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Narcovarejo no Rio

Esta reportagem é antiga, mas percebi que não a publiquei aqui no blog, e ela é bastante elucidativa quanto a minha postura de descrédito do "projeto" de UPPs.

Folha de São Paulo, 4/12/10
Garry Gasparov, o maior jogador de xadrez de todos os tempos, em 2005 afirmava: “O jogo requer a disciplina de pensar muito além do presente e muito além de você mesmo. Não apenas pensar no seu tabuleiro, mas também no do seu oponente. Para cada movimento, tem que calcular a resposta de seu oponente. Não só a resposta imediata, mas também dez ou 15 movimentos antecipados”.




A ocupação do Complexo do Alemão é mais um episódio da história do tráfico no Rio, que vem do final dos anos 70, quando se forma um corredor de exportação de cocaína para a Europa. Este cria um mercado interno para dar sustentação financeira aos grupos nos intervalos entre as partidas de cocaína. E se cristaliza.
O Complexo do Alemão concentrou os traficantes que saíram das favelas de pequeno porte ocupadas pelas UPPs.
Tornou-se uma central do Comando Vermelho. Muito mais importante por isso que pela distribuição de cocaína, que no Rio é concentrada na Rocinha e na Maré -que juntas respondem por mais de 60% da distribuição no varejo.
O Alemão tem 65 mil moradores. A Rocinha e a Maré juntas têm 180 mil. A ocupação do Alemão tem um forte efeito simbólico, restituindo aos militares e policiais a confiança da população. Isso é, em si, muito importante.
O prazo dado desde a ocupação de uma favela ao lado foi usado pelos chefões, que fugiram, na lógica das guerrilhas. Na Operação Rio do Exército (1994) tinha sido assim. Provavelmente estarão em outra comunidade na periferia que, no futuro, terá simbologia semelhante à do Alemão.
Os casos das favelas de Vigário Geral, Parada de Lucas e outras servem como memória.
A ocupação do Alemão foi reativa, como resposta aos atos de microterrorismo perpetrados. Estes, segundo o governo, foram resposta dos traficantes às UPPs. Previsível, até porque outras áreas foram tomadas pelas milícias, que vivem de extorsão.
Se as bocas de fumo do Alemão estão fechadas (espera-se que agora definitivamente), isso nada tem a ver com a demanda de cocaína: os viciados continuarão procurando onde comprar. Para isso existem centenas de outros pontos.
O efetivo policial que ficará no Alemão, mantida a escala das UPPs, estará na casa dos 2.500. Isso é mais que todas as UPPs da zona sul e norte do Rio, que estão em comunidades de 5.000 moradores. Somando ambas, tem-se o mesmo efetivo do policiamento ostensivo na capital, em cada momento.
Abre-se uma oportunidade. Mas, para isso, deve-se seguir o conselho de Gasparov. Ou será mais uma vez uma questão de tempo, pela própria dinâmica da demanda de cocaína (8 ton/ano no Rio) e do narcovarejo correspondente.

A FARSA DO CABRAL: Moradores reagem com violência abordagens de militares no Complexo do Alemão

A FARSA DO CABRAL: Moradores reagem com violência abordagens de militares no Complexo do Alemão

 do blog do Ricardo Gama
Essa matéria as Organizações Globo e demais meios de comunicação não mostram.

É a FARSA da pacificação do Sérgio Cabral, moradores tem reagido com violência as abordagens dos militares no Complexo do Alemão, por que será ?

Todos sabem que no Complexo do Alemão o tráfico de drogas está atuando livremente, e matando moradores, conforme já postei aqui diversas vezes no blog.

