro-Macaé e Região
José Augusto (Fofão), Diretor do SINTESE, 12a. Zonal do PT-Rio
Rosaldo Peixoto, Diretor do SEPE-RJ, Sinpro-Macaé e Região e membro do DM PT/R.O.
Rosilene Macedo, Professora, membro do DM do PT/Rio das Ostras (R.O.)
Anderson Ignacio, Coordenador-Adjunto do Setorial de Juventude do PT-Rio
Tomaz Pinheiro da Costa, Prof. da UFRJ, Núcleo Eder Sader e Setorial de Saúde do PT-RJ
Maria Isabel do Nascimento, Setorial de Saúde do PT
Gilson Cardoso, Presidente do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
Ricardo Quiroga, Presidente da 1a. Zonal, PT-Rio
Isabel Cristina, Professora, Diretório da 2a. Zonal, PT-Rio
Vertente Sindical Petista
Núcleo Largo do Machado (PT-Rio)
Náustria, Núcleo dos Petroleiros
Kadu Machado, Núcleo Celso Furtado
Roberta Barcellos, Movimento de Ação Integrada Socialista (MAIS)
Ivana Bentes, Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Henrique Antoun, Professor da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Giuseppe Cocco, Professor da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Tatiana Roque, Professora da UFRJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Rodrigo Gueron, Professor da UERJ, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Maria de Fátima Lima, Diretora de Escola Pública, 12a. Zonal do PT-Rio
Pedro Mendes, Núcleo Biolutas (PT-Rio)
Alexandre Batista, Bancário, 10a. Zonal (PT-Rio)
Ricardo Brajterman, Professor da PUC, Advogado
Marcello Oliveira, Professor da PUC, Advogado
Martins, Núcleo do PT na Rocinha
Rubem Corveto Azeredo, Diretor do Sindicato dos Engenheiros no Est. do R.J. (SENGE)
Clovis Nascimento Filho, Diretor da Federação Interest. de Sind. de Eng. – FISENGE
Ricardo de Gouvêa Corrêa, Arquiteto e Urbanista
José Stelberto Porto Soares, Diretor do Clube de Engenharia e do Sindicato dos Engenheiros
Geo Britto, Sociólogo e Ator
André Barros, membro do Diretório Municipal do PT-Rio
Luiz Antônio Carvalho, Núcleo Eder Sader
Mário Brandão, Presidente da Assoc. Bras. de Centros de Inclusão Digital
Raul Lins e Silva, Advogado, Comissão de Direitos Humanos da OAB
PREFEITURA DO RIO NÃO PAGA INDENIZAÇÕES PELAS REMOÇÕES DA TRANSCARIOCA E DA TRANSOESTE !
Despejados para dar lugar a Transoeste e Transcarioca acusam Prefeitura, moradores apontam descumprimento da Lei Orgânica do Município, que fixa remoção para locais próximos das localidades de origem
Removidos de suas residências para as obras das vias expressas Transcarioca e Transoeste – que ligarão respectivamente a região de Campo Grande à orla da Barra da Tijuca, ambos na Zona Oeste, e a Barra à Zona Norte, chegando ao aeroporto do Galeão – moradores das zonas Norte e Oeste do Rio fizeram denúncias ao Jornal do Brasil sobre a política de remoção da prefeitura.
Segundo alguns cariocas, o valor pago nas indenizações costuma ser muito baixo, impedindo a compra de um novo imóvel. Há reclamações até de quem teve seu imóvel demolido pela prefeitura sem receber nenhum centavo de indenização ou uma moradia popular do programa Minha casa, Minha Vida.
Mas não são apenas em comunidades carentes que as críticas contra a política de Eduardo Paes fazem coro. Em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, moradores de prédios construídos nas proximidades da Avenida Vicente de Carvalho – por onde passará a Transcarioca – travam uma briga com a prefeitura na Justiça. A intenção é receber uma indenização compatível com o valor dos imóveis.
Lembram disso ?..Essa imagem deve ficar em nossas mentes ! Se bobearmos , a coisa vai piorar…As leis e os nossos direitos vão para o espaço ou serão trituradas pelo TRATOR OFICIAL….

Removidos de suas residências para as obras das vias expressas Transcarioca e Transoeste – que ligarão respectivamente a região de Campo Grande à orla da Barra da Tijuca, ambos na Zona Oeste, e a Barra à Zona Norte, chegando ao aeroporto do Galeão – moradores das zonas Norte e Oeste do Rio fizeram denúncias ao Jornal do Brasil sobre a política de remoção da prefeitura.
Segundo alguns cariocas, o valor pago nas indenizações costuma ser muito baixo, impedindo a compra de um novo imóvel. Há reclamações até de quem teve seu imóvel demolido pela prefeitura sem receber nenhum centavo de indenização ou uma moradia popular do programa Minha casa, Minha Vida.
Mas não são apenas em comunidades carentes que as críticas contra a política de Eduardo Paes fazem coro. Em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, moradores de prédios construídos nas proximidades da Avenida Vicente de Carvalho – por onde passará a Transcarioca – travam uma briga com a prefeitura na Justiça. A intenção é receber uma indenização compatível com o valor dos imóveis.
Lembram disso ?..Essa imagem deve ficar em nossas mentes ! Se bobearmos , a coisa vai piorar…As leis e os nossos direitos vão para o espaço ou serão trituradas pelo TRATOR OFICIAL….
O QUADRO PRÉ-ELEITORAL NO RIO-CAPITAL!
César Maia faz análise em seu ex-blog sobre pesquisa política feita no Rio para a eleição a prefeito do ano que vem. Independente das impressões que se possa ter de Cesar, ele é um excelente analista político e isto é seu hobby e atividade favorita, para a qual ele conta com um staff de peso e uma experiência que lhe tarimba para emitir projeções quase sempre precisas. Inclusive ele previu, mesmo que não assumidamente, sua derrota ano passado."1. Este Ex-Blog teve acesso a uma Pesquisa GPP realizada no último fim de semana de outubro e que, tradicionalmente, abre uma série de pesquisas até o dia da eleição. A principal conclusão da pesquisa é que teremos -inexoravelmente- uma eleição com segundo turno no Rio. E mais: com uma convergência progressiva entre o candidato à reeleição e os demais, o que pode, até, colocar em risco a ida ao segundo turno do prefeito/candidato à reeleição. Na alternativa de intenção de voto que mostra a condição plena das candidaturas, ele tem 32% das intenções de voto.
2. Em seguida, se pergunta por que o escolheu. 22,5% não sabem dizer por quê. Ou seja, escolhe o nome porque há uma lembrança de matérias na imprensa. Fazendo a correção, suprimindo esses 22,5% dos que marcaram essa intenção de voto, ele desce para 25% das intenções de voto. Assim mesmo, 45% das razões de voto são difusas, do tipo: "vai bem, estou satisfeito, é o menos pior, única opção, simpatiza com ele..."
3. A avaliação do prefeito e do governador estão no mesmo patamar: 35% x 20%. Em relação ao prefeito, essa avaliação é a mesma do Datafolha no final de 2010. Em relação ao governador, há uma queda de 20 pontos em relação ao Datafolha do final de 2010, provavelmente em função do movimento dos Bombeiros, dos fatos explicitados na tragédia do helicóptero, do recrudescimento dos assaltos, do abandono da saúde, da rejeição dos servidores... Na disjuntiva aprova x desaprova/não sabe, há uma divisão de metade a metade. E na pergunta –por que aprova- 29,4% não sabem dizer por que, retornando ao patamar dos 35% de avaliação com este ajuste.
4. São 32% os que dizem que vai pior do que esperavam. 26,6% dizem que vai melhor. 31,5% igual e 9,9% não sabem. Ajustando os 31,5% pelo cruzamento com intenção de voto, são 42% os que dizem que vai pior.
5. A resposta que mais impressiona na pesquisa é a pergunta: "Qual a maior realização do prefeito Eduardo Paes até o momento?", 41% dizem 'não sabem', e 19,9% dizem 'nenhuma', num total de 60,9%. Ou seja: o enorme gasto em publicidade e a ampla cobertura de imprensa não têm produzido resultados esperados. A primeira resposta efetiva alcança 6% e, assim mesmo, essa soma é pulverizada em obras diversas. Para se ter uma ideia, as 'Obras para a Copa e as Olimpíadas' têm apenas 1% de respostas. Em seguida vem UPA, com 5,9% e UPP, com 4,5%. Mais abaixo, Choque de Ordem com 1,6%. Sobre a maior decepção com o prefeito, 20% dizem ser com a área de Saúde.
6. As avaliações das funções de responsabilidade do prefeito, citando o nome do mesmo, mostram notas em geral de regular a ruim. As notas de 0 a 3 para Obras de Urbanização somam 26,1. Pavimentação 31% de 0 a 3. Conservação 26,7% \ Ordem Urbana 25,5% \ Transporte 33,9% \ Educação 40,1% \ Apoio ao Funcionário Público 30,6% (com apenas 17,7% de notas 7 a 10). \ Trânsito 42% \ Saúde 54,5% de notas de 0 a 3.
7. Sobre os benefícios que esperava da aliança com Cabral, Lula e Dilma, 47,2% responderam Sim e 42,1% responderam Não.
8. São 16,4% os que dizem que já receberam multas de trânsito, sendo 21,9% na Zona Sul\Barra. Entre os que receberam multas de trânsito, o cruzamento com intenção de voto leva o prefeito dos 32% para 23,8%. São 59,2% os que dizem ser usuários de hospitais públicos e 33,6% das escolas públicas (sem definir em que nível).
9. Nos cruzamentos, a intenção de voto ao prefeito cai entre os de maior renda e nível superior, na Zona Sul\Barra, na região Centro\S. Teresa\Tijuca\Vila Isabel e na Zona Oeste. E, naturalmente, cresce a intenção de voto nos demais.
10. Com apenas um ator no palco, com enorme publicidade, com amplo apoio e cobertura da imprensa, esses números permitem concluir que nem a ida ao segundo turno do atual prefeito está garantida. Depende da performance em campanha dos demais."
Assim como Cabral, Paes compra a mídia aumentando verba em 33 mil por cento!
Paes aumenta verba de publicidade
Em 2008: R$ 448.286,20
Em 2011: R$ 150.000.000,00
Variação de mais de 33.000%
Em 2011: R$ 150.000.000,00
Variação de mais de 33.000%
milhões já licitados - no contrato com três agências (PPR, Binder-FC e Nacional) foi publicada pela Secretaria da Casa Civil no Diário Oficial da última sexta-feira.
A operação é legal: a lei permite acréscimos de até 1/4 do valor de um serviço adquirido pela administração pública, sem necessidade de licitação, por prorrogação do acerto original. Há, contudo, temor de que o reforço no marketing fortaleça a candidatura do prefeito.
A marca de R$ 150 milhões significa um novo recorde em gastos com publicidade na administração carioca. O primeiro foi estabelecido pelo próprio Paes que, no fim de 2009, seu primeiro ano como prefeito, lançou a licitação de R$ 120 milhões para contratar três agências de publicidade e uma empresa de eventos.
Os números se chocavam com as despesas anteriores da prefeitura no setor: R$ 1.947.461 empenhados (separados para gasto) em 2005; R$ 166.866 em 2006; R$ 818.029,11 em 2007; R$ 448.286,20 em 2008; R$ 649.492 em 2009 (já sob a gestão de Paes, que sucedeu a Cesar Maia). Em 2010, os dispêndios com o setor
foram a R$ 29.116.049,53, um aumento de 4.432,34% em relação ao liquidado (reconhecido para pagamento) no ano anterior, R$ 649.406,24.
O secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, não deu entrevista sobre o aditivo, alegando, por meio de assessores, outros compromissos. O município enviou nota ao Estado: “A Prefeitura do Rio fechou, em 2010, um contrato de publicidade de dois anos no valor de R$ 120 milhões. Desde então, a verba está sendo utilizada na divulgação de programas de interesse da população, campanhas informativas e de prestação de serviços. Com o aumento na cidade do número de projetos sociais, programas de utilidade pública e ampliação do volume de obras (já são mais de 1.500 pontos (…) espalhados por todo município), o valor indicado no termo aditivo ao contrato será investido justamente para divulgar tais ações e orientar a população.”
Dos repórteres Wilson Tosta e Bruno Boghossian, do ‘Estadão’:
A disputa eleitoral de 2012 já começou
As movimentações visando às eleições de 2012 já se iniciaram na cidade do Rio de Janeiro. Por um lado o prefeito Eduardo Paes (PMDB) vem articulando uma grande rede de legendas comprometidas com sua reeleição. Por outro lado, a oposição encontra dificuldades para articular alianças.
Eduardo Paes já conquistou o principal apoio para sua candidatura. Selou no mês passado a aliança com o PT que indicará o vereador Adilson Pires para vice na chapa. Outro importante apoio foi anunciado na semana passada pelo presidente do PSB. Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PSB da cidade do Rio de Janeiro caminhará ao lado de Paes em 2012. Ainda no arco de esquerda o PDT também deverá seguir com Paes. Em recente entrevista o deputado federal Brizola Neto deixou claro que o apoio dado pelo PT para a candidatura de Paes não abre espaço para nenhuma outra candidatura de esquerda na cidade. Ainda que não tenha decidido formalmente, o PCdoB deverá seguir nesta aliança pelo mesmo motivo do PDT.
Além destes importantes apoios Paes conta com outras legendas como PTB, PP e outros nanicos. Além da movimentação para manter a unidade dentro de seu alicerce de sustentação, Paes vem se esforçando para trazer os partidos de oposição para a base. Neste sentido o PPS já foi cooptado, além do PRB e do PSD. O caso mais curioso é o do PSD do prefeito paulista Gilberto Kassab que no Rio vem sendo organizado pelo ex-deputado do DEM Indio da Costa. Indio foi candidato a vice na chapa de José Serra no ano passado e agora quer passar para a base de sustentação do governo Dilma. Parece querer seguir a trajetória de Eduardo Paes que saiu da secretaria geral do PSDB para ser candidato pela base de apoio do governo Lula em 2008.