Reprodução do site Último Segundo


Informações da Procuradoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro revelam que moradores do Complexo do Alemão, na zona norte, têm reagido com violência e xingamentos quando são abordados e revistados por tropas da Força de Pacificação do Exército, que ocupam o local desdedezembro.
E para efetuar as prisões, o militar, em muitos casos, faz uso de spray de pimenta e de disparos de munição não-letal (bala de borracha).
Segundo o órgão, nos últimos dez dias, foram oferecidas ao menos nove denúncias por desacato edesobediência aos militares, além de e resistência mediante ameaça ou violência. A Força de Pacificação ocupa os complexos do Alemão e da Penha desde o dia 4 de dezembro.
De acordo com promotores, a presença permanente de militares, as abordagens, as revistas geram, muitas vezes, o descontentamento de parte da população local, que considera as ações da Força de Pacificação uma restrição à liberdade.
Segundo a Procuradoria, a quase totalidade das situações que levaram à instauração de inquéritos tem a mesma sequência de fatos. Os casos ocorrem de madrugada e se iniciam como uma abordagem comum. Quando alguém resiste à revista, há o enfrentamento e xingamentos. O militar dá voz de prisão e, normalmente, o envolvido não aceita ser levado à delegacia.
As motivações para a abordagem dos militares são diversas: tumulto na frente de um bar; suspeito passando em beco escuro; suspeição de agressão; indivíduo urinando em logradouro público; acusado lançou espuma sobre o para-brisa da viatura; jogo de apostas em bar; ofensas verbais contra militares de patrulha.
Triagem
Em nota, a Procuradoria da Justiça Militar informou que, no caso específico da Força de Pacificação no Complexo do Alemão, composta por integrantes das Forças Armadas e policiais de outros órgãos, o promotor Luciano Moreira Gorrilhas, do Rio, sugere a triagem na atuação.
Na opinião do promotor, o Exército deveria ficar responsável pelos casos mais complexos, e os desvios de conduta, inerentes ao cotidiano de uma comunidade, ficariam a cargo da Polícia Militar e da Polícia Civil. Assim, segundo o promotor, poderiam ser evitados possíveis abusos de autoridade por parte dos militares das Forças Armadas, que são treinados para situações de confronto e não para o trato cotidiano com comunidades.

Delegado confirma, mas Beltrame nega a existência de caminhão com explosivos para ataques no Rio


TERRORISMO!

Delegado confirma, mas Beltrame nega a existência de caminhão com explosivos para ataques no Rio.

RIO - O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, negou na noite de terça-feira a existência de um caminhão com cerca de 600 quilos de dinamite que seriam usados em atentados contra monumentos e autoridades do Rio. Mais cedo, cinco diferentes fontes das polícias Civil, Militar e Federal informaram a repórteres do GLOBO que policiais estariam procurando no Rio o caminhão, que teria sido roubado em ataques de bandidos fortemente armados na madrugada do último dia 10, em cidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Este teria sido o motivo do pedido do governador Sergio Cabral, ao Ministério da Justiça, de reforço no policiamento das estradas federais do estado.
Segundo o secretário, no entanto, se policiais deram esse tipo de informação, prestaram "um desserviço" ao Rio, assustando a população carioca. Beltrame conversou com os secretários de Segurança do Rio Grande do Sul e de São Paulo, que teriam lhe garantido que não há notícias de roubo de caminhão com dinamite. Segundo ele, o único registro de ocorrência feito pela polícia do Rio Grande do Sul mais recentemente foi o roubo de um tipo de gel utilizado para explodir pedreiras, mas que, de acordo com as investigações, é usado em assaltos a bancos do interior do estado.
- Não se trata de TNT. Além disso, não há histórico de uso desse gel aqui no Rio. Os bandidos daqui costumam usar pólvora. Não há caminhão nenhum vindo para o Rio. Se algum policial informou isso, prestou um desserviço à população - afirmou Beltrame.
O delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Rio Grande do Sul, confirmou ao GLOBO, no entanto, que cerca de cinco homens armados com fuzis e mascarados invadiram uma empresa em Gravataí, na Grande Porto Alegre, roubando cerca de 300 quilos de explosivos (dinamites de TNT) e detonadores. O circuito interno da empresa flagrou toda a ação, segundo o delegado.
- É muito explosivo para ser usado em roubos de caixa eletrônico, como chegaram a sugerir. Só pode ser para outras ações, como atentados - disse Juliano.
Na mesma madrugada, em São Paulo, seis homens armados com pistolas teriam rendido vigias de uma pedreira em Jundiaí, a 65km da capital paulista. Depois de uma hora, teriam fugido levando 300 quilos de dinamite e mais de mil metros de pavio e detonadores. Os funcionários teriam sido ameaçados, agredidos e obrigados a carregar os explosivos para o lado de fora da pedreira. Depois de amarrar os vigias, os ladrões teriam colocado os explosivos em vários carros e fugido.
Adaptado do texto de Vera Araújo.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/23/beltrame-nega-existencia-de-caminhao-com-explosivos-para-ataques-no-rio-923093689.asp