Mas se Paes já conta com uma ampla aliança de sustentação para sua reeleição, o mesmo não pode ser dito na oposição. Pela esquerda a principal candidatura que surge é a do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), mas ainda não há sinalização de aliança com os demais partidos esquerdistas da cidade como o PSTU e o PCB. Enquanto as alianças não são construídas, o PSOl vai tratando de fortalecer sua legenda para o ano que vem. Na última semana dois grandes reforços foram anunciados no partido: o economista Carlos Lessa e o vereador Paulo Pinheiro. Com Pinheiro o PSOL anaboliza sua chapa de vereadores que tendia a se enfraquecer com a possível aposentadoria do vereador Eliomar Coelho. Além de Pinheiro outros dois nomes cotados na chapa do PSOL são os de Renato Cinco, da Marcha da Maconha, e o do ex-deputado federal Babá. Cinco faz parte da corrente interna Enlace enquanto Babá é da esquerdista CST.
Na direita as pré-candidaturas também são avulsas como a da deputada estadual Clarissa Garotinho pelo PR e dos deputados federais Otávio Leite pelo PSDB e Rodrigo Maia pelo DEM. Para o ex-prefeito Cesar Maia, a chapa ideal para a oposição seria com seu filho Rodrigo na cabeça e Clarissa Garotinho de vice. Em troca o DEM apoiaria a candidatura à reeleição da prefeita Rosinha Garotinho (PR) em Campos dos Goytacazes, além de dar sustentação ao PR em outras cidades do interior do estado. No entanto, Clarissa prefere manter a candidatura própria do seu partido na capital. Outra curiosidade na chapa do DEM é que Cesar Maia vem apresentando a possibilidade de ser candidato a vereador, puxando votos para o partido que vem sumindo no Rio de Janeiro. Já no PSDB a disputa é interna. O deputado Otávio Leite é o candidato mais forte dentro do PSDB, mas conta com a revolta da vereadora Andréa Gouvêa Vieira que quer ser a candidata do partido. O PV não deverá ter candidato próprio para prefeito em 2012, mas cogita-se a possibilidade de Fernando Gabeira ser candidato a vereador como puxador de votos da legenda.
A dispersão de candidaturas no campo da oposição é uma estratégia eleitoral que faz sentido em 2012. Como a força de Paes é muito grande, somente com várias candidaturas será possível para a oposição levar a eleição do ano que vem para um segundo turno.Veja matéria publicada no Globo:
Briga por sucessão municipal no Rio em 2012 se acirra nos bastidores
Publicada em 09/09/2011 às 22h58m
Na oposição, o principal nome até agora é o do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Há ainda o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito Cesar Maia. O clã Maia sonha ter como vice na chapa a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), filha do deputado federal e ex-governador, Anthony Garotinho. No PSDB, é grave a crise. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira quer concorrer e ameaça deixar o partido porque a cúpula tucana apóia a pré-candidatura do deputado federal Otávio Leite.
Todos, no entanto, almejam um objetivo comum: ter ao lado no palanque pedindo votos o ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV). Derrotado, em 2008, à prefeitura por Paes e, em 2010, ao governo do estado, por Cabral, Gabeira não vai concorrer no ano que vem e aguarda apenas uma decisão dos verdes para saber com quem caminhará nas ruas.
Paes já conseguiu cooptar o senador Marcelo Crivella (PRB), que abriu mão de disputar. Em troca, o prefeito implantou em seu governo um projeto de Crivella, o Cimento Social. Em 2008, a Justiça Eleitoral considerou o projeto de conteúdo eleitoreiro. Paes tem a adesão também de Indio da Costa, ex-vice da chapa de José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais do ano passado. Ex-DEM, Indio está organizando, no Rio, o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
- O próximo eleito será o prefeito da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. A agenda positiva está com ele (Paes). O momento é de união - disse Indio da Costa.
Paes conta com o apoio de pelo menos 16 partidos. O vice na chapa será indicado pelo PT, possivelmente o vereador Adilson Pires. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, Paes tem se dedicado intensamente a inaugurações de obras na Zona Oeste já pensando em 2012. A coordenação da pré-campanha é do secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo. No interior do estado, cabe a missão ao ex-deputado estadual Jorge Picciani (PMDB).
- Corremos para entregar o que o governo se comprometeu. Não existe pré-campanha - despistou Pedro Paulo.
Nos bastidores, Paes tenta evitar aparições em público ao lado de Cabral. Para interlocutores do prefeito, Cabral teve a imagem desgastada nos últimos meses em episódios como a crise do Corpo de Bombeiros, o acidente do bonde em Santa Teresa, o caso do menino Juan e as relações suspeitas com a Delta Construções. Pedro Paulo nega:
- Isto não está nem perto de acontecer.
Além de Gabeira, Marcelo Freixo, que mudou o domicílio eleitoral há um mês de Niterói para a capital, aproxima-se de setores do PT insatisfeitos com o PMDB. O deputado prepara o programa de governo com a ajuda de nomes como Frei Betto, o economista Carlos Lessa e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. O desafio será conquistar os votos dos eleitores da Zona Oeste, região dominada por milicianos denunciados na CPI das Milícias, presidida por Freixo.
- Será uma campanha atípica. Mas vou à Zona Oeste fazer o debate com os moradores - afirmou Freixo, que está sob ameaças de morte, tem carro blindado e seguranças.
O diretor de "Tropa de Elite 1 e 2", José Padilha, será responsável pelo programa eleitoral na TV de Freixo. Padilha ajudará também na captação de recursos da campanha do deputado, que inspirou o personagem Diogo Fraga no longa de 2010.
Já Rodrigo Maia abraçou o PR e quer Clarissa como vice na chapa. Em troca, o DEM fortaleceria o PR no interior do estado. Clarissa resiste:
- Esse convite foi feito pelo DEM. Eu defendo candidatura própria do PR à prefeitura.
No PSDB, Andrea Gouvêa Vieira está de malas prontas. Antes de deixar o partido, ela apelará ao presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra. A vereadora busca alternativas com o PV e com PPS para ser candidata:
- Eu não desisti. O PSDB está em crise permanente.
Otávio Leite rebate:
- As pessoas são livres para tomar decisões. Mas vou me empenhar para tê-la conosco.
Gabeira já se reuniu com Marcelo Freixo e estuda apoiar candidato à prefeitura
O Rio de Gabeira?
Em conversa com o Informe JB, Gabeira também tratou de encerrar qualquer especulação em torno de uma possível candidatura sua às eleições. O ex-deputado disse que não vai se candidatar, mas não
descartou a possibilidade de o Partido Verde lançar um candidato próprio ao pleito. Todas as reuniões de Gabeira com pré-candidatos têm sido relatadas ao partido. Ele ainda não sabe quem vai apoiar.
Todos querem o verde
Além de Marcelo Freixo, outro que já acenou com a possibilidade de uma aproximação com Gabeira foi o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). O filho do ex-prefeito César Maia segue cotado como um dos principais nomes para a prefeitura, ao lado de Eduardo Paes e Marcelo Freixo. A intenção dele é também garantir o apoio da família Garotinho levando a deputada estadual Clarissa como vice.
Tags: 2012, Eleições, Fernando Gabeira, marcelo freixo, prefeitura
Índio da Costa prepara alternativa política para o PSD no Rio
Índio da costa está preparando um esquema político no Rio para que PSD tenha vereadores eleitos nas cidades do Estado mesmo que não consiga o registro de partido este ano junto ao TSE.Não sou especialistas na área jurídica para atestar se é ou não irregular, mas certamente muito partido por aí vai acabar cantando vitória com o que não é seu, caso venha acontecer realmente as movimentações que Índio tem arquitetado.