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Cabral: criminosos estão tentando inibir as ações pacificadoras do Estado
Rio - O governador Sérgio Cabral afirmou, nesta quarta-feira, que os marginais estão tentando 'inibir' as ações do Governo do Estado no sentido de trazer paz à cidade. Cabral afirmou que a população e as autoridades estão enfrentando uma reação desesperada por parte dos criminosos, mas que as metas da Secretaria de Segurança Pública serão cumpridas.
"Esta lógica (entrada de armas pesadas no Rio) está sendo vencida, está sendo quebrada. Eles (bandidos) sabem que estamos atacando a espinha dorsal e eles estão tentando inibir as nossas ações. Mas não vão conseguir, pois estamos enfrentando uma reação desesperada. Temos o plano de que até 2014 todas as comunidades serão pacificadas. Se a gente não ganhar esta luta, nada mais funcionará", disse Cabral em entrevista à Rádio CBN.

Cabral admitiu mais uma vez que as ações dos marginais são em decorrência da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades consideradas como estratégicas para o comércio de entorpecentes. Além disso, a transferência de presos considerados como de alta periculosidade para presídios federais vêm desarticulando as ações criminosas.
Na madrugada desta quarta-feira, bandidos metralharam uma cabine da PM em Duque de Caxias | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
"Durante todo o tempo agimos para conter estas ações (ataques de bandidos). Sabíamos que quando as UPPs fossem instaladas estas situações poderiam acontecer. Mas vamos continuar a enviar presos de alta periculosidade para presídios federais. E assim que vamos continuar a proceder", afirmou.
Governador pede calma à população
Cabral admitiu que a situação preocupa, mas pediu calma à população. O governador afirmou ainda que a Polícia Civil, as Forças Armadas e a Polícia Federal estão trabalhando em conjunto para que os criminosos sejam presos e a onda de ataques pare na cidade. Além disso, um gabinete de crise, chefiado pelo secretário José Mariano Beltrame, já está em funcionamento.
"Nós, desde o primeiro dia, enfrentamos estes marginais para que a população seja libertada das garras dos traficantes. Peço calma para a população, pois esta reação deles (bandidos) é em decorrência da perda de território. Nosso trabalho é permanente. Não tem paz falsa", afirmou.
A demanda por drogas no estado faz com que Cabral seja realista quanto o fim da violência. "Não temos a ilusão, infelizmente, de que o consumo de drogas vá diminuir. Existe uma demanda por cocaína, maconha e crack não só no Rio, mas em várias partes do mundo".
Por fim, Cabral afirmou que tem feito de tudo para recuperar a carreira dos policiais militares, mas que tudo precisa ser enquadrado no orçamento do Governo. Demos reajustes aos policiais militares em todos os anos no meu primeiro mandado. Vamos continuar a recuperar a carreira do PM. Só precisamos adequar ao orçamento", completou.