Breve trago mais sobre as eleições do Rio e até sobre este assunto.
Sobre este tema:
O Partido Social Democrático (PSD) ajuizou, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedido de registro definitivo da legenda, com a aprovação do estatuto, programa e dos órgãos nacionais e o reconhecimento dos direitos de filiar eleitores para a participação em pleitos eleitorais e de utilizar o número de legenda "55".
No requerimento, o partido em formação afirma que tramitam em mais de 20 Tribunais Regionais Eleitorais os pedidos de registro do partido em âmbito estadual e responsbiliza a Justiça Eleitoral pelo fato de os processos não estarem concluídos até o momento.
Como justificativa legal para a apresentação do pedido de registro no TSE antes do término da tramitação nos Estados, o PSD sustenta que a Lei dos Partidos Políticos (9.096/95) exige, em seu artigo 9º, apenas o registro da legenda em formação como uma pessoa jurídica no cartório civil e a coleta das assinaturas comprovada por certidões de cartórios eleitorais, devendo o pedido ser apresentado ao TSE.
O partido em formação contesta a validade da resolução do TSE que dispõe sobre a criação, fusão e incorporação de legendas. Segundo o PSD, a resolução teria criado exigências não previstas na Lei dos Partidos Políticos, e que estariam tornando o processo de constituição do PSD mais difícil.
A Resolução 23.282 exige que as legendas em formação obtenham, antes de pedir o registro definitivo ao TSE, um registro estadual perante os Tribunais Regionais Eleitorais, em pelo menos nove Estados. A norma, de 2010, manteve a redação da resolução anterior, de 1995 (nº 19.406), ano em que foi sancionada a Lei dos Partidos Políticos. Na visão do PSD, a resolução atual merece atualização em relação a este ponto específico, por ter extrapolado as previsões da lei em vigor.
O PSD informa ainda que seguiu a Resolução 23.282/2010, entretanto, alguns fatores impuseram uma demora inesperada no processo de criação da legenda nos TREs. Destaca ainda que os parâmetros de conferência das assinaturas, utilizando a folha de votação da última eleição como padrão, não são adequados, pois ela não apresenta a assinatura de quem não votou.
Salienta ainda, no pedido de registro, que as impugnações ajuizadas pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Democratas (DEM) também contribuíram para a não-obtenção dos registros estaduais até o momento. "As impugnações têm sido utilizadas como instrumentos meramente protelatórios, já que interpostas sem qualquer adequação às situação próprias das instâncias", argumenta o PSD.
Ainda no pedido de registro, o partido solicita que o TSE receba como válidas as certidões de apoiamento expedidas pelos cartórios eleitorais e requisite aos Tribunais Regionais Eleitorais do Acre, Alagoas, amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e São Paulo, a certidão consolidada dos apoiamentos certificados pelos cartórios eleitorais, que totalizam 538.263 assinaturas.
Criação
A criação de um partido pressupõe o apoiamento mínimo de 0,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados na última eleição, percentual equivalente a cerca de 490 mil eleitores. Esse apoio deve estar distribuído em pelo menos nove Estados (um terço), entre outros requisitos.
O PSD informa que se estruturou de maneira forte e rápida em mais de 20 estados para o cumprimento das exigências estabelecidas na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995) e na Resolução do TSE nº 23.282 e que a meta exigida para a constituição do partido, referente ao apoiamento de eleitores em um terço das unidades da Federação foi alcançada, "a revelar que o PSD se constituiu com vistas a tornar-se um partido forte, estruturado e composto por lideranças expressivas de todo o país".
A composição da Comissão Executiva Nacional do partido, eleita pelo diretório nacional, tem Gilberto Kassab como presidente; Regina Abreu como 1ª vice-presidente; Roberto Brant, como 2º vice-presidente; João Raimundo Colombo como 3º vice-presidente e Omar Abdel Aziz como 4º vice-presidente. Saulo Garcia Queiroz é o secretário-geral. Além de dois secretários e dois tesoureiros, a comissão executiva do PSD tem ainda 15 vogais e nove suplentes.
A relatora do pedido é a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Após a publicação do edital, abertura de prazo para impugnações e parecer do Ministério Público Eleitoral, o pedido de registro do novo partido deve ser decidido pelo Plenário do TSE.
Leia aqui a íntegra do pedido de registro.
Processo relacionado: RPP 141796
PSD vai ter a maior bancada da Assembléia do Rio
Com o registro aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) na noite de quinta-feira, o PSD do Rio nasce como o partido com a maior representação na Assembleia Legislativa (Alerj). De acordo com o presidente do diretório no Estado, Indio da Costa, a legenda já conta com 12 deputados estaduais em processo de filiação. PDT e PMDB tinham as maiores bancadas, com 11 cadeiras no parlamento fluminense, cada. Além dos estaduais, o PSD-RJ também já conta com três integrantes na Câmara dos Deputados.
“Já somos a maior bancada na Alerj e continuamos conversando com outros deputados estaduais e federais”, explicou Indio, que é ex-deputado federal e candidato derrotado a vice na chapa liderada por José Serra (PSDB) à Presidência, no ano passado. O presidente do PSD-RJ foi indicado, na época, pela direção nacional do DEM para compor a chapa do tucano.
As adesões ao novo partido vão extinguir a representação do DEM na Alerj. A única deputada eleita pela legenda nas eleições de 2010, Graça Pereira, foi uma das primeiras a anunciar que se filiará ao novo partido. A parlamentar, no entanto, tem pendências a resolver na Justiça Eleitoral. Na mesma sessão que aprovou o registro do PSD-RJ, o TRE-RJ condenou Graça Pereira pela prática de assistencialismo político e a tornou inelegível por três anos.
Ainda segundo Indio, o partido terá como prioridade inicial estruturar seus diretórios municipais. Além da capital, o PSD já está consolidado em outras seis das 92 cidades do Estado: Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Maricá, Rio Claro, São João de Meriti e Volta Redonda. Entre os 10 maiores colégios eleitorais do Estado, o partido ainda não está representado em cinco.
O presidente do PSD-RJ também estabeleceu como metas a consolidação da aliança com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a reeleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Para isso, o partido só deverá lançar candidatos a prefeito em cidades em que não competirá diretamente com o PMDB.
“Poderíamos ter candidatos em todas as cidades, mas preferimos disputar apenas com nomes viáveis. Mais do que lançar candidatos próprios, nosso objetivo será consolidar a aliança com Cabral”, afirmou Indio.
Situação da Saúde no Rio é de caos, impunidade e descaso nunca dantes visto.
Corpo de mulher atropelada por ambulância será sepultado na tarde desta terça
Rio - O sepultamento do corpo de Marta Bento de Andrade, de 46 anos, atingida por uma ambulância desgovernada na calçada do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste, está marcado para as 15h desta terça-feira, no Cemitério de Campo Grande. O horário do enterro, contudo, pode ser antecipado pela família de Marta, que morreu na manhã desta segunda-feira. O corpo da fisioterapeuta é velado na Capela C.

Marta foi atropelada e morta por uma ambulância da Toesa Service Ltda. A empresa transporta pacientes para a Secretaria Municipal de Saúde apesar de proibida pelo Ministério Público Estadual de prestar serviços à Secretaria de Estado de Saúde. A Toesa é suspeita de superfaturar contratos que somariam R$ 5 milhões. O motorista alega que o freio falhou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde — que não informou quantas ambulâncias da prefeitura a Toesa administra — garantiu que está “em fase de cancelamento de contrato com a prestadora, pelo não cumprimento de cláusulas contratuais”. Em nota, a empresa Toesa, que não comentou os cancelamentos de contrato, disse que está prestando atendimento à família.
“Minha irmã, que tinha passado a noite com a mãe (Dolores, 78, com fratura no fêmur) no hospital, teria tido socorro demorado. Exigimos explicações”, disse José de Andrade, 57.
Mais dois feridos
Outras duas pessoas ficaram feridas, mas escaparam com vida. O acidente aconteceu às 7h, quando o veículo KXX-1253, dirigido por Marcos Antônio Américo Torres, 45, desceu rampa de ré e, desgovernado, imprensou Marta contra uma mureta. O camelô Marcelo Moraes, 37, e a mulher, Antônia D’Ávila, 40, foram atingidos, mas tiveram só ferimentos leves. Resgatada com ajuda de outros pacientes e bombeiro de uma outra ambulância, Marta, morreu na mesa de cirurgia. Ele estava na unidade acompanhando a mãe internada.
Marcos Antônio entrou em desespero e disse que não teve culpa. “A ambulância perdeu o freio”, alegou, mostrando um disco de freio partido e o motor sem manutenção adequada, segundo ele.
A Secretaria estadual de Saúde do Rio suspendeu por dois anos uma empresa acusada de fraudar uma licitação e lesar cofres públicos num contrato de quase R$ 5 milhões. Segundo investigações do Ministério Público, a Toesa Service contou com a ajuda de três funcionários da própria secretaria.
A empresa não quis se posicionar sobre a decisão, mas informou que vai recorrer.
A investigação foi aberta pelo Ministério Público em abril de 2010, depois de uma reportagem no RJTV. A Secretaria estadual de Saúde tinha contratado, após uma licitação irregular, a Toesa Service para fazer a manutenção de veículos de combate à dengue, com preços superfaturados.
A empresa vencedora receberia por ano quase R$ 5 milhões para cuidar de 111 veículos. Dinheiro que daria para comprar uma frota nova.
No fim de 2010, o MP denunciou por suspeita de fraude sete pessoas, representantes da Toesa e funcionários da secretaria. A secretaria também mandou abrir uma sindicância para apurar as denúncias.
O ex-subsecretário executivo, César Romero Vianna Júnior, foi exonerado. Os promotores pediram a condenação da Toesa e propuseram uma ação civil pública contra a empresa.
“O que a investigação revelou é que desde o edital até a contratação final houve uma série de atos irregulares, uma série de vícios, que direcionavam aquela disputa para a empresa Toesa”, afirmou o promotor Reginaldo Lomba, em dezembro de 2010.
Na última sexta-feira, o Diário Oficial do estado publicou uma decisão da secretaria: a Toesa está proibida de participar de licitações e de assinar contratos com a secretaria por dois anos. A empresa recebeu também uma multa de R$ 240 mil, equivalente a 5% do valor do contrato. A Secretaria de Saúde explicou que a proibição é de dois anos porque este é o prazo máximo previsto na Lei das Licitações.
Além desta decisão, ainda correm dois processos na Justiça. A ação civil pública, em que os envolvidos respondem por improbidade administrativa, e uma ação criminal, por fraude em licitação. Não há data prevista para os julgamentos. Segundo a secretaria, os três servidores mencionados não fazem mais parte do quadro de funcionários.
Família vítima de acidente do bondinho denuncia cobrança de propina em hospital:
Para a família do aposentado Alcides de Abreu Gonçalves, de 73 anos, o acidente do bonde em Santa Teresa, no último sábado, foi só o início de um tormento. Depois do trauma e dos ferimentos, Eduardo, filho de Gonçalves, precisou pagar 150 reais ao motorista de uma ambulância para conseguir transferir o paciente. Eduardo, agora, tenta fazer com que o pai seja incluído entre as vítimas. Gonçalves, morador da Tijuca, na zona norte, tinha ido com outro filho, Renato, para um passeio em Santa Teresa. Com eles estavam a namorada de Renato, Patrícia, e os pais da jovem, que moram em Minas Gerais. Depois de saber do acidente com a composição, os parentes tentaram diversos contatos por telefone. Depois de muitas tentativas, foi o pai da moça quem atendeu, e informou que todos estavam na emergência do Hospital Souza Aguiar. Dos cinco integrantes do grupo, Gonçalves era o que tinha os ferimentos mais graves: suspeita de traumatismo craniano, com confusão mental, escoriações e fraturas em um dos braços e uma das mãos.
Era preciso transferi-lo para outra unidade, pois naquele momento o tomógrafo do Souza Aguiar não funcionava. Apesar da recomendação do próprio hospital para que Gonçalves fosse levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, os motoristas das ambulâncias se recusavam a fazer o trajeto. O motivo: por contrato, só podem fazer 20 viagens por dia, e aquela seria a 23ª.
Orientado por um funcionário, Eduardo soube que poderia “dar um jeitinho”. Ele deveria pagar 150 reais a um motorista de uma ambulância de outro hospital público – segundo ele, do Hospital Dom Pedro II, municipalizado e atualmente fechado para reforma.
Eduardo, a partir desse momento, passou a agir por conta própria. “Entrei no hospital, peguei a maca com meu pai e saí pela porta principal. Ninguém me impediu, nenhum funcionário, nenhum segurança. O motorista passou a 160 quilômetros por hora pela Avenida Presidente Vargas e rapidamente chegamos ao Hospital Badim, na Tijuca”, conta ele. O Badim é uma unidade privada.
Durante o encontro desta quarta, a OAB prometeu intervir no caso. “Vamos nos reunir com as vítimas, Defensoria Pública, Ministério Público, secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos para, unidos, tentar evitar que o governo continue tão omisso no cuidado com a sua população”, afirmou Margarida.
Amigos consolam um dos três filhos de Marta. Revoltados, parentes cobram explicações | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
O delegado da 35ª DP (Campo Grande), Alberto Leite, adiantou que Marcos Antônio Américo Torres, 45, motorista de ambulância que atropelou Marta responderá por homicídio culposo (sem intenção). “Se a perícia comprovar que o disco do freio se quebrou por falta de manutenção, responsáveis pela Toesa responderão pelo mesmo crime”, afirmou.Marta foi atropelada e morta por uma ambulância da Toesa Service Ltda. A empresa transporta pacientes para a Secretaria Municipal de Saúde apesar de proibida pelo Ministério Público Estadual de prestar serviços à Secretaria de Estado de Saúde. A Toesa é suspeita de superfaturar contratos que somariam R$ 5 milhões. O motorista alega que o freio falhou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde — que não informou quantas ambulâncias da prefeitura a Toesa administra — garantiu que está “em fase de cancelamento de contrato com a prestadora, pelo não cumprimento de cláusulas contratuais”. Em nota, a empresa Toesa, que não comentou os cancelamentos de contrato, disse que está prestando atendimento à família.