Ataques começaram no domingo ao meio-dia
A onda de ataques violentos no Rio e Grande Rio começou no último domingo, por volta do meio-dia, na Linha Vermelha, quando seis bandidos armados com cinco fuzis e uma granada fecharam a pista sentido Centro, altura de Vigário Geral. Os criminosos, em dois carros, levaram pertences de passageiros e queimaram dois veículos, após expulsarem os ocupantes. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferências de bandidos para presídios federais em outros estados.
Na manhã desta segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à Avenida Brasil, em Irajá, também na Zona Norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro -, além de um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros no Trevo das Margaridas. À noite, criminosos incendiaram dois carros na Rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Foi o quinto ataque a motoristas em menos de 48 horas. Na Zona Norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.
No dia seguinte, as polícias Militar e Civil se uniram para reforçar o patrulhamento pelas ruas do Rio. O efetivo foi redobrado para controlar os ataques dos bandidos. A operação se chamou 'Fecha Quartel'. Mais de 20 favelas foram invadidas. Armas e drogas foram apreendidas. Bandidos foram presos e alguns mortos em confronto com agentes.

Novos ataques nesta quarta-feira: ônibus, van e carros são incendiados na Zona Norte do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Sérgio Cabral, governador do Rio, desafia os bandidos: 'Não há paz falsa. Não negociamos'.

Perdeu, perdeu, carioca!


Perdeu, perdeu, carioca!

Perdeu! Essa é a palavra predileta dos bandidos quando tomam de nós o que não é deles. Poderiam interromper a novela das 20h para um pronunciamento do governador e do prefeito, quem sabe até da nossa presidente. Eles poderiam abrir o programa dizendo isso a todos os cariocas: Perdeu carioca, perdeu!
Sim, todos nós, moradores do Rio, perdemos. E estamos perdendo há muito tempo. Era meio óbvio que incidentes como esses, e até piores, iriam acontecer. Se eu desmato uma floresta onde só há leões e jacarés para construir uma cidade, mas não elimino os animais, só o habitat, para aonde será que os animais irão?
O que farão esses bichos? Será que subitamente refletirão e chegarão à conclusão de que não são bichos mais, que agora comem de garfo e faca comida cozida, e escovam os dentes? Será que a história teria esse desfecho? Acho que não.
Era claro que os traficantes não iriam aceitar pacificamente a ocupação das favelas. E por que não temos o Exército nas ruas? Isso é uma guerra. E será assim até o dia em que não tivermos mais essa quantidade enorme de traficantes. Até o interior do estado já está sofrendo as consequências da migração dos bandidos. Eu vejo o que o Rudolph Giuliani fez em Nova York e o que a Itália fez contra a máfia, e me pergunto por que o Rio não consegue resolver esse problema.
Dizem alguns que a culpa é dos viciados, ou que a culpa é da corrupção, ou ainda que a culpa é dos políticos, do voto errado entre outros motivos. Mas como resolvemos, cobrando de quem? Quando tentamos jogar a culpa em alguém é porque não temos a solução. Procurar por culpados é ridículo, quando os principais culpados são os bandidos.
O que os traficantes fariam se não existissem os viciados? Iriam se converter ao cristianismo, e virarem trabalhadores honestos? Ou os viciados são os culpados pela pobreza, má distribuição de renda e favelização da cidade? E o que aconteceria então, se não houvesse corrupção? É essa a causa dos problemas? As pessoas acham que não tem corrupção em países desenvolvidos? Minha gente, meu povo, meus amigos, meus irmãos, os culpados somos todos, o que temos que descobrir é a solução.
 Artigo do leitor João Marcelo de Oliveira Antunes

Rio, uma cidade dominada pelo medo


 A falta de planejamento estratégico, os desmandos das autoridades e o alto índice de corrupção na polícia do Rio de Janeiro foram alguns dos ingredientes que levaram a cidade a chegar ao caos em que se encontra a segurança . O cidadão que trabalha arduamente para levar uma vida com um mínimo de conforto possível hoje está refém da marginalidade.
Se andar de ônibus, é assaltado; se opta pelo automóvel, tem o seu veículo queimado por pura maldade. Enquanto as autoridades discursam sob as luzes dos holofotes, a população está reclusa em suas residências ou caminha aterrorizada, rezando a Deus para chegar em casa em segurança. Crianças ficam dias sem aula, por causa de constantes tiroteios e eles continuam discursando, enquanto os bandidos atiram.
A marginalidade perdeu o respeito pela polícia, até porque hoje, diante de diversos acontecimentos, fica difícil distinguir quem é polícia ou quem é bandido. Jogam a culpa no "abandono de 40 anos", mas esquecem que sempre participaram de governos passados e nada fizeram.
Para aqueles que vivem no Rio, lamentavelmente sobrou a obrigação de pagar os impostos e mais nada. Cariocas, não percam a esperança, porque o Rio de Janeiro tem uma saída: o aeroporto. Porque se pegarmos a estrada, certamente seremos assaltados.
Artigo do leitor José Carlos Pereira de Carvalho Este artigo foi escrito por um leitor do Globo.

Violência no Rio: população fica temerosa, mas não se mobiliza


Laura Machado | Rio+ | 24/11/2010 16h08



Há muitos anos a população do Rio de Janeiro tem que conviver com a beleza e o caos da violência do tráfico de drogas. Toroteios, arrastões, assaltos, facções criminosos. Esses e outros acontecimentos já se tornaram "normais" no dia-a-dia dos cidadãos. O histórico de violência constante fez com que as pessoas se acostumassem e se tornassem passivas diante dos crimes, acostumando-se a viver com eles. Essa é a análise feita pelo psicólogo ouvido pelo SRZD, Mauro Paiva.
O psicólogo acredita que a população de todo o estado anda muito passiva e não protesta contra a situação caótica na segurança, e em que em nenhum outro país "onde as pessoas são um pouco mais politizadas, essa situação seria tolerada, a não ser em tempos de guerra, e, mesmo assim, o que nos mostra a história é o engajamento da populção formulando modos de resistência, o que não vemos por aqui, infelizmente".

Consequências psicológicas
Mauro Paiva acredita que a atual situação na cidade pode provocar alta ansiedade, síndrome do pânico e medo patológico, tudo isso porque "pessoas que têm uma maior fragilidade emocional e psíquica pode ter um "starter" para estes casos, que se ativa a partir do estado de alerta mais intensificado que as pessoas ficam".
Em muitos casos a situação só amenizada com um tratamento, nos casos mais graves dos sintomas. "Nos casos limítrofes, somente com intervenção psicoterápica e em alguns casos, associar a psicoterapia com atendimento psiquiátrico pode ser uma opção mais indicada, para que a medicação ajude a pessoa a debelar a sintomatologia mais presente", acrescentou o psicólogo.
Como escapar desses traumas
O psicólogo também deu caminhos para que a pessoa relaxe mesmo diante de tanta violência ao redor. "Tem que haver um momento aonde a pessoa possa se desligar de todos estes estresses por algum tempo. Por algo em torno de 20 minutos, em que a pessoa possa relaxar,fechar os olhos, respirar profundamente num lugar confortável, tentando esvaziar o pensamento.... Isso pode fazer a diferença entre viver com alguma qualidade, mesmo em meio ao caos, e simplesmente sobreviver se tensionando cada vez mais, dia após dia", acrescentou Paiva.

http://www.sidneyrezende.com/noticia/110542+violencia+no+rio+populacao+fica+temerosa+mas+nao+se+mobiliza

Motorista conta como socorreu vítima queimada em van incendiada no Rio


Segundo Jorge Fontes, sogro dirigia veículo incendiado.
Ele conta que crimonosos atearam fogo antes de passageiros descerem.

“Eles atearam fogo sem que ninguém tivesse descido da van”, disse emocionado o genro do motorista de uma van incendiada nesta quarta-feira (24) em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Jorge Fontes também dirige uma van na mesma linha e foi chamado para prestar socorro às vítimas pelo próprio sogro.

Segundo Fontes, os criminosos teriam assaltado os passageiros antes de atearem fogo na van. “A princípio, a informação que me passaram foi de que dois criminosos pegaram a van na altura de Antares e, uns 500 metros, depois anunciaram o que seria um assalto. Eles então roubaram os pertences das vítimas, espalharam gasolina e acenderam o fogo sem esperar ninguém descer”, explicou o motorista.