Ambulância imprensou vítima contra o muro do hospital. Marta de Andrade não resistiu aos ferimentos | Foto: Cristiano Lopes / Agência O Dia |
Mais dois feridos
Outras duas pessoas ficaram feridas, mas escaparam com vida. O acidente aconteceu às 7h, quando o veículo KXX-1253, dirigido por Marcos Antônio Américo Torres, 45, desceu rampa de ré e, desgovernado, imprensou Marta contra uma mureta. O camelô Marcelo Moraes, 37, e a mulher, Antônia D’Ávila, 40, foram atingidos, mas tiveram só ferimentos leves. Resgatada com ajuda de outros pacientes e bombeiro de uma outra ambulância, Marta, morreu na mesa de cirurgia. Ele estava na unidade acompanhando a mãe internada.
Marcos Antônio entrou em desespero e disse que não teve culpa. “A ambulância perdeu o freio”, alegou, mostrando um disco de freio partido e o motor sem manutenção adequada, segundo ele.
TOESA BANCA VIAGENS À EUROPA DE FUNCIONÁRIOS DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO.
Um grupo de servidores da Secretaria estadual de Saúde viajou para a Europa com despesas pagas por uma empresa que, entre 2007 e 2010, faturou cerca R$ 28 milhões em contratos com o governo. Dois subsecretários e um médico, além do comandante de uma unidade dos bombeiros e o então subcomandante do corporação, embarcaram em outubro de 2009 para a Dinamarca e a Polônia, com passagens cedidas pela Toesa Service. A empresa é conhecida do Ministério Público. Ano passado, diretores e funcionários da prestadora de serviço, além de servidores da Secretaria estadual de Saúde, foram denunciados pelo MP e hoje são réus em duas ações por suspeita de enriquecimento ilícito, fraude em licitação e danos ao erário.
A viagem dos cinco integrantes do governo aconteceu em 30 de outubro de 2009, cerca de dois meses após a Secretaria de Saúde (que na época incluía também a pasta da Defesa Civil) contratar a Toesa, por R$ 4,9 milhões, para fazer manutenção e reparo de 111 carros usados no combate à dengue. O contrato, segundo denúncia do MP estadual e do Tribunal de Contas, foi superfaturado e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 1,4 milhão. Após o escândalo, a secretaria cancelou o serviço e instaurou sindicância.
Leia mais aqui: http://sospedrosegundo.blogspot.com/2011/07/quando-toesa-sera-fechada-e-seus.html
Toesa já perdeu o contrato com o Estado por corrupção
Secretaria de Saúde do RJ suspende empresa denunciada por fraudes
Toesa Service foi contratada para cuidar de frota de veículos contra dengue. Empresa afirma que vai recorrer da decisão
A Secretaria estadual de Saúde do Rio suspendeu por dois anos uma empresa acusada de fraudar uma licitação e lesar cofres públicos num contrato de quase R$ 5 milhões. Segundo investigações do Ministério Público, a Toesa Service contou com a ajuda de três funcionários da própria secretaria.
A empresa não quis se posicionar sobre a decisão, mas informou que vai recorrer.
A investigação foi aberta pelo Ministério Público em abril de 2010, depois de uma reportagem no RJTV. A Secretaria estadual de Saúde tinha contratado, após uma licitação irregular, a Toesa Service para fazer a manutenção de veículos de combate à dengue, com preços superfaturados.
A empresa vencedora receberia por ano quase R$ 5 milhões para cuidar de 111 veículos. Dinheiro que daria para comprar uma frota nova.
No fim de 2010, o MP denunciou por suspeita de fraude sete pessoas, representantes da Toesa e funcionários da secretaria. A secretaria também mandou abrir uma sindicância para apurar as denúncias.
O ex-subsecretário executivo, César Romero Vianna Júnior, foi exonerado. Os promotores pediram a condenação da Toesa e propuseram uma ação civil pública contra a empresa.
“O que a investigação revelou é que desde o edital até a contratação final houve uma série de atos irregulares, uma série de vícios, que direcionavam aquela disputa para a empresa Toesa”, afirmou o promotor Reginaldo Lomba, em dezembro de 2010.
Na última sexta-feira, o Diário Oficial do estado publicou uma decisão da secretaria: a Toesa está proibida de participar de licitações e de assinar contratos com a secretaria por dois anos. A empresa recebeu também uma multa de R$ 240 mil, equivalente a 5% do valor do contrato. A Secretaria de Saúde explicou que a proibição é de dois anos porque este é o prazo máximo previsto na Lei das Licitações.
Além desta decisão, ainda correm dois processos na Justiça. A ação civil pública, em que os envolvidos respondem por improbidade administrativa, e uma ação criminal, por fraude em licitação. Não há data prevista para os julgamentos. Segundo a secretaria, os três servidores mencionados não fazem mais parte do quadro de funcionários.
Família vítima de acidente do bondinho denuncia cobrança de propina em hospital:
Para a família do aposentado Alcides de Abreu Gonçalves, de 73 anos, o acidente do bonde em Santa Teresa, no último sábado, foi só o início de um tormento. Depois do trauma e dos ferimentos, Eduardo, filho de Gonçalves, precisou pagar 150 reais ao motorista de uma ambulância para conseguir transferir o paciente. Eduardo, agora, tenta fazer com que o pai seja incluído entre as vítimas. Gonçalves, morador da Tijuca, na zona norte, tinha ido com outro filho, Renato, para um passeio em Santa Teresa. Com eles estavam a namorada de Renato, Patrícia, e os pais da jovem, que moram em Minas Gerais. Depois de saber do acidente com a composição, os parentes tentaram diversos contatos por telefone. Depois de muitas tentativas, foi o pai da moça quem atendeu, e informou que todos estavam na emergência do Hospital Souza Aguiar. Dos cinco integrantes do grupo, Gonçalves era o que tinha os ferimentos mais graves: suspeita de traumatismo craniano, com confusão mental, escoriações e fraturas em um dos braços e uma das mãos.
Era preciso transferi-lo para outra unidade, pois naquele momento o tomógrafo do Souza Aguiar não funcionava. Apesar da recomendação do próprio hospital para que Gonçalves fosse levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, os motoristas das ambulâncias se recusavam a fazer o trajeto. O motivo: por contrato, só podem fazer 20 viagens por dia, e aquela seria a 23ª.
Orientado por um funcionário, Eduardo soube que poderia “dar um jeitinho”. Ele deveria pagar 150 reais a um motorista de uma ambulância de outro hospital público – segundo ele, do Hospital Dom Pedro II, municipalizado e atualmente fechado para reforma.
Eduardo, a partir desse momento, passou a agir por conta própria. “Entrei no hospital, peguei a maca com meu pai e saí pela porta principal. Ninguém me impediu, nenhum funcionário, nenhum segurança. O motorista passou a 160 quilômetros por hora pela Avenida Presidente Vargas e rapidamente chegamos ao Hospital Badim, na Tijuca”, conta ele. O Badim é uma unidade privada.
A Secretaria Municipal de Saúde nega que o tomógrafo do Hospital Municipal Souza Aguiar esteja quebrado. Por nota, a secretaria informou que o tomógrafo apresentou problemas na tarde de sábado, após realizar 27 exames naquele dia. "A equipe de manutenção da empresa Philips já foi acionada para fazer o reparo do equipamento. Apesar disso, nenhum paciente do Souza Aguiar que precisou ficou sem realizar o exame. O equipamento voltou a funcionar na segunda-feira, dia 29", diz a nota.
Sobre a recusa para transferência do paciente, a secretaria informou que "o contrato com a Toesa não limita o número de remoções diárias. A empresa está à disposição da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil para atender às suas demandas. A SMSDC desconhece qualquer ambulância do Hospital Pedro II no atendimento às vitimas do acidente". O caso do paciente Gonçalves, segundo a secretaria, está sendo investigado internamente.Ah ta!
Durante o encontro desta quarta, a OAB prometeu intervir no caso. “Vamos nos reunir com as vítimas, Defensoria Pública, Ministério Público, secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos para, unidos, tentar evitar que o governo continue tão omisso no cuidado com a sua população”, afirmou Margarida.
Garotinho e Cesar contra Cabral
Garotinho e Cesar contra Cabral
Da repórter Nara Alves, do IG:
“Depois de mais de uma década de troca de farpas, duas das principais forças políticas do Rio de Janeiro estão em vias de selar, por meio de seus filhos, uma aliança para 2012. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o deputado federal Anthony Garotinho (PR) devem lançar à prefeitura da capital fluminense Rodrigo Maia (DEM) e Clarissa Garotinho (PR) na vice. A chapa na capital simboliza uma aliança ainda maior, que abarca todo o Estado. Juntos, Maia e Garotinho articulam uma espécie de divisão do Rio. E, na mira deles, está o governador Sérgio Cabral (PMDB).Se no passado Garotinho classificou Maia como “uma espécie de Pinochet” e Maia comparou o rival ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, hoje o cenário é bem diferente. Em nome da aliança, os dois sentaram à mesma mesa para tratar das próximas eleições municipais. “Estive uma vez com ele (Anthony Garotinho) e Rodrigo (Maia). E lembramos que as coligações se fazem por convergência ou por uma frente contra um governo inepto. É o caso aqui em relação ao PMDB”, disse Cesar Maia ao iG. Apesar das desavenças, Garotinho e Maia têm um passado em comum. Ambos foram apadrinhados por Leonel Brizola no PDT e romperam com o ex-governador fluminense, morto em 2004.
Juntos, os clãs Garotinho e Maia realizam um “mapeamento” do Rio de Janeiro. “O que o DEM e o PR têm feito é um mapeamento do Estado, definindo progressivamente quem deverá liderar a eleição para prefeito nesse ou naquele município”, explicou Maia. Se na capital a preferência é do DEM, no município de Campos,
administrado pela mulher de Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, a cabeça de chapa é do PR. Rosinha, expulsa do PMDB acusada de fazer campanha para o marido, pode se filiar ao PR para candidatar-se à reeleição.
Na capital, embora Garotinho tenha dito ao iG que a aliança Rodrigo-Clarissa é “provável”, Maia nega que DEM e PR tenham definido os nomes da chapa. “Não se tratou de nomes por enquanto. Os dois são sempre lembrados por terem liderados seus partidos na capital para federal (Rodrigo Maia) e estadual (Clarissa
Garotinho)”, afirma.
O ex-prefeito admite estar disposto a fazer campanha para a filha do ex-rival. “A chapa na capital com a cabeça do DEM teria naturalmente o apoio de todo o partido porque emanaria - como tem acontecido - de uma decisão coletiva”, adiantou. Aos 29 anos, Clarissa é formada em Jornalismo e foi eleita vereadora
pelo PMDB, mas teve o mandato cassado por infidelidade partidária, quando seguiu o pai na migração para o PR. Em 2010, Clarissa Garotinho foi eleita deputada estadual pelo atual partido e, em entrevista ao iG, disse sonhar com o Executivo.
A parceria pretende fazer frente à candidatura à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB), aliado de Sérgio Cabral, na corrida pelo comando da cidade que sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O prefeito – que iniciou a carreia no PV, depois foi para o PFL, migrou para o PTB, voltou para o PFL, foi para o PSDB e agora está no PMDB – é afiliado político de Cesar Maia. Os dois romperam, no entanto, quando Paes migrou para o PSDB.
Além de Rodrigo Maia e Eduardo Paes, outro afiliado político de Cesar Maia, o ex-deputado Indio da Costa, também é cotado para concorrer à prefeitura. Ex-PTB e ex-DEM, Indio da Costa - que ganhou notoriedade nacional ao concorrer como vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência - deverá entrar na disputa pelo
partido a ser registrado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD. Hoje rompidos, Maia e Indio estiveram a um “sim” de serem sogro e genro. A filha de Cesar Maia, Daniela, é ex-noiva do ex-deputado.
A tradicional aliança DEM-PSDB não terá vez em 2012 na capital fluminense. Neste ano, o PSDB nacional decidiu lançar candidato próprio e o nome mais cotado é o do deputado federal Otávio Leite, ex-PDT. Sem expressão nacional, a candidatura de Leite é tida mais como uma forma de fortalecer o partido na região do que como uma possibilidade real de vitória.
O PV também deve correr por fora. Embora apóie o movimento liderado pela ex-senadora Marina Silva, que deixou o partido na última semana, Fernando Gabeira decidiu seguir no PV para poder se candidatar. Ex-petista, o ex-deputado ficou em segundo lugar em 2010 nas eleições ao governo do Rio, sendo derrotado pelo peemedebista Sérgio Cabral.
Na esteira do sucesso do filme “Tropa de Elite”, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) deve se candidatar à prefeitura. Ex-PT, Freixo inspirou a personagem Diogo Fraga, o mocinho do longa-metragem, e foi reeleito deputado estadual em 2010 com a segunda melhor votação do Estado.
Sem um nome forte na capital fluminense, o PT deverá lançar novamente o deputado Alessandro Molon, único cotado que nunca trocou de partido. Em 2008, Molon disputou o cargo sem o apoio consensual do PT e obteve apenas 4% dos votos válidos. Em 2012, o partido deverá novamente se dividir entre os que desejam continuar apoiando Eduardo Paes e aqueles que querem lançar candidatura própria.
Garotinhos entre Cesar Maia e Gabeira
A cúpula do PR no Rio de Janeiro, comandada pelo ex-governador e atual deputado Anthony Garotinho, encomendou para este mês uma pesquisa de intenção de voto que servirá como um norte das alianças para as próximas eleições municipais de 2012.
A pesquisa será aplicada nas 40 maiores cidades do Estado do Rio de Janeiro.
Nela serão colocados os nomes dos cinco possíveis postulantes à cadeira de prefeito do Rio.
Os nomes que constam na lista do PR são: do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), do senador Marcelo Crivella (PRB), dos deputados federal Otávio Leite (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM), e de Fernando Gabeira (PV).
O nome de Rodrigo será alternado com o da deputada estadual Clarissa Garotinho (PR).
A expectativa da cúpula do PR é que a pesquisa confirme uma “alta rejeição” ao nome dos Maias.
Dessa forma, Clarisse seria conduzida à cabeça de chapa numa possível dobradinha com Rodrigo Maia (DEM), filho do ex-prefeito Cesar Maia.
Nos bastidores, o buchicho é de que o ex-prefeito se candidate a vereador, com objetivo de ser puxador de votos.O maior atrativo do DEM hoje é o tempo de TV que gira em torno de 1’45’’.
Em contrapartida, integrantes do PR avaliam que esse “capital” pode não ser tão interessante face à perda de espaço do partido no estado nos últimos anos.
Uma perda que pode ser somada a uma possível rejeição de Cesar Maia.