Ao todo, segundo ele, quatro pessoas ficaram feridas. Já a Secretaria estadual de Saúde confirma apenas três atendimentos: o motorista do veículo sofreu queimaduras no braço esquerdo e nos tornozelos; a cobradora da van queimou as pernas e os pés; e um passageiro também teria sofrido queimaduras nas pernas e nos pés.
Sensação de medo
Jorge contou que ao chegar ao local do incêndio encontrou seu sogro desesperado. “Quando cheguei o vi chorando, falando que estava com medo de morrer. Ele já trabalha com van faz tempo e essa é primeira vez que isso acontece”, disse.

A onda de violência também preocupa o motorista. “A gente vê essas coisas acontecendo lá pra baixo e nunca imagina que vai acontecer com a gente. Eu trabalho com van durante todo dia. Ando de madrugada, de dia e a gente acaba tendo medo, né?”, disse.

O fogo consumiu todo o veículo, no entanto, segundo Fontes, a van estava no seguro. “Deu perda total. Mas tava no seguro, agora vamos ver como vai ser. Meu primo está lá no local aguardando a chegada perícia”, explicou.
Ônibus também foi incendiado em Santa Cruz
Os bombeiros do quartel de Santa Cruz foram acionados para conter um incêndio num ônibus na Rua Felipe Cardoso, próximo do conjunto Cesarão, no mesmo bairro.
No subúrbio, dois carros são incendiados
Mais dois carros foram incendiados por criminosos na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com bombeiros do quartel de Irajá, o crime ocorreu na Estrada de Botafogo, em Costa Barros, no subúrbio do Rio, no trecho entre as comunidades do Morro da Pedreira e Fazenda Botafogo. De acordo com os bombeiros, os suspeitos teriam rendido os motoristas e mandado eles descerem dos carros, antes de atear fogo aos veículos. Os motoristas não se feriram.
Dez mortos em operações
Dez pessoas morreram durante operações realizadas pela Polícia Militar, na manhã desta quarta em comunidades do Rio. As operações acontecem simultaneamente na cidade, em busca de suspeitos envolvidos nos ataques que ocorreram desde domingo.
Na comunidade de Guaxá, área do Batalhão de Belford Roxo, três pessoas foram mortas. Lá, foram apreendidos um fuzil, uma espingarda e uma pistola. Em Jardim Floresta, na mesma área, quatro pessoas morreram e quatro armas foram apreendidas.
Na comunidade do Faz Quem Quer, área do Batalhão de Rocha Miranda, outras três pessoas morreram. Duas pistolas e um revólver foram apreendidos.
Na Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, a Polícia Militar prendeu um homem de 23 anos, que portava duas bombas caseiras, uma granada e gasolina. O suspeito foi encaminhado para a 34° DP (Bangu). Nesta ação, uma moto roubada foi recuperada.
Suspeito preso
Policiais civis da Divisão de Homicídios (DH) prenderam em flagrante, nesta manhã, um suspeito de ter incendiado um ônibus na Avenida Vicente de Carvalho, no subúrbio do Rio.
Segundo os agentes, o suspeito, que seria morador do conjunto de favelas do Alemão, disse que estava acompanhado de dois menores. A DH participava de uma investigação, quando avistou os suspeitos correndo por um dos acessos ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, próximo do local onde o ônibus foi incendiado. Os menores conseguiram fugir.
Disque-denúncia recebeu 95 ligações
Desde o início da nova onda de ataques ocorridos na cidade – com carros e ônibus incendiados e cabines de PM baleadas – o Disque-Denúncia, até a manhã desta quarta-feira (24), recebeu 95 ligações com informações sobre supostos responsáveis pelos crimes. De acordo com o serviço, as denúncias começaram a ser feitas no último sábado (20).
As informações estão sendo filtradas e repassadas à polícia. O serviço não está oferecendo qualquer recompensa pelas informações.
Tiroteios em favelas do subúrbio
Uma série de tiroteios em favelas do subúrbio do Rio deixa os moradores e comerciantes em pânico, na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com informações da polícia, a PM faz operações no Morro da Fé, no conjunto de favelas da Penha, e no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho. Os tiroteios são intensos, mas não há informações sobre feridos ou sobre apreensões.
Comerciantes da Avenida Vicente de Carvalho, nas imediações do Morro da Fé, na Penha, fecharam as portas e motoristas evitam passar pela região. Um ônibus foi incendiado próximo à estação do metrô.
Operações
Policiais civis retornaram à favela de Manguinhos, no subúrbio, na manhã desta quarta-feira, onde realizam uma operação atrás de suspeitos de terem participado dos ataques. Houve troca de tiros na chegada da polícia, mas não há informações sobre feridos.
De acordo com a assessoria da PM, o comandante-geral Mário Sérgio Duarte e toda a corporação estão de prontidão para o combate às ações criminosas. Com isso, todos os policiais que estão de folga estão sendo convocados para trabalhar. Além disso, está em andamento a operação Fecha Quartel, na qual os policiais que fazem serviços burocráticos são designados para auxiliar no patrulhamento nas ruas.
Dois veículos incendiados em Santa Cruz
Bombeiros do quartel de Santa Cruz foram acionados na manhã desta quarta-feira (24) para conter um incêndio num ônibus na Rua Felipe Cardoso, próximo do conjunto Cesarão, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.
Logo em seguida, foram chamados também para conter o fogo que atinge uma van na Estrada Urucânia, no mesmo bairro. Bombeiros dizem que ainda não sabem se os incêndios foram provocados por criminosos. Também não há informações sobre feridos.
13 ataques entre noite de terça (23) e madrugada de quarta (24)
Após 13 ataques entre a noite de terça-feira (23) e a madrugada desta quarta-feira (24), a Polícia Militar informou que todo seu contingente está de prontidão. Segundo o relações públicas da PM, coronel Lima Castro, todos os policiais militares foram convocados e o expediente não tem horário de término.
“Toda a Polícia Militar está de prontidão. O esquema anterior era de redução de folgas, mas nesse momento todos os policiais que estavam em casa foram convocados e o expediente não tem hora para acabar”, informou o coronel.
Estratégias não falharam, diz PM
A Polícia Militar do Rio afirmou nesta manhã que a estratégia traçada inicialmente pelos órgãos de segurança pública não falhou.
“(A estratégia) Não falhou. Fizemos uma reunião no Quartel General, quando foram dadas novas ordens, mas a participação da comunidade é fundamental. Estamos trabalhando em cima de denúncias e checando informações. As tropas continuam nas ruas e daremos seqüência ao trabalho hoje. Vai ser feito uma reunião para que se verifique se os horários tem que ser trocados, policiais remanejados e definir esses locais. Já temos alguma coisa preparada desde ontem”, disse o Relações Públicas da PM, coronel Lima Castro.
Cronologia dos ataques
Nesta quarta-feira (24), nova onda de ataques assusta os moradores. Um ônibus foi queimado em Vicente de Carvalho e um carro foi incendiado nem Cavalcanti, ambas subúrbio, e um ônibus e uma van também ficaram em chamas em dois pontos distintos de Santa Cruz, na Zona Oeste, onde a polícia ainda invetsiga se o incêndio tem relação com os ataques.
Os novos ataques aconteceram em diferentes pontos do estado. Segundo a PM, os crimes aconteceram na Dutra; no Rio Comprido, na Zona Norte; no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste; em Belford Roxo e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e em São Gonçalo e Niterói, na Região Metropolitana.
Desde domingo, três cabines da Polícia Militar foram baleadas e aconteceram, no total, 22 ataques, com 23 veículos incendiados, sendo 14 nas últimas 24 horas. Outros dois veículos encontrados em chamas ainda têm o incêndio invetsigado para verificar se há relação com os ataques.Os locais alvos de violência foram a Linha Vermelha, a Via Dutra, Irajá e Del Castilho, no subúrbio; Tijuca e Estácio, na Zona Norte; Laranjeiras e Lagoa, na Zona Sul

 fonte
>> http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/11/motorista-conta-como-socorreu-vitima-queimada-em-van-incendiada-no-rio.html
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