“Temos um partido competitivo para a eleição estadual. O dele [de Cesar Maia] não é”, disse ao blog, integrante do PR do Rio que não quis se identificar.
Nesse cenário a avaliação é de que enquanto Gabeira é forte na Zona Sul do Rio, os Garotinhos são nas Zonas Oeste e Norte.
Eleições 2012 no Rio. Panorama de maio de 2011
Olá amigos.Desculpem o sumiço de mais de 6 meses, mas é que nesse tempo fiquei sem computador, depois sem internet e some-se ainda a correria do casamento.
Mas vamos lá, aos poucos retomar os trabalhos por aqui. O tema que dará início é eleições 2012, no Rio. Vamos dar o pontapé de partida na corrida pra prefeitura do Rio com este texto abaixo:
Forças políticas se reacomodam para eleições de 2012 no Rio
Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual
| O prefeito do Rio, Eduardo Paes, é visto como favorito para a eleição municipal de 2012 (Foto: Sergio Moraes/ Reuters) |
Rio de Janeiro – A direção regional do PMDB do Rio de Janeiro deve confirmar, ainda nesta semana, a expulsão da prefeita de Campos (RJ), a ex-governadora Rosinha Garotinho, das fileiras do partido. A decisão, tomada inicialmente pelo diretório do PMDB na cidade do Norte Fluminense, aconteceu porque, nas eleições do ano passado, Rosinha teria se recusado a fazer campanha pela reeleição do governador peemedebista Sérgio Cabral. Naquela ocasião, segundo o PMDB, "a prefeita apoiou abertamente o candidato Fernando Peregrino, do PR", mesmo partido de seu marido, o deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho, e de sua filha, a deputada estadual Clarissa Garotinho.
A expulsão de Rosinha é o mais recente movimento de uma reacomodação de forças políticas que ocorre no Rio de Janeiro, motivada pelas eleições municipais do ano que vem. Com a provável ida da ex-governadora para o PR, os Garotinho estarão definitivamente livres do PMDB e novamente no comando de uma legenda para negociar alianças eleitorais. A principal delas pode ser uma surpreendente parceria com adversários históricos: o ex-prefeito Cesar Maia e família, acossados pelo recente mau desempenho nas urnas e pelo desgaste provocado no DEM pelo surgimento do PSD.
A meta principal de Cesar e Garotinho é construir uma candidatura capaz de fazer frente ao favoritismo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, em sua tentativa de reeleição e, conseqüentemente, abalar a hegemonia de Cabral e do PMDB na política fluminense. Por isso, os dois esqueceram os últimos 15 anos de ataques mútuos e articulam uma chapa conjunta entre DEM e PR que teria seus respectivos filhos – o deputado federal Rodrigo Maia e a deputada estadual Clarissa Garotinho – como candidatos a prefeito e a vice.
Nas três últimas semanas, Rodrigo e Garotinho encontraram-se ao menos duas vezes para tratar de política. No fim de março, uma reunião mais ampla teria contado também com as presenças de Cesar, Clarissa e Rosinha. O deputado federal do DEM não esconde a tentativa de aliança: "Quem está na oposição deve procurar uma estratégia, isso é natural. Esperamos estar juntos com o PR na capital e em outros municípios. As definições deverão ocorrer no segundo semestre, mas a chapa conjunta na capital pode existir", diz Rodrigo Maia.
A aposta é alta. Nova derrota nas eleições municipais de 2012 pode relegar Cesar e Garotinho de forma definitiva a um segundo plano da política nacional. No caso do ex-prefeito, existe ainda o fantasma da desintegração do DEM, que já começa a perder para o recém-criado PSD alguns quadros importantes no Rio, como os deputados federais Arolde Oliveira e Solange Amaral. A saída mais emblemática de um demista fluminense rumo ao PSD, no entanto, foi a do ex-deputado Indio da Costa, que foi candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra (PSDB) nas últimas eleições.
Indio era considerado um candidato em potencial do DEM para enfrentar Paes, mas sua ida para o PSD embaralha novamente as cartas da sucessão municipal. Não está descartada a possibilidade de uma candidatura própria, mas tudo indica que o PSD no Rio deverá ter como objetivo engrossar a base de apoio ao governo estadual. Se isso ficar acertado, é possível que Indio seja candidato a vice na chapa de Paes: "Ainda não tomei nenhuma decisão sobre às eleições municipais", desconversa o ex-demista.
O desenho dessa reviravolta começou a ser esboçado na primeira semana de abril em São Paulo, quando o prefeito paulistano Gilberto Kassab reuniu-se com Indio e Paes, além do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para tratar do apoio à reeleição do prefeito carioca. Essa definição, assim como no caso da aliança entre os Maia e os Garotinho, não acontecerá de forma precipitada, mas não será mais surpresa se surgir uma (até pouco tempo atrás, impensável) chapa reunindo Eduardo Paes e Indio da Costa.
Candidatura petista
Curiosamente, a aproximação entre o PSD e o PMDB em torno do projeto de reeleição de Paes já faz com que o PT comece a retomar a discussão sobre a viabilidade de uma candidatura própria à prefeitura do Rio de Janeiro. Os setores do partido mais ligados ao governo federal e à presidenta Dilma Rousseff se esforçam para manter a unidade da aliança com o PMDB, que passa pelo apoio a Paes com a indicação de um vice petista, enquanto outros setores defendem a necessidade de uma candidatura própria como forma de não enfraquecer de vez o PT na cidade.
Os principais avalistas do apoio a Paes neste momento são o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, atualmente secretário da área no estado. Se optar pela candidatura própria, os nomes fortes no PT para tentar derrubar o favoritismo de Paes são os do deputado federal Alessandro Molon – o mais votado do partido nas últimas eleições – e o do senador Lindbergh Farias, sendo que este último ainda não definiu sua posição.
Outra possibilidade, mais remota, para o PT seria uma aliança com os demais partidos da esquerda apoiando um nome de outra legenda. Nesse caso, o nome mais forte no Rio é o do deputado federal do PSOL, Chico Alencar, que tem grande capilaridade eleitoral na capital e, com o apoio do PT, seria um nome capaz de ao menos chegar ao segundo turno com chances de vencer o atual prefeito.
Gabeira e PSDB
Quem também alimenta a esperança de chegar ao segundo turno com chances de vitória, ainda que não tenha assumido publicamente sua candidatura, é o ex-deputado Fernando Gabeira, do PV. Atualmente concentrado nos embates internos que o grupo mais próximo à ex-ministra Marina Silva trava com os atuais dirigentes nacionais do partido, Gabeira, no entanto, precisa reconstruir a aliança com partidos como o PSDB e o PPS, que ainda não se definiram quanto às eleições municipais.
Os tucanos, ao menos, já trataram de demarcar posição no campo contrário a Sérgio Cabral. Em convenção realizada em 17 de abril, o deputado estadual e ex-vice-governador Luiz Paulo Corrêa da Rocha foi eleito presidente estadual do PSDB, em substituição ao prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, que, mesmo no comando do partido, apoiou a reeleição de Cabral no ano passado. Luiz Paulo defendeu a mudança: "Em 2012 teremos eleições e vamos buscar eleger o maior número possível de prefeitos para enfrentar esse processo de mexicanização da política no Rio de Janeiro"
